Não passará esta Geração

Em verdade, eu vos digo, esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam, Mat 24:34.

Esta geraçãoe seu uso indevido exegético preterista.

Por Bob DeWaay. Originalmente postado em Critical Issues Comentary

Traduzido por AL Franco

“Vários anos atrás, publiquei um artigo sobre Mateus 24:34, onde afirmei que “esta geração” era um termo pejorativo sobre a liderança judaica rebelde (1).

No artigo de hoje, apoiarei essa afirmação, fornecendo uma gama de estudos de significado do termo “geração” (grego genea) conforme usado no Novo Testamento. Mostrarei que o termo “geração” é mais freqüentemente usado no Novo Testamento em um sentido qualitativo (pessoas do mesmo tipo) e não quantitativo (pessoas do mesmo tempo).

A palavra grega para geração é encontrada 37 vezes no Novo Testamento. Apenas cinco deles estão fora dos evangelhos e Atos. Tal como acontece com a maioria das palavras, tem uma gama de significados dependendo do seu contexto. Quando usado no plural, denota “gerações sucessivas de pessoas”, seja no passado ou no futuro, e é usado dessa forma 8 vezes no NT (2).

Dos 29 outros exemplos de seu uso, o termo claramente significa o tempo durante a vida ou era de alguém – duas vezes (Atos 8:33 sobre o Messias e Atos 13:36 sobre a geração de Davi). São os outros 27 casos que serão importantes para nos ajudar a entender como Mateus usou o termo em Mateus 24:34.

Esta passagem é idêntica nos sinópticos: “Em verdade vos digo que esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam ” (Mateus 24:34 ; Lucas 21:32 ; Marcos 13:30), tudo a partir do discurso das Oliveiras. A passagem em Mateus é mais comumente citada pelos preteristas como prova de que as profecias que Jesus deu deveriam ter sido cumpridas dentro de quarenta anos ou uma geração de pessoas então vivas (70 DC eles dizem). Considerado dessa forma, o termo “geração” é apenas um modificador quantitativo de tempo.

Vou fornecer evidências de que essa interpretação está errada. Além desses três casos em disputa, restam 24 outras ocasiões em que genea é usada no Novo Testamento. Estas serão a chave para a compreensão de Mateus 24:34 e os paralelos sinópticos.

O termo genea é usado com mais frequência no Novo Testamento em sentido pejorativo. Nesses casos, quando “geração” é usada pejorativamente (freqüentemente com modificadores como “mal, incrédulo, perverso,” etc.), funciona como uma declaração qualitativa sobre um grupo de pessoas. Embora muitas vezes, mas nem sempre, seja dirigido às pessoas que viviam, a ideia principal é a condição espiritual das pessoas, não o número de anos ou o tempo de vida. O significado nesses casos é “um grupo étnico exibindo semelhanças culturais – ‘pessoas do mesmo tipo” (3).

Quando usado dessa forma no Novo Testamento, as semelhanças são sempre características ruins. Existem alguns casos em que as ideias de “pessoas da mesma época” e “pessoas do mesmo tipo” são combinadas. Por exemplo, em Lucas 11: 29-32 vemos uma caracterização negativa daqueles que exigiram um sinal: “E a medida que as multidões aumentavam, Ele começou a dizer: Esta geração é uma geração iníqua; ela busca um sinal, mas nenhum sinal será dado a ela, exceto o sinal de Jonas. Pois assim como Jonas se tornou um sinal para os ninivitas, o Filho do Homem o será para esta geração. A Rainha do Sul se levantará com os homens desta geração no julgamento e os condenará, porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e eis quem é maior do que Salomão. Os homens de Nínive se levantarão com esta geração no julgamento e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis aqui quem é maior do que Jonas”.

Embora se refira claramente àqueles que testemunharam Jesus, mas não creram Nele, a ideia principal é sua maldade – não apenas quando estavam vivos. Digo isso porque “esta geração” não se aplica a todos os judeus ou a todas as pessoas que então viviam. Alguns acreditaram; aqueles não serão condenados no julgamento final.

Surpreendentemente, todos os 24 casos de uso de “geração” no Novo Testamento que não se referem a gerações sucessivas ou obviamente à vida de alguém são qualitativos ou têm um forte componente qualitativo (4). Em nenhum desses usos “geração” significa “todas as pessoas, sem exceção, vivas ao mesmo tempo”, nem significa “todos os judeus, sem exceção”. A ideia qualitativa é vista, por exemplo, nesta passagem: “E seu amo elogiou o mordomo injusto, porque ele agiu astutamente; pois os filhos deste mundo são mais astutos em relação à sua própria espécie do que os filhos da luz” (Lucas 16: 8). A NASB traduziu “ genea – geração” como “espécie”. Paulo usou o termo da mesma forma aqui: “para que sejais irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus irrepreensíveis, no meio de uma geração desonesta e perversa, entre a qual resplandeceis como luzes no mundo”(Filipenses 2:15). Ele está discutindo um tipo de pessoa, não um período da história. Esta passagem se aplica a todos os cristãos ao longo da história da igreja.

Ao realizar uma série de estudos de significado, como estamos fazendo aqui, é de extrema importância saber como o mesmo autor usou um termo, particularmente no mesmo texto e em contextos semelhantes. Portanto, como Mateus usou genea em passagens anteriores a Mateus 24:34, a evidência mais forte de seu significado estão ali. Os primeiros quatro usos (excluindo 1:17 onde o plural é usado referindo-se a uma genética) estão em Mateus 12: 39-45:

Mas Ele respondeu e disse-lhes: Uma geração má e adúltera anseia por um sinal; e nenhum sinal lhes será dado, exceto o sinal do profeta Jonas; pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra. Os homens de Nínive se levantarão com esta geração no julgamento e a condenarão porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e eis que algo maior do que Jonas está aqui. A Rainha do Sul se levantará com esta geração no julgamento e a condenará, porque ela veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e eis que algo maior do que Salomão está aqui. Agora, quando o espírito imundo sai de um homem, ele passa por lugares áridos, buscando descanso, e não o encontra. Então diz: ‘Voltarei para minha casa de onde vim’; e quando chega, encontra-a desocupada, varrida e em ordem. Então ele vai, e leva consigo sete outros espíritos mais perversos do que ele, e eles entram ali; e o último estado desse homem se torna pior do que o primeiro. Assim será também com esta geração má”.

A dimensão qualitativa desses usos é inegável. Foi falado em resposta aos fariseus exigindo um sinal. Sua aplicação não limita a “geração” às pessoas vivas, sejam elas quem forem ou por quanto tempo possam viver, mas se aplica àquelas (como a passagem paralela em Lucas discutida anteriormente) que se recusaram a crer em Cristo e permaneceram sob o julgamento de Deus.

O próximo uso em Mateus está em 16: 4: “Uma geração má e adúltera busca um sinal; e nenhum sinal será dado, exceto o sinal de Jonas. E Ele os deixou e foi embora”. Esta é uma repetição da condenação anterior no capítulo 12 e também caracteriza as pessoas por suas qualidades espirituais não apenas quando viveram na história (pessoas do mesmo tipo é a ideia mais proeminente, não pessoas da mesma época). O sinal de Jonas é uma referência à morte, sepultamento e ressurreição de Cristo. Esse evento é o sinal de que Ele é o Messias. Este sinal se aplica a todas as gerações, não apenas às do primeiro século. Paulo disse: “Os judeus procuram sinais”, mas nós pregamos a Cristo crucificado” (1 Coríntios 1:22, 23) O Calvário se tornou o sinal definitivo e aqueles que rejeitam esse sinal (em qualquer momento da história da igreja) estão sob condenação.

Em Mateus 17:17 lemos: “E Jesus respondeu, e disse: ‘Ó geração incrédula e perversa, até quando estarei convosco? Quanto tempo lhe devo aturar? Traga-o aqui para mim”. Isso não foi falado diretamente aos discípulos, mas à descrença geral que Ele encontrou em Israel. Alguns estudiosos pensam que “incrédulos e pervertidos” são alusões a Deuteronômio 32: 5, 20 (5). A mesma palavra grega para “perversa” é encontrada tanto em Mateus quanto na LXX de Deuteronômio. A alusão ao Deuteronômio mostra a ideia de solidariedade corporativa. A incredulidade deles quando Jesus estava presente realizando atos poderosos ecoa a descrença daqueles que foram libertos do Egito pelos feitos poderosos de Deus e então resmungaram no deserto. Moisés escreveu: “Eles agiram corruptamente para com Ele. Não são Seus filhos, por causa de seus defeitos; Mas são uma geração perversa e tortuosa” (Deuteronômio 32: 5 -“geração” é genea na LXX). Visto que isso fazia parte do cântico de Moisés, não era apenas para as pessoas então vivas, mas também para as gerações futuras: “Pois eu sei que depois da minha morte agireis perversamente e se desviarão do caminho que eu vos ordenei; e o mal cairá sobre ti nos últimos dias, porque farás o que é mau aos olhos do Senhor, provocando-O à ira com a obra das tuas mãos” (Deuteronômio 31: 9). As pessoas nos dias de Jesus tinham as mesmas características das dos dias de Moisés e continuaram depois da ascensão de Jesus, assim como depois da morte de Moisés.

O próximo uso de genea em Mateus também está em uma passagem que liga as qualidades negativas atuais a pessoas com qualidades semelhantes de outras épocas da história de Israel: “Portanto, eis que vos envio profetas, sábios e escribas; Alguns deles vós matareis e crucificareis, e a outros perseguireis de cidade em cidade, para que caia sobre vós a culpa de todo o sangue justo derramado na terra, do sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Berequias, a quem mataste entre o templo e o altar. Em verdade vos digo que todas essas coisas hão de vir sobre esta geração” (Mateus 23: 34-36).

Esta passagem é claramente uma cruzada de gerações. Vai do passado distante (o tratamento de Abel por Caim) para o futuro (eis que envio … vós matareis). O que caracteriza “esta geração” em Mateus 23:36 (o uso paralelo mais próximo de genea àquele em Mateus 24:34 ) não é quantos anos certas pessoas viveram, mas suas qualidades espirituais. Aqueles que rejeitaram Jesus e O mataram são da mesma espécie daqueles que mataram os justos ao longo da história do Antigo Testamento e aqueles que matariam os representantes de Jesus no futuro. O que todas essas pessoas têm em comum não é a era da história em que vivem, mas suas características espirituais negativas. Este é um exemplo vívido do uso qualitativo de “geração” em Mateus e em outras partes do Novo Testamento e também no Antigo.

Tendo visto que em Mateus genea é usada qualitativamente, freqüentemente em conexão com adjetivos pejorativos, estabelecemos como Mateus usou o termo dentro de sua gama de significados.

Vamos, portanto, examinar Mateus 24:34 e ver se há razão para acreditar que Mateus mudou repentinamente seu uso. A passagem diz: “Em verdade vos digo que esta geração não passará até que todas essas coisas aconteçam”. Qual geração? Aqueles que por acaso estão vivos, sejam quem forem? A única outra vez que descobrimos que o uso de genea no Novo Testamento é em Atos 8:33 e 13:36, quando está ligado à vida de pessoas especificamente mencionadas (O Messias e Davi). Em todos os outros lugares, o termo “geração”, usado no singular, tem conotações qualitativas. Os preteristas que consideram este incidente em Mateus 24:34 como APENAS quantitativo o fazem contra a evidência contextual em Mateus. Quando Jesus quis fazer uma restrição de tempo, Ele disse “alguns de vocês aqui não provarão a morte até …” (Mateus 16:28) referindo-se provavelmente ao Monte da Transfiguração. Oito usos anteriores em Mateus tinham conotações qualitativas, como mostramos. Por que isso mudaria repentinamente sem aviso prévio? A resposta? Não foi mudado!

Se tomarmos “esta geração” em Mateus 24:34 como significando a mesma coisa que significa em Mateus 23:36 e em outros lugares – judeus rebeldes e incrédulos como sintetizado por sua liderança, então podemos entender isso no contexto da profecia bíblica. Jesus está predizendo que a liderança judaica e a maioria de seus seguidores permaneceriam no cenário da história e permaneceriam em sua condição de descrentes até que as profecias em Mateus 24: 1-33 se cumprissem. Eles então morrerão. Como e por quê? Porque o Messias retornará e trará julgamento sobre os incrédulos, banindo-os do Seu Reino e reunirá o remanescente crente e “todo o Israel será salvo”.

Paulo fez esta declaração importante: “Pois não quero, irmãos, que estejam desinformados deste mistério, para que não sejais sábios em sua própria consciência, que um endurecimento parcial veio a Israel até que a plenitude dos gentios chegasse; e assim todo o Israel será salvo, como está escrito: ‘O Libertador virá de Sião, removerá de Jacó toda a impiedade”( Romanos 11: 25-26). O endurecimento do Israel nacional, que é o que os torna uma geração desonesta e incrédula, é parcial e temporário.

Sempre houve um remanescente crente. Esses não estão incluídos na “geração da sua ira” (Jeremias 7:29). Aqui está o que Jesus prediz: “O Filho do Homem enviará Seus anjos, e eles recolherão de Seu reino todas as pedras de tropeço e todos os que cometem o mal, e os lançarão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no reino de seu pai. Quem tem ouvidos, ouça” (Mateus 13: 41-43).

O mesmo “Israel” que está parcialmente endurecido agora será “salvo” – o Israel nacional, étnico. Quando o Messias reinar fisicamente na terra, será sobre um Israel justo, não sobre uma geração perversa e má.

Nosso estudo de extensão de significado concluiu que genea é usado com mais frequência no Novo Testamento como um termo qualitativo do que cronologicamente quantitativo. Nosso estudo em particular do Evangelho de Mateus mostra que Mateus o usa dessa maneira. Também mostramos que considerar o uso em Mateus 24:34 dentro da mesma faixa de significado faz sentido naquele contexto e se ajusta ao que sabemos sobre a profecia bíblica de outras passagens. Portanto, a interpretação preterista típica é inventada e falha em considerar a preponderância de evidências no Novo Testamento para o significado de genea em tais contextos”.

Edição 100 – maio / junho de 2007
Notas finais

1 – Número 77 do CIC; Julho / agosto de 2003HTTP://CICMINISTRY.ORG/COMMENTARY/ISSUE77.HTM

2 – Matt. 1:17; Lucas 1:48, 50; Atos 14:16; 15:21; Eph. 3: 5, 21; Col. 1:26.

3 – Louw, JP e Nida, EA (1996, c1989). Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento: Baseado em domínios semânticos (ed. Eletrônica da 2ª edição.) (1: 111). Nova York: sociedades bíblicas unidas.

4 – Mat 11:16; 12:39, 41, 42, 45; 16: 4; 17:17; 23:36; Marcos 8:12, 38; 9:19; Lucas 7:31; 9:41; 11,29,30,31,32,50,51; 16: 8; 17:25; Atos 2:40; Filipenses 2:15; Heb. 3:10.

5 – “Os adjetivos“ incrédulo ”e“ perverso ”ecoam Dt 32: 5, 20 e sugerem tanto falta de fé quanto imoralidade”. Blomberg, C. (2001, c1992). Vol. 22: Mateus (ed. Eletrônica). Logos Library System; The New American Commentary (267). Nashville: Broadman & Holman Publishers.

O Destino de duas Cidades

Na visão profética de João, “Babilônia” é  destruída por um incêndio. Apocalipse 18:8,17,18, diz, “Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga”E todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longeE, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?…”

Os preteristas alegam que Jerusalém foi um centro de intercâmbio comercial, e que a profecia revela como ela foi completamente destruída por um incêndio em 70 dC. Acrescentam também que a queima de Jerusalém pelo fogo tinha significado teológico.

Acreditam eles que Jerusalém é a Grande Babilônia de Apocalipse 18, tendo sua queda descrita neste capítulo. Entendem que aqui está o registro do  julgamento de Deus advindo através do exercito romano em 70 dC:

Apoc 18:1,21 Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável… E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.

Se a hipótese de Babilônia­/Jerusalém estivesse correta, então Jerusalém nunca seria reconstruída novamente, como afirma o final do verso 21. Portanto, essa não pode ser uma descrição de Jerusalém, pois a Escritura fala repetidamente do retorno desta cidade à proeminência durante o reino milenar (Isaías 2:3; Zc 14:16; Apoc 20:9).

Além disso, segundo eles, a  cidade de Jerusalém é muitas vezes referida como uma filha, e se apoiam em referencias no Velho Testamento para encaixar Jerusalém nesta profecia de Apocalipse.

Lamentações 2:15           Todos os que passam pelo caminho batem palmas, assobiam e meneiam as suas cabeças sobre a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que denominavam: perfeita em formosura, gozo de toda a terra?

16           Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este é o dia que esperávamos; achamo-lo, vimo-lo.

17           Fez o Senhor o que intentou; cumpriu a sua palavra, que ordenou desde os dias da antiguidade; derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários.

18           O coração deles clamou ao Senhor: Ó muralha da filha de Sião, corram as tuas lágrimas como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês descanso, nem parem as meninas de teus olhos.

A infidelidade a Deus é frequentemente comparada à imoralidade sexual. A pena para a prostituição pela filha do sumo sacerdote apelou para uma punição especial, era para ser queimada até a morte.

Levítico 21:9       E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana a seu pai; com fogo será queimada

O preteristas chegaram a conclusão que  quando foi oferecida a Jerusalém a graça de receber o Messias, tendo ele sido rejeitado,  ela inevitavelmente entrou na profecia como  “a prostituta  Babilônia”, que é posteriormente queimada até a morte. Entretando, há um problema com essa comparação absurda; Jerusalém  realmente é identificada como a prostituta de Ezequiel 16, mas neste caso, Jerusalém é perdoada e restaurada no final do capítulo (versículos 60-62). Isto entra em contradição com a Grande Meretriz de Apocalipse 17-18, da qual se diz: “E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.” (Apocalipse 18:21).

Observem o seguinte: Em Isaías 1:21-26 diz que Jerusalém era fiel no começo (1:21), então se tornou uma prostituta (mesmo verso) e, em seguida, no final está curada, perdoada e restaurada (1:26).

Em Jeremias 2:13 – 3:25, Israel já foi fiel (2:17), em seguida, virou-se para prostituição (2:20) como uma esposa que parte de seu marido (3:20), mas está prometida a recuperação no final, se ela se arrepender (3:14-18).

Em Ezequiel 16, Deus entrou em pacto com Jerusalém (16:8), mas Jerusalém se prostituiu (16:15), mas  é finalmente restaurada por causa da Aliança (16:60-62).

Em Oséias 2, falando da casa de Israel,  que era uma vez fiel (2:14-15),  então se prostituiu (2:5), mas que será restaurada no final (2: 19-23).

Este são contextos que falam da Cidade Santa,  contrário do que encontramos quando a referência é aplicada a outras cidades. Tiro, por exemplo,  é retratada como prostituta em  Isaías 23; nada é dito sobre Tiro  ter sido uma esposa fiel. Para começar, e podemos aprender com Ezequiel 26:21, quando Tiro é destruída, não existirá jamais: “Farei de ti um grande espanto, e não mais existirás; e quando te buscarem então nunca mais serás achada para sempre, diz o Senhor Deus.“. Naum não disse  que a prostituta Nínive havia sido fiel a Deus, e Naum 2:13 diz que se ela for  destruída, Nínive não será jamais restaurada.

Embora em Jeremias 50-51 Babilônia não é explicitamente chamada de prostituta, esta é a passagem do Velho Testamento que tem mais em comum com o Apocalipse 17-18. A Babilônia de Jeremias 50-51, Tiro de Isaías 23 e Ezequiel 27, Nínive de Naum, e Babilônia de Apocalipse 17-18,  têm uma coisa em comum: todos eles vão ser destruídos e não restauradas jamais (Jeremias 51:64).

Não existe salvação ou resgate para a prostituta, ela será destruída juntamente com a besta e o falso profeta. Observem a união em detalhes de quatro versículos em Apocalipse 18:16,21-23 “…  Ai! ai daquela grande babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo…  Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada… porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias

Jerusalém não pode entrar nesse texto como  uma FORTE cidade pelo fato de sempre ter sido invadida por outros povos em toda sua História. Jerusalém jamais esteve montada na besta do poder romano (17:3; cf. 13:1-8): Jerusalém foi dominada pelos romanos no tempo dessa profecia. No entanto, com relação a prostituta, a Bíblia diz que ela estava assentada sobre muitas águas (17:1): Seu poder vinha dos povos dominados. Com ela se prostituíram os reis da terra (17:2): Roma dominava os reis de muitos países na época da escrita do Apocalipse; uma descrição da Babilônia antiga (Jeremias 51:7);

Apocalipse fala sobre o vinho (doutrina) de sua devassidão (17:2). Ao mesmo tempo Roma foi  conhecida por sua imoralidade e excessos;

Vestida de púrpura, escarlate, ouro, pedras preciosas, etc. (17:4; 18:16): Luxo, nobreza, sedução; os soldados da Babilônia antiga também se vestiam de escarlata (Naum 2:3);

Cálice de abominações e imundícias (17:5): Babilônia foi o cálice que fez as nações enlouquecerem (Jeremias 51:7);

Embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus (17:6; 18:20, 24): Roma (Império Romano, a possível besta) perseguia os cristãos, especialmente nos reinados de Nero e Domiciano.

A mulher é a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17:18): Roma no ano 100 (O ano em que o Apocalipse foi escrito) era a Capital do Mundo. Roma dominava os reis da terra na época de João.

Destruição interna (17:16-17): História do declínio de Roma (cf. Daniel 2:42-43).

A sentença para a Babilônia de Apocalipse é destruição sem restauração, como vimos nos versículos acima. Porém, o mais importante é atentar para a leitura de alguns textos da carta de Paulo aos romanos com relação ao povo incrédulo de Israel.

Observem a promessa em Romanos capítulo 11:

23 E também eles (Israel), se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. 

24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!

25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.

26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. Romanos 11

Uma vez que Jerusalém será restaurada após um período de rebelião, mas Mistério Babilônia não será restaurada jamais, conclui-se que a Babilônia de Apocalipse 18 não pode ser Jerusalém.

Disciplina nacional ao invés de separação é também o tema do livro do Apocalipse, que conclui com um retrato do estado restaurado de Israel (Ap 20:9).  Há pouca dúvida de que esta “Cidade amada”, que será destaque no milênio é Jerusalém. O Antigo Testamento muitas vezes descreve Jerusalém da mesma maneira (Sl 78:68; 87:2; Jer 12:7) e também prevê seu futuro retorno para a glória (Isa 2:2-4; Zac 14:17).

Israel será novamente líder entre as nações. Assim, longe de ser um livro sobre a separação de Israel, o Apocalipse é realmente sobre a eventual restauração de Israel. Portanto, Apocalipse 18 jamais poderia fazer referência a queda de Jerusalém, pois ali é dito que a Grande Cidade, Babilônia, cai, para nunca mais ser reerguida. Por outro lado a profecia de Apocalipse 18 ainda não recebeu cumprimento.

DETALHES BOMBÁSTICOS contra a tese preterista

Em sua queda definitiva, Babilônia/Jerusalém – como desejam os preteristas -, no capítulo 18 de Apocalipse, se “tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável”, mas dois capítulos depois de ser totalmente devastada, aparece protegida por Deus e sendo amada por Ele.

Apoc 20:9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo do céu, e os devorou.

Os preteristas garantem que o Apóstolo João registra suas visões testificando sobre os infortúnios que viriam sobre a Babilônia/Jerusalém, denominando-a de mãe das prostituições e abominações da terra,  de prostituta, de iníqua, de que irá beber do cálice da ira do Deus vivo, de morada de demônios, de covil de todos os espíritos imundos, de esconderijo de toda ave imunda e ODIÁVEL, mas não conseguem explicar porque ela em seguida, mesmo depois de devastada totalmente, ainda é chamada de “… a cidade amada…”, Apoc 20:9.

Essa escola doutrinária absurda afirma que Deus julgou Jerusalém no capítulo 18 de Apocalipse, e que,  através da escrita de João, Deus passa os primeiros 18 capítulos de seu livro detonando com a Babilônia (“Jerusalém”) destruindo-a para que ela nunca mais se levante novamente, mas logo depois do capítulo 19, lá está outra vez Jerusalém sendo acolhida e protegida por Deus como cidade AMADA. Alguém poderia encontrar contradição mais medonha do que esta?

Mas não é só isso; Deus ainda escolhe esta mesma “Babilônia – Jerusalém” como o nome da cidade que iria descer dos céus:

“… E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” – Ap.21,2.

O MAPA DE DEUS NA ESTRADA PROFÉTICA

Deuteronômio fornece um mapa profético que cobre toda a história, desde quando Israel começou a caminhar pela estrada, cerca de 3400 anos atrás; O Senhor deu um esboço da sua história inteira através de seu porta-voz, Moisés. Deuteronômio é esta revelação, e é como um roteiro para onde a história é dirigida antes da viagem entrar em curso; e deve-se acrescentar que os diferentes segmentos da viagem histórica foram atualizados com mais detalhes a serem adicionados ao longo do caminho.

No processo de exortação de Moisés para a nação de Israel, ele dá em Deuteronômio 4:25-31, um esboço do que vai acontecer com essa nação eleita, depois de cruzar o rio Jordão e se estabelecer na terra prometida.

Um resumo destes eventos:

1) Israel e seus descendentes permaneceriam muito tempo na terra.

2) Israel agiria de forma corrupta e escorregaria em idolatria.

3) Israel seria expulso da terra.

4) O Senhor os espalharia entre as nações.

5) Israel seria entregue à idolatria durante suas andanças.

6) Embora dispersos entre as nações, Israel  há de   procurar e encontrar o Senhor quando Ele  procurar de todo o seu coração.

7) Viria um tempo de tribulação  a ocorrer nos últimos dias, período em que eles iriam voltar para o Senhor

8) “Porque o Senhor vosso Deus é um Deus compassivo, Ele não te deixará nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança com vossos pais, que jurou a eles” (Deuteronômio 4:31).

Se os cinco primeiros eventos têm acontecido com Israel e nenhum intérprete evangélico poderia negar tais fatos, então fica claro no texto que os eventos finais ocorrerão também para a mesma nação da mesma forma como os eventos anteriores. Isto é mais claro no contexto, pois a Bíblia não “muda de cavalo no meio do caminho”, para que de repente, Israel, que recebeu as maldições, caia fora da imagem e a Igreja assume e recebe as bênçãos. A Bíblia nada ensina que Deus abandonou Israel (cf. Rom. 11:1).

Qualquer leitor do texto terá que admitir que a mesma identidade é conhecida em todo o conjunto do texto em análise. Se for verdade que o mesmo se destina Israel ao longo do texto, então os três últimos eventos ainda têm de ser cumpridos por Israel da mesma forma histórica em que os cinco primeiros eventos são reconhecidos por todos como tendo ocorrido. Assim, uma realização dos três eventos finais na vida de Israel terá de acontecer no futuro.

Esta passagem em Deuteronômio conclama um retorno do Senhor depois da Tribulação dos tempos finais, e não um julgamento em 70 dC. Isto significa que uma visão futurista da profecia é suportada a partir desta passagem no início e durante todo o resto das Escrituras.

Tão significativo como Deuteronômio quatro está em estabelecer a história profética do povo eleito de Deus, uma narrativa expandida da história futura de Israel é fornecido também em Deuteronômio capítulos 28-32 e partes do 26. Aqui é onde vemos realmente surgir o matrix das grandes profecias do Antigo Testamento sobre Israel.

26:3-13; 28:1-14 As condições de bênção para seguir a obediência

31:16-21 A apostasia chegando

28:15-60 A aflição que Deus iria trazer sobre Israel, enquanto ainda na terra, por causa de sua apostasia

28:32-39, 48-57 Israel será levado cativo

27, 32 Os inimigos de Israel  possuirão sua terra por um tempo

28:38-42; 29:23 A terra em si permanecerá desolada

28:63-67; 32:26 Israel será espalhado entre as nações

28:62 O tempo virá em que Israel será em pequeno número

28:44-45 Apesar de punido Israel não será destruído

28:40-41; 30:1-2 Israel vai se arrepender de sua tribulação

30:3-10 Israel será recolhido junto das nações e trazido de volta à sua terra dada por Deus

Nem todos os eventos  acima resumidos  certamente tiveram lugar durante, ou antes, da destruição de Jerusalém em 70 dC. Parece estar se moldando que, enquanto o incidente do ano 70 dC  foi de fato um evento profetizado, os itens remanescentes no roteiro profético de Israel ainda não foram cumpridos.

O que é triste com a interpretação preterista é que ele reconhece as maldições sobre Israel, mas não as bênçãos futuras que Deus também prometeu. O Preterismo diz que Israel recebe as maldições, mas a igreja recebe bênçãos de Israel. Não é isso que diz a Bíblia; para que as bênçãos sobre Israel literalmente ocorram, assim como as maldições do passado, só faz sentido se as localizamos num tempo futuro.

Dentre todas as profecias anunciadas, ainda temos as que afirmam que o estado de Israel/ Jerusalém será reerguido reinando entre as nações,

Isaías 2

E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.

E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.

E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear.

Zacarias 14:17    E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.

Apoc 20:9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.

Os textos citados acima fazem referencia a Jerusalém, o que não está de acordo com a visão preterista que afirma ter sido a cidade santa, a qual denomina de a grande Babilônia, destruída para sempre em Apocalipse 18,

21 E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.

22 E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;

23 E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá

Apoc 18:14 E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.

O fim vem… Quem viver verá!

A Tribulação não ocorreu em 70 dC

De acordo com o preterismo, não haverá arrebatamento, não haverá tribulação, não haverá Anticristo ou uma marca da besta – eles garantem que tudo isso já aconteceu em 70 dC.

Os preteristas fazem pleno uso da ginástica hermenêutica com voltas duplas para evitar a realidade: “que Israel voltou para sua terra e, diante dos próprios inimigos da Bíblia, está pronto para cumprir as profecias que foram anunciadas pelos profetas, as quais se realizam nos últimos dias”. Com a negação obstinada e insistente destes fatos, o preterismo ainda continua a deter um modelo ultrapassado profético.

Mais de 300 profecias do Velho Testamento, Jesus cumpriu literalmente, 30 delas no dia em que morreu. Portanto, temos a interpretação na Bíblia como a profecia é cumprida. Mudar isso é ignorar a palavra do jeito que foi escrita.

Olhe agora para as profecias da tribulação, se elas foram cumpridas na forma como a Bíblia explica. Muitas vezes não é o peso das longas explicações que justificam a posição como válida. Devemos considerar o que está faltando de tão importante para a equação. A profecia bíblica é específica e só pode ser cumprida quando todos os elementos estão presentes dentro do contexto e tomaram lugar quase sempre do jeito que está escrito. Se não, então não podemos afirmar que tenha ocorrido.

Vamos começar com a base para este ponto de vista da profecia. Em Apocalipse 1:9 está escrito: “Eu, João, seu irmão e companheiro na tribulação…”.

Os preteristas assumem a posição de que João escreveu o Apocalipse antes de 70 dC, que alegam ser a tribulação. Se João menciona a tribulação, significa que a grande tribulação ocorreria imediatamente antes da destruição de Jerusalém. De acordo com o Preterismo João está dizendo que ele é seu companheiro [de Jerusalém] na grande tribulação que estava por vir sobre eles.

Jesus muitas vezes usou a palavra tribulação, e cada vez que Ele descreveu a Tribulação ela tinha uma qualificação. Jesus acrescenta à palavra tribulação uma outra palavra: grande (grego-megas), para significar superior ou grande, que intensifica o significado. Em seu contexto, toda a terra e seu ambiente serão atingidos e tornará uma panela de pressão. Será a última tribulação desse tipo, e irá terminar somente por Sua vinda a Terra.

Verso chave

Apo. 3:10 “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que virá sobre todo o mundo, para tentar os que habitam sobre a terra.”

Obviamente o mundo inteiro será envolvido neste julgamento, não é apenas isolado para Israel. Esta seria a Grande Tribulação mencionada por Jesus,

Matt 24:21: “Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até este momento, nem haverá jamais.”

Atente para o detalhe quando o verso afirma que igual a essa tribulação “não haverá jamais” outra. Segundo os preteristas, na “grande tribulação” que veio sobre Jerusalém em 70 dC, um milhão de judeus foram mortos e outras desgraças ocorreram. No entanto, em outra tribulação, envolvendo os mesmos israelitas – o Holocausto de Hitler – morreram, entre judeus e não judeus, aproximadamente 40 milhões de pessoas.

Alguns preteristas tentando dramatizar o sofrimento dos judeus em 70 dC, e querendo dar ênfase à tão terrível tribulação com a intenção de rotular como catástrofe exagerada para que se entenda que igual aquela jamais haverá outra, lembram que na fome que se alastrou dentro da cidade matavam-se os próprios familiares para servir de alimento. O problema é que na tribulação do holocausto, judeus foram transformados em carteiras – os alemães usavam pele humana (dos judeus) para várias outras utilidades. Por outro lado a segunda guerra mundial pode ser citada como a pior tribulação de todos os tempos até o presente momento. Logo, a tribulação a qual Jesus faz referência no verso acima, ainda não ocorreu.

Temos de olhar para a palavra e a DESCRIÇÃO Bíblica desta grande tribulação e entender a diferença entre tribulação, que vem a todos os santos, e a tribulação que será o julgamento da ira de Deus sobre TODO O MUNDO. É isso mesmo, Jesus fala que essa tribulação “virá sobre todo o mundo” (Apo. 3:10) e não apenas sobre Jerusalém.

Agora vamos ler novamente Apocalipse 1:9: “Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na tribulação, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.”

Tribulação – Grego – thlipsei: pressão (literal ou figurativamente):

Aflitos (- ção), angústia, sobrecarregados na perseguição.

João não fez referência ao que Jesus diz em Mat 24:21, 22: “… Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até este momento, nem haverá jamais. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados“.

Só o Senhor Jesus pode parar essa tribulação na ocasião do seu retorno, quando finalmente irá destruir os exércitos do mundo que se reunirão contra ele. Isso não aconteceu como previsto. O Senhor Jesus não voltou durante a batalha do Armagedom, porque essa batalha não ocorreu da forma como foi escrito.

Promessa de redenção para Israel na Tribulação

Jeremias 30:7-11

Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. Porque será naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros. Mas servirão ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei. Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei de terras de longe, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente.”

A promessa para a Babilônia de Apocalipse é destruição sem chances de recuperação, o que não pode ser uma palavra para Jerusalém que no fim dos tempos descansará em paz…

Observem algumas frases: “nunca mais se servirão dele os estrangeiros”, “te livrarei de terras de longe”, “e Jacó voltará, e descansará”, “darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei e ficará em sossego”.

As nações serão punidas, o que ainda não ocorreu,

Zacarias 14:2 “… eu ajuntarei todas as nações para a batalha contra Jerusalém“. Esse encontro de “todas as nações da terra” (Zacarias 12:3) contra Jerusalém nunca ocorreu.

O que não aconteceu em 70 dC prova que o Preterismo é falso!

A Grande Apostasia aconteceu em 70 dC!

De acordo com Preterismo não há apostasia aumentando à medida que avança a história, em vez disso, devemos aguardar a cristianização do mundo. A Grande Apostasia teria acontecido no primeiro século, enquanto os apóstolos ainda estavam vivos construindo a igreja, e terminou completamente em 70 AD, enquanto João continuou a viver.

1 Tm. 4:1: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé.” Estes são os últimos dias mencionados em Miquéias 4:1 “MAS nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos“. A diferença é que 1 Timóteo 4 precede Miquéias 4.

Os preteristas logo que veem a palavra últimos dias e últimos tempos afirmam ser os últimos dias de Jerusalém – ainda mais quando estas palavras aparecem seguidas de outras, como: destruição, cólera, ira, julgamento, apostasia e semelhantes. Porém, o problema é que quanto mais tentam argumentar, mais se atrapalham. Por que? Porque é inaceitável manter a tese de que uma apostasia foi concluída antes de 70 dC, quando a igreja tinha apenas começado a aumentar e se espalhar para outras regiões, além de Israel. Também não vemos a casa do Senhor estabelecida no Israel de 70 dC, para onde “afluirão todos os povos” como diz a passagem paralela de Miquéias.

Na Tribulação há 144.000 Judeus ungidos para o Ministério.

Os 144.000 evangelistas judeus vêm de todas as tribos, o que nunca aconteceu da forma como é descrito antes de 70 dC, nem o resultado de sua pregação: Apoc 7:9 “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.”

E os versos 13 e 14 concluem: “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.”

Repare que eles são salvos de todas as nações, (não apenas da província romana), era “uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas.

Tratado de paz

Um acordo é feito com Israel, um tratado de paz que começa antes da tribulação. Claro que os preteristas têm que mudar esta escritura óbvia e achar um significado alternativo para adicionar outro tijolo no muro e construir seu argumento. Alguns dizem que Daniel 9 refere-se a aliança de Jesus, que é uma interpretação terrível.

Dan. 9:27 “Então, ele deve confirmar uma aliança com muitos por uma semana, mas no meio da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta.” A palavra para aliança é beriyth, que é a mesma palavra hebraica para aliança em outros lugares. A palavra ‘fim’, ou desistir é shabat, que todos nós podemos reconhecer como a palavra para repouso ou desistir, parar de trabalhar.

Por que todas as nações parceiras querem levar Israel a assinar um tratado de paz hoje? Rumores de paz estão constantemente ocorrendo, mas isso tudo não significa nada para um preterista…

O mundo inteiro está querendo ver esse tratado de paz feito que a Bíblia menciona em 1 Tess. 5:2-3 “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.”

Há um problema seríssimo com a interpretação preterista desta passagem, a qual, segundo eles, deve ser entendida dessa forma,

“Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando [os habitantes de Jerusalém] disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

O exército romano veio como um ladrão na noite? Houve paz e segurança nos anos que antecederam a destruição de Jerusalém? Óbvio que não, pois Jerusalém estava debaixo do domínio opressor romano desde antes do nascimento do Senhor. Por outro lado jamais foi feito algum acordo de paz entre Israel ou quem quer que seja.

O mundo verá esta aliança como os meios para pôr fim à guerra e ter segurança no Oriente Médio, mas em vez disso, essa aliança vai trazer o pior pesadelo para o mundo.

O Homem do Pecado

2 Tessalonicenses 2:3-4, diz: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim [a grande tribulação e o dia do Senhor] sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

Os preteristas reivindicam que Nero foi o anticristo, mas dificilmente ele seria o homem adequado que a Bíblia descreve. Nero jamais esteve em Jerusalém, e mesmo que possa ser um tipo daquele que “vem”, ele não cumpriu os detalhes da profecia bíblica. E além disso tudo, ele não assinou nenhum pacto com Israel imediatamente antes da Tribulação. As pessoas não fugiram de Jerusalém por causa de Nero indo para o templo declarando-se Deus – ele não entrou no templo depois de três anos e meio do acordo ter sido assinado (Dan. 9: 27). Novamente, se a profecia não está concluída da forma como foi escrito, então não foi cumprida, ainda não ocorreu!

Para um preterista, qualquer professor apóstata ou o seu sistema religioso pode ser chamado de “anticristo”; eles afirmam que o termo não descreve nenhum ditador individual. Como não?

João diz que o espírito do anticristo já estava em ação (1 João. 2: 21; 4:1-4) e havia muitos anticristos que vieram (1 João 2:15-18), mesmo em seu dia. Porém, há um (singular), o homem do pecado. O Anticristo é um homem que vai estar em um templo literal – essa é a conclusão de muitos estudiosos – reconstruído em Israel, declarando-se Deus, e vai causar uma abominação desoladora. Ninguém em 70 dC, no Templo de Herodes, exigiu algo semelhante ou se exaltou como sendo Deus.

A Teologia Escatológica Convencional ensina que a abominação da desolação é o anticristo assumir o culto do templo judeu por se sentar no lugar Santo, declarando-se Deus – concordo em parte com essa interpretação, mas mesmo assim estou usando a tese convencional como base para este artigo. A Bíblia também diz que o Anticristo vem acompanhado por sinais, prodígios e milagres,

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira“, 2 Tess. 2: 9

E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra [de Jerusalém] que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia“, Apoc. 13: 14

Onde estão os registros desses fatos antes de 70 dC? Quando foi que Jerusalém fez uma imagem de alguém que foi mortalmente ferido a espada? Quando foi que Nero, ou quem quer que tenha sido o anticristo dos preteristas, fez sinais e prodígios para enganar, para convencer as pessoas a segui-lo, mesmo os eleitos?

Por um lado para reivindicar que Nero foi o homem do pecado, os preteristas são obrigados a confessar que Jesus já voltou, pois é o Senhor que destrói o homem do pecado pelo esplendor da sua vinda. O problema é que Nero cometeu suicídio dois anos antes de Jerusalém ser destruída…

Se seguirmos a interpretação preterista, devemos concluir que o Anticristo Nero foi destruído pelo Senhor em sua Vinda, e ao mesmo tempo em que Jesus o destrói, Ele destrói também seu exército juntamente com ele. Essa é a descrição bíblica da destruição do Anticristo, basta ler Apocalipse 19, um capítulo após a destruição de Babilônia. É isso mesmo, Jesus destrói “Nero e seu exército” depois da queda de Jerusalém ( Apoc 19:1, atente para as palavras “Depois destas coisas…”). Ops! Qual preterista esperava por essa? A coisa ficou feia agora, pois Nero já estava morto antes de Jerusalém ser atacada!

Mas, o que estou lendo aqui? Apocalipse 19 afirma que Jesus destrói o Anticristo e todo o seu exército, um banho de sangue diferente de qualquer outro:

E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais [os reis da terra e seus exércitos] foram mortos…””. Apoc 19:19,20,21

Isso vai ocorrer imediatamente após a Segunda Vinda de Jesus, o que não pode ser um cumprimento da Escritura em 70 dC, pois Jesus não voltou naquela ocasião, e muito menos acabou com o Anticristo e seu exército: “E então o iníquo será revelado, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com o resplendor da Sua vinda… “, 2 Tessalonicenses 2:8-9.

Quando Jesus vier, ele destrói os exércitos do mundo e o homem de Satanás é a primeira vítima. Quando isso aconteceu em 70 dC? Em 70 dC Tito e seu exército foram os vitoriosos.

Queria muito saber onde os preteristas podem encaixar em 70 dC os acontecimentos de Apocalipse descritos acima, se o exército romano e seu suposto Anticristo foram os vencedores. Atentem para os detalhes,

“… E a besta foi presa, e com ela o falso profeta… Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais [os reis da terra e seus exércitos] foram mortos…”.

É isso que chamo de contradição das contradições!

A Geração que vê todas estas Coisas

Mat 24:34, “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”.

Jesus abrange sua palavra para que ela alcançe mais de um nível de interpretação. O momento de “Esta Geração” em Mateus 24:34 e regido pela frase relacionada, “TODAS ESTAS coisas”. Em outras palavras, Cristo está dizendo que a geração que vê “TODAS ESTAS coisas” ocorrerem nao deixará de existir ATÉ que todos os eventos da tribulação futura sejam literalmente cumpridos. Sem dúvida, aqui se trata de uma interpretação literal que não foi cumprida no século primeiro. Mas Cristo também avança para outro significado, ele não está fazendo ali uma última análise sobre uma palavra que se perderia num cumprimento definitivo dentro de 40 anos. Ele não fala apenas aos seus contemporâneos, mas a uma geração a quem os sinais de Mateus 24 se tornarão evidente.

O que Jesus está dizendo é que uma geração que tem uma antevisão do começo do FIM vê também o seu próprio fim. Quando os sinais sobre a iminente destrição de Jerusalém vierem, vão avançar rapidamente, e não se arrastarão por muitas outras gerações.

Esse também é um aviso para quem vive a nossa geração, pois os sinais previstos em Mateus 24 são visiveis hoje.

JESUS está voltando!

Apesar do coro preterista que “esta geração” se refere a geração do primeiro século, uma interpretação literal relaciona o momento da realização de outros eventos no contexto. Embora seja verdade que há outras utilizações de “esta geração”, que também faz referência aos contemporâneos de Cristo, não deixa de significar que a profecia aponta principalmente para eventos que ocorrerão antes da Segunda Volta de Jesus.

O uso de “esta geração” no Sermão do Monte e nas passagens da figueira são textos proféticos. Na verdade, quando se compara o uso de “esta geração” no início do Sermão do Monte, em Mateus 23:36 (que é uma referência indiscutível para AD 70) com o uso profético em Mateus 24:34, um contraste parece óbvio. Jesus está contrastando uma libertação de Israel em Mateus 24:34 com o Julgamento previsto de Mateus 23:36. Isso não ocorreu, muito pelo contrário, Jerusalém foi arrasada e os judeus dispersos.

TODAS ESTAS Coisas

Quando desafiados ou ameaçados sobre a veracidade de outros detalhes interpretativos, os preteristas quase sempre caem de volta naquilo que chamamos de “textos do tempo”. Sua compreensão de “esta geração” (Mateus 24:34) no Sermão do Monte se torna o texto prova que resolve todos os argumentos e justifica a sua interpretação fantasiosa de muitos outros detalhes referidos por Cristo como “todas estas coisas” no verso 34.

A intepretação dos Preteristas sobre “todas estas coisas” de Mateus 24:3-31 são alegóricas apenas para caber em seu esquema do primeiro século. Uma vez que “esta geração” é controlada pelo significado de “todas estas coisas,” é óbvio que essas coisas todas não ocorreram dentro, e em torno, dos eventos da destruição romana em Jerusalém no ano de 70 dC.

Quando foram os judeus, que estavam sob cerco romano, resgatados pelo Senhor no ano 70 dC? Eles não foram resgatados, eles foram julgados, como observado em Lucas 21:20-24. Mas Mateus 24 fala de um resgate Divino daqueles que estão sob cerco (?):

29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

A aflição daqueles dias, segundo os preteristas, faz referência a Grande Tribulação que veio sobre Jerusalém em 70 dC. Isso não poderia ter-se cumprido no primeiro século!

A declaração imediatamente anterior de Cristo a “esta geração”, diz: “mesmo assim, vocês também, quando virdes todas estas coisas, reconheceis que Ele está próximo, às portas” (Mateus 24:33).

Os preteristas são forçados a afirmar que o ponto da parábola de Cristo sobre a figueira (Mateus 24:32-35), torna os eventos observados anteriormente em Mateus 24:4-31, como sinais anunciando a ajuda que estava chegando na Pessoa de Cristo – Sua volta para resgatar seu povo cê cado pelos romanos. Isso não faz sentido algum.

Vejam como a situacão do preterismo piora consideravelmente. Se Jerusalém estava prestes a ser destruída, seu povo disperso, como pode Lucas dizer que a redenção de Israel estava próxima?

Em Lucas 21:28 Jesus é enfático quando afirma que a redenção de Israel estava próxima,

“Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”.

Certamente essa seção citada por Jesus não fazia referência aos sinais sobre a iminente destruição que viria sobre Jerusalem, mas sim que serão sinais proféticos assistidos pela geração que estiver vivendo na ocasião da sua Segunda Vinda.

Em contradição com isso, outros preteristas ensinam que “todas estas coisas” referem-se a vinda não corporal de Cristo através do exército romano no primeiro século. Eles são forçados a dizer que toda a passagem fala de uma vinda de Cristo através dos acontecimentos que antecederam o que Cristo realmente diz sobre como será o seu retorno. Não entanto, contra essa bagunça preterista, Cristo diz na parábola da figueira que os eventos anteriores, os sinais, ou todas estas coisas, deveriam ser um reconhecimento de que ele está próximo, às portas. Porém, Jesus ainda não veio!

Daquele dia e hora ninguém Sabe

Se Mateus 24 pode ser mostrado para conter referências a dois acontecimentos históricos – o cerco de Jerusalém em 70 dC e a consumação da história em um tempo futuro, então aqueles que começaram a sua viagem pela estrada para o preterismo com base nesse texto devem sentir-se compelidos a reexaminar o seu destino.

A partir da história, sabemos que a predição de Jesus em 24:1-2 foi cumprida no ano 70 dC quando os romanos cercaram Jerusalém e destruíram o templo. O versículo 34 afirma especificamente que os eventos descritos ocorrerão em “esta geração”. Em contraste com esses pontos, especificamente Jesus diz que ninguém sabe quando isso irá ocorrer nos versículos 36 e 42. Conclui-se então que Jesus fala de dois diferentes eventos.

36  Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

42  Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

Observem se não seria trivial demais afirmar que, por um lado vários sinais devem levar a ação (16), que vários sinais devem indicar que o tempo está muito próximo (14, 33) e, simultaneamente, que o “dia e a hora” ninguém sabe, nem mesmo o Filho de Deus ou os anjos. Por que, se o capítulo trata da destruição de Jerusalém que ocorreria dentro daquela geração? Ora, se as palavras de Jesus deveriam ser cumpridas naquela geração, então tudo ocorreria dentro de , no máximo, 40 anos, o que significa que todos os ouvintes saberiam com precisão o tempo do cumprimento de cada sentença dita pelo Senhor.

Esse é o ponto de  todo o contraste: é a mesma coisa que dizer que os discípulos certamente sabiam a semana ou o mês do evento, mas não o dia específico da semana. Isto parece ser o resultado de uma leitura não natural do texto. O que suaviza as  diferenças no relato é a interpretação real de duas ocorrências, a previsão de  dois eventos. Se esta visão futurista para a maior parte de Mateus 24 está correta, então o preterismo está incorreto. Por que? Por causa de um ponto importantíssimo, que coloca o preterismo em evidente contradição: logo depois das previsões catastróficas, que segundos eles, todas, ocorreram antes de 70 dC, Jesus separou  ovelhas e  bodes, e os enviou  cada um ao seu destino eterno respectivo (25:31-32); isso ainda não aconteceu!

Tribulação iminente

Uma vez que os preteristas ensinam que todos os termos similares a tribulação, como: grande tribulação, angustia das nações, julgamento sobre os moradores da terra, guerras e rumores de guerras, fome, peste e terremotos, devem ser aplicados à destruição de Jerusalém, que tudo ocorreu antes do ano 70 dC, conclui-se que Mateus 24 e todo o Livro de Apocalipse já foram cumpridos. No entanto, a referência a Noé em Mateus 24:37-38 parece indicar que a vinda do Filho do Homem será como nos dias de Noé: Noé entra na arca e em seguida vem a destruição sobre os moradores de toda a terra. E mais um detalhe: Há aqui à impossibilidade de conhecer o calendário do evento  e a conduta da vida como direito comum até o evento.

Deve-se observar que  há um paralelo entre Noé entrar na arca (Lc 17:27) Ló deixando Sodoma (17:29) e a revelação de Jesus como o Filho do Homem (17:30). Portanto, quase todo o capítulo de Mateus 24 trata de sinas anteriores à Segunda Vinda de Cristo.

Sinais anteriores à VINDA de Jesus

Lembre o leitor que os discípulos fizeram a Jesus, não uma, mas três perguntas.

E estando ele sentado no monte das Oliveiras, os discípulos vieram a ele em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo? Mat 24:3

1 quando serão essas coisas (Pergunta feita em cima de uma palavra de Jesus com relação templo, do qual ele disse que não ficaria pedra sobre pedra).

2 qual será o sinal da tua vinda?

3 qual será o sinal do fim do mundo?

A questão dos discípulos estava relacionada com a destruição de Jerusalém, a vinda de Jesus e o fim do mundo.

Jesus respondeu de uma maneira indicando que a destruição de Jerusalém seria uma coisa e sua vinda e o fim do mundo seriam outras. Está claro em todo o capítulo que Jesus mistura elementos envolvendo os três eventos em sua resposta. Desde os primeiros versículos de Mateus 24 para 25:46, a ênfase maior foi na sua segunda vinda.

Será que os preteristas poderiam responder onde estão as respostas de Jesus em Mateus 24 para essa indagação dos discípulos,

“… que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”

Se 90 % de Mateus 24 cumpriu-se na destruição de Jerusalém, então devemos apenas esperar sua segunda vinda, sem que antes aconteçam tribulações, angústias das nações, sinais nos céus e na terra, terremotos e guerras e etc…

Seria possível admitirmos que Jesus, aqui nessa sequência,  responde aos discípulos sobre acontecimentos que precederiam a queda de Jerusalém em 70 dC?

“… Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”, v 5 do capitulo 24 de Mateus.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim”, v. 6

“… se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”, v.7.

“Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão”, v 10.

“… surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”, v 11.

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”, v.12.

“Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”, v.13.

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”, v 14.

“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda”, v. 15.

“Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver”, v.21.

“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”, v.22.

“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito”, v.23.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”, v 24.

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas”, v.29.

O  preterista em sua desesperada defesa cita uma passagem paralela em Lucas que trata explicitamente do cerco de Jerusalém,

Lucas 19

20 Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.

21 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela.

22 Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.

23 Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo.

24 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos…”.

Evidente que Jesus responde nesta específica passagem  a primeira pergunta dos discípulos. No entanto, o preterista não quer considerar que Jesus também responde, tanto em Lucas, Mateus ou Marcos, fatos que acontecerão antes da sua vinda e do fim do mundo.

Vou aqui usar elementos da mesma passagem de Lucas, e tentar localizar os acontecimentos ali descritos para antes da queda de Jerusalém. Observem como eles ficarão fora de tempo e lugar.

25 E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.

Jerusalém fica a mais de 50 milhas do porto de Jope, mas não sei por que a Bíblia diz sobre espanto dos moradores de Jerusalém pelo bramido do mar e das ondas. Quem sabe dizer por as nações ficaram angustiadas pelo bramido do mar e das ondas antes de 70 dC se a batalha era travada apenas entre Jerusalém em Roma na região da Judéia, e em terreno seco?

Segue

26 Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas.

Essa aqui é simplesmente impressionante: os homens de Jerusalém desmaiaram de terror pelas coisas que sobrevieram AO MUNDO todo!

Que coisas ocorreram no MUNDO TODO em 70 dC que fez com que os moradores de Jerusalém desmaiassem de terror? Por que o Senhor Jesus fala sobre a “… expectação das coisas que sobrevirão ao mundo” se a guerra era localizada em Jerusalém apenas?

27 E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.

O então faz a coesão de todos os elementos acontecendo dentro da mesma profecia. Em outras palavras, Jesus dizia que estas coisas ocorreriam imediatamente antes da  sua vinda. Jesus não falava aqui para a geração sobrevivente dos seus dias, pois a esta geração citada aqui é prometida redenção, e não destruição como ocorreu com a geração de 70 dC. Observe o texto abaixo,

28 Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.

Que coisas? As calamidades descritas aqui em Lucas, Mateus e Marcos.

Queria saber onde neste vasto planeta está o preterista que responderá este questionamento:

Jerusalém estava para ser destruída totalmente. Quase um milhão de judeus foram dizimados, sem contar os que tiveram que fugir doentes e outros padecendo de fome. Uma multidão morreu de inanição no caminho, e muitos  morreram depois de doenças, e Jesus ainda diz que a redenção deles estava próxima?

Evidente que Jesus responde aos discípulos exatamente as três perguntas que lhe foram dirigidas. A tese preterista de que Jesus não responde sobre sua vinda e sobre o fim do mundo, não procede. Jesus mistura elementos da destruição de Jerusalém em Lucas e Mateus, mas fala muito mais sobre os sinais que precedem sua vinda e o fim do mundo.

Profetizando para duas Gerações

Os discípulos mostraram a Jesus a beleza do Templo e sua estrutura (Mat 24:1); Jesus explica-lhes que daquela casa não ficaria pedra sobre pedra. Eles questionam o Senhor da seguinte forma:

“… Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?” (v 3b).

Foram três perguntas: a primeira está embutida em “quando serão essas coisas”, pois questionavam diante da indagação do mestre sobre o tempo em que ocorreria a destruição do Templo. Em seguida eles fazem a segunda e terceira perguntas,

“… e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”

Porém, segundo o preterismo, Jesus não respondeu as duas últimas, que parece determinar justamente o que pretendem: “O Capítulo 24 do Livro de Mateus faz apenas referência as calamidades que vieram sobre Jerusalém em 70 dC”. A frase tornou-se uma constituição para o preterismo.

Portanto, pestes em vários lugares, terremotos em vários lugares, fome em vários lugares, nação se levantando contra nação, reino contra reino, frieza do amor a Deus e etc., são previsões que foram feitas para antes da destruição de Jerusalém, bradam vitoriosamente.

Vou apresentar aqui o que um preterista afirmou no seu desesperado esforço para tentar justificar o suposto silencio de Jesus para a segunda e terceira perguntas,

“… Quanto àquele dia e àquela hora não há sinal, pois só o PAI saberá o momento. Em Marcos 13 ele diz que nem o Filho sabia”.

O discurso dele é uma réplica exata de Mateus 24:36, que afirma: “Quanto àquele dia e àquela hora (VOLTA DO SENHOR), ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai”.

Também em Marcos 13:32: “A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora (VOLTA DO SENHOR), ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai”.

A doutrina preterista acredita que os apóstolos pediram um sinal do fim do mundo e da volta do Senhor e a resposta foi que não haveria sinal, pois a volta do senhor é como um ladrão. O único sinal que existiu é que após as tribulações que ocorreram naquela geração ele estaria à porta para voltar a qualquer momento.

“Esse momento só o PAI saberá”.

O que o preterista pretende afirmar é que Jesus nada respondeu sobre os sinais que antecederam sua vinda, ou que não haveria sinais, resumindo as palavras do Senhor como se ele mesmo tivesse feito um silêncio proposital sobre estes sinais quando disse, “daquele dia e hora ninguém sabe“. Ora, Jesus não quis dizer que não haverá sinais antes da sua vinda, mas apenas diz que o dia exato dela só o pai sabe. Jesus não deixou os discípulos presentes sem resposta, e muito menos aqueles que seriam discípulos nos tempos futuros.

Reuni aqui algumas passagens de Mateus 24, passagens estas que, segundo os preteristas, cumpriram-se antes da destruição de Jerusalém

6,7: “E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares“.

O preterismo não consegue explicar por qual motivo, Jesus, ao alertar os discípulos sobre a destruição de Jerusalém, lhes falou sobre guerras e rumores de guerras, como também se levantaria nação contra nação e reino contra reino, aflições e angustias das nações, se uma batalha estava prestes a ocorrer apenas na região da Judéia, mais precisamente na cidade de Jerusalém. Como as supostas guerras entre outras nações poderiam desencadear um conflito entre Jerusalém e Roma?

Porém, mesmo diante de questionamentos tão intrigantes, preteristas como Gary DeMar, por exemplo, acreditam que Mateus 24:6,7 foi cumprido no primeiro século. Ele diz o seguinte: “Os Anais de Tácito, cobrindo o período de 14 dC até a morte de Nero em 68 dC, descrevem o tumulto do período com frases como “distúrbios na Alemanha”, “comoções na África”, “comoções na Trácia”, “insurreições na Gália”, “intrigas entre os partos”, “a guerra na Grã-Bretanha ” e “a guerra na Armênia ”. As guerras foram travadas de um extremo ao outro do império. Com esta descrição, podemos ver o cumprimento: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino”.
Evidente que há uma anomalia aqui, pois o império romano era mundial, tendo essas nações e reinos sob seu comando. Ou seja, era apenas um império. O alcance profético de Jesus envolve nações e reinos independentes. Nação e reino aqui são sinônimos de entidades nacionais desligadas do comando de um império apenas.

Como de costume, quando alguém examina a visão preterista sobre um assunto específico de perto, ela não corresponde ao que a passagem está realmente dizendo. Tácito está descrevendo conflitos internos dentro do Império Romano, não “nação contra nação e reino contra reino”. Esta passagem fala da expectativa de guerra global e caos no mundo inteiro. No entanto, não houve grandes guerras antes da revolta judaica. Quanto às guerras e os motins que ocorreram, eles não tinham qualquer ligação com Jerusalém ou Judéia.

Estes versículos dificilmente podem se referir ao tempo antes da destruição de Jerusalém, pois o poder romano cuidava em manter a paz no mundo a qualquer custo (Dn 7:7,19,23).

Muitos comentaristas preteristas, em desespero coletivo, também entendem que a passagem foi cumprida em vários tumultos locais entre os judeus que estavam espalhados por toda parte, nas várias nações gentias entre as quais eles habitavam. Mas isso de forma alguma responde a expressões como “nação contra nação” e “reino contra reino”. Parecem antes referir-se a um tempo como o presente, quando o mundo civilizado está dividido em muitas nacionalidades distintas, não subjulgadas a um império apenas.

Devemos notar que esses conflitos internacionais parecem olhar mais para estes últimos tempos, quando a Europa e a parte adjacente da Ásia e da África estão divididas em tantas soberanias independentes, do que para uma época em que havia apenas um grande império, que, mantinha paz entre as nacionalidades menores.

Esta passagem está descrevendo eventos futuros. Mateus 24: 6-7 faz paralelo ao julgamento do segundo selo em Apocalipse 6: 3,4, posteriormente fixado nas Escrituras como parte do tempo futuro de turbulência. Ali está escrito: “Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada“.

Podemos ver a partir de uma interpretação adequada das passagens bíblicas que a profecia do Senhor Jesus clama por um tempo futuro, conforme descrito em Mateus 24: 6-7. Não devemos nos surpreender que o mesmo Deus que escreveu aquela Escritura está se movendo para trazer seu cumprimento, provavelmente em um futuro próximo.

Eu acredito que o preterismo não será capaz de localizar fontes escrituristicas para as tantas evidências em nossos dias se eles anulam as profecias, alegando que seu cumprimento total já se realizou em 70 dC.

Onde buscaremos vestígios proféticos que nos expliquem o porquê de tantas calamidades acontecendo na presente era? Se as predições de Jesus em Mateus 24 se perdem na destruição de Jerusalém, deveríamos esperar uma cristianização da humanidade e um tempo de preservação e recuperação. Se aceitamos a teoria preterista, não podemos ter ideia dos motivos de tanta fome, peste, guerras e rumores de guerras, terremotos e destruição em várias partes do planeta, em nosso tempo!

Jesus alguma vez fez algum tipo de previsão parecida para nossa época? Segundo eles não!

Tudo se cumpriu antes da destruição de Jerusalém!

Falsos profetas

Mateus 24:11 diz: E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

São tantos!

Provavelmente, para os preteristas, os MUITOS falsos Cristos e falsos profetas que enganariam multidões, situação prevista aqui por Jesus, devem ser a meia dúzia que apareceu antes da destruição de Jerusalém. Não houve previsões e alertas sobre os falsos cristos e falsos profetas que vimos aparecer nos últimos dois séculos. Estes falsos profetas de hoje devem ser uns intrometidos escatológicos que apareceram para atrapalhar a argumentação preterista.

Será possível que Jesus nada disse sobre o engano dos últimos dias? E Pedro, profetizou algo para nossos dias dentro desse contexto? Jesus, o mestre por excelência, teve sua palavra sugada e cumprida nos falsos profetas que apareceram antes da destruição de Jerusalém! Que disparate!

E aqueles preditos por Pedro, apareceram antes de 70 dC ou a profecia alcança os últimos tempos?

2 Pedro 2:1-3 diz: “E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

Ouça as palavras de Jesus em Mateus 24:11 novamente: “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos“.

O preterismo conclui que Pedro e Cristo fazem referência aos falsos profetas que apareceram antes da destruição de Jerusalém. Isso é trágico!

Vamos seguir com as coisas que se cumpriram antes da destruição de Jerusalém, segundo o preterismo. Ainda em Mateus capítulo 24: “E por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo” (v 12).

Para os preteristas o amor entre os moradores da Jerusalém de 70 dC, esfriava, enquanto a iniquidade aumentava. A doutrina preterista é um fiasco!

Mais de um milhão de Judeus foram mortos. Posteriormente milhares morreram de fome e outros de doenças, e Jesus ainda disse que aquele que perseverasse até o fim [da destruição da cidade] seria salvo. Essa é a visão míope do Preterismo quando olha para este texto. Certamente não podem explicar como os judeus massacrados e sem pátria foram salvos.

Agora veja essa sequência e observe como Jesus inclui elementos sobre sua Segunda Vinda:

Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.

Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.

E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares.

Mas todas essas coisas são o princípio das dores.

Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.

Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

Porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.

E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.

Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.

Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.

Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem. Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” (Mateus 24:4-8,11-14,21,22-28).

Há um detalhe interessante no significado das palavras de Jesus em, “… se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis“.

Aqui é revelada a trama preterista, quando alegam que Jesus já veio. E acreditem: Jesus fala exatamente sobre sua vinda, pois o verso imediato diz: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem…”.

Leia agora os dois versículos juntos: “Eis que de antemão vo-lo tenho dito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem“.

Atentem para estes dois versos a seguir (ainda em Mateus 24) e observem como eles enfatizam sobre a volta do Senhor Jesus no fim dos dias:

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt 24:29,30).

Que dias são esses de aflições tão grandes que vem imediatamente antes da sua segunda vinda? Veja duas partes dos versículos unidas uma na outra:

“… E, logo depois da aflição daqueles dias… aparecerá no céu o sinal do Filho do homem…”.

Jesus não dizia que logo depois das aflições que se abateriam sobre Jerusalém em 70 dC apareceria no céu o sinal do Filho do Homem. Obviamente Jesus falou aqui de eventos que antecedem sua volta, a qual ainda está para se cumprir. E em seguida vai ocorrer o arrebatamento:

“E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (v 31).

Muitas das calamidades descritas nos versos anteriores são para o fim dos tempos, pois estão interligadas com a segunda vinda de Jesus. Não é possível de forma alguma separar “todas essas coisas” da vinda do Senhor, pois é dito que essas coisas aconteceriam bem próximas à sua vinda.

A Segunda Vinda de Jesus não ocorreu em 70 dC!

O discurso do mestre em Mateus 24 fala mais sobre os tempos finais do que da destruição da cidade de Jerusalém em 70 dC pelo exercito romano. É isso que Ele deixa entendido no versículo seguinte, que o tempo vai passar, mas as palavras proféticas avançariam até o fim do mundo: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (v 35).

De fato, suas palavras não ficaram confinadas em 70 dC!

O engano Preterista de Mateus 24

POR QUE o período da Tribulação não ocorreu em 70 AD?

Muitos eventos profetizados por Jesus para acontecer quando ele voltar nunca tiveram lugar em 70 DC.  Aqui estão alguns que nunca poderiam ter acontecido até os tempos modernos. A maioria dos listados abaixo foram preditos por Jesus como eventos que acontecem no momento certo do Seu retorno.

Dentro de Mateus 24

14 E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

Só desde o advento da comunicação de satélites isto está sendo possível. O “Sputnik”, o primeiro satélite, foi lançado em tempos recentes,  4 de  outubro de 1957.

21 Porque haverá então grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora – e nunca a ser igualado novamente.

A angústia mais terrível que o mundo tem visto até agora vieram mais de 1.830 anos depois de 70 AD – no tempo que o mundo presencia nestes nossos dias a realização dos eventos que Jesus profetizou: O Holocausto, o programa russo, e os milhões que morreram sob o regime de Mao Tse-tung, as Cruzadas e a Inquisição Espanhola. A Peste Negra foi terrível, e muitos mais morreram na Segunda Guerra Mundial, sem contar outras catástrofes do nosso século.

Por que o preterista insiste que os eventos mais terríveis da história estão no passado? E Jesus disse que a Tribulação que Ele estava profetizando seria inigualável; isto certamente não fazia referência as tribulações que sobrevieram a Jerusalém em 70 dC…  Não aconteceu ainda na década de 1930 e 40. Mas isso vai acontecer durante o período de tempo da geração que começou em 1948, quando Israel se tornou uma nação. Jesus vai voltar nessa geração agora viva. Provavelmente logo após o único sinal  pré-requisito restante venha a acontecer.

Outros sinais que nunca ocorreram

Mateus 24

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares.

Todas essas coisas são o princípio das dores.

22 Se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém sobreviveria, mas por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.

27 Pois assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem.

29 Logo depois da tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, as estrelas cairão do céu, e os corpos celestes serão abaladas.

30 Naquela ocasião, o sinal do Filho do Homem aparecerá no céu, e todos os povos da terra se lamentarão. Eles verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade do céu para o outro.

Nações (ou grupos étnicos) levantam-se uns contra os outros rotineiramente nestes dias, e há uma fome única acontecendo em Darfur. E geralmente  terremotos de magnitude seis na escala Richter são frequentes. Isso aponta para um retorno iminente de Cristo.

A declaração-chave que Jesus fez, “dores de parto”, não foi por acaso. Dores de parto são caracterizadas por dor crescente, frequentes à medida que progridem. Torna-se consciente, dentro deste contexto de Mateus 24, a progressão, seguida de intensidade frequente das catástrofes naturais quando eles começam, provavelmente pode ser um último aviso para aqueles que estão conscientes do significado dessa frase.

O problema maior nisso tudo é que neste cenário explícito de desgraças parece que nada foi notado por quase ninguém da ala preterista. Eles se conformaram tão bem a esse padrão que tudo que acontece ao seu redor é classificado de normal.  E parece não haver nenhuma razão para fazer os preteristas acreditarem se catástrofes podem acontecer de novo. Talvez não estejam cientes do que Jesus profetizou.

Mateus 24:37-44

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois no campo, será levado um, e deixado o outro; Estando duas moendo no moinho, será levada uma, e deixada outra. Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis”.  

Por que semelhanças aos dias anteriores ao dilúvio estão reservadas para os últimos dias se não mais haverá tribulação nenhuma neste tempo segundo os preteristas? Ora, os dias de Noé se encerraram com uma grande catástrofe.

Muitas pessoas cometem o erro de pensar que a referência de Jesus à situação que está sendo descrita nos dias de Noé foi uma condenação do Senhor pelos pecados que prevaleceu naquela época. Ao fazer isso, eles perdem o ponto real do que Jesus estava falando.

Jesus estava descrevendo a normalidade que prevaleceu antes do dilúvio. As pessoas que viviam naquela época, simplesmente estavam fazendo as coisas normais que as pessoas sempre fazem, tais como comer, beber e se casar, até o dia em que Noé embarcou na arca, ao invés de prestar atenção no aviso de Noé, e se preparar para o desastre iminente.  Como resultado, o dilúvio veio sobre eles na forma de um ladrão na noite e pegou todos de surpresa. Assim  vai acontecer com as pessoas na ocasião da volta do Senhor. Apenas um pequeno número perceberá os sinais que Jesus predisse, tomando nota da sua progressão e significado.  Afinal, ao contrário do que o preterismo anuncia, que as catástrofes e tribulações já ocorreram na Jerusalém de 70 dC, coisas realmente importantes estão acontecendo, e são dignas de atenção.    Não há razão para pensar que o Arrebatamento e a Tribulação não sejam coisas reais!

Olhe para trás na parte superior deste artigo, em Mateus 24:33-34, e lembre-se que a geração vivendo em nossos dias é a única que ainda vai  ver na terra os sinais do fim dos tempos. A geração específica pode estar enquadrada pelo nascimento de Israel em 1948  como uma nação (ou, possivelmente, a unificação em 1967 de Jerusalém como uma cidade totalmente israelense).

Mas esse não é o único indicador. Há ainda mais um problema enorme para ser lançado no caminho do preterismo, ele está em Lucas 21:28,

“E quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima”.

Os preterismo alardeia aos quatro cantos do planeta que o discurso de Jesus em Mateus 24, associado a esta passagem, fazem alusão ao que precederia a destruição de Jerusalém até a invasão romana que devastaria a cidade santa.

Não vou muito longe não, mas vou fazer o que o preterismo odeia, perguntar novamente insistindo no mesmo detalhe:

Se a iminente destruição estava a caminho, por que Jesus  lhes falava em redenção? Por que nosso Senhor falava em  preservar a vida dos crentes judeus se estava para vir sobre eles uma imensa catástrofe?

Afinal de contas, o que aconteceu com Jerusalém, ela foi protegida da destruição predita em Mateus 24 ou foi entregue as forças romanas?

Na verdade, em 70 dC, o Império Romano destruiu o templo de Israel, matando mais de um milhão de judeus no processo, e espalhamento aqueles que permaneceram. Este foi o cumprimento de Lucas 21:24, quando Jesus profetizou a destruição do templo, bem como a dispersão de Israel quando disse: “E cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações : e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem”.

Jesus mentiu para os judeus quando citou essas palavras em Mateus 24?

“E ele enviará os seus anjos com uma grande trombeta e eles reunirão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade do céu para o outro”.

“E quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima”.

Quem neste vasto planeta poderia acreditar que Mateus 24, todo o capítulo, é um cumprimento da destruição de Jerusalém? O Preterismo acredita, e pior, ainda insistem diante desses registros citados acima, mesmo que esses registros prometam livramento aos judeus. Os preteristas   não se importam de cair no ridículo, o que importa é a preservação de suas heresias.

Jesus jamais poderia estar fazendo previsões sobre a destruição do povo judeu e da cidade santa quando dizia que a “redenção deste povo estava próxima, que reuniria seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma extremidade do céu para a outra”.

Logicamente ele falava de algo que ainda não ocorreu, que não cumpriu-se no tempo da destruição total de Jerusalém.