Contradições do Preterismo VII

O Preterismo é uma posição que vira os primeiros quarenta anos após a morte de Jesus de cabeça para baixo. Transforma o ensino do Novo Testamento e muda cada versículo que toca. É como um câncer; ele consome até destruir todas as principais doutrinas do Novo Testamento.

O Preterismo é um exemplo perfeito de uma crença religiosa que cegou seus adeptos. Eles agem como se tivessem algum tipo de guia secreto que só eles possuem. Acreditam que falam claramente sobre as Escrituras. Acham que são os escolhidos para reinterpretá-las no nosso tempo. Isso é semelhante ao comportamento das seitas.

O Preterismo cria uma confusão tão grande com as Escrituras que assombra até os incrédulos. Por exemplo; eles ensinam que o corpo corruptível de 1 Coríntios 15:51-54 é o sistema carnal do Judaísmo e a ressurreição – tratada no mesmo texto – é a ascensão do Cristianismo. O antigo céu e a velha terra diz respeito ao judaísmo e o novo céu e a nova terra é referência para o reino de Cristo. E no fim da conversa com os evangélicos, eles ainda se atrevem a dizer: ‘Você não me entende’. Eles é que não entendem, simplesmente porque abandonaram a verdade das Escrituras. Isso é fato, pois a fase final da ruptura completa do Preterismo Pleno com o Cristianismo histórico parece estar se mostrando no distanciamento deles da Bíblia. Eles estão vendo a Bíblia cada vez menos como a voz de Deus para toda a humanidade e mais como um livro que trata apenas da relação de “aliança” de Deus com Israel.

Na verdade, existem muitos preteristas que afirmam que quase tudo do Novo Testamento se cumpriu na Igreja do primeiro século.

Mas o exemplo mais claro da jornada do Hiperpreterismo longe de ser qualquer coisa semelhante ao Cristianismo talvez seja melhor resumido nesta declaração recente de um preterista completo num debate em um site com um futurista:

Se Adão nunca pecasse, teríamos ao menos uma “Bíblia”? Acho que não. Então, se fomos restaurados em Cristo onde Adão estava, por que precisamos disso agora‘?

Este é o auge (ou melhor, a profundidade) da loucura hiperpreterista.

Seu conceito de “que é tudo sobre a aliança” os leva a acreditar que, uma vez que a aliança seja mudada, de repente não há mais necessidade da Bíblia. Eles agora estão livres para apenas inventar coisas. Isso é o que eles querem dizer com “liberdade”. Isso é o que eles querem dizer quando clamam por “tolerância” e “aceitação” entre o Cristianismo bíblico histórico.

O Preterismo está destruindo a história e a doutrina das Escrituras com suas declarações. Os fatos, comandos ou símbolos bíblicos, que têm um significado particular ou conjunto de significados quando considerados dentro da estrutura cultural da própria Bíblia, são arrancados desse contexto e colocados no quadro de referência de outro sistema e atribuídos a um significado que difere de maneira absurda do significado pretendido.

Eles são os novos gnósticos que, ao invés de tornar o julgamento que veio sobre Jerusalém em 70 dC apenas como um evento causado por causa da rejeição ao Messias, o transformaram na segunda vinda de Jesus – invisível e esotérica. E fizeram pior do que isso quando simbolizaram até a história com seus eventos profetizados, tudo para justificar sua suposição do ano 70 dC. É lamentável. E isso não vai findar tão cedo porque, infelizmente, os tempos de desenvolvimento doutrinário e mudanças atraem pessoas perversas, teimosas e instáveis. Sempre foi assim e sempre será assim; é “inevitável” (Mat 18: 7).

Não dê à heresia hiperpreterista nem um centímetro da sua fé caro amigo ou você também começará essas fases destruidoras dessa fé até que, talvez, também se encontre um dia se perguntando por que precisamos da Bíblia. Cuidado com esse tipo de preterismo, que assim como um ocultista, eles estão redefinindo palavras e termos. Parecem ter sua própria maneira secreta de encontrar o verdadeiro significado da Escritura, semelhante aos gnósticos.

Se as coisas estão ruins no campo de batalha com os preteristas agora, provavelmente ficarão ainda piores a medida que o tempo avança.

A mensagen preterista, desenvolvida e definida por algum megalomaníaco, tentará nos desonrar publicamente pelos próximos cem anos com a intenção de fazer com que tudo que defendemos seja desacreditado. Mas, aconteça o que acontecer, não percamos a fé. Vamos distinguir as “pedras de tropeço” da época de mudança impulsionada pelas Escrituras que eles estão explorando. Vamos ignorar as “aparências” (João 7:24; II Cor. 5: 7) e apegar-nos com boa consciência ao que sabemos que a palavra de Deus ensina. Vamos esperar pacientemente que Deus traga ordem ao caos da batalha e revele os sete mil “preteristas” que não dobraram os joelhos a Baal”.

Não tenha receio. Pode acreditar, sem sombra de dúvidas, que o Preterismo, principalmente o Preterismo Pleno, não é a pérola de grande preço que os cristãos têm buscado por todos esses anos. Ele não é um sistema divinamente inspirado e, portanto, está sujeito a erros; e que grandes são estes erros.

Vamos para as Contradições do Preterismo…

1) O Discípulo que não Morreu

E Pedro, virando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, o mesmo que na ceia se recostara sobre o peito de Jesus e perguntara: Senhor, quem é o que te trai?

Ora, vendo Pedro a este, perguntou a Jesus: Senhor, e deste que será?

Respondeu-lhe Jesus: Se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso? Segue-me tu.

Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não disse que não morreria, mas: se eu quiser que ele fique até que eu venha, que tens tu com isso?” (João 21: 20-23).

Alegação Preterista: “A volta de Jesus ocorreu em 70 dC, do contrário João deveria estar vivo ainda”.

Esta passagem funciona contrário ao que propõe o Preterismo. Ela é uma prova irrefutável de que os discípulos tinham em mente uma vinda de Jesus além de 70 dC, pois entenderam que João viveria um tempo interminável, que ele não morreria (note que a palavra de Jesus, em primeiro lugar, gerou um fenômeno antinatural no meio da comunidade cristã: “aquele discípulo não havia de morrer“). Porém, se tudo isso significasse que João viveria até 70 dC, uma geração depois, os discípulos nunca teriam fabricado a noção de que João seria “um eterno imortal” vivendo além da sua expectativa normal de vida. Eu vou explicar porque.

O boato que se espalhou entre os irmãos era exclusivo de João. Mas note que em 70 dC, seja qual for esse João, ele não poderia ser tão idoso, e embora os discípulos de Jesus serem muito jovens quando foram chamados, passaram a acreditar que João sobreviveria a eles!

Para sobreviver sobrenaturalmente ao seu próprio tempo natural de vida só faria sentido se João permanecesse muito além de 70 dC. De fato, 70 dC ainda era anterior à expectativa de vida natural de João; assim, a frase “ele não morreria” só pode significar que os discípulos esperavam que João vivesse além de 70 dC. Nem mesmo podemos admitir que o boato se espalhou porque João alcançaria uma longa velhice, como 100 anos, tendo apenas sobrevivido a todos os outros apóstolos, pois o contexto deixa claro que eles não entenderam que o discípulo ficaria até uma suposta vinda de Jesus em 70 dC, mas que ele não morreria. Isso prova que nenhum deles acreditava que a segunda vinda de Jesus ocorreria em uma geração.

Se os discípulos cressem e entendessem completamente a “verdadeira doutrina Preterista Plena”, então eles nunca diriam que “João nunca morrerá” por meramente viver até 70 dC. Muitos dos cristãos vivos em 33 dC eram jovens o suficiente para viver naturalmente depois de 70 dC e ver a suposta vinda de Jesus, mas nunca foi dito que eles “ficariam até Jesus voltar”.

O fato de o caso de João ser único significava que eles esperavam que ele vivesse bem além dos 100 anos de idade, o que era uma exceção à norma de todos os outros homens que teriam morrido. De fato, João não era diferente e nem era mais velho do que muitos de seus companheiros que podem ter sobrevivido a ele.

Ainda mais devastador para os preteristas plenos é comparar a declaração dos discípulos de que João “não morreria”, mas viveria para testemunhar a segunda vinda de Cristo, com duas declarações de Paulo aos tessalonicenses em 50/51 dC: “Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor” (1 Tess 4:17). E ainda: “nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor…” (1 Tess 4:15). Portanto, muitos cristãos além de João (de acordo com o pensamento Preterista Pleno) esperariam viver tanto quanto João para testemunhar pessoalmente a segunda vinda preterista de Jesus em 70 dC. Quando os Preteristas Completos leem esta declaração pela primeira vez, eles ficam como um morto de pé, mas não saberão até que meditem para chegar à compreensão total do problema que isso lhes causa.

A teologia preterista completa não pode explicar como o boato de que João não morreria foi criado por que ele viveria até 70 dC para ver a vinda de Jesus, se a maioria dos cristãos que acreditavam no boato também estariam vivos. Ou seja: Não há nada de incomum sobre João estar vivo em 70 dC porque muitos outros discípulos em 33 dC também viveram até ou depois de 70 dC. Certamente a “vinda do Senhor” que os discípulos acreditavam que João experimentaria como um “eterno imortal” ultrapassa os limites de 70 dC. Em outras palavras: quando os discípulos “viram” João vivendo muito mais do que a idade normal de vida, como alguém que não morreria, é porque eles olhavam o quadro em comparação com uma segunda vinda de Cristo futura – um tempo totalmente fora de sua época. A única maneira pela qual eles pensariam que João pudesse ser “um imortal” ANTES de 70 dC é se eles entendessem uma segunda vinda distinta da destruição de Jerusalém. Só assim esse boato faz sentido.

O elefante na sala é que ninguém equipararia a vida após 70 dC como excepcionalmente notável para João, apenas, uma vez que as crianças, e a maioria dos cristãos vivos em 30 dC, também viveriam tanto ou mais que João.

Nenhum deles espalharia o boato se tivessem 70 dC em mente, pois ficar vivo até 70 dC não significa “não morreria”. Mesmo que alguém, ou o próprio Jesus, tenha desfeito o mal entendido depois da conversa com Pedro, sabemos que o boato ainda estava em vigor até a escrita do Evangelho que leva o nome de João, e com certeza foi além disso.

João 21: 20-23, quando devidamente exposto, desencadeia um colapso catastrófico para o Preterismo Pleno porque prova que a segunda vinda de Cristo ainda era esperada após 70 dC.

2) O Exército Romano veio como um ladrão

1 Tess 5: 1-3 diz: “Agora, quanto aos tempos e às épocas, irmãos, não tendes necessidade de nada que vos seja escrito. Pois vós mesmos sabeis que o dia do Senhor chegará como um ladrão na noite. Enquanto eles estão dizendo: “Paz e segurança!” então a destruição virá sobre eles repentinamente como dores de parto sobre uma mulher grávida, e eles não escaparão“.

Paulo declara especificamente que os cristãos não saberão os tempos ou épocas para a segunda vinda, mas isso acontecerá sem aviso, tanto para os cristãos quanto para os não-cristãos. Observe no texto que a destruição virá acompanhando e antecedendo ao dia dessa vinda: “… a destruição virá sobre eles repentinamente“.

Se isso se refere a 70 dC, contradiz os sinais que Jesus deu aos discípulos de quando esse evento ocorreria. Além disso, o exército romano não veio de repente e os judeus não falavam de paz e segurança por quase um século.

Outro detalhe está na descrição da vinda como um ladrão. Esse detalhe prova que a vinda não pode ser limitada a 70 dC, pois os judeus não foram pegos de surpresa. Rumores de uma invasão Romana já era noticiado na Judéia mesmo antes do Exército estar à vista.

3) O erro grosseiro preterista no texto de Pedro

Note o que diz 2 Pedro 3: 4-7,10:

“… e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.

Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste;

pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água; mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios.

Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão”.

Os Preteristas Plenos acreditam que 2 Pedro 3:10 foi cumprido em 70 dC no incêndio de Jerusalém. Eles dizem que os últimos dias começaram com o nascimento de Jesus e continuaram até a futura segunda vinda em 70 dC.

Eles interpretam a parte final da passagem nestes termos: “e a terra (de Jerusalém), e as obras que nela há, se queimarão“.

Está aí mais uma interpretação imperdoável do Preterismo. Isso simplesmente não descreve a destruição de Jerusalém. Na verdade, a destruição de Sodoma e Gomorra foi uma destruição completa muito maior do que a que aconteceu a Jerusalém em 70 dC. Os romanos não queimaram (“Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor… a terra, e as obras que nela há, se queimarão“) toda a cidade de Jerusalém, mas apenas as áreas do templo. A maior parte da cidade não foi destruída.

É absurdo usar o tipo da destruição de toda a terra através do dilúvio universal de Noé para a destruição parcial pelo fogo de uma única cidade onde a maior parte dela NÃO FOI queimada. A destruição altamente localizada de Jerusalém contradiz o antítipo global do dilúvio de Noé. Além disso, sabemos pelo mapa de Madaba que Jerusalém foi continuamente ocupada de 70 dC até 542 dC.

Resumindo, o templo de Jerusalém foi destruído, mas a cidade estava totalmente funcional na época de Adriano, quando ele mudou o nome de Aelia Capitolina e construiu o templo de Júpiter no monte do templo.

4) A segunda vinda “invisível” dos Preteristas

As Testemunhas de Jeová previram a segunda vinda de Cristo em 1878, 1881, 1914, 1918, 1925 e 1975.

A revista Torre de Vigia previu a segunda vinda em 2 de outubro de 1914: “Não vemos razão para mudar os números – nem poderíamos mudá-los se o fizéssemos. Eles são, acreditamos, as datas de Deus, não as nossas. Mas tenha em mente que o fim de 1914 não é a data para o começo , mas para o fim do tempo da angústia” (Torre de Vigia, 1894)

No entanto, depois que Cristo nunca mais voltou em 1914, eles começaram a ensinar que Cristo voltou “invisivelmente”.

Isso ficou conhecido como a “doutrina de 1914”, onde Cristo voltaria dentro de uma geração. No início, o tempo da segunda vinda dentro da “geração” foi de alguns anos, depois foi redefinido várias vezes. Primeiro, eles ensinaram que Cristo voltaria dentro de 40 anos. Sua última definição de “dentro de uma geração” era que Cristo voltaria antes que a última pessoa nascida em 1914, morresse.

Finalmente, na edição de novembro de 1995 de sua revista “Despertai”, as testemunhas de Jeová rejeitaram totalmente sua famosa teologia da segunda vinda “dentro de uma geração”.

Os Preteristas Plenos ensinam sua própria versão da “segunda vinda invisível”.

É revelador que Preteristas Plenos como Ed Stevens tenham dedicado nove páginas explicando por que “ninguém percebeu” a segunda vinda, significando que era essencialmente uma vinda invisível.

A perseguição nerônica (64-66 dC) foi o fator principal naquele momento da história. Foi uma época de grande tribulação. A maioria dos santos pré 70 foram mortos na Grande Tribulação ou caíram na Grande Apostasia, de forma que na época da Parusia não havia muitos cristãos verdadeiros vivos” (Por que ninguém percebeu o arrebatamento? Ed Stevens, 2017)

Como as Testemunhas de Jeová e sua fracassada teologia da “segunda vinda invisível” de 1914, os Preteristas Plenos ensinam sua própria versão da “segunda vinda invisível”. Os preteristas ensinam que quando os cristãos desapareceram no “arrebatamento”, ninguém percebeu porque quase todos os cristãos foram mortos ou caíram!

Está aí mais uma aberração preterista.

5) Simbólico e literal na mesma passagem?

Os preteristas espiritualizam/simbolizam uma parte crucial que fala da segunda vinda literal de Jesus em Apocalipse 1: 7. “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém“.

Em “eis que vem com as nuvens” eles simbolizam, pois alegam que a vinda foi invisível.

Em “todo o olho o verá” eles também simbolizam. Porém, o mesmo texto fala de Jesus sendo “traspassado”, o que vem da mesma profecia em Zacarias 12:10, que também é aplicada à perfuração literal de Jesus em João 19:37. Aqui eles literalizam, como também literalizam, AO EXTREMO, a parte final do verso, que diz: “todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele“, que para eles deve significar “todas as tribos da terra de Jerusalém“.

Esse é o Preterismo!

6) Corpos transformados em 70 dC

Em Filipenses 3: 20-21 Paulo disse que nosso corpo vivo antes da morte em nosso estado de humilhação será transformado em um corpo espiritual: “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,

Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3: 20-21 )

Isso faz eco com 1 Cor 15: 51-52 onde é dito que aqueles que vivem em corpos carnais serão “transformados” em corpos espirituais moldados segundo o corpo do próprio Cristo no mundo espiritual: “Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados“.

Mais uma vez, os preteristas plenos simplesmente não conseguem explicar como nada disso se aplica a nós hoje, visto que a passagem fala de um evento que, segundo eles, aconteceu – UMA VEZ – em 70 dC.

7) Lázaro ressuscitaria em 70 dC?

Jesus disse para a irmã de Lázaro: “Teu irmão há de ressurgir. Disse-lhe Marta: Sei que ele há de ressurgir na ressurreição, no último dia. Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11: 23-25).

Marta não estava pensando em termos de alguma ressurreição etérea e nebulosa na Jerusalém de 70 dC. Marta está expressando uma teologia que não aprendeu com os preteristas dos tempos apostólicos. Com certeza, ela NÃO viu o “último dia” como 70 dC.

A ressurreição que ela acreditava que seu irmão experimentaria no último dia foi antecipada por Jesus naquele mesmo dia: Lázaro foi ressuscitado LITERALMENTE!

Assim vai ser a ressurreição de todos os justos, mas com uma diferença: eles não morrerão outra vez!

8) Se a Vinda foi invisível, como Ele foi visto como Ele é?

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos” 1 João 3:2”.

Para os Preteristas radicais, a “aparição” de Cristo aconteceu na destruição de Jerusalém em 70 dC, mas de forma invisível. Visto que ele já apareceu, este versículo não oferece esperança para os que vivem hoje! Não vamos ver Cristo como ele é? Alguém o viu quando Ele veio em 70 dC? Se os preteristas garantem que a vinda foi invisível, presumo que não foi possível vê-lo. Mas, visto que isso se aplica à segunda vinda no fim dos tempos, faz todo o sentido para todo cristão que espera por este dia!

Apenas lembrando aos preteristas que as três pequenas epístolas que levam o nome de João foram redigidas depois de 70 dC. Veja o que diz uma delas sobre a vinda de Jesus: “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda” 1 João:2:28

Ele não voltou em 70 dC!

9) A porta foi fechada em 70 dC!

Para a doutrina Preterista Plena, Jesus, o noivo, voltou em 70 dC: “Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! saí-lhe ao encontro! Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas.

E as insensatas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando.

Mas as prudentes responderam: não; pois de certo não chegaria para nós e para vós; ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o noivo; e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

Depois vieram também as outras virgens, e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta.

Ele, porém, respondeu: Em verdade vos digo, não vos conheço. Vigiai pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora” (Mateus:25:6-13).

Portanto, a questão é, de acordo com os preteristas Mateus 25:10 está se referindo a volta de Jesus na destruição de Jerusalém. Assim, se Jesus retornou em 70 dC e a porta foi fechada, o que vai ser todos os cristãos que vieram depois de 70 dC?

Essa visão preterista do texto é tão indigesta que causaria vertigem até em Adolf Hitler.

Seria muito útil se pudessem responder.

Vamos aguardar …

10) Guerras e rumores de guerras em 70 dC

Mateus 24:6,7 diz: “E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares“.

O preterismo não consegue explicar por qual motivo, Jesus, ao alertar os discípulos sobre a destruição de Jerusalém, lhes falou sobre guerras e rumores de guerras, como também se levantaria nação contra nação e reino contra reino, aflições e angustias das nações, se uma batalha estava prestes a ocorrer apenas na região da Judéia, mais precisamente na cidade de Jerusalém.

Porém, mesmo diante de detalhes tão intrigantes, preteristas como Gary DeMar, por exemplo, acreditam que Mateus 24:6,7 foi cumprido no primeiro século. Ele diz o seguinte: “Os Anais de Tácito, cobrindo o período de 14 dC até a morte de Nero em 68 dC, descrevem o tumulto do período com frases como “distúrbios na Alemanha”, “comoções na África”, “comoções na Trácia”, “insurreições na Gália”, “intrigas entre os partos”, “a guerra na Grã-Bretanha ” e “a guerra na Armênia ”. As guerras foram travadas de um extremo ao outro do império. Com esta descrição, podemos ver o cumprimento: “Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino”.

Evidente que há uma anomalia aqui, pois o império romano era mundial, tendo essas nações e reinos sob seu comando. Ou seja, era apenas um império. O alcance profético de Jesus envolve nações e reinos independentes. Nação e reino aqui são sinônimos de entidades nacionais desligadas do comando de um império apenas.

Como de costume, quando alguém examina a visão preterista sobre um assunto específico de perto, ela não corresponde ao que a passagem está realmente dizendo. Tácito está descrevendo conflitos internos dentro do Império Romano, não “nação contra nação e reino contra reino”. Esta passagem fala da expectativa de guerra global e caos no mundo inteiro. No entanto, não houve grandes guerras antes da revolta judaica. Quanto às guerras e os motins que ocorreram, eles não tinham qualquer ligação com Jerusalém ou Judéia.

Estes versículos dificilmente podem se referir ao tempo antes da destruição de Jerusalém, pois o poder romano cuidava em manter a paz no mundo a qualquer custo (Dn 7:7,19,23).

Muitos comentaristas preteristas, em desespero coletivo, também entendem que a passagem foi cumprida em vários tumultos locais entre os judeus que estavam espalhados por toda parte, nas várias nações gentias entre as quais eles habitavam. Mas isso de forma alguma responde a expressões como “nação contra nação” e “reino contra reino”. Parecem antes referir-se a um tempo como o presente, quando o mundo civilizado está dividido em muitas nacionalidades distintas, não subjugadas a um império apenas.

Devemos notar que esses conflitos internacionais parecem olhar mais para estes últimos tempos, quando a Europa e a parte adjacente da Ásia e da África estão divididas em tantas soberanias independentes, do que para uma época em que havia apenas um grande império, que mantinha paz entre as nacionalidades menores.

Esta passagem está descrevendo eventos futuros. Mateus 24: 6-7 faz paralelo ao julgamento do segundo selo em Apocalipse 6: 3,4, posteriormente fixado nas Escrituras como parte do tempo futuro de turbulência. Ali está escrito: “Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada“.

Podemos ver a partir de uma interpretação adequada das passagens bíblicas que a profecia do Senhor Jesus clama por um tempo futuro, conforme descrito em Mateus 24: 6-7. Não devemos nos surpreender que o mesmo Deus que escreveu aquela Escritura está se movendo para trazer seu cumprimento, provavelmente em um futuro próximo.

12) As Igrejas da Ásia em 70 dC

João, às sete igrejas na província da Ásia” (Apocalipse 1: 4).

Tenha em mente caro leitor: as cartas foram endereçadas às sete igrejas na província romana da Ásia e falam especialmente sobre suas circunstâncias e necessidades. Eles estavam sob muito mais risco dos romanos por se recusarem a adorar o imperador do que os judeus. Além disso, devemos nos perguntar por que encaminhar às sete igrejas da Ásia advertências que supostamente falam, principalmente, sobre eventos que não eram de nenhum interesse para eles e nem os envolvia? Se o livro é sobre a queda de Jerusalém, por que não direcioná-lo aos mais preocupados com esse assunto?

E outro detalhe importante nos leva a fazer mais um questionamento indispensável: quem enviaria uma carta para uma Igreja que não existia? Veja em Contradições do Preterismo parte II, o item 5: “Carta para uma Igreja que não Existe

O propósito das cartas de João não era principalmente teologizar sobre o fim do mundo, mas antes inspirar esperança em uma comunidade cristã que sofreria perseguição sob o Império Romano.

Deus entregou a Jesus revelações sobre o que ocorreria em breve – Jesus as notificou a João (Ap 1:1,2), o que, para o Preterismo, seriam registros do julgamento que estava para se abater sobre Jerusalém pelo exército romano. No entanto, o mais assombroso nisso tudo é que podemos ler dos infortúnios que vieram sobre algumas dessas Igrejas, mas que não aconteceram em 70 dC, pois o exército romano “nessa ocasião” se preparava para uma batalha bem distante da Ásia.

Por exemplo; cristãos da Igreja de Esmirna seriam perseguidos e lançados na prisão e mortos (“Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida“) Apocalipse 2:10. Eles seriam vítimas do império romano. Mas saiba: não há registro de nenhuma perseguição em Esmirna em 70 dC, nem mesmo por algum grupo romano representando seu exército.

Agora vamos para Pérgamo. Alguns da Igreja de Pérgamo foram acusados de seguir a doutrina de Balaão e dos Nicolaítas. O Senhor lhes pede arrependimento, e se não se arrependessem Ele viria brevemente sobre eles (“Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti” – Ap 2:16), que por sinal é um texto do tempo usado pelos preteristas como prova de que Jesus viria em breve… sobre Jerusalém!

Você pode entender a confusão preterista? Jesus viria em breve sobre Jerusalém, mas ameaçou dar uma passadinha em Pérgamo. Ele foi a Pérgamo em 70 dC! Deve ter ido em forma invisível!

Agora vamos para Tiatira; a Igreja em Tiatira tolerava uma profetiza chamada Jezabel. O Senhor disse que deu tempo para que a Igreja se arrependesse, mas parece que ela não queria se arrepender. Então, Jesus ameaça “lançar num leito de dores, e numa grande tribulação os que cometem adultério com ela, se não se arrependerem das obras dela; e ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que esquadrinha os rins e os corações; e darei a cada um de vós segundo as suas obras” (Apocalipse 2:22-23).

Quem o Senhor usaria para cumprir esse julgamento em Tiatira? Lembre-se (os preteristas dizem que Apocalipse foi escrito antes de 70 dc) que o exército romano avançava para Jerusalém, não para Tiatira. Provavelmente estes infortúnios não vieram sobre Tiatira, mas a carta chegou até a Igreja, com certeza. Mas não paramos aqui sobre Tiatira…

Ouça o que Jesus continua dizendo para a igreja: “Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei; mas o que tendes, retende-o até que eu venha” (Ap 2:24-25).

A vinda aqui, de acordo com o Preterismo, é a segunda vinda de Jesus que ocorreu em 70 dC, mas somente em Jerusalém. Ninguém viu, pois eles alegam que foi uma vinda invisível. Agora, como essa vinda sobre Jerusalém poderia trazer condenação e absolvição prometida para dois grupos de uma Igreja que estava localizada bem distante da Judéia? Faça sua própria avaliação.

Vamos para Sardes; parte da carta para a Igreja de Sardes, diz: ” Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas:

Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus.

Lembra-te, portanto, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. Pois se não vigiares, virei como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei” (Ap 3:1-3).

Esta expressão, virei como um ladrão, é um mantra na linguagem preterista. Eles não têm vergonha alguma em confirmar que aqui nesse texto Jesus falou de sua vinda em 70 dC… E novamente: só em Jerusalém. Eles acabam confessando de forma explícita, sem perceber, que Jesus veio mesmo, não sobre Sardes, mas sim sobre Jerusalém.

Chegamos em Filadélfia; uma parte da carta diz: “Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra. Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3:10-11).

Antes de fazer qualquer comentário aqui, eu peço, por gentileza caro amigo leitor, que você leia o versículo dentro da visão preterista: “Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo (romano) inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra (de Jerusalém). Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa” (Ap 3:10-11). Acredite, essa é a interpretação preterista do texto. E o alerta sobre “vir sem demora” deve ser entendido, segundo eles, a vinda sobre Jerusalém.

Agora, por qual motivo a Igreja de Filadélfia, quase 100 milhas distante do campo de batalha entre Jerusalém e Roma, deveria se proteger para que ninguém tomasse a coroa deles?

Eu não posso culpá-lo se isto lhe causou algumas gargalhadas.

13) O Julgamento começou com os Judeus!

Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus?” (1 Pedro 4:17)

Os preteristas completos distorcem esta passagem para se referir ao grande julgamento que veio sobre os judeus em 70 dC quando o exército romano invadiu Jerusalém e destruiu o Templo.

Esta passagem fala de Deus permitindo que os cristãos sejam “julgados” por meio de perseguição, sofrimento e dificuldade – não tem nada a ver com o julgamento dos judeus em 70 dC.

Os próximos dois versículos provam isso: “se o justo dificilmente se salva, onde comparecerá o ímpio pecador? Portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem” (1 Pedro 4: 18-19)

Sem ler e compreender o contexto simples, os Preteristas Completos se enganam completamente!

14) O uso de “Vós”

Outro argumento para a visão preterista é que “vós”, em muitos textos, e nos principais textos escatológicos, deve ser referência ao público imediato do primeiro século.

Uma passagem que eles citam como prova é Mateus 23:35: “para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra… ” (Mateus 23:35a).

Ironicamente, esse mesmo versículo prova o contrário, já que “vós” é usado nele para as pessoas que mataram Zacarias no Antigo Testamento. Leia o versículo todo “para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem (vós) mataste entre o santuário e o altar”.

Portanto, “vós” pode ser usado historicamente para se referir a “seus ancestrais”, assim como pode ser usado para “seus descendentes” posteriores. Por exemplo, “Bem-aventurado sois “vós” quando vos injuriarem e perseguirem” (Mt. 5:11) no Sermão da Montanha. Evidente que “vós” não se limita à audiência imediata de Jesus, mas também para as gerações futuras.

15) Correndo até 70 dC

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só é que recebe o prêmio?

Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.

Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar.

Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado” ( Coríntios 9:24-27).

Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta” (Hebreus:12:1).

O preterismo mostra mais uma vez seu pensamento natural, ao manter a linha de chegada em 70 dC, a linha de chegada para receber a coroa. Eles dizem que tudo está completamente cumprido e ainda assim Paulo diz que “a corrida não acabou”: (“Correi de tal maneira que o alcanceis“). Se esse versículo não serve mais para nós hoje que esperança temos de alcançar o prêmio?

Certamente não foi uma corrida que os cristãos do primeiro século completaram para nós. Porém, o Preterismo QUER que você acredite que a corrida foi completada com pedras caindo na destruição de edifícios físicos quando o exército romano invadiu Jerusalém e destruiu o Templo. Eles afirmam que isso é o que torna você digno de entrar “NAQUELA ERA”. Eles querem que você acredite que está no Novo Céu e na Nova Terra, onde habita a justiça.

Nem o apóstolo Paulo, ou qualquer cristão antes ou depois de 70 dC, receberam ainda seu prêmio. E com certeza nenhum deles via 70 dC como a linha final. O dia que Paulo ansiava era o dia da manifestação do Senhor. Paulo descreve este dia como o dia do seu aparecimento, o que não ocorreu em 70 dC: “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso Deus, e do Salvador Cristo Jesus” (Tito 2:13).

16) É literal mesmo, não simbólico ou invisível

Os Preteristas destruíram as realidades de Apocalipse 19 e 20; desde a volta do Senhor Jesus, passando pela ressurreição dos justos e pela prisão e soltura de Satanás no fim do Milênio até o Novo Céu e a Nova Terra, é tudo simbólico, dizem eles.

Apocalipse 19 fala de uma vinda literal de Jesus. Apocalipse 20 fala de uma ressurreição literal e de um diabo literal. Por que então o resto da passagem deve ser tomada simbolicamente? Além disso, como podem mil anos representar a eternidade? Os mil anos têm um começo e um fim. Tem uma ressurreição antes e outra depois. Tem um tempo limitado quando Satanás está na prisão, após o qual ele será “libertado”.

Ambas as ressurreições são referidas pelo mesmo termo grego, “voltar a vida/reviveram”. Ainda assim, os preteristas insistem que todas as duas são simbólicas e que já tiveram cumprimento em 70 dC, apesar da Escritura mostrar em outros lugares que a palavra “ressurreição” é sempre usada com o sentido de ressurreição física.

Para dar um exemplo de como esticar um mosquito hermenêutico e engolir um camelo doutrinário, o Preterismo declara em Apocalipse 20 que a passagem que diz mil anos não diz, mil anos literais e que a passagem que também diz, o Diabo (v. 2) não é um Diabo literal. Porém, isso não nos dá garantia para negar um Diabo literal. O contexto circundante também fala de “nações” (v 3), mártires (v 4), “céu” (v 1) e até mesmo “Jesus” (v 4). Certamente tudo isso é literal. Claro, existem figuras de linguagem usadas no texto como “chave” (v 1), mas o método literal de interpretação sempre permitiu figuras de linguagem sobre realidades literais. As figuras de linguagem e os símbolos são sobre realidades literais (cf. Ap 1:20).

A restauração de Israel será literal

Quando o método literal é aplicado aos convênios abraâmicos e davídicos incondicionais, produz uma interpretação futurista das Escrituras que afirma que Cristo não apenas retornará fisicamente à terra, mas também estabelecerá um reino literal (Mt 19:28) e reinará literalmente por mil anos (Ap 20), restaurando a Terra literal da promessa aos descendentes literais de Abraão do Iraque à Síria ao Líbano, o território dos palestinos, e todo o caminho para o Egito (Gênesis 13: 15-17; 15: 7-21) “para sempre” (Gênesis 13:15 ).

Quanto à verdade literal clara de que Jesus virá literalmente de novo com seus doze discípulos literais que se sentarão em doze tronos literais e reinarão sobre as “doze tribos de Israel” literais (Mt 19:28), os preteristas também simbolizam tudo. No entanto, da mesma forma, o método literal de interpretação exige que haja um trono literal de Davi no qual o Messias realmente reinará em um trono em Jerusalém sobre os descendentes literais restaurados de Abraão “para sempre” (2 Sam. 7: 12-16). Mas essas promessas incondicionais nunca foram cumpridas, embora Deus as tenha feito com um juramento “imutável” (Hb 6: 17-18; cf. Salmos 89: 20-37).

Inúmeras outras passagens afirmam que haverá restauração para Israel (Gênesis 12-17; 2 Sam 7; Salmos 89; Mt 19:28; Atos 1: 6-8; Atos 3:19; Rom 11. Esses textos são provas conclusivas a favor de uma restauração literal da terra e das promessas do trono ao Israel étnico. E para provar que Paulo está falando do Israel étnico em Romanos 9-11 basta observar os detalhes quando ele chama esse Israel de “meus parentes segundo a carne” (9: 2) a quem Deus deu “as alianças” e “promessas” (9: 4). E é este mesmo “Israel”, nesta mesma passagem, do qual Paulo diz que será “enxertado na sua própria oliveira” (11:24) porque “os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis” (11:29).

Por mais irônico que pareça, um problema fundamental do Preterismo, principalmente o radical, é que ele não acredita na eleição incondicional – pelo menos não para Israel!

Quanto a garantia de que as promessas da terra a Israel seriam “para sempre”, os preteristas afirmam duas coisas: 1) A palavra hebraica para “para sempre” (olam) nem sempre significa eterno e quando isso não acontece, certamente significa um longo período de tempo. Embora isso seja verdade, também é verdade que pode significar “para sempre”. Quanto ao argumento de que significa “um longo período de tempo, nós sabemos que Israel nunca ocupou todas as terras designadas nessas promessas por um longo período de tempo. O significado de uma palavra é descoberto por seu contexto e o contexto do Salmo 89:37 declara que a aliança davídica será “estabelecida para sempre como a lua”. Basta olhar pela janela que você continuará vendo a lua.

2) os preteristas erroneamente também assumem que as promessas de Deus a Abraão e Davi eram condicionais. Ora, mas é claro que não eram. O Salmo 89: 31-36 declara que mesmo “se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos, então visitarei com vara a sua transgressão, e com açoites a sua iniquidade. Mas não lhe retirarei totalmente a minha benignidade, nem faltarei com a minha fidelidade. Não violarei o meu pacto, nem alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez para sempre jurei por minha santidade; não mentirei a Davi. A sua descendência subsistirá para sempre, e o seu trono será como o sol diante de mim”.

Como Paulo disse sobre esse mesmo Deus: “Se formos infiéis, Ele permanece fiel; Ele não pode negar a si mesmo”(2 Timóteo 2:13). Deus ainda não lhes devolveu a terra, mas o fará no futuro, quando o remanescente retornar a Ele (por exemplo, ver Gênesis 13:17 e Deuteronômio 30: 16-20).

A interpretação literal das profecias não pode se alegorizadas pela má aplicação preterista dos textos. Portanto, se estas passagens, e muitas outras, devem ser tomadas literalmente, então a visão preterista simbólica defeituosa e ridícula tem que ser anulada.

Seria melhor para o Preterismo afirmar que essas promessas incondicionais, que estão no cerne da visão futurista, são verdadeiras, ao invés de ocupar seu tempo criticando seus adversários e transformando as profecias bíblicas em verdadeiras piadas.

17) Ser paciente somente até 70 dC

Tiago 5: 7 diz: “Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas“.

Observe que os cristãos são ordenados a serem “pacientes até ” a vinda do Senhor, para que colham o fruto de seu trabalho. Paciência é o oposto de iminente e não há nada neste versículo que indique que o Senhor viria em breve!

A ordem de “ser paciente” é uma virtude vitalícia que todos os cristãos devem aprender.

A visão preterista é irritante e ousada, pois insinua que os cristãos não precisam mais de paciência para serem recompensados por seu trabalho porque eles garantem que Jesus voltou em 70 dC.

18) Anjos invisíveis

Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27).

Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória” (Mateus 25:31).

Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” (Marcos:8:38).

De acordo com os preteristas Jesus voltou em 70 dC de forma invisível com uma multidão de anjos invisíveis.

Os preteristas são os mestres da magia; fazem desaparecer milhões de anjos e trilhões de escolhidos quando simbolizam textos como este: “E logo enviará os seus anjos, e ajuntará os seus eleitos, desde os quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu” (Marcos 13:27).

Eles conseguem simbolizar um Julgamento inteiro de anjos e cristãos: “Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida?” (1 Cor 6:3).

As duas passagens citadas acima já tiveram cumprimento na volta de Jesus em 70 dC, alegam os preteristas.

Nos textos citados no início desse tópico é dito que Cristo vem com todos os santos anjos, o que não aconteceu na destruição de Jerusalém. Anjos não ficam invisíveis em ocasiões como esta. Anjos apareceram de forma literal na época do nascimento de Cristo, apareceram de forma literal na sua ressurreição e ascensão, e certamente serão visíveis também na sua vinda literal: “e a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo” (2 Tess 1:7).

No nascimento do Senhor eles aparecem aos pastores; diz o texto que “eles ficaram com muito medo” (Lucas 2:9). Um dos anjos falou com eles: “O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos trago novas de grande alegria que o será para todo o povo: É que vos nasceu hoje, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis um menino envolto em faixas, e deitado em uma manjedoura” (vv 10-12). Eles eram muitos: “Então, de repente, apareceu junto ao anjo grande multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade” (vv 13,14).

Na ressurreição de Cristo (Mateus 28: 2-4) o anjo se manifestou de forma visível: “E eis que houvera um grande terremoto; pois um anjo do Senhor descera do céu e, chegando-se, removera a pedra e estava sentado sobre ela. o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como a neve” (vv 1,2). Até a ímpia guarda romana viu o anjo: “E de medo dele tremeram os guardas, e ficaram como mortos” (v 4).

Eles aparecem novamente quando o Senhor Jesus subiu ao céu: “Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto ele (Jesus) subia, eis que junto deles apareceram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:10-11).

Com essa visão bíblica dos anjos, você poderá concordar que Cristo veio com “todos os santos anjos invisíveis” quando Jerusalém foi derrubada?

Os preteristas dizem que sim!

19) Choro, dor, morte e clamor no Novo Céu e Terra do Preterismo

Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.

Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?

Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” 2 Pedro:3:10-13

Para os preteristas a destruição de Jerusalém muda tudo. Eles alegam que nós vivemos no Novo Céu e na Nova Terra. Eles definem os céus e a terra atuais como o período pós 70 dC. Também interpretam as palavras de Pedro (“Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça“) como se estivéssemos vivendo numa era em que habita a justiça. Segundo eles Pedro aguardava 70 dC para entrar no Novo Céu e na Nova Terra.

No novo céu e na nova terra dos preteristas, o lobo não se deita com o cordeiro, as armas de guerra não foram transformadas em arados, não há paz, mas há morte, choro, dor e clamor. Porém, no Novo Céu e a Nova Terra mencionados nas Escrituras, se diz que Deus “enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas…” (Apocalipse 21:4).

No Novo Céu e Nova Terra prometida “o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá” (Isaías:11:6).

20) A destruição de Jerusalém puniu os ímpios, o diabo e os anjos maus?

A Escritura diz que todas as nações serão reunidas diante de Cristo no tempo em que os ímpios forem condenados ao castigo eterno: “Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos” (Mateus 25:31,32).

Quando Jesus reuniu as nações na sua vinda preterista de 70 dC? NÃO houve reunião de nações na destruição de Jerusalém. Em 70 dC, houve sim uma dispersão dos judeus. Todos os cristãos fugiram, e os judeus foram espalhados entre as nações, de onde, uma multidão deles, não voltaram até hoje.

Falo de fatos caro leitor. É história rigorosamente baseada em fatos reais: em 70 dC Jesus não veio com todos os seus anjos, nem reuniu todas as pessoas de todas as nações diante dele para julgá-las. Este foi um julgamento apenas sobre os judeus, o que não cumpre a palavra de “todas as nações sendo reunidas diante dele“. Além disso, esse julgamento termina em uma separação final entre o céu e o inferno (Mateus 25:41, 46). Por outro lado, Max King, o pai do Preterismo, diz que isto ocorreu quando Jerusalém foi destruída. Ali houve a separação dos que “receberam o reino” daqueles “que foram removidos do reino” (Espirito de Profecia, pg. 170).

Observe também que todos os ímpios devem ir para o castigo eterno, os justos devem ser recompensados por suas boas ações, o que não ocorreu na destruição de Jerusalém. O mesmo contexto de Mateus citado na abertura desse tópico, continua dizendo”… e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos” (Mateus 25:33-34,41).

A punição eterna no texto, pronunciada sobre os ímpios, também foi preparada para o diabo e seus anjos. Se, então, a punição consistisse naquilo que se abateu sobre os judeus na derrubada de sua cidade e governo, de que forma ela atingiu o diabo e os ímpios de todas as épocas? Impossível responder sem ser desonesto com as Escrituras. Além disso, o reino prometido aos salvos não pode significar a dispensação do Evangelho, como agora compartilhada na terra, pois os cristãos herdaram isso muito antes da destruição de Jerusalém. Não pode significar a chamada dos gentios para participar das bênçãos do Evangelho, porque eles foram chamados muito antes disso.

Agora veja como os cristãos não preteristas podem fazer uma interpretação paralela ao contexto citado no início desse tópico com base na confusão preterista:

Quando o Filho do Homem vier em sua glória e todos os santos anjos com ele (quando o exército romano sitiar Jerusalém), então ele se assentará no trono de sua glória (invisível e desconhecido para judeus e romanos) e diante dele serão reunidas todas as nações; (os judeus e o exército romano e mais quatro de seus aliados) e ele os separará uns dos outros como um pastor separa suas ovelhas dos cabritos.(Os crentes serão separados do resto dos judeus e dos romanos).

Então o Rei dirá aos que estão à sua direita; vinde, benditos de meu Pai, herdai o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. (venham, benditos de meu pai, escapareis da espada e da fome agora na destruição de Jerusalém e vivereis para sofrer todos os horrores da perseguição – serem serrados em pedaços, lançados as feras nas arenas, aprisionados e queimados até a morte, pelos romanos imperadores e a Inquisição!)

Pois eu estava com fome e vocês me deram de comer, etc. (Porque vocês cristianizaram os judeus e fizeram isso uns aos outros.) Então ele dirá também aos que estão à esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. (Partam de seu país e vivam, judeus incrédulos, para a morte eterna, preparada para vossa nação, os inimigos de Cristo e os sacerdotes e Judas e todos os seus adversários)

E irão eles para o castigo eterno; mas os justos para a vida eterna (E a maioria deles morrerá, e irá para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna, o desfrute do Evangelho de Cristo, pelo qual eles serão perseguidos de cidade em cidade, sangrando sob o açoite dilacerante durante toda vida, até não se sabe quando…).

É verdade, não se sabe até quando, já que o Preterismo alega que o mundo ficará para sempre como está. É terrível caro amigo leitor o que a doutrina preterista está disseminando. Eles estão dizendo que os justos não terão seus corpos mudados, mas ficarão assim para sempre; que nem todos os homens serão julgados e recompensados de acordo com suas obras. Os mortos não serão levantados de seus túmulos; as nações não serão reunidas perante o juiz. Mas poucos, comparativamente, foram colhidos; e estes eram judeus e romanos incrédulos. Uma parte deles foi destruída; mas sem nenhum processo visível de suas obras sendo levadas a julgamento, e que outros – os rebeldes dispersos – continuaram em estado de provação. Ou seja: incrédulos judeus e fieis cristãos entrariam num estado de perseguição terrível nos séculos vindouros, sendo maltratados até a morte. E os preteristas ainda ousam dizer que vivemos no Novo Céu e na Nova Terra onde habita a justiça, onde não há dor, morte, clamor e pranto.

Alegando que tudo teve cumprimento em 70 dC, o Preterismo entende que a igreja cristã não será reunida perante Cristo, mas seus membros permanecem dispersos entre as nações. A separação final não será feita entre as virgens sábias e loucas; nem serão recompensados os servos fiéis e os preguiçosos lançados nas trevas exteriores, como Cristo representa nas parábolas a respeito deles. Cristo, então, não virá visivelmente em pessoa, para que todos os olhos possam vê-lo, acompanhado por todos os santos anjos.

É de arrepiar a proposta iniqua preterista ao ensinar que tudo ocorreu de forma invisível. Ou seja, aconteceu, Cristo separou, não de maneira aberta e pública, todas as nações umas das outras, e as dividiu em duas classes, os justos e os ímpios, colocando-os em dois grupos distintos, um à sua direita e outro à sua esquerda, dizendo aos justos: “Vinde, benditos de meu Pai, herdem o reino que está preparado para vós desde a fundação do mundo”; e para os ímpios: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.

Na verdade, essas coisas não aconteceram nem poderiam acontecer quando, pelo exército romano, ele exterminou alguns milhares de judeus obstinados. Sua vinda para reunir todas as nações diante dele, e para julgar e pronunciar a sentença final sobre elas, de acordo com o que fizeram bem ou mal, conforme descrito em conexão com o texto, é muito diferente de sua vinda para infligir sua ira em uma pequena parte de seus inimigos, dentro dos limites de Jerusalém. De modo que a predição para julgar o mundo com justiça ainda não foi cumprida.

Que Deus tenha misericórdia dos preteristas!

As Contradições do Preterismo não tem fim …