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A Cidade das Sete Colinas

O que voce tem aqui caro leitor,  é o capítulo 6 do livro “A Woman Rides the Beast” (A Mulher Montada na Besta) de Dave Hunt. A leitura é interessante e esclarecedora. Não se assuste com o que vais ler. Não é ficção, é a pura verdade. Respire fundo…

                                  Uma Cidade Com Sete Colinas 

A Mulher montada na besta é uma mulher numa cidade construída sobre sete colinas, que reina sobre os reis da terra. Será que uma declaração igual já foi feita em toda a história?  João imediatamente aconselha a aceitação pelo leitor desta revelação,  com “sabedoria”. Não nos atrevemos a negligenciar um esclarecimento. Ela merece nossa atenção cuidadosa e em oração.

Aqui não temos uma linguagem mística nem alegórica, mas uma  nada ambígua declaração em palavras claras: “A mulher… é a grande cidade”. Não se justifica procurar uma  outra significação oculta. Mesmo que se tenham escrito livros e pregado sermões insistindo em que  “Mistério, Babilônia” se refere aos Estados Unidos. Claramente não é este o caso, pois os Estados Unidos são um país e não uma cidade. Poder-se-ia justificar referindo-se aos Estados Unidos como a Sodoma, considerando-se a honra agora dada aos homossexuais, mas não é definitivamente a Babilônia que João vê em sua visão. A mulher é uma cidade.

Além do mais, ela é uma cidade construída sobre sete colinas. Isso elimina especificamente a antiga Babilônia. Só uma cidade com mais de 2.000 anos tem sido conhecida como a cidade das sete colinas. Essa cidade é Roma. A Enciclopédia Católica declara: “É dentro da cidade de Roma, chamada a cidade das sete colinas,  que a área completa do Vaticano está agora confinada”.

Há certamente, outras cidades, tais como o Rio de Janeiro, que também foram construídas sobre sete colinas. Por conseguinte, João fornece pelo menos mais sete características para limitar a identificação de Roma somente. Examinaremos cada uma em detalhes, nos capítulos seguintes. Entretanto, como uma previsão do lugar para onde estamos indo,  vamos listá-los agora e os discutiremos resumidamente. Como veremos, existe apenas uma cidade na terra, a qual, tanto na perspectiva histórica como na contemporânea, passa em todos os testes dados por João, inclusive  em sua identificação como a “Babilônia, Mistério”. Essa cidade é Roma, e mais especificamente  a Cidade do Vaticano.

Mesmo o apologista católico Karl Keating admite que Roma tem sido reconhecida há muito como a Babilônia. Keating afirma que a declaração de Pedro “Aquela que se encontra em Babilônia… vos saúda”. (1 Pedro 5:13) prova que Pedro estava escrevendo de Roma. Ele ainda explica:  “Babilônia é uma palavra em código para Roma. Ela é usada dessa maneira seis vezes no último livro da Bíblia (quatro das quais, nos capítulos 17 e 18) e obras extrabíblicas como “Os Oráculos de Sibélio” (5, 159F) , o Apocalipse de Baruque ( ii, 1) e 4 Esdras (3:1) .

Euzébio Panfílio, escrevendo em cerca de 303, afirma que “é dito que a Primeira Epístola de Pedro … Foi composta em Roma, e que isso indica que ele está se referindo à cidade em sentido figurado como Babilônia”.

Quanto ao “Mistério”, o nome impresso na fronte da mulher, é uma perfeita designação da Cidade do Vaticano. O mistério é todo o coração do Catolicismo Romano, das palavras “Mysterium Fidei” pronunciadas na suposta transformação do pão e do vinho em literais corpo e sangue de Cristo às enigmáticas aparições de Maria ao redor do mundo. Cada sacramento, do Batismo até a Extrema Unção, manifesta o poder que o fiel deve acreditar ser exercido pelo padre, mas para o qual não há evidência alguma. O novo Catecismo de Roma explica que a liturgia “objetiva iniciar a alma no mistério de Cristo (isso é mitologia) e que toda a liturgia da Igreja é um mistério

Quem é a Meretriz? 

A primeira coisa que nos contam sobre a mulher é que ela é uma “meretriz” (Apocalipse 17:1), “com quem se prostituíram os reis da terra”  (verso 2)  “e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra” (verso 3). Porque seria uma cidade chamada de prostituta e praticaria fornicação com reis? Tal acusação jamais poderia ser dirigida a Londres ou Moscou ou Paris – ou qualquer outra cidade comum. Não faria sentido.

Fornicação e adultério são usados na Bíblia tanto em sentido físico como espiritual. Sobre Jerusalém, Deus diz: “Como se fez prostituta a cidade fiel” (Isaías 1:21).  Israel, que Deus havia separado dos outros povos, para ser santo para os Seus propósitos, havia entrado na profanidade, alianças adúlteras com nações que adoravam deuses ao seu redor.   “… Porque adulterou, adorando pedras e árvores (ídolos) (Jeremias 3:9) .  “E com seus ídolos adulteraram” (Ezequiel 23:37) Todo o capítulo de Ezequiel 16 explica  em detalhes o adultério espiritual de Israel, tanto com as nações pagãs, como seus falsos deuses,  como é feito em muitas passagens.

Não há como uma cidade possa se engajar literalmente com a fornicação carnal. Então só podemos concluir que João, como os profetas do Velho Testamento, está  usando o termo no sentido espiritual. Portanto, a cidade deve afirmar uma relação espiritual com Deus. De outro modo, tal alegação não teria significado.

Embora construída sobre sete colinas, não haveria razão para se acusar o Rio de janeiro de fornicação espiritual. Ela não faz afirmação alguma de ter uma relação espiritual com Deus. E embora Jerusalém tenha essa relação espiritual, ela não  pode ser a mulher montada na besta, pois não é construída sobre sete colinas. Nem vai preencher outros critérios pelos quais essa mulher será identificada.

Contra uma única cidade na história poderia a acusação de adultério ser feita. Essa cidade é Roma, e mais especificamente a Cidade do Vaticano.  Ela afirma ter sido o quartel general do Cristianismo, desde o início, e mantém essa afirmação até hoje. Seu papa entronizado em Roma afirma ser o único representante de Deus, o vigário de Cristo. Roma é o quartel general da Igreja Católica Romana, que afirma ser a única.

Numerosas igrejas, é claro, têm seus quartéis generais em cidades, mas apenas uma cidade tem seu quartel general como igreja. A Igreja Mormon, por exemplo, tem o seu quartel general em Salt Lake City, mas existem muitas outras igrejas em Salt Lake City,  além da Igreja Mormon. Tal não acontece com a Cidade do Vaticano. Ela é o coração da Igreja Católica Romana e nada mais. Ela é uma entidade espiritual que poderia muito bem ser acusada de fornicação espiritual, se não permanecesse fiel a Cristo. 

Na Cama com os Governantes

Não somente o papa de Roma afirma ser o vigário de Cristo, mas a Igreja que ele encabeça afirma ser a única verdadeira e a noiva de Cristo. A noiva de Cristo, cuja esperança é  se reunir ao noivo no céu, não pode ter nenhuma ambição terrestre. Contudo, o Vaticano tem obsessão  por empresas terrestres, como prova a história, e em adição a esses objetivos que ela, exatamente como João  previu em sua visão, tem se engajado em relações adúlteras com os reis da terra. Esse fato é reconhecido até mesmo pelos historiadores católicos.

Cristo disse aos seus discípulos: “Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (João 1519). A Igreja Católica, contudo, é muitíssimo deste mundo. Seus papas têm construído um império mundial  inigualável de propriedades, riqueza e influência. Nem é a construção desse império uma característica abandonada no passado. Já vimos que o Vaticano II estabelece claramente que a Igreja Católica Romana hoje ainda continua a tentar colocar sob o seu controle toda a humanidade e toda a sua riqueza.

O papa tem há muito exigido o domínio sobre o mundo e seus povos. A bula do papa Gregório XI, de 1372, (In Coena Domini) exige o domínio total sobre o mundo cristão,  secular e religioso,  e excomungou todos os que falharam em obedecer os papas e pagar-lhes seus impostos.  In Coena foi depois confirmada  pelos papas subseqüentes  e em 1568 o papa Pio V afirmou que essa permaneceria como lei eterna.

O papa Alexandre VI (1492-1503) afirmava que toda terra ainda não descoberta pertencia ao Pontífice Romano, para dela dispor como bem entendesse em o nome de Cristo, como seu vigário. João II de Portugal foi convencido de que em sua Bula Pontifícia Romana o papa havia concedido tudo que Colombo descobrira exclusivamente a ele e seu país. Fernando e Isabel da Espanha, entretanto, pensava que o papa havia dado as mesmas terras  a eles. Em maio de 1493 Alexandre VI, nascido espanhol, emitiu três bulas para resolver a disputa.

Em o nome de Cristo, que não tinha onde reclinar a cabeça, este incrível papa Bórgia, afirmando ser o dono do mundo, desenhou uma linha de norte a sul no mapa mundial daquela época, dando tudo que havia no Oriente a Portugal e no Ocidente à Espanha.  Desse modo, por concessão papal, “saindo da plenitude do poder apostólico”, a África foi para Portugal e as Américas para a Espanha. Quando Portugal “conseguiu chegar à Índia e Malásia, eles asseguraram a confirmação de tais descobertas  por parte do papado…”. Havia, contudo, uma condição: “Com a intenção de trazer os habitantes … a professar a fé Católica”. Foi exatamente por isso que a América Central e do Sul, as quais, em conseqüência dessa aliança profana entre a igreja e o estado, foram forçadas pelo Catolicismo, através da espada, a permanecerem católicas até os dias de hoje. A América do Norte (com exceção de Quebec e Louisiania) foi poupada do domínio do Catolicismo Romano porque foi amplamente colonizada pelos protestantes.

Nem podem os descendentes dos Astecas, Incas e Mayas ter esquecido que os padres católicos romanos, auxiliados  pela espada secular,  deram aos seus ancestrais a escolha da conversão (que sempre significa escravidão) ou a morte. Eles fizeram tal protesto, quando João Paulo II,  em recente visita à América Latina, propôs elevar Junípero  Serra (o principal do século 18 que mais forçou o Catolicismo entre os índios) à santificação, que o papa teve de fazer a cerimônia em segredo.

Cristo disse: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim…”. Os papas, entretanto, têm lutado com exércitos  e armadas em nome de Cristo para construir um vasto império, que é muitíssimo deste mundo. E para aumentar o seu império terrestre, eles têm repetidamente se comprometido em fornicação espiritual com  imperadores, reis e príncipes. Afirmando ser a noiva de Cristo, a Igreja Católica Romana tem se refestelado na cama  com governantes ímpios através de toda a história, e essa relação adúltera continua até hoje. A fornicação espiritual será comentada com detalhes mais tarde.

Roma Igual ao Vaticano

Alguns podem objetar que é Roma e não a pequena parte conhecida como Cidade do  Vaticano, que está edificada sobre sete colinas e que o Vaticano dificilmente  pode ser chamado uma “grande cidade”. Embora ambas as objeções sejam verdadeiras, as palavras “Vaticano” e “Roma” são universalmente usadas sem distinção. Exatamente como se alguém se referisse a Washington referindo-se ao  governo que dirige os Estados Unidos, assim refere-se a Roma, designando a hierarquia  que governa a Igreja Católica.

Tome-se por exemplo um cartaz feito para  a divulgação de um encontro realizado em Novembro 15-18, 1993, em Washington D.C., da Conferência Nacional dos Bispos Católicos. Protestando contra qualquer desvio dos desejos do papa, ele dizia: “ROMA É O CAMINHO OU A ESTRADA”. Obviamente por “Roma” entende-se o Vaticano. Esse é o uso comum. Roma e o Catolicismo estão tão interligados, que a Igreja Católica é conhecida como Igreja Católica Romana ou simplesmente Igreja Romana. Além disso, por mais de mil anos a Igreja Católica Romana exerceu tanto o controle  religioso como o civil sobre toda a cidade de Roma e seus arredores. O Papa Inocêncio III (1198-1216) aboliu o Senado Romano secular e colocou a administração de Roma diretamente sob o seu comando. O Senado de Roma, que havia governado a cidade sob os Césares, havia sido chamado a Cúria Romana. Esse nome, conforme o Dicionário Católico de Bolso, é agora a designação  de “de todo o conjunto de escritórios administrativos e judiciais, através dos quais o papa dirige as operações da Igreja Católica” .

A autoridade do papa se estende até mesmo aos grandes territórios fora de Roma, adquiridos no século 18. Naquele tempo, com a ajuda de um documento deliberadamente fraudado, fabricado pelos papas, conhecido como A Doação de Constantino, o Papa Estêvão III convenceu Pepino, rei dos francos e pai de Carlos Magno, de que os territórios recentemente tomados pelos Lombardos dos Bizantinos realmente haviam sido doados ao papado pelo Imperador Constantino. Pepino venceu os Lombardos e entregou  ao papa as chaves de umas 20 cidades (Ravena, Ancona, Bolonha, Ferrara, Iesi, Gubbio, etc.), e a imensa nesga de terra a ele se juntou, ao longo da costa Adriática.

Datado de 30 de março de 315, a Doação declarava que Constantino havia doado essas terras, junto com Roma e o Palácio Laterano, perpetuamente,  aos papas. Em 1454 este documento foi comprovado como sendo uma fraude, por Lorenzo Valla, um adido papal, e é assim considerado pelos historiadores até hoje. Ainda assim os supostos papas infalíveis continuaram durante séculos a asseverar que A Doação era genuína e sobre essa base justificam sua pompa, poder, e possessões. Essa fraude ainda é perpetuada por uma inscrição no batistério da Igreja de São João Laterano em Roma, jamais tendo sido corrigida.

Desse modo, o Estado Papal foi literalmente roubado pelos papas dos seus legítimos proprietários. O papado controlava e taxava esses territórios e extraía grande riqueza deles, até 1848. Nesse tempo o papa, junto com os governantes da maior parte dos outros territórios  divididos da Itália, foi obrigado a conceder aos seus súditos rebelados uma constituição. Em setembro de 1860, com protestos furiosos, Pio IX perdeu  todos os estados papais para o novo, finalmente unido Reino da Itália, que ainda  o deixou, no tempo do Concílio Vaticano I, em 1870, no controle de Roma e seus arredores.

O caso é que, exatamente como João previu em sua visão, uma entidade espiritual que afirmava ter uma relação especial com Cristo e com Deus tornou-se identificada com uma cidade que fora construída sobre sete colinas. Essa “mulher” praticou fornicação espiritual com os governantes da terra e eventualmente reinou sobre eles. A Igreja Católica Romana tem sido continuamente identificada como sendo essa cidade. Como “a mais definida Enciclopédia Católica, desde o Concílio Vaticano II”, declara: “… Daí por que o lugar central de Roma  na vida da Igreja hoje e a significação do título Igreja Católica Romana, a igreja que é universal, ainda era o ponto de concentração do ministério do Bispo de Roma. Desde a fundação da Igreja aí por S. Pedro, Roma tem sido o centro de toda a Cristandade

Riqueza de ganhos Mal Adquiridos

A incrível riqueza desta mulher atraiu logo a atenção de João. Ela se vestia de “púrpura e escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição” Apocalipse 17:4. As cores púrpura e escarlate uma vez mais identificam a mulher tanto com a Roma pagã  como com a cristã. Eram essas as cores dos Césares romanos, com as quais os soldados zombaram de Cristo como Rei (Mateus 27:28 e João 19:2-3), e que o Vaticano tomou para si mesmo.  As cores da mulher são ainda literalmente as cores do clero romano. A mesma Enciclopédia Católica acima mencionada declara:

Cappa Magna. Uma capa com uma longa cauda  e uma capa para cobrir os ombros… (ela) era de lã púrpura para os bispos; para os cardeais era de seda tingida de escarlate  (para o Advento, Quaresma e Sexta  Feira Santa e o conclave, lã púrpura); e lã tingida de rosa para Gaudete e Domingos Laetare; e para o papa, era de veludo vermelho, para as Matinas de natal, sarja de seda  vermelha em outras ocasiões. Batina  (Também Sotaina)  Roupa até o calcanhar  usada pelo clero católico como sua vestimenta oficial… A cor para os bispos e outros prelados é púrpura, para os cardeais é escarlate…”

O “cálice de ouro em sua mão” novamente identifica a mulher com a Igreja Católica Romana. A Edição Broderick da Enciclopédia Católica declara sobre o cálice: “(é) o mais importante dos vasos sagrados…  (ele) pode ser de ouro ou de prata, e se desta, a parte interna deve ser folhada com ouro” A Igreja Católica Romana possui muitos milhares de cálices de ouro maciço guardados em suas igrejas ao redor do mundo. Até mesmo a cruz  sangrenta de Cristo foi transformada em ouro e cravejada de pedras preciosas, como reflexo da grande riqueza de Roma. A Enciclopédia Católica diz: “A cruz peitoral (pendurada numa corrente  ao redor do pescoço e usada ao peito por abades, bispos, arcebispos, cardeais e o papa) deveria ser feita de ouro e… decorada com pedras preciosas…”

Roma tem praticado o mal a fim de acumular sua riqueza, pois a “taça de ouro” está cheia de “abominações”. Muita da riqueza da Igreja Católica Romana foi adquirida através do confisco das propriedades das pobres vítimas da Inquisição. Até mesmo os mortos eram exumados para sofrer julgamento  e suas propriedades eram confiscadas dos seus herdeiros pela Igreja. Um historiador escreve:  “As punições da Inquisição não acabavam quando as vítimas eram reduzidas a cinzas ou fechadas nas masmorras da Inquisição. Seus parentes eram reduzidos à miséria pela lei de que todas as suas possessões eram confiscadas. O sistema oferecia oportunidades ilimitadas para saques… Esta fonte de ganho largamente demonstra a revoltante prática  do que tem sido chamado de “julgamento de cadáveres”…Que a prática de confiscar propriedades dos hereges condenados era o produto de muitos atos de extorsão, rapinagem e corrupção não pode ser contestada por pessoa alguma que tenha qualquer conhecimento quer da natureza humana ou de documentos históricos… homem nenhum estava a salvo se a sua riqueza pudesse inflamar a cupidez, ou cuja independência pudesse provocar vingança”.

A maior parte da riqueza de Roma tem sido adquirida através da venda de salvação. Incontáveis bilhões de dólares lhe têm sido pagos  pelos que julgam estar comprando o céu, no plano de salvação deles e de seus  entes amados. A prática continua hoje em dia  – mormente quando o catolicismo está no controle, obviamente menos aqui nos Estados Unidos. Nenhum engano ou  abominação maior poderia ser perpetrada. Quando o Cardeal Cajetan, estudioso dominicano do século 16, se queixou da venda de perdões e  indulgências, a hierarquia da Igreja ficou indignada e o acusou de querer “tornar Roma um deserto inabitado, reduzir o papado à impotência, privar o papa…de fontes pecuniárias indispensáveis ao desempenho do seu ofício

A Igreja Católica Romana é de longe a instituição mais rica da terra. Sim, ouvem-se os pedidos periódicos de Roma exigindo dinheiro – apelos afirmando que o Vaticano não pode manter-se com suas limitadas reservas e necessita de assistência monetária.  Tais pedidos não passam de conspirações absurdas. O valor de inumeráveis esculturas de mestres tais como Miguel Ângelo, pinturas dos maiores artistas do mundo, e incontáveis outros tesouros e documentos antigos que Roma possui  (não apenas no Vaticano, mas nas catedrais  ao redor do mundo) está além de qualquer avaliação. No Sínodo Mundial dos Bispos em Roma, o Cardeal Heenan da Inglaterra propôs que a Igreja vendesse alguns desses tesouros supérfluos  e desse o resultado aos pobres.  Sua sugestão não foi bem recebida.

Cristo e seus discípulos viveram em pobreza. Ele disse aos seus discípulos para não acumular tesouros sobre a terra, mas no céu. A Igreja Católica Romana tem desobedecido este mandamento e acumulado uma pletora de riquezas sem igual, das quais “o Pontífice Romano é o supremo administrador e mordomo…”. Não existe igreja nem cidade alguma que seja uma entidade, uma instituição religiosa passada ou presente  que já tenha pelo menos se aproximado da riqueza da Igreja Católica Romana. Um recente artigo de jornal descreveu apenas uma fração desse tesouro numa localidade:  “O fabuloso tesouro de Lourdes  (França), cuja existência foi mantida em segredo pela Igreja Católica, por 120 anos, foi desvendado … Rumores têm circulado durante décadas sobre uma coleção de cálices de ouro sem preço, crucifixos cravejados de diamantes (uma pálida amostra da cruz sangrenta na qual Cristo morreu), prata e pedras preciosas doados por peregrinos agradecidos.

Após uma observação indiscreta por seus homens de imprensa esta semana, as autoridades da Igreja concordam  em revelar parte da coleção … (algumas) caixas abarrotadas foram abertas e revelaram 59 cálices de ouro, além de anéis, crucifixos, estatuas e broches de ouro maciço, muitos deles incrustados de pedras preciosas. Quase escondida no meio de outros tesouros,  está a Coroa de Nossa Senhora de Lourdes, feita por um joalheiro francês em 1876 e cravejada de diamantes.

As autoridades da Igreja dizem que é impossível avaliar a coleção. “Não tenho idéia alguma”, diz o Padre Pierre-Marie Charriez, diretor de Patrimônio e Santuário . “É de valor inestimável”. …

Através da estrada há uma construção guardando centenas de (antigos) ornamentos eclesiásticos, roupas, mitras, e paramentos – muitos  em ouro maciço…

“A Igreja ela mesma é pobre”, insiste o Padre Charriez. O “Vaticano ele mesmo é pobre”.  O tesouro aqui descrito é apenas parte do que se encontra guardado na localidade, na pequena cidade de Lourdes, na França!

 A Mãe das Meretrizes e das Abominações

Quanto mais profundamente entramos na história da Igreja Católica Romana e suas práticas correntes, mais impressionados ficamos com a interessante exatidão da visão recebida por João,  séculos antes que ela se tornasse uma lamentável realidade. A atenção de João é despertada para o título ousadamente colocado sobre a fronte da mulher: “Mistério, Babilônia a Grande, a Mãe das Meretrizes e Abominações sobre a Terra” (Apocalipse 17:5). Infelizmente, porém,  a Igreja Católica Romana se adapta  à descrição “mãe das meretrizes e abominações” exatamente como também se adapta a outras. Isto se deve em grande parte à exigência  anti-bíblica de que seus sacerdotes sejam celibatários.

O grande apóstolo Paulo era um celibatário e recomendou essa vida a outros que desejassem se devotar inteiramente ao serviço de Cristo. Ele, porém, não fez disso uma condição   para a liderança  como a Igreja  Católica tem feito, impondo, assim, um fardo desnaturado  sobre todo o clero, o qual muito poucos conseguem suportar. Pelo contrário, ele escreveu que o bispo deveria ser “marido de uma só mulher” (1Timóteo 3:2), fazendo as mesmas exigências para os oficiais.  (Tito 1:5-6).

Pedro, que os Católicos erroneamente afirmam ter sido o primeiro papa, era casado. Assim eram pelo menos alguns dos outros apóstolos. O fato não era o de terem eles se casado antes de Cristo os chamar, mas isso era aceito como uma norma corrente. O próprio Paulo dizia que ele tinha o direito de se casar como os outros: “E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas (Pedro)?”  (1 Coríntios 9:5).

A Igreja Católica Romana, entretanto, tem insistido sobre o celibato, embora muitos papas, como Sérgio III (904-911), João X (914-928), João XII (955-963), Benedito V (964), Inocêncio VIII (1484-1492), Urbano VIII  (1623-1644),  e Inocêncio X (1644-1655), bem como milhões de cardeais, bispos, arcebispos, monges e padres através da história tenham violado estes votos. E como  tornam em prostitutas aquelas com quem coabitam secretamente.

Roma é em verdade “a mãe das meretrizes”.  Sua identificação como tal é inconfundível. Nenhuma outra cidade, igreja ou instituição na história do mundo  com ela se rivaliza em praticar particularmente este mal.

A história está repleta de dizeres que zombam do falso clamor da Igreja sobre o celibato e revelou sua verdade: “o eremita mais santo tem sua prostituta” e “Roma tem mais prostitutas do que qualquer outra cidade porque tem a maioria dos celibatários”, são exemplos. Pio II declarou que Roma era “a única cidade cheia de bastardos” (filhos de papas e cardeais). O historiador católico e ex-jesuíta Peter da  Rosa escreve:  “Os papas tinham garotas com 15 anos de idade, eram culpados de incesto e perversões sexuais de toda sorte, tinham inumeráveis filhos, eram assassinados em atos de adultério (por maridos ciumentos que os encontravam na cama com suas esposas) … Daí a velha frase católica, por que ser mais santo do que o papa?”

Em matéria de abominação, mesmo os historiadores católicos admitem que entre os papas estavam alguns dos mais degenerados monstros sem consciência da história. Seus inumeráveis crimes de violência, muitos dos quais estão além de qualquer crença, têm sido citados por muitos historiadores a partir de documentos reservados que revelam a profundidade da depravação papal, alguns dos quais a serem apresentados em capítulos futuros. Chamar qualquer desses homens de “Sua Santidade, Vigário de Cristo”, é zombar da santidade de Cristo. Ainda assim o nome de cada um desses incríveis papas perversos – assassinos de massas, fornicadores, ladrões, warmongers, alguns culpados do massacre de milhares – é decantado com louvores na lista oficial de papas da Igreja. Essas abominações que João previu não apenas ocorreram no passado, mas até em nossos dias, como veremos.

Embriagada com o Sangue dos Mártires

Em seguida João nota que a mulher está embriagada – e não com bebida alcoólica. Ela está embriagada com “o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus…” (apocalipse 17:6). O quadro é horrível. Não são apenas suas mãos  que estão tintas de sangue, mas está embriagada com ele. O assassinato de inocentes que por amor à consciência não concordariam com suas exigências totalitárias tanto a refrescaram e excitaram, que ela está em êxtase.

Logo pensamos nas Inquisições (Romana, Medieval e Espanhola) que durante séculos prenderam a Europa em suas garras terríveis. Em sua História da Inquisição, Canon Llorente, que foi o secretário da Inquisição em Madri de 1790 a 1792, e tinha acesso aos arquivos de todos os tribunais, calculou que somente na Espanha o número de condenados excedeu a 3 milhões, com cerca de 300.000 queimados na estaca. Um historiador católico comenta sobre os acontecimentos que conduziram à supressão da Inquisição Espanhola em 1809:  “Quando Napoleão conquistou a Espanha em 1808, um oficial polonês do seu exército, Coronel Lemanouski, registrou que os Dominicanos (a cargo da Inquisição)  se trancaram em seu mosteiro em Madri. Quando as tropas de  Lemanouski forçaram a entrada, os inquisidores negaram a existência de quaisquer câmaras de tortura. Os soldados   revistaram o mosteiro e as descobriram sob os pisos. As câmaras estavam cheias de prisioneiros, todos nus, muitos loucos. As tropas francesas, acostumadas à crueldade e sangue, não conseguiram segurar seus estômagos diante da visão. Esvaziaram as câmaras de tortura, jogaram pólvora sobre o mosteiro e o explodiram”.

Para conseguir as confissões dessas pobres criaturas, a Igreja Católica Romana usava torturas engenhosas, tão cruciantes e bárbaras, que ficaríamos doentes com a sua descrição. O historiador da Igreja, Bispo William Shaw Kerr, escreve:  “A abominação mais hedionda de todas era o sistema de tortura. A narração de suas operações a sangue frio faz-nos estremecer  diante da capacidade de seres humanos em matéria de crueldade. E eram decretadas e reguladas pelos papas que afirmavam representar Cristo na terra. Cuidadosas anotações foram feitas não apenas de tudo que era confessado pelas vítimas, mas de seus protestos, gritos, lamentações, interjeições quebradas e apelos por misericórdia. A coisa mais comovente na literatura da Inquisição não é a narração de seus sofrimentos, deixada pelas vítimas, mas os frios memoranda guardados pelos oficiais dos tribunais. Ficamos chocados e estarrecidos, exatamente porque não havia a mínima intenção de chocar-nos”.

Os remanescentes de algumas das câmaras de horror permanecem na Europa e podem ser visitados hoje. Elas permanecem como memorial  para os zelosos seguidores dos dogmas católicos romanos, os quais permanecem com força total ainda hoje e para uma Igreja que afirma ser infalível e até os dias atuais justifica tais barbaridades. São também memoriais da espantosa exatidão da visão de João em Apocalipse 17. Em um livro publicado na Espanha em 1909, Emelio Martinez escreve:

A esses 3 milhões de vítimas (documentados por Llorente), deveriam ser acrescentados milhares e milhares de Judeus e Mouros deportados de suas terras natais… Em apenas um ano, 1481,  e apenas em Sevilha, o Santo ofício (da Inquisição) queimou 2.000 pessoas . Os ossos e retratos  de outros 2.000 … E outros 16.000 foram condenados a variadas sentenças”.

Peter de Rosa reconhece que sua própria Igreja Católica “foi responsável por perseguir judeus, pela Inquisição, pelos extermínio dos hereges aos milhares, pela reintrodução da tortura na Europa como parte do processo judicial”. Mesmo assim a Igreja Católica Romana jamais admitiu oficialmente que tais práticas fossem más, nem se desculpou com o mundo nem com qualquer das vítimas ou seus descendentes. Nem podia o Papa João Paulo II se desculpar hoje, porque “as doutrinas responsáveis por essas coisas terríveis ainda estão em vigor”. Roma não mudou interiormente em nada, sejam quais forem as palavras melífluas que ela diga, quando servem aos seus propósitos.

Mais Sangue do que os Pagãos

A Roma pagã praticava os esportes de atirar aos leões, queimar ou de outra maneira matar milhares de cristãos e não poucos judeus.  Ainda assim a Roma “cristã” exterminou muitas vezes esse número, tanto de cristãos como de judeus. Além das vítimas da Inquisição, houve os Huguenotes, Albigenses, Valdenses e outros cristãos que foram massacrados, torturados e queimados na estaca às centenas de  milhares, simplesmente porque se recusaram a se alinhar com a Igreja Católica Romana  e sua corrupção e aos  seus dogmas e práticas heréticos. Por questão de consciência eles tentaram seguir os ensinamentos de Cristo independentes de Roma e por esse crime foram amaldiçoados, caçados, aprisionados, torturados e assassinados.

Por que iria Roma se desculpar ou mesmo admitir esse holocausto? Ninguém exige que ela preste contas hoje. Os Protestantes já esqueceram as centenas de milhares de pessoas queimadas na estaca por abraçar o simples evangelho de Cristo e recusarem se dobrar diante da autoridade papal. Incrivelmente, os Protestantes agora estão abraçando Roma como cristã, enquanto ela insiste em que os “irmãos separados” se reconciliem com ela aceitando os seus termos imutáveis.

Muitos líderes evangélicos pretendem trabalhar com os Católicos Romanos para evangelizar o mundo até o Ano 2.000. Eles não querem saber de nenhuma recordação “negativa”  dos milhões de pessoas torturadas e assassinadas pela Igreja à qual eles agora prestam honra, ou ao fato de que Roma prega um falso evangelho de sacramentos e obras.

A Roma “cristã” exterminou judeus aos milhares  – muito mais do que a Roma pagã jamais o fez. A Terra de Israel foi considerada  como propriedade da  Igreja Católica Romana, não dos judeus. Em 1096, o Papa Urbano II promoveu a primeira cruzada  para retomar Jerusalém dos Muçulmanos. Com a cruz em seus escudos e armas defensivas, os cruzados massacraram os judeus por toda a Europa em seu caminho até a Terra Santa. Praticamente,  o seu primeiro ato ao retomar Jerusalém  “para a Santa Madre” foi apinhar todos os judeus numa sinagoga e os incendiar. Esses fatos históricos não podem ser varridos para debaixo do tapete do ajuntamento ecumênico, como se jamais tivessem acontecido.

Nem pode o Vaticano fugir da grande responsabilidade pelo Holocausto Nazista, o qual era inteiramente conhecido por Pio XII, apesar do seu silêncio completo durante toda a guerra sobre um dos assuntos mais importantes.  O envolvimento do Catolicismo no Holocausto  será examinado mais tarde. Se o papa tivesse protestado, como os representantes das organizações judaicas  e as Forças Aliadas lhe pediram que o fizesse, ele teria condenado sua própria Igreja. Os fatos são inescapáveis:  Em 1936 o Bispo Berning havia falado com o Fuehrer por quase uma hora. Hitler assegurou ao seu senhorio que não havia diferença fundamental entre o Nacional Socialismo e  a Igreja Católica. Não tinha a Igreja que o interrogava considerado os judeus como parasitas e os trancado em guetos?

Estou apenas fazendo”, ele se gabou, “o que a Igreja tem feito por quinze séculos, somente com mais eficiência”. Sendo ele próprio católico , disse a Berning que “admirava e pretendia promover o Cristianismo”.

Existe, certamente, outra razão pela qual a Igreja Católica Romana não tem se desculpado nem se arrependido  destes crimes. Como poderia? A execução dos hereges (inclusive dos judeus) foi decretada pelos papas “infalíveis”. A própria Igreja Católica afirma ser infalível, portanto suas doutrinas não poderiam estar erradas.

Reinando sobre os Reis da Terra

Finalmente, o anjo revela a João que a mulher “é a grande cidade que domina sobre os reis da terra” Apocalipse 17:18. Sim, e novamente apenas uma: a Cidade do Vaticano. Os papas coroaram e depuseram reis e imperadores, exigindo obediência, amedrontando-os com excomunhão. No tempo do Primeiro Concílio Vaticano,  em 1869, J. H. Ignaz von Dollinger, professor de História da Igreja em Munique preveniu que o Papa Pio IX forçaria o Concílio a fazer um dogma infalível fora  “daquela teoria favorita dos papas – que eles podiam forçar reis e magistrados  com excomunhão e suas conseqüências, para prosseguir com suas sentenças de confisco, prisão e morte…”. Ele relembrou seus companheiros católicos romanos de algumas das más conseqüências da autoridade política papal:  “Quando, por exemplo, (o Papa) Martinho IV colocou o Rei Pedro de Aragão sob excomunhão e interdição… Prometendo em seguida indulgências de todos os pecados  àqueles que o guerreassem e o (tirano) Carlos (I de Nápoles) foi  contra Pedro, e finalmente declarou seu reinado falso… o que custou aos dois reis da França e Aragão suas vidas e ao francês a perda de seu exército…”.

O Papa Clemente IV, em 1265, depois de vender milhões de italianos do Sul a Carlos de Anjou, em troca de um tributo anual de oitocentas onças de ouro, declarou que “ele seria excomungado se o primeiro pagamento  fosse efetuado além do termo declarado e que na segunda negligência a nação inteira incorreria em interdição…”.

Embora João Paulo II  não tenha mais o poder de fazer tais exigências brutais atualmente, sua Igreja ainda retém os dogmas que o autorizam a fazer isso. E os efeitos práticos de seu poder não são menores do que os dos seus predecessores, embora exercitados bem por  trás da cena. O Vaticano é a única cidade que troca embaixadores com as nações e ele o faz com os países mais importantes da terra. Os embaixadores vêm ao Vaticano de todos os países importantes, inclusive dos Estados Unidos,  não por mera cortesia, mas porque o papa é hoje o governante mais importante da terra. Até mesmo o Presidente Clinton viajou até Denver em Agosto de 1993 para saudar o papa. Ele se dirigiu a ele como o “Santo Padre” e “Sua  Santidade”.

Sim, embaixadores de nações vieram a Washington  D.C., a Paris ou a Londres, mas só porque o governo nacional tem sua capital lá. Nem Washington, Paris, Londres ou qualquer outra cidade enviaram embaixadores a outros países. Só a Cidade do Vaticano  faz isso.  Ao contrário de qualquer outra cidade na terra o Vaticano é reconhecido como estado soberano com seus próprios direitos, separado e distinto da nação da Itália que o rodeia. Não existe outra cidade na história em que isso tenha acontecido e esse ainda é o caso hoje.

Só do Vaticano se  poderia dizer que é a cidade que reina sobre os reis da terra. A frase “a influência mundial de Washington” não significa a influência de uma cidade, mas dos Estados Unidos, cuja capital lá se encontra. Quando, porém, se fala da influência do Vaticano ao redor do mundo, é exatamente o que isso significa – a cidade e o poder mundial do Catolicismo Romano e do seu líder, o papa. O Vaticano é absolutamente único.

Alguns sugerem que o Vaticano se mudará para a Babilônia, no Iraque, quando ela for reconstruída. Mas por que o faria? O Vaticano tem preenchido a visão de João de sua localização em Roma durante os últimos quinze séculos.  Além do mais, já mostramos a conexão com  a antiga Babilônia, a qual o Vaticano tem mantido através de toda a história no Cristianismo paganizado que ela tem promulgado. Quanto à antiga Babilônia, ela nem existia durante os últimos 2.300 anos  “para reinar sobre os reis da terra’. A Babilônia estava em ruínas, enquanto a Roma pagã e depois a Roma católica, a nova Babilônia, estava realmente reinando sobre os reis da terra.

Um historiador do século dezoito contou 95 papas que afirmavam ter o poder divino para depor reis e imperadores. O historiador Walter James escreveu que o Papa Inocêncio III (1185-1216)  “tinha toda a Europa em sua rede” . Gregório IX (1227-1241) trovejava que o papa era o senhor e mestre de todos e de tudo.  O historiador R. W. Southern declarou: “Durante todo o período medieval havia em Roma uma única autoridade temporal e espiritual (o papado), exercitando poderes que no fim excederam os que jamais haviam existido sob as garras do imperador romano”.

Que os papas reinaram sobre os reis é um incontestável fato histórico, o qual  documentaremos inteiramente, mais tarde. Por causa disso, tão horríveis abominações foram cometidas, conforme João previu, é indiscutível. O Papa Nicolau I (858-867) declarou: “Só nós (os papas) temos o poder de prender e soltar, de absolver Nero e condená-lo, e os Cristãos não podem, sob  pena de excomunhão, executar outro julgamento senão o nosso, o qual é infalível”. Ao mandar que um rei destrua um  outro, Nicolau escreveu:  Nós o ordenamos, em nome da religião, a invadir seus estados, queimar suas cidades, e massacrar seu povo… “

A informação qualificativa que João nos dá sob inspiração do Espírito Santo, para identificar a mulher, que é uma cidade,  é específica, conclusiva e irrefutável. Não existe cidade sobre a terra, no passado ou no presente, que preencha todos esses critérios, exceto a Roma católica e agora a Cidade do Vaticano. Esta inescapável conclusão se tornará cada vez mais clara  à medida  em que procedermos à revelação dos fatos.

Lançados vivos no Lago de Fogo

LGO Anticristo, que é a besta, e o falso profeta, foram lançados vivos no lago de fogo após a destruição de Jerusalém. É isso mesmo,  Apocalipse 19 afirma que esses homens foram finalmente  destruídos  depois que o Senhor Jesus julgou Jerusalém em 70 dC. Surpresos? Pois essa deve ser a teoria aceita se seguirmos a cronologia  preterista:

E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre”,  Apo 19:20

Onde estariam os registros de alguém sendo lançado vivo no lago de fogo imediatamente após  ( “…E, DEPOIS destas coisas …”, Ap 19:1) a destruição da cidade santa?

Para muitos  preteristas, Armagedon (Apoc 16:12-16; Apoc  19:19,20) trata da suposta queda de Jerusalém em 70 dC. Dizem que a besta era o imperador romano Nero ou mesmo seu sucessor. Mas Nero suicidou-se dois anos antes de Jerusalém ser destruída. Na verdade, Jerusalém foi destruída sob o imperador romano Vespasiano, não Nero. Além disso, nem Vespasiano, nem o seu general, Tito, foram mortos em Jerusalém com seus corpos “lançados vivos no lago de fogo e enxofre” (Apocalipse 19:20).

Eu explico…

Se o capítulo 18 trata da destruição final de Jerusalém, a Grande Cidade,  a Grande Babilônia, como desejam os preteristas, obviamente devem eles concordar que o Anticristo e o falso profeta, que aparecem finalmente destruídos em Apocalipse 19, são os mesmos  mencionados em toda a profecia do Livro. Afinal de contas, o capítulo registra como estas  figuras diabólicas foram por fim  condenadas.

Em outras palavras, o Preterismo  deve, como é forçado,  a identificá-los com ditadores romanos que viveram antes da queda de Jerusalém. Sendo  assim, o que é fato – se nos baseamos na interpretação preterista – eles, a besta e o falso profeta, foram “lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre” (19:20) imediatamente após  a queda  de Jerusalém.

Onde estão as evidências de que isso já ocorreu?

Basta somente passar os olhos no  capítulo 19 que o leitor vai observar que eles foram instrumentos do julgamento de Cristo que havia voltado (?). Quem os julga e  os lança no lago de fogo é o próprio Jesus na manifestação da sua Segunda Vinda, a qual os preteristas são obrigados a  afirmar que já  ocorreu.  Portanto, deve-se perguntar: Quem era o falso profeta e o anticristo  nessa ocasião? Uma vertente do preterismo já declarou que pelo menos um dessess personagens foi cabeça do império romano, 0 Anticristo Nero. Acho que é por isso que muitos chegaram ao absurdo de interpretar  que a besta e seus exércitos são supostamente vindo de Roma contra Jerusalém, mas isto dificilmente pode ser, pois Tito ( onde estava Nero? ) e seu  exército foram os vencedores em 70 dC, enquanto Apocalipse diz que “a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e contra os seus exércitos” (Apocalipse 19:19), foram os perdedores.

Perguntas que precisam ser respondidas pelos preteristas

Onde estão o  Anticristo e o falso profeta? A teoria preterista passada não corresponde aos fatos, pois a queda de Jerusalém em 70 dC. não extinguiu o anticristo. Nem a morte da “besta” – que segundo a interpretação destes, tem que ser Nero -, e nem os milhares de judeus mortos no cerco de Jerusalém, pôs fim ao anticristo.

Repetindo: O falso profeta e o anticristo, que aparecem nos capítulos anteriores a Apocalipse 18, capítulo que trataria da queda de Jerusalém,  são vistos no capítulo 19 sendo lançados no lago de fogo. Agora, se garantem que Apocalipse 18 ja teve cumprimento, mas Apocalipse 19 não, eles tem um problema enorme para resolver. E pior, se garantem que Apocalipse 19 ja teve cumprimento, então precisam provar  que Jesus ja retornou, pois o capítulo 19, entre outras coisas, trata da sua Segunda Vinda.

Segue abaixo as perguntas

1. Será que os que habitavam na terra antes da destruição de Jerusalém se maravilharam com Nero se recuperando de uma ferida mortal (Apocalipse 13:3)?

2. Será que Nero, ou qualquer anticristo romano, teve um falso profeta com dois chifres como um cordeiro (Ap 13:11, 12),fazendo com que todo o mundo o adorasse?

3. Será que Nero tem um falso profeta, que produziu um espetáculo cósmico fazendo fogo cair “do céu à terra, à vista dos homens” (Apocalipse 13:13)?

4. Será que Nero teve um falso profeta, que fez uma estátua do próprio Nero para todo o mundo adorar, fazendo-a falar, a fim de enganar o mundo inteiro a adorar o imperador (Apocalipse 13:15)?

5. Será que Nero teve um falso profeta que impôs uma marca na testa e na mão de todo o mundo habitado da época ao ponto de que ninguém podia comprar ou vender (Apocalipse 13:16)?

6. Será que as duas testemunhas transformaram água em sangue, atingiram toda a terra com a seca durante os 3 anos e meio da tribulação que precede o ano 70 dC? Será que Nero matou-os? Será que eles estavam mortos nas ruas de Jerusalém com todo o mundo presenciando a cena? Quando, imediatamente antes da queda de Jerusalém, pessoas de todo o mundo enviaram presentes uns aos outros por tão grande triunfo sobre estes homens? (Ap 11,3-10)

7. Será que um grande número de todas as tribos, e povos, e línguas, que ninguém podia contar, saíram da tribulação (Ap 7:9-17) que precedeu a destruição de Jerusalém em 70 dC?

Um grande número de mártires, que são de todas as tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar, segundo a interpretação  preterista, vieram da tribulação que houve antes da queda de Jerusalém. No entanto, o preterismo deve explicar o que um número incontável de pessoas de  todas as tribos, povos e línguas estavam fazendo apertadas na cidade de Jerusalém, e porque foram ali martirizadas juntamente com os judeus em 70 dC.

Segue a última pergunta

8. Foi o anticristo,” que se opõe e se exalta acima de tudo que se chama Deus ou é objeto de adoração, de modo que se assentará, como Deus no templo de Deus, mostrando-se que ele é Deus”,  destruído “pelo esplendor da sua vinda” (2 Ts, 2:4) em 70 dC?

… Vou esperar a resposta preterista…

… SENTADO!

Babilônia e o Sangue dos Apóstolos


Lucas 11:49-51 “… Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros; Para que desta geração seja requerido  o sangue   de    todos    os profetas que,  desde a fundação   do   mundo,    foi derramado;  Desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração…”. 

Aqui o Senhor Jesus sentencia “Jerusalém” a uma pena terrível quando joga sobre seus ombros toda a responsabilidade pelas mortes dos profetas do Antigo Testamento.

No entanto, fica uma lacuna, pois se comparamos esta palavra com outra sentença em Apocalipse que descreve a queda de Babilônia descobrimos algo curioso. Observamos no texto, que Deus exige de Babilônia o sangue dos profetas, o sangue das testemunhas de Jesus e o sangue DOS APÓSTOLOS. Podemos inferir pelo contexto de Lucas que os Apóstolos foram perseguidos por Jerusalém, mas não mortos por ela. Note abaixo que a profecia em Apocalipse incluiu Apóstolos e testemunhas de Jesus.

Apocalipse 18

20  Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.

24   E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos [Apóstolos], e de todos os que foram mortos na terra.

Apocalipse 17

6   E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos [Apóstolos], e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

Além disso, Jerusalém jamais poderia ser responsável pelos milhões de cristãos que foram martirizados depois de sua destruição. E aqui entra mais uma questão crucial que precisa ser respondida pelo preterismo: Por que a sentença muda em Apocalipse quando responsabiliza Babilônia pelo sangue de todos que foram mortos sobre a terra, omitindo a expressão “desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias”, se o julgamento é mesmo sobre a Jerusalém de 70 dC?

Lucas escreveu seu Evangelho por volta de 60; uma vez que a conclusão de Atos mostra Paulo em Roma, sabemos que o Evangelho de Lucas foi escrito antes disso (Atos 1:1). Por outro lado, se Lucas tivesse escrito seu Evangelho depois de 70 dC, certamente falaria sobre a destruição de Jerusalém.  Portanto, se seguimos a cronologia preterista, João já estava em Patmos se preparando para escrever sobre as visões do Apocalipse ao mesmo tempo em que Lucas redigia o Evangelho. Se fosse mesmo verdade que os dois escritores estavam tão perto um do outro na escrita, por que em Apocalipse João não repete a sentença, “a vingança pelo sangue de Abel até Zacarias“, mas ali fala de Apóstolos e testemunhas de Jesus? Testemunhas de Jesus e apóstolos só poderiam ter sido martirizados depois da morte do Senhor. O que temos aqui é muito sério, e nos estimula à uma pergunta importante:  Quantas testemunhas do Senhor Jesus e Apóstolos morreram antes de 70 dC ao ponto de Apocalipse conclamar que se alegrem pela vingança de seu sangue? Por que este estardalhaço todo para vingar uma dúzia de testemunhas do Senhor e menos de três Apóstolos?

O que o preterismo propõe é contraditório, pois eles colocam João em Patmos escrevendo Apocalipse 18 antes da destruição de Jerusalém, época em que pouquíssimas testemunhas de Jesus haviam sido martirizadas. E como sabemos também, a maioria dos Apóstolos do Senhor só vieram a morrer  muitos anos depois da queda  da Cidade Santa.

E mesmo que fique provado que o Apóstolo Paulo foi executado em 67, que Pedro morreu no mesmo ano, sabemos que não poderíamos de forma alguma responsabilizar Jerusalém por suas mortes. Sendo assim, só temos “dois Apóstolos” martirizados dentro de Jerusalém até 70 dC e apenas um registro bíblico (Atos 12:1, 2): Tiago, irmão de João, que foi assassinado por ordem de Herodes, um rei nomeado por Roma, também criado e educado em Roma – Marcus Julius Agripa,  assim chamado em homenagem ao estadista romano Marcus Vipsanius Agripa, e  Tiago, irmão de Jesus, que apesar de não fazer parte dos doze, também foi chamado de Apóstolo. Os registros sobre a morte de Tiago podem ser encontrados fora das Escrituras.

Jerusalém e o sangue dos Apóstolos

Observem que no contexto de Apocalipse 18, Deus conclama     muitos a se alegrarem com a derrocada dessa babel, e entre eles achamos dois tipos de mártires; isso nos traz uma revelação surpreendente, pois dentre os que devem se alegrar com a queda de Babilônia estão: “As testemunhas de Jesus e os Apóstolos”. Aqui e dito que eles se alegrem por terem seu sangue vingado. O que nos chama a atenção é: Podemos responsabilizar mesmo Jerusalém pelo martírio dos Apóstolos e das testemunhas de Jesus?

Leia novamente os textos

Apocalipse 18

20 Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.

24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra. 

Apocalipse 16

6 Visto como derramaram o sangue dos santos [Apóstolos] e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores. 

Apocalipse 17

7 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos [Apóstolos], e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

O contexto mostra também profetas. Por mais esse motivo o preterismo afirma que Babilônia deve se referir a Jerusalém, porque só Jerusalém matou profetas do Antigo Testamento, e “profetas do Apocalipse deve referir-se profetas do Antigo Testamento”. Os textos citados acima nos dizem que Babilônia estava embriagada com o sangue dos profetas. Este é um ponto crítico! O termo “os profetas” aparece 88 vezes no Novo Testamento. Para muitos, o uso predominantemente normal do termo refere-se a profetas do Antigo Testamento apenas, o que não é verdade.

Apocalipse 18:20, evidentemente, refere-se apóstolos do Novo Testamento. E os profetas?  Podemos ler: “Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela“. O outro texto fala das testemunhas de Jesus, o que só pode ser aplicado para testemunhas da era do Novo Concerto.  Então, para discutir se estes são apenas os profetas do Antigo Pacto é bastante duvidoso.

A palavra Apóstolo aqui é comumente limitada aos 12. Não há impropriedade, no entanto, em supor que os apóstolos são referidos aqui,  uma vez que eles teriam a oportunidade de se alegrar que o grande obstáculo para o reino do Redentor foi agora retirado, e que quem causou suas mortes e sofrimento estava agora sendo julgada.

Testemunhas de Jesus, santos  apóstolos e profetas”, fazem  três tipos distintos de pessoas, que consiste  a Igreja, sendo que a expressão santos pode também ser aplicada aos membros privados das  igrejas. Babilônia aqui persegue a Igreja do Senhor e por essa perseguição ela será cobrada.

Difícil identificar a Babilônia de Apocalipse com Jerusalém. Primeiro, Jerusalém não se encaixa com a descrição em Apocalipse capítulo 17, como a cidade sobre sete colinas.   Além disso, Jerusalém não saiu do Império Romano, mas o chifre pequeno de Daniel (que deve ser identificado com a Babilônia do Apocalipse) saiu do Império Romano. Mas esse é assunto para outro tópico… 

Depois da Destruição de Jerusalém

Milhões de cristãos foram mortos durante séculos após a destruição de Jerusalém – até um ateu, criança ou mobralista sabe desse fato. Portanto, Jerusalém não pode ser responsável por estes mártires. Sendo assim, o sangue destes só pode ser requerido de outro.  Por isso existe uma diferença no julgamento da grande Babilônia de Apocalipse 18: Ela passa a ser responsável por todas as mortes que ocorreram na terra. Por esse motivo, Jerusalém/Israel não pode ser responsabilizado pelos mártires exterminados após sua queda em 70 dC, pois a nação estava destruída, e em breve seria espalhada por sobre a terra, sem poder militar, eclesiástico e politico.

É desta, que tomou o lugar de Jerusalém e da Babilônia antiga, que Deus cobra pelo sangue de “… todos os que foram mortos na terra” (Apo 18:24).

A responsabilidade sobre “todos que foram mortos sobre a terra”, refere-se a seus conselhos e influência, quando envolve outras nações e povos para perseguir e destruir os verdadeiros seguidores de Deus. Todos que  foram mortos sobre a terra: não só daqueles que foram mortos na cidade de Roma, mas  todos aqueles que foram mortos por todo o império,  sendo mortos por sua ordem, ou com seu consentimento.

Não há cidade atualmente que possamos aplicar este título a não ser a Roma Católica. A culpa do sangue derramado sob os imperadores pagãos não foi removido sob os Papas, mas extremamente multiplicado. Nem é Roma apenas responsável por aquilo que tem sido derramado na cidade, mas pelo que  derramou em toda a terra. Em Roma  sob o papa, bem como antes, sob os imperadores pagãos,  ordens foram dadas, sangrentas e editais,  para que:  o sangue de homens santos seja derramado, enquanto havia grande alegria para ela. E que quantidade imensa de sangue foi derramado por seus agentes!

Charles IX, da França, em sua carta a Gregório XIII., Orgulha-se, que em pouco tempo e após o massacre de Paris, ele tinha destruído setenta mil Huguenotes. Alguns têm calculado que, a partir do ano 1518 até 1548, quinze milhões de protestantes morreram pela Inquisição. A estes podemos acrescentar inúmeros mártires, em tempos antigos, meio e fim, na Boêmia, Alemanha, Holanda, França, Inglaterra, Irlanda, e muitas outras partes da Europa, África e Ásia.

O massacre de santos continuou com a Roma pagã e não cessou depois que ela ruiu. Até um incrédulo aprende na escola qual foi a nação que reinou sobre os reis da terra e continuou reinando enquanto Jerusalém/Israel andava errante entre outros povos sem influência aliada nenhuma.

O que Deus faz, na verdade, é lançar a culpa sobre essa Babel pelo sangue de TODOS que foram mortos por sua fé, o que deve significar que sobre ela recai o sangue de todos os mártires em todos os tempos. Isso porque ela é uma extensão da Babel original. Assim, Deus faz cair sobre ela a responsabilidade por todos os martírios ocorridos desde os tempos passados até o dia de seu julgamento. Se a sentença é dada para o tempo do fim, então ela tem mesmo que ser responsável por todos os cristãos que foram eliminados em todos os tempos.

Sabemos que Apocalipse superlota os tempos de profecias sobre as tribulações que viveu o povo de Deus nas mãos do império Romano, e que podem ser extraídas para cumprimento real, mesmo se o preterismo católico romano declare a aberrante heresia de que os capítulos de 1 a 19 de Apocalipse tiveram cumprimento em 70 dC.

Ela, a Babilônia, é vista embriagada com o sangue dos mártires.

E eu vi a mulher embriagada com o sangue dos santos, e com o sangue dos mártires de Jesus: e quando eu a vi admirei-me com grande admiração.” (17 v6)

Isto é uma profecia, e Jerusalém já estava destruída nessa época. Por isso Deus não pode requerer o sangue dos milhões que foram mortos após a destruição de Jerusalém da própria Jerusalém!

Os que sofreram o martírio do mundo todo depois da queda da Cidade Santa foram em números elevadíssimos comparados aos santos de Abel até Zacarias. O massacre de cristãos foi tão vasto após a destruição de Jerusalém que os cálculos se perdem em milhões de pessoas. E dessa Babel que João fala, e ela não pode ser Jerusalém. Por isso em Apocalipse 18 ela é sentenciada por muitas coisas, sendo que uma delas é sangue, sangue humano,

Apo 18

24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.

Tudo nos leva a crer que essa foi uma palavra que será cumprida num tempo de julgamento final: O ACERTO DE CONTAS. Se o texto inclui todos os que foram mortos sobre a terra, entre eles Apóstolos e testemunhas de Jesus, então fica implícito que chegava ao fim a era dos mártires e a hora de cobrar o sangue destes. Fica evidente que é chegado o dia do acerto de contas, feito um capítulo antes da vinda de Jesus registrada em Apocalipse 19. Esse é o momento do julgamento dessa Babilônia, quando Deus lhe cobra por todos aqueles que foram martirizados por sua fé.

Fica extremamente ridículo afirmar quem em 70 dC houve vingança pelo sangue dos Apóstolos e pelo sangue das testemunhas de Jesus, o que supostamente teria ocorrido trinta e cinco anos apenas após a morte do Senhor, quando não havia tantos registros de mártires do Novo Testamento, sabendo também que a maioria dos Apóstolos atravessou a década de 70 ainda com vida.

O contexto aqui revela um julgamento final de Babilônia, o que não pode ter ocorrido em 70 dC. Sabemos com certeza que a maior parte  dos Apóstolos (e aqui provavelmente fala do grupo que Jesus escolheu, pois eles são especialmente citados separados das testemunhas de Jesus e dos profetas)  morreu depois da destruição de Jerusalém. Portanto, não há como ela ser responsável por ter eliminado Apóstolos e testemunhas do Senhor.

Jerusalém não pode ser responsabilizada pelos milhares de cristãos jogados para as feras nas arenas romanas. Não se pode responsabilizar Jerusalém pelas tochas humanas que clareavam as ruas nas adjacências de Roma… E muito menos podemos responsabilizar Jerusalém pela INQUISIÇÃO!

O contexto de Apocalipse 18 revela como Deus toma vingança contra aqueles que mataram seus profetas e apóstolos e até mesmo o seu bendito Filho. Finalmente, todos aqueles martirizados por estes devem ser vingados. O momento tão esperado de retribuição e vingança pelo qual todos os redimidos esperavam, chegou…

Estas fotografias nos últimos versos do capítulo 18 de Apocalipse mostram, a partir de dentro, o resultado do colapso no sistema babilônico. A sua total destruição é mostrada pela repetição de várias frases como, “não será jamais achada”, “não se ouvirá mais” e “não se achará mais”. A pedra lançada ao mar retrata a violência e a permanência da destruição. O sistema babilônico começou em Gênesis 10, e continuou sem interrupção, de uma forma ou de outra, até os dias de hoje. Mas um dia ele vai de repente “afundar”, para nunca mais voltar.

Fontes

Estimates of the Number Killed by the Papacy – David A. Plaisted

The history of Henry IV, (surnamed the Great), king of France (1896)

Revelation, Chapter 18,  em http://www.discoverrevelation.com

Babilônia do Primeiro Século

BottiglieriOs Preteristas são geralmente divididos entre duas referências históricas para a prostituta de Apocalipse 17 e 18: as antigas cidades de Jerusalém e Roma. Muitos vêem a identificação simbólica de Babilônia a Roma, uma designação comum na literatura da época e freqüentemente encontradas nos escritos inspirados e sem inspiração da igreja primitiva. O Apóstolo João da ênfase sobre a influência da prostituta no mundo, a imoralidade e a adoração ao imperador do primeiro século e as implicações morais da fornicação econômica com a prostituta.

Em estudos recentes que apóiam a identificação da prostituta romana, a interpretação comercial ou econômica de Apocalipse 18 é visto como um apoio forte para este ponto de vista particular. João estava escrevendo para alertar os cristãos do primeiro século contra o envolvimento econômico com a prostituta, por causa da poluição espiritual que seria o resultado inevitável.

A refutação comum desta hipótese é que a prostituição do qual João fala não é primariamente religiosa ou espiritual, mas sim econômica e política. Quanto ao contexto de Apocalipse 17 e 18, há aqueles que acreditam que a  imagem parece não ser da libertinagem religiosa, mas da prostituição de tudo o que é certo e nobre para os fins questionáveis de poder e luxo. Prova disso é derivado do vestido da prostituta de luxo no versículo quatro, a universalidade de sua influência corruptora, e de luto dos marinheiros e comerciantes, quando Roma cai e a sua prosperidade termina.

A afirmação de que “os reis da terra se prostituíram” com ela (17:2) deve ser entendida metaforicamente no sentido de que Roma usurpou e perverteu o poder político de todas as suas províncias. Roma entrou em relações comerciais estratégicas com elas, as nações e suas províncias. Estas nações ganharam imensa riqueza por fazer negócios com Roma. No entanto, para entrar nesta relação econômica envolveu uma espécie de “fornicação”, uma devoção econômica, cultural e religiosa a Roma. Isso implicava necessariamente seguir seus costumes perversos e sua religião idólatra. Mas, enquanto João certamente coloca uma ênfase forte na comunhão sócio-econômico entre Roma e as nações, a idolatria não pode ser excluída como um dos elementos de relações ilícitas. Assim, “o porneia” – prostituição – de que esses reis eram culpados consistia em adquirir o favor de Roma, ao aceitar sua soberania e com ela seus vícios e idolatrias. Isto é simbolizado pelo acordo, em que todas as nações “têm bebido do vinho da sua prostituição” (17:2, 4; 18:3).

A principal preocupação de João foi, assim, alertar a Igreja do primeiro século a fim de evitar as implicações espirituais de fazer negócios com a besta. João adequadamente resume o significado econômico da fornicação. Portanto, a Babilônia também é o sistema econômico predominante-religioso em aliança com o Estado e suas entidades relacionadas e existentes ao longo dos tempos. Claro, e como é de conhecimento geral que as prostitutas do mundo antigo ofereceram seus corpos em troca de pagamento de seus serviços sexuais, apenas reforça a natureza econômica da prostituta de Babilônia.

Para entrar no negócio do mundo romano geralmente era necessária a participação no comércio e associações locais pagãs, onde na maioria dos quais, haviam divindades protetoras localizadas para fins de adoração religiosa, e que teriam que ser aceitas e respeitadas. Assim, a prostituição de que fala João se refere a uma troca mútua de benefícios e lealdades que delimitadas provinciais exigiam para os governantes imperiais. Enquanto a maioria dos povos do Oriente viram esta rede de relações recíprocas como positiva e útil, João condena como imoral, auto interesseira e idólatra. Já durante o reinado de Nero o fenômeno religioso e ideológico corroia como um câncer em todo o mundo romano.

A prova de que João reúne profecias para depois da destruição de Jerusalém estabelece o contexto do primeiro século do livro do Apocalipse e destaca as lutas o povo de Deus, inevitavelmente confrontados vivendo no império romano. Por isso as cartas foram endereçadas a sete Igrejas dentro deste império, o que coloca os capítulos 2-3 da visão de João em um fundo atraente histórico e cultural romano.

 Last

Por que o Tempo está Próximo

REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo, Apoc 1:1

O Preterismo coletou aquilo que eles chamam de Textos do Tempo em Apocalipse, que levam a acreditar que o cumprimento do próprio Livro profético tinha que ocorrer durante o primeiro século. Estes são os textos:

 1) “coisas que brevemente devem acontecer” (1:1).

 2)  “Porque o tempo está próximo”  (1:3).

 3) “em breve virei a ti (tachús)”  (2:16).

 4) “Eis que venho sem demora (tachús)”  (3:11).

 5) “É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá (tachús)” (11:14)

 6) “As coisas que brevemente devem (tachos) ter lugar” (22:6).

 7) “Eis que venho sem demora (tachús)” (22:7).

 8) “Porque o tempo está próximo (Eggús)” (22:10).

 9) “Eis que venho sem demora (tachús)” (22:12).

10) “Sim, eu venho (tachús)”  (22:20).

Outras passagens citadas fora do Livro de Apocalipse

o dia está próximo” (Rm 13:12),”O fim de todas as coisas está próximo” (I Pedro 4:7), “a vinda do Senhor está próxima“(Tiago 5:8) e “o juiz está às portas” (Tiago 5:9).

Sabemos com certeza que as frases que falam da “proximidade” do Dia do Senhor não são declarações que Jesus retornaria em questão de meses ou anos.

Observem a similaridade com essas passagens:

Clamai, pois, o dia do Senhor está perto; vem do Todo-Poderoso como assolação”, Isaías 13:6.

Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor; dia nublado; será o tempo dos gentios”, Ez 30:3.

“… o dia do Senhor está perto; porque o Senhor preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados… esquadrinharei a Jerusalém com lanternas, e castigarei os homens que se espessam como a borra do vinho, que dizem no seu coração: O Senhor não faz o bem nem faz o mal… O grande dia do Senhor está perto, sim, está perto…”, Sofonias 1:7-14.

A afirmação de que “o dia do Senhor está próximo” poderia não significar o próximo em meses ou anos porque eles foram feitos centenas de anos antes de 70 dC, a suposta época da sua realização!

A frase “as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1:1) deveria ter sido traduzida como “as coisas que devem acontecer em um curto período de tempo.” Jesus disse simplesmente que os acontecimentos descritos na revelação teria lugar em um curto período de tempo ao invés de se arrastar por décadas.

A frase “venho sem demora” (Ap 3:11; 22:7,12,20) é outro erro de tradução horrível. A palavra “tachu” que é traduzida como “rapidamente”, significa “em breve”, ou seja, sem atraso, em breve, ou (de surpresa), de repente, ou prontamente: Levemente, de forma rápida.

Jesus diz a todos que Ele vai voltar de forma extremamente rápida. Ele vai aparecer do nada. Vai ser uma surpresa para aqueles que não estão prestando atenção ao Seu retorno (I Ts 5:2-4; Apoc 3:3; 15:15) O contexto exige que a tradução seja “de repente”. Sabemos que este é o entendimento correto, porque o Senhor disse que voltaria como um ladrão na noite (I Tess 5:2; II Pedro 3:10; Apoc 16:15), e como uma armadilha (Lc 21:34).

As frases “o dia está próximo” (Rm 13:12), “O fim de todas as coisas está próximo” (I Pedro 4:7) e “a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:8) são declarações de edificação. É uma maneira de o Senhor encorajar todos os crentes para mantê-los espiritualmente alerta. Crentes que estão espiritualmente alertas (sóbrios, acordados) não serão pegos de surpresa. Eles vão vê-lo chegando, porque há vários sinais claros que devem ter lugar antes da Tribulação começar (I Tess 5:1-6; II Tess 2:3).

Também sabemos com certeza que essas frases não têm muito efeito quando aplicadas aos textos do tempo da ala preterista, pois, por exemplo, Tiago escreveu que Jesus estava as portas na década de quarenta, quase trinta anos antes do seu alegado retorno em 70 AD. Não há nenhuma maneira de 25 a 30 anos serem considerados “à mão”. Eu poderia acreditar que dois anos é “na mão”, mas não 25 anos. Essa é a exigência na interpretação preterista, pois alegam que João escreveu Apocalipse menos de cinco anos antes da destruição de Jerusalém!

A frase “porque o tempo está próximo” (Ap 1:3) deve ser tomada no contexto. Jesus diz que aqueles que lerem a profecia e mantê-la são abençoados. A revelação também foi dada para os crentes que seriam perseguidos e para àqueles que veriam sua volta. Para serem capazes de aprender antes dEle retornar, e estudar cuidadosamente as profecias, prestando atenção para os acontecimentos descritos e quando teriam lugar.

O tempo de uma passagem é determinado tendo em conta todos os fatores da mesma passagem. Espero mostrar que esses termos são mais propriamente interpretados como indicadores qualitativos (indicadores não cronológicos) descrevendo como Cristo voltará.  Como é que ele volta?  Será “rapidamente” ou “de repente”.

Sem dúvida, a sobrevivência exegética da posição preterista gira em torno do significado dessas passagens. Quando eles chegam a textos que não parecem  harmonizar com sua opinião, se tomado claramente, eles geralmente revertem a seu “tempo” com relação as passagens, e dizem: “Seja qual for o significado dessa passagem, já estabelecemos que ela cumpriu-se  no primeiro século”. De acordo com essa crença, eles procuram no primeiro século informações para os eventos que compreendem o significado mais próximo apto para a passagem e, geralmente, encaixam o texto bíblico em discussão.

“Rapidamente”: como e quando?

Mateus 24:34, na frase, “esta geração” é a  passagem central usada pelo Preterismo. Sua sobrevivência depende deste detalhe.  Apocalipse se torna importante em suas tentativas de “preterizar” a maior parte da profecia bíblica contida no Livro. Assim, os termos “rapidamente” e “próximo” se tornaram a base para a sua insistência de que o livro do Apocalipse se cumpriu na destruição de 70 dC em Jerusalém.

Vamos prolongar a refutação pesquisando o termo “rapidamente”.

“Uma das pistas mais úteis interpretativa no Apocalipse, dizem os Preteristas, é a expectativa contemporânea do autor sobre o cumprimento da palavra profética”. Afirmam que João claramente esperava para breve o cumprimento de sua profecia.

A forma da palavra grega para “rapidamente” (tachos) é usado oito vezes no Apocalipse (1:1, 2:16, 3:11; 11:14; 22:6; 22:7; 22:12, 22: 20). Tachos faz parte de uma família de palavras relacionadas que podem ser usadas para significar “em breve”, como acreditam os preteristas, ou pode ser usada para significar “rapidamente” ou “de repente”, como afirmam muitos futuristas (maneira pela qual a ação ocorre).

Tachos é atestada na Bíblia como se referindo a ambas as possibilidades.  1 Timóteo 3:14 nos deixa a primeira pista quando diz: “Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa;” Por outro lado, Atos 22:18 é descritivo da maneira pela qual o ação acontece”, E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim.”

A “interpretação tempo” dos preteristas ensina que a palavra tachos usados no Apocalipse (1:1, 2:16, 3:11; 11:14; 22:06, 7, 12, 20) significa que Cristo veio em julgamento sobre Israel através do exército romano nos eventos em torno do ano 70 dC, a destruição de Jerusalém. Mas como é que a “interpretação” a maneira dos futuristas compreende o uso da família Tachos em Apocalipse? O futurista, John Walvoord explica:

Daniel declarou que aquilo que iria ocorrer “nos últimos dias” é aqui descrito como “em breve” (Gr., en tachei), isto é, “rapidamente, ou de repente“, indicando rapidez de execução após o início do que ocorre. A idéia não é que o evento pode ocorrer em breve, mas que quando isso acontecer, ele será repentino (cf. Lucas 18:08, Atos 12:7; 22:18; 25:4, Rm 16:20). Uma palavra similar, tachys, é traduzida como “rapidamente” sete vezes no Apocalipse (2:5, 16; 3:11; 11:14; 22:07, 12, 20).

Passamos agora a uma análise de como a palavra da família Tachos é usado no Apocalipse.

Suporte para a interpretação futurista

1. 1. O uso lexical. O léxico grego, líder em nossos dias, é Bauer, Arndt e Gingrich (BAG), que lista as seguintes definições para tachos: “velocidade, rapidez e pressa” (p. 814). As duas vezes que este substantivo aparece no Apocalipse (1:1; 22:6), é juntamente com a preposição en, fazendo com que esta frase gramaticalmente passe a funcionar como um advérbio revelando-nos da forma “repentina” em que esses eventos terão lugar. Eles vão ocorrer “rapidamente“.

A outra palavra na família tachos usados no Apocalipse como um advérbio é tachús, que em todas as seis vezes ocorre com o verbo érchomai, “vir” (2:16, 3:11; 11:14; 22:07, 12, 20). BAG dá como seu significado “rápido, rápido, rápido” (p. 814) e, especificamente, classifica os seis usos no Apocalipse como significando “sem demora, rapidamente, ao mesmo tempo” (p. 815). Assim, ao contrário do pressuposto de tempo do preterismo, que tomam todas as ocorrências como uma referência ao tempo, BAG (outros léxicos também concordam) recomenda uma tradução descritiva da maneira em que as coisas vão acontecer (Apoc 2: 16, 3:11; 11:14; 22:07, 12, 20).

Evidente que uma ação rápida pode ocorrer no momento mesmo, como em Mt 28:7-8: “Ide depressa e dizei aos seus discípulos e eles partiram rapidamente do sepulcro…”, mas o pensamento não é que eles demoraram, ou esperaram algo para ir, mas que seu movimento foi rápido.  Se o Senhor fala sobre este contexto de Apocalipse nos dias em que João viveu então Ele não quis dizer que Ele estava voltando em breve, mas rapidamente e de repente sempre que o tempo, o fim dos tempos, exige sua chegada; é a rapidez do seu movimento que enfatiza a palavra.

Estes termos não são descritivos de quando os eventos ocorrem e nosso Senhor virá, mas sim, descritivo da forma em que terá lugar quando eles ocorrem. Este tipo de frase adverbial em Apocalipse pode de forma mais precisa ser traduzida como “com rapidez, de forma rápida, de uma só vez, em um ritmo rápido [quando ocorre].”

Detalhe esquecido pelo Preterismo

Se João começou a escrever Apocalipse na década de 60, pós 62 até 66, como afirmam os preteristas, os crentes tinham menos de quatro anos para estudar todo o livro. Levou tempo para que o manuscrito ficasse pronto, e mais tempo ainda levaram as cópias que foram enviadas as sete Igrejas, que deveriam ser distribuídas por todo o Império Romano. Concluímos então que a maioria dos cristãos da época nem chegaram a ler o Apocalipse. Os que tiveram a sorte de ler e estudar o fizeram em pouquíssimo tempo. Portanto, menos de quatro anos não é tempo suficiente para alguém, ou uma congregação inteira, ser capaz de compreender as profecias contidas no Livro, a menos que estudassem oito horas por dia. Outro detalhe que destrói totalmente a alegação preterista, é que o Apóstolo João escreveu a sete Igrejas na Ásia, mas nunca enviou sequer uma carta a congregação em Jerusalém. Esse é o maior furo preterista: Segundo eles João escrevia sobre a destruição de Jerusalém, alertando sobre o que ocorreria, mas não enviou sequer uma carta à Igreja da cidade santa.

É ilógico que se pense que Jesus deu esta revelação de vital importância menos de quatro anos antes de seu retorno. Não é tempo suficiente para os crentes estudá-la e ter uma compreensão significativa do mesmo, especialmente porque a grande maioria dos crentes nunca o leu. Os escritos do Novo Testamento levaram vários anos para serem distribuídos por todo o Império Romano. O Senhor Jesus não iria esperar até poucos anos antes de seu retorno para dar esta revelação.

O Preterismo não serve a nenhum propósito útil para os preteristas hoje, exceto para refutar os futuristas. Isso é um desperdício colossal de tempo. Os preteristas deveriam dedicar todo seu tempo para compartilhar o Evangelho com os perdidos, não tentando converter futuristas, historicistas e outros à sua doutrina. A sua falsa doutrina não pode edificar ninguém. Ela só pode confundir e dificultar a propagação do Evangelho e causar dissensão dentro do corpo de Cristo (Gl 5:20).

O Senhor Deus de Israel ditou profecias através de Seus profetas que não foram cumpridas por várias centenas de anos. Por que ele iria mudar esse padrão na dispensação do Novo Testamento e lançar profecias que foram cumpridas em questão de algumas décadas e, no caso do livro de Apocalipse, em menos de quatro anos? Não faz sentido e é contrário à sua natureza padrão, e não está de acordo com a declaração de que ele nunca muda (Heb 13:8).

Os discípulos de Jesus não viram seu retorno

Outra prova irrefutável de que a doutrina preterista está errada é a afirmação clara de Jesus  aos discípulos de  que eles não iriam ver seu retorno físico,

 “E disse aos discípulos: Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis.” (Lc 17:22). É por isso que Ele lhes disse para não se preocupar com seu retorno, quando pediu-lhe para dizer-lhes quando Ele voltaria (Atos 1:6,7).

Outra declaração em Atos 1 que deixa subentendido que sua aparição novamente a eles ocorreria apenas no fim dos tempos.

9          “… [ Jesus ]…  foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

10        E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.

11        Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”.

E por fim, a clássica declaração em Lucas.

Luc 13:35 –     Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Nada disso ocorreu em 70 dC!

Exemplos no Antigo Testamento

É importante notar  as passagens que até mesmo por  estimativas mais conservadoras, não poderiam ter ocorrido durante centenas, até milhares de anos depois de previstas. Por exemplo, Isaías 13:22 diz: “… pois bem perto já vem chegando o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão…”. Isto foi escrito por volta de 700 aC, predizendo a destruição de Babilônia, que ocorreu em 539 aC. Da mesma forma, Isaías 5:26 fala da forma, e não o período de tempo, pelo qual a invasão assíria de Israel “virá com velocidade rápida.” Isaías 51:5 diz: “Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação, e os meus braços julgarão os povos; as ilhas me aguardarão, e no meu braço esperarão.” Esta passagem, provavelmente, será cumprida no milênio, mas nenhum intérprete ousaria colocá-la mais cedo do que primeira vinda de Cristo, pelo menos, 700 anos depois de ter sido dada. Isaías 58:8 fala da recuperação de Israel como acontecendo “rapidamente”, Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda.  Se for uma “passagem de tempo”, então o mais antigo que poderia ter acontecido é 700 anos mais tarde, mas a bem da verdade, é que a previsão ainda ocorrerá. Muitas outras citações no Velho Testamento podem ser  reunidas para dar apoio a interpretação futurista em Apocalipse.

Detalhes que atrapalham o Preterismo

Temos varios textos em Apocalipse sugerindo que Jesus voltaria breve

Eis que venho sem demora”  (3:11).

Eis que venho sem demora” (22:7).

Eis que venho sem demora” (22:12).

Jesus disse: “Eu estou voltando brevemente

Sim ou não?

Jesus voltando breve, como foi dito por João, significa que tomaria um tempo de mais de dois milênios, pois ele ainda não voltou. Muitos preteristas concordam que Jesus ainda não voltou. Por que então as coisas que em BREVE devem acontecer significar que João escrevia sobre a destruição de Jerusalém que estava as portas?

REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo, Apoc 1:1

Mas o preterista continua:.” Os eventos registrados aqui no Livro do Apocalipse tinham que ter sido cumpridos brevemente, dentro de uma geração da morte de Cristo.

Estava Jesus dizendo que Ele voltaria rapidamente, como em breve, alguns poucos anos depois que João escreveu essas  palavras? A maioria preterista vai alegar que nao, mas continuarao alardeando que o breve do verso 1, capitulo 1 de Apocalipse, deve signiicar que a destruicao de Jerusalem era para breve, pois assim Joao resgistrou.

Portanto, estabelecer a data anterior a 70 dC para a escrita e cumprimento de quase vinte capítulos do livro de Apocalipse, firmando-se em Apocalipse 1:1,  concluindo que João registrou os acontecimentos que em breve viriam sobre Jerusalém, colocam problemas consideráveis grandes no caminho do intérprete preterista.

E mais ainda, o pior nisso tudo é que o preterista parcial ainda quer manter no futuro os contextos de Apocalipse capítulos 19,20 e 21,  os quais,  para sua interpretação confusa ter êxito, não deveriam estar localizados antes do capítulo 22:6, 7, 10, 12, 20).  Quando o  preterista é confrontado com tais versículos eles começam a suar frio, mas mesmo assim  fazem vista grossa diante de uma passagem extremamente prejudicial ao seu sistema herético. Provavelmente ainda não perceberam que são obrigados a reconhecer que o Segundo Advento de Cristo e o julgamento final já ocorreram, o que estaria em total desacordo com tudo que o cristianismo ensinou ate a presente data.

Veja o leitor que o texto temporal, o qual exige o breve para logo, é também encontrado no final do Livro de Apocalipse (Ap 22:6, 7, 10, 12, 20), o que logicamente conduz à conclusão de que todo o Livro  foi cumprido em 70 dC.

 “E ele me disse:” Estas palavras são fiéis e verdadeiras”, e do Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer.”

Esta passagem está localizada no fim do Livro,  exatamente após a destruição da Jerusalém Babilônia (Ap 18), e ainda se diz  sobre coisas que em breve devem ocorrer. No entanto, o jeitinho preterista, da linha menos radical, usa Apocalipse 20:7-9  como referência para a segunda vinda de Jesus, que ainda ocorrerá no futuro. Como entender agora quando exigem que o “em breve” no inicio do Livro venha tratar da destruição de Jerusalém que seria breve, mas quando esbarram no breve aqui eles estendem o cumprimento para milênios a frente?

Isso cria uma contradição tão medonha dentro da marca preterista que seria bem melhor se nem tivessem tocado em Apocalipse 1.1. Uma vez que  22:6 é uma afirmação referindo-se a todo o livro de Apocalipse, seria impossível tomar breve  como uma referência para o ano 70 dC  e ao mesmo tempo sustentar que o breve de Apocalipse 1:1 ensina que a queda de Jerusalém estava para acontecer em breve. O  preterismo precisa aqui, urgente, adotar uma visão semelhante ao futurismo ou mudar totalmente para a visão preterista extrema, que compreende todo o livro de Apocalipse como a história do passado eliminando assim qualquer interpretação para uma segunda vinda futura, a ressurreição, julgamento do grande trono branco e punição de Satanás, como também do milênio…

Preteristas, até breve…

Carta à Igreja de Éfeso

Essa Igreja recebeu duas cartas: uma de Paulo (epístola aos efésios), e outra de Cristo (à que está em foco). A primeira em 62 dC, a segunda depois de 96 d. C, que aparece em Apocalipse 2:2: “Eu sei as tuas obras e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são, e tu os achaste mentirosos”.

“… os que dizem ser apóstolos”. Está em foco neste versículo os chefes gnósticos, que tinham arrogado para si o título de apóstolos de Cristo. Paulo diz que tais “… falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo” (2 Co 11.13b). Diante dos “anciãos de Éfeso”, Paulo chamou estes de “… lobos cruéis, que não perdoarão ao rebanho” (At 20:29a), o que curiosamente é dito pelo Apóstolo que ocorreria após sua partida deste mundo. Veja o verso completo: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho”.

Podemos inferir que a invasão dos falsos cristãos na liderança da Igreja ocorreu após a morte de Paulo. Isto significa que não ocorreu imediatamente antes de 70 dC.

A igreja de Éfeso, talvez tenha sido a de maior cuidado do ministério de Paulo; O Novo Testamento diz que Paulo esteve em Éfeso levando consigo Priscila e Áquila; e deixou-os ali (At 18.19); retornou mais tarde (19.1) e desta vez permaneceu dois anos, dedicado à pregação do Evangelho. Dessa maneira, todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra sobre o Senhor Jesus, assim judeus como gregos (At 19.10). Éfeso chegou mesmo a tornar-se o centro do mundo cristão.

Para esta Igreja João escreve, “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres” (Apoc 2:4,5).

A situação da congregação em Éfeso ficou tão séria que o Senhor lhes pede arrependimento ou removeria deles o candeeiro – infelizmente essa ameaça de Jesus logo se tornou realidade. A igreja de Éfeso, que se encontrava onde hoje é a Turquia, desapareceu e não há praticamente mais nada que a lembre.

Quando o Apóstolo João escreveu aos Efésios?

Permita-me o leitor fazer aqui alguns cálculos para que se tenha idéia do absurdo proposto pela teologia preterista: Segundo eles, o capítulo 18 de Apocalipse descreve a destruição final da cidade de Jerusalém, que eles chamam de Babilônia. Isso nos levaria a concluir que, pelo menos, os capítulos de 1 a 18 foram redigidos por um João apressado e desesperado, antes de 70 dC, lhe dando uma margem de tempo curtíssimo para entregar o aviso a todas estas congregações, bem longe da ilha de Patmos, lá em território romano, na Ásia Menor.

O que quero esclarecer, considerando todos estes detalhes, é que devemos trazer a escrita e termino do Livro de Apocalipse até 68 dC. Se for este o caso, temos que procurar uma data anterior para encaixar os registros às sete Igrejas da Ásia, o que seria justo localizar o tempo da redação dessas cartas em pelo menos seis anos antes da destruição de Jerusalém, o que significa algo, no máximo, em torno de 63 dC – Os cálculos estão sendo feitos usando a cronologia dos preteristas. E mais, João não pode ter sido exilado em Patmos antes de 60 dC, pois se algumas dessas Igrejas nem existiam nessa ocasião ele não tinha que escrever-lhes cartas de advertência nenhuma. Assim, e tendo por base as datas do preterismo, João escreve sua carta aos Efésios não mais tarde que 63 dC.

Paulo viveu em Éfeso durante dois anos (Atos 19:10). Nesse tempo a igreja recebeu orientação pessoal direta das mãos do apóstolo. Éfeso era o lugar onde esta registrado que Paulo fazia milagres extraordinários, alguns tão importante que até a roupa que ele usava, quando foi posta em contato com os enfermos, os curaram.

A melhor evidência que temos sobre a execução de Paulo é em cerca de 67 dC, sob o reinado de Nero. A cidade de Roma teria sido queimada, e Nero, ansioso para culpar os cristãos, e assim diminuir a culpa de si mesmo, decapitou Paulo.

O ardor e diligência do Apóstolo pela Igreja de Éfeso é bem documentada na Escritura. Para que o livro de Apocalipse tenha sido escrito antes de 70 dC, a igreja de Éfeso teria de ter perdido seu primeiro amor enquanto Paulo estava vivo, ou pouco depois de sua morte. Mas o pior nisso tudo é tentar localizar João escrevendo a Éfeso antes da morte de Paulo.

Paulo escreve a Igreja em Éfeso lá pelos idos de 62, época que estava preso em Roma. Assim, somos obrigados a localizar a advertência de João aos efésios acusando-os de ter abandonado o primeiro amor, praticamente na mesma ocasião do elogio de Paulo.

Paulo testemunha aos efésios o seguinte:

“… noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor…”, cap 5:8

Não faz sentido a mesma Igreja ter recebido ao mesmo tempo uma palavra tão negativa do Apóstolo João:

Ap 2:4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.

Uma Igreja que havia abandonado seu primeiro amor não poderia jamais ter sido elogiada por Paulo sobre o amor que ela nutria por todos os santos, como também por sua fé, motivos estes que fazem com que o Apóstolo dê graças incessantes a Deus pelo exemplo desses cristãos.

Por isso, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos os santos, não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações“. Efésios 1:15,6

Os absurdos propostos pelo preterismo são gritantes quando examinamos a condição da Igreja de Éfeso descrita pelo Apóstolo dos gentios, que insiste em demonstrar nas suas linhas que Deus “… VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência”, Efe 2:1,2

Paulo declara que a igreja de Éfeso tinha ardente caridade para com “todos os santos” (cf. Ef 3.18). Paulo chegou até a convidá-los a participarem da “… largura, e a altura e a profundidade” do amor de Deus, … que excede todo o entendimento” (Ef 3.18-19). Portanto, João jamais poderia ter escrito, na mesma ocasião da escrita de Paulo, que a luz que havia ali estava para ser apagada

O contraste é tão grande que até os mais desavisados e ignorantes percebem. Uma congregação que no tempo presente da escrita do apóstolo Paulo foi reconhecida como luz no Senhor, transbordante de amor para com os santos, sendo firme na fé e vivificada, não pode ser acusada de ter abandonado seu primeiro amor por outro Apóstolo, praticamente na mesma época. Como poderiam ter abandonado este amor em tão pouco tempo, se houve mesmo algum tempo? Ora, a verdade é que esse afastamento do primeiro amor se deu num tempo anterior tão distante que Jesus pede a Igreja que se lembre de onde havia caído.

“Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres.”, Apocalipse 2:5

“… pratica as primeiras obras…”.

Essa advertência associada ao inicio do versículo, de que deveriam lembrar-se de onde caíram, como e quando caíram, deixa explícito que essa queda ocorreu num passado bem distante. Esse tempo distante se calculamos tendo por base as datas do preterismo, que coloca João em Patmos por volta de 62 dC, obriga-nos a voltar, pelo menos, em 40 dC para localizar a queda da Igreja. Isso é impossível, pois nessa época não havia Igreja em Éfeso.

Assim, surge o questionamento: o que seria mais coerente concluir se tentarmos cobrir esse espaço de tempo enorme exigido pelo contexto explicito, revelado na exortação de Jesus que a queda da Igreja se deu num tempo anterior muito distante? A advertência só faz sentido se localizamos a escrita para anos depois de 70 dC. Em outras palavras, se os registros foram feitos quase no final do primeiro século, e se voltamos no tempo para acompanhar a Igreja no rastro de sua queda, podemos achar uma congregação que perdeu seu primeiro amor no inicio da década de 80 dC, pelo menos.

Quando Paulo escreveu para essa Igreja não encontrou nada a criticar. Entretanto, se João escreveu a Éfeso na mesma época, então dentro de um curto espaço de tempo a igreja tinha deixado seu primeiro amor e estava em perigo de ter sua luz apagada. Isso é uma tremenda contradição; não é possível admitir que uma Igreja elogiada por ser “… Luz no Senhor…“, pode, ao mesmo tempo, ser ameaçada de ter seu candeeiro removido.

A verdade é que a carta de Paulo aos Efésios não foi redigida na mesma época da escrita de João dirigida a mesma Igreja (Apocalipse 2:1 -7). Basta observar que os erros apontados por Cristo aos Efésios em Apocalipse não vieram a tona na epístola de Paulo. Se João tivesse escrito a Igreja na mesma ocasião, teria se sobreposto a carta de Paulo. No entanto, Paulo não faz menção à perda do primeiro amor ou a ameaça dos Nicolaítas e nem os alerta de que teriam o candeeiro removido, pelo contrário. Portanto, diante dos fatos, é muito mais provável que a moleza espiritual de que João acusa Éfeso, tenha vindo quase 20 anos depois da igreja ter recebido elogios do Apóstolo dos gentios.

Conclusão

Paulo escreve aos Efesios depois dos anos 60 d.C, pois a prisão mencionada em 3:1 e 6:20 é a mesma referida em Cl 4:3,10,18. Paulo elogia a Igreja de Éfeso em 62 pelo amor e dedicação. Portanto, João não poderia de forma alguma ter escrito a essa Igreja na mesma ocasião dizendo que ela perdeu seu primeiro amor. Para que acontecesse um esfriamento nessas proporções haveria necessidade de uns vinte anos de afastamento da fé.

O estado em que se encontravam as igrejas da Ásia, como descrito nas sete cartas de Apocalipse capítulos 2 e 3, nos leva a quase trinta anos além da condição que estavam nos tempos de Paulo, e não dos meros 2 ou 3 anos exigidos pelas datas apresentadas pelo preterismo católico.

João não escreveu Apocalipse antes da destruição de Jerusalém!

A conclusão que salta diante dos olhos até dos mais ignorantes é patente: O Livro de Apocalipse, além de não tratar, em nenhuma de suas páginas, da queda de Jerusalém, foi escrito após 70 dC.

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