Contradições do Preterismo – parte 9 

Os preteristas acusam os futuristas de aguardarem Novos Céus e Nova Terra. Eles alegam que o futurista está preso em um universo hermenêutico ultrapassado onde toda a sua interpretação começa na idade errada. Os futuristas são acusados de negligentes por não olharem para os acontecimentos de 70 dC, mas somente o que ocorreu em 33 dC – dizem que “você não pode alcançar salvação a partir daqui”.

Com suas mensagens de que tudo teve fim e início em 70 dC, eles nos acusam de termos começado do lugar errado.

Os Preteristas distorcem as Escrituras ao fazer de 70 dC sua linha dispensacional separando as coisas velhas das novas. Afirmam que a lei terminou em 70 dC, quando teve início a era da graça. Um preterista registrou o que o ocorreu em 70 dC: “… aquele velho mundo acabou, os mortos foram julgados, os salvos ressuscitaram e todo um novo reino de graça começouThe Cure for Millennial Madness (A cura para a loucura milenar, p. 3).

O Preterismo põe sua fé em casas sendo incendiadas e um templo destruído. Alguém precisa lembrá-los que o Dilúvio não retificou a questão do pecado, e nem a destruição de Jerusalém em 70 dC o fez. O que é necessário é uma renovação do homem, e nisso o “mundo se torna novo”. Somente através de Cristo e renascendo em Cristo isso é possível.

Os acontecimentos históricos em 70 dC não o tornaram um novo homem, não o colocaram numa nova aliança com Deus, não o colocaram nos Novos Céus e na Nova Terra onde habita a justiça, não o tornaram digno de obter a era vindoura. Se assim fosse, todos os homens estariam nele, e isso nada mais é do que UNIVERSALISMO. Essa é uma teologia falha. Um sistema externo projetado para enganar as massas. Tornar as coisas espirituais em 70 dC não resolve o problema de remover nosso velho mundo nem nos permite automaticamente fazer nascer o novo homem. 70 dC não foi o ápice. O que aconteceu entre Jerusalém e Roma não foi o show das eras! A revelação vai do natural ao espiritual, não do natural ao natural (como se a geração histórica anterior (de 70 dC) apontasse para a geração histórica dos “últimos dias”). Somente o sacrifício no calvário o fez.

Os preteristas esquecem que estamos na mesma dispensação da igreja do primeiro século. Suas tensões são nossas tensões.

As suposições baseadas em uma linha histórica de 70 dC, onde as coisas terminam e começam, parecem confundir muitos sobre quais coisas continuam a se aplicar e quais coisas não se aplicam mais hoje. Embora a maioria dos preteristas falhe em ver esse problema, essa heresia está destruindo vidas e igrejas, assim como Paulo havia alertado.

Os Preteristas Completos se alimentam de pessoas decepcionadas com suas igrejas, como também se alimentam de pessoas iletradas e incultas. A doutrinação preterista é uma coisa terrível; e quando alguém é doutrinado nos preceitos dos homens, escapar de sua escravidão pode se tornar insuportavelmente difícil . É por isso que é importante que todos nós leiamos nossas Bíblias o máximo que pudermos, não apenas para que possamos saber a verdade, mas para que possamos nos defender contra os falsos mestres do mundo de hoje. Devemos todos lembrar que parte de proclamar a verdade é expor a mentira.

Desfrute das Contradições do Preterismo:

1) Os últimos Dias

Os preteristas presumem que o último dia aconteceu em 70 dC. Eles não podem ver esta dispensação final do Novo Testamento como os últimos dias em sua totalidade.

Versos com as palavras últimos dias, últimos tempos, consumação dos séculos e similares devem significar iminência para os preteristas. No entanto, há últimos dias por volta de 30 dC: Atos 2:17; I Pedro 1:20; Hebreus 9:26.

Veja os textos:

E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos” Atos 2: 17.

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” Hebreus 9:26.

O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós” 1 Pedro 1:20.

Há últimos dias posteriores a 70 dC como em I João 2:18: “Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora”. Também havia últimos dias ainda futuros e eventos a serem cumpridos neles: “MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” 1 Timóteo 4:1.

SABE, porém, isto : que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” 2 Timóteo 3:1.

O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias” Tiago 5: 3.

Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo” 1 Pedro 1: 5.

Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências” 2 Pedro 3:3.

Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências” Judas 1:18.

É lícito também interpretar “Toda a era do Evangelho” como sendo os últimos dias, no sentido de que é a última dispensação (Gl 4: 4; Ef 1:10). Além disso, é oportuno lembrar aqui que o dia da salvação não está em 70 dC.

Compare o uso do Espírito para o dia da salvação.

Porque diz: ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” 2 Coríntios 6:2.

Portanto, como diz o Espírito Santo: se ouvirdes hoje a sua voz, antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado; enquanto se diz: hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação” Hebreus 3:7,13-15.

Determina outra vez um certo dia, hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” Hebreus 4: 7.

O preterismo remove todo “suspense” pelo tempo da vinda de Cristo; eles argumentam que o NT deu inúmeros sinais de ‘curto prazo’ para os eventos profetizados, que não teriam deixado ninguém esperando ou surpreso. Eles se defendem alegando que Jesus veio naquela geração.

Se isso for verdade, então como um homem poderia pensar que a vinda foi adiada, conforme Mateus 24:48?

Se isso for verdade, então minimiza ou nega “na hora em que não pensais” (Mt 24:44).

Se isso for verdade, como Jesus Cristo pode surpreender os homens com perfeita prontidão (1 Ts 5: 1-2)?

São as Contradições do Preterismo!

2) Últimos dias por vir

Existem vários textos no livro de Atos e nas epístolas que falam dos “últimos dias” ou “os últimos tempos” ou “a última hora”. Alguns desses textos falam desses “últimos dias” no tempo passado.

Em certo sentido, então, “os últimos dias” já estavam presentes imediatamente após a primeira vinda de Cristo. Existem, no entanto, outros textos do Novo Testamento que parecem referir-se aos “últimos dias” como algo que ainda está por vir; Paulo, por exemplo, avisa Timóteo que “nos últimos dias virão tempos perigosos” (2 Timóteo 3: 1; cf. 1 Tim. 4: 1). Pedro avisa seus leitores “que zombadores virão nos últimos dias” (2 Pedro 3: 3).

Parece que Paulo e Pedro afirmam que “os últimos dias” estavam no seu tempo. Porém, ao mesmo tempo, eles dizem que “os últimos dias” estão no tempo em que algo que é futuro acontecerá.

Observe que Pedro fala de escarnecedores que zombam pela demora da Vinda do Senhor: “sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências; e dizendo: onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”.

Seria esse um bom momento para Pedro corrigir os escarnecedores e lembrar aos seus leitores da profecia de Cristo sobre sua vinda dentro de uma geração, se fosse verdade. Ele escreveu em 65 dC – de acordo com a cronologia preterista Jesus voltaria em cinco anos. Sabemos que ele ainda não veio.

As palavras de Pedro provam que após a volta do Senhor grandes mudanças ocorrerão no mundo e na criação, coisas que ainda estão por vir: novos céus e nova terra, um reino de paz e segurança, onde não haverá mais dor, morte, clamor e pranto. Como ele ainda não retornou, então, de alguma forma “todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação

A chegada de “tempos perigosos” e de escarnecedores é explicitamente considerada futura por Pedro e Paulo. Os tempos futuros durante os quais essas coisas acontecerão são chamados “últimos dias”. A implicação é que “os últimos dias” mencionados nestes textos são ainda futuro. Nenhum deles tinha em mente 70 dC.

3) Esta era e a era vindoura

Certamente você, se estuda sobre o Preterismo, tem conhecimento das divisões que eles fazem das eras; eles alegam que a “era passada” foi a era antes de 70 dC e a “era vindoura” é a era pós 70 dC.

A transição de ‘esta era’ para a ‘era vindoura’ não é em 70 dC. Este mundo/era é o ‘mundo natural’ e o ‘mundo/era vindoura’ é o celestial: “mas os que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento” (Lucas 20:35).

A era que começa com a primeira vinda de Cristo é descrita de várias maneiras nas epístolas. Paulo, por exemplo, se refere à era presente como “esta era má” em Gálatas 1: 4. Ele também sugere que a era presente é má em Tito 2:12. Ele também descreve a era que começa na primeira vinda de Cristo como “a plenitude dos tempos”. Em Gálatas 4: 4-5, ele escreve: “Mas, chegando a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, para redimir os que estavam debaixo da lei, a fim de receber a adoção como filhos”.

Em Efésios 1: 7-10, ele acrescenta: “Nele temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da Sua graça, que Ele fez abundar em toda a sabedoria e prudência, tendo dado a conhecer nos o mistério de sua vontade, de acordo com seu bom prazer que Ele propôs em si mesmo, para que na dispensação da plenitude dos tempos possa reunir em uma todas as coisas em Cristo, tanto as que estão no céu como as que estão na terra”.

Em ambas as passagens, Paulo usa o termo “a plenitude dos tempos” ao descrever a era em que a obra de redenção de Cristo está em andamento.

Os preteristas parciais acreditam que ‘o fim dos tempos’ em Mateus 24: 3 se refere ao fim da era judaica quando os romanos destruíram Jerusalém em 70 dC. No entanto, em Mateus 13:39, 13:49 e 28:20, ‘o fim dos tempos’ não parece se encaixar nessa narrativa.

Apesar de que em 1 Coríntios 10:11 e Hebreus 9:26, o escritor se dirigir a sua audiência inicial como estando ‘no fim dos séculos/consumação de todos os tempos’, não foi o fim, como desejam os preteristas.

Acredito que ainda estamos ‘nesta era’ e que obteremos a vida eterna ‘na era vindoura’, sugerida como o estado eterno após o Milênio com base em Marcos 10:29,30: “Respondeu Jesus: Digo a verdade: ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho, deixará de receber cem vezes mais, já no tempo presente, casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era vindoura, a vida eterna” (Marcos 20:29,30).

Efésios 2: 7 curiosamente menciona ‘os séculos vindouros’: “Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus”.

Acredito haver duas eras descritas nas Escrituras, e que estamos ainda na ‘era má atual’ conforme Gálatas 1: 4: “O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai”.

A sabedoria ‘desta era’ é tola de acordo com 1 Coríntios 1:20 . Os governantes ‘desta era’ estão sendo reduzidos a nada de acordo com 1 Coríntios 2: 6 . O deus desta era está cegando os incrédulos conforme diz Paulo em 2 Coríntios 4: 4.

Para nosso apoio, entretanto, Jesus está muito acima de qualquer regra, autoridade, poder e domínio ‘nesta era’ e ‘na era vindoura’, segundo Efésios 1:21.

Notavelmente, Isaías 2: 2 e Miquéias 4: 1 mencionam que nos ‘últimos dias’ a casa do Senhor será estabelecida, exaltada e as pessoas fluirão para ela. Não podemos ver isso sendo cumprido nos últimos dias da era judaica em 70 dC, em vez disso, devemos considerar essas profecias para cumprimento no Reinado Milenar de Cristo.

4) “Já chegou o fim dos tempos

Há vários textos nas Epístolas que se referem à proximidade de certas coisas. Alguns textos parecem dizer que os cristãos estavam vivendo “nos últimos dias” (cf. Atos 2:17; Hebreus 1: 1,2; 1 Pedro 1:20).

Estes últimos dias”, em Hebreus 1: 2, significa apenas ao tempo no primeiro século — que a destruição do Templo Judaico significou o fim dos tempos” (Demar G, A Igreja Primitiva e o Fim do Mundo — Visão Americana, 2006, p 10).

Em 1 Coríntios 10:11 Paulo fala do fim dos tempos: “Ora, estas coisas lhes aconteceram como exemplo, e foram escritas para a nossa instrução, para quem já chegou o fim dos tempos”.

O escritor aos hebreus, acrescenta que Cristo “apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo” (Hebreus 9:26). E Pedro diz sobre Cristo: “o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós” (1 Pedro 1:20).

O preterista, saltitante de alegria, aponta esses textos como prova para a volta de Jesus em 70 dC, que eles chamam fim dos tempos. No entanto, vamos descobrir que o fim dos tempos e últimos dias, nesses textos, apontam para o tempo da primeira Vinda de Cristo. Paulo diz: “Para quem o fim dos tempos (já) chegaram”.

Devemos observar que o contexto é sobre os que pereceram no deserto. Por isso sua linguagem é de alerta; veja como a tradução da NVI concorda com essa argumentação. Note como as coisas começam a mudar: “Estas coisas lhes aconteceram como exemplos e foram escritas como advertências para nós, sobre os quais chegou o ponto culminante dos séculos”.

Compare com outras versões em inglês, aqui já traduzidas para o português:

A Amplified Bible, Classic Edition (AMPC) diz: “Ora, essas coisas se abateram sobre eles por meio de uma figura [como um exemplo e um aviso para nós]; elas foram escritas para nos admoestar e nos preparar para a ação correta por meio de boa instrução, nós em cujos dias as eras alcançaram seu clímax (sua consumação e período final)”.

A era do sacrifício de Cristo estava presente — havia chegado. Esse foi o ponto culminante do tempo.

A Easy-to-Read Version (ERV) traduz: “As coisas que aconteceram a essas pessoas são exemplos. Eles foram escritos para nos advertir. Vivemos na época para a qual todas aquelas histórias passadas apontavam”.

Paulo está dizendo: “Que Cristo não seja rejeitado nesse tempo, pois este é o ponto culminante”. Um exemplo similar à rejeição no deserto.

A international children Bible verteu o texto assim: “As coisas que aconteceram a essas pessoas são exemplos. E foram escritos como advertências para nós. Pois vivemos em uma época em que todas essas coisas do passado alcançaram seu objetivo”.

A International Standard Version: “Essas coisas aconteceram a eles para servir de exemplo e foram escritas como um aviso para nós, que alcançamos o ápice dos séculos”.

J.B. Phillips New Testament: “Ora, essas coisas que aconteceram aos nossos antepassados são ilustrações da maneira como Deus trabalha, e foram escritas como um aviso para nós, herdeiros das eras que nos precederam”.

New International Reader’s Version: “Essas coisas aconteceram a eles como exemplos para nós. Eles foram escritos para nos avisar. Isso porque vivemos na época em que a obra de Deus foi concluída”.

O fim dos tempos, ou o fim dos dois sistemas diferentes de lidar com a humanidade, culminou em um método sob o Evangelho de Cristo. Esse é o ponto culminante das eras, que entrou em vigor no primeiro século dC em sua crucificação, morte e ressurreição.

Paulo novamente declara que os cristãos, em Corinto e em todos os outros lugares, devem ver a disciplina dos israelitas no deserto como um exemplo relevante para suas próprias vidas. Cada uma dessas histórias foi registrada para a instrução dos crentes que se encontravam no ‘ponto final/culminante da história’.

Os cristãos dos dias de Paulo foram os primeiros a quem o mistério de Cristo foi revelado. Com o cumprimento do nascimento, morte e ressurreição do Messias, todas as histórias do Antigo Testamento se encaixaram. Isto é, se encaixaram no advento do Cristo. Esses eventos deram contexto adequado ao Antigo Testamento, esclarecendo esses mistérios à luz da vinda do Messias. Sua chegada, morte e ressurreição marcaram o “limite dos tempos”.

Em vez de tornar as histórias do Antigo Testamento irrelevantes, a revelação de Cristo deu-lhes um novo significado. Os cristãos devem trabalhar para entender como essas histórias se entrelaçam como a Palavra de Deus, que servem também de alertas para nós.

5) Em 70 dC Deus esmagou Satanás!

Paulo, em 58 dC: “E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés …” (Romanos 16:20).

Conclusão preterista: “A Segunda Vinda de Jesus já ocorreu. Ele esmagou Satanás em 70 dC!”

Os preteristas dizem que o Diabo foi lançado no lago de fogo em 70 dC (Apocalipse 20:10). Eles também afirmam que todo o mal hoje vem do pecado derivado de humanos operando sem influência do Diabo.

Isso significa que os cinco milhões de testemunhos de que os exorcismos ocorreram, é falso. Os adoradores do diabo são falsos (rituais satânicos) e tudo que envolve ocultismo e feitiçaria, é falso.

Duvido que Paulo estava apelando para a queda de construções e um Templo ao redor de Jerusalém como sendo aquilo que traria libertação para a Igreja de Roma. Não seria a queda de edifícios em uma parte remota do mundo que traria a derrota de Satanás. Certamente o diabo não foi confinado em cadeias eternas em 70 dC.

A trajetória de Satanás após 58 dC

Paulo escreveu aos cristãos de Éfeso em 61 dC: “nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência” Efésios 2:2

Não deis lugar ao diabo” Efésios 4:27

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes” Efésios 6 11-12

Tiago, em 62 dC: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” Tiago 4:7

Pedro, em 63 dC: “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” 1 Pedro 5:8

Depois da destruição de Jerusalém … no governo do imperador Domiciano:

Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Apocalipse 2:10

Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” Apocalipse 2:13

Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão” Apocalipse 20:2,7

Satanás não estava apenas trabalhando na Judeia (ver Tiago 4: 7), não apenas na Acaia e na Macedônia (1 Tessalonicenses 2:18), mas também era muito ativo e agressivo na Ásia Menor (1 Pedro 5: 8; cf. 1 João 5:19).

Parece que a proposta preterista não corresponde com as Escrituras. A ideia de Satanás estar trancado a sete chaves em um poço sem fundo é um embuste!

Como devemos, então, entender o texto de Romanos 16:20: “E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco?”

Nesse contexto, “esmagar Satanás” é uma referência especial às “divisões” (Romanos 16:17) pela qual a igreja de Roma corria o risco de ser perturbada.

Alguns manuscritos permitem que a leitura seja feita como se fosse um desejo ou oração: “que o Deus de paz esmague” — as versões da Vulgata Latina, Siríaca e Etíope, e a Alexandrina.

“Que Deus esmague!”

Paulo deseja que a vitória seja brevemente/rapidamente obtida contra os que causavam divisões.

“Que Deus esmague!”

Uma oração antecipada de triunfo que o crente faz de punho fechado; nada parecido com uma volta de Jesus em 70 dC para esmagar o diabo.

Outros manuscritos, como os nossos, leem (“Em breve esmagará Satanás sob seus pés”) como uma promessa ou expressão da fé e esperança do apóstolo neste assunto, que ele menciona para encorajar os membros desta igreja a estarem em guarda contra esses falsos mestres; em pouco tempo eles poderiam ter certeza da vitória sobre Satanás e seus emissários.

Paulo não se refere à vinda de Jesus em um curto espaço de tempo. Mas, a esperança do Apóstolo é crer que ele deveria ser um instrumento para ajudar a esmagar esses homens de que Satanás fez uso, para suprimir as contendas que eles levantaram e pôr fim as divisões que fizeram, e sob a influência e com a ajuda do Deus da paz, restaurar os irmãos à sua antiga paz e tranquilidade.

6) Jerusalém invadida depois de 70 dC!

Conforme o Preterismo Completo, vários eventos escatológicos significativos ocorreram por volta do ano 70. A segunda vinda de Cristo e todos os eventos escatológicos relacionados com sua vinda, incluindo a ressurreição geral e o Juízo Final, ocorreram por volta de 70, afirmam. Além disso, Satanás e a morte foram destruídos em 70.

Segundo a tese básica do Preterismo, todas as profecias escatológicas do Novo Testamento foram cumpridas em 70. Elas tinham que ser cumpridas, de acordo com eles; do contrário, Jesus estava errado.

Mas o que aconteceu em 70 e qual é o seu significado para a escatologia do Novo Testamento? Em 70, o exército romano invadiu Israel em resposta à revolta judaica; eles destruíram Jerusalém e o templo.

Este foi um evento que abalou muitos. Mas foi tal evento único na história dos judeus? Não! Jerusalém e o templo já haviam sido destruídos antes, pelos babilônios em 586 a.C. Outras nações e exércitos também invadiram Israel durante sua história. Além disso, embora 70 dC tenha testemunhado a destruição de Jerusalém e do templo, esses eventos não foram o fim, como ensina o Preterismo. Esses eventos não sinalizaram o fim dos judeus naquela região. Os rebeldes judeus em Massada resistiram até 73. No entanto, Adriano, o imperador romano em 118 dC, permitiu que os judeus retornassem a Jerusalém.

O imperador Adriano até concedeu aos judeus permissão para reconstruir seu templo. A situação se deteriorou, e a rebelião de Bar Koba em 132 conseguiu expulsar temporariamente os romanos de Jerusalém e de grande parte de Israel.

Os romanos não sufocaram completamente essa revolta até 135 dC. A destruição de Jerusalém e do templo em 70 é significativa porque Jesus profetizou que isso aconteceria. O cumprimento de sua profecia foi mais uma vindicação de sua afirmação de ser o Messias. Como os muitos sinais anteriores, o julgamento que caiu sobre Israel em 70 demonstrou que Jesus ascendeu à destra do Pai, recebeu o reino e foi declarado Cristo e Senhor. No entanto, em vez de julgar e derrubar os inimigos de Israel imediatamente, a primeira nação a ser julgada sob o reinado do Messias foi o próprio Israel. Jesus predisse que Jerusalém e o templo seriam destruídos, e muitos acreditam que ele disse que essas coisas aconteceriam por volta dos 70, mas Jesus não previu definitivamente que sua segunda vinda ocorreria naquela época.

O ponto de viragem da história redentora ocorreu com a morte e ressurreição de Jesus por volta do ano 33 dC. Os eventos de 70 foram repercussões do que aconteceu no ponto de viragem da história da redenção em 33 dC, mas não foi o ponto de viragem em si. Se os eventos de 70 foram o ponto de inflexão que os preteristas insistem que foram, então os eventos históricos que ocorreram entre 70 e 135 são simplesmente inexplicáveis: Jerusalém continuava habitada e 500 mil judeus foram dizimados pelo exército de Adriano!

7) Cristo não é mentiroso

ANTES de citar (“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram” – Mateus 24:34), Jesus disse várias coisas que não poderiam ter se cumprido em 70 dC

a) “E se aqueles dias (de 70 dC?) não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias” Mateus 24:22

Veja que “os dias abreviados” estão em conexão com os escolhidos. Ou seja, os escolhidos fazem parte da cena: “se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria”.

Em que tempo aqueles dias de destruição em Jerusalém foram abreviados? Que escolhidos são esses se a Igreja havia escapado de Jerusalém quatro anos antes?

b) “E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem” Lucas 21:24

Os judeus foram levados cativos para todas as nações logo após 70 dC – essa é a informação padrão. No entanto, o tópico anterior mostra Jerusalém sendo invadida novamente pelo General Adriano 60 anos após a queima do templo. Os preteristas precisam responder o seguinte questionamento: o que mais de 500 mil judeus estavam fazendo em Jerusalém em 135 dC?

c) “E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas” Lucas 21:25

Angústia das nações devido à guerra entre Jerusalém e Roma?! Nem os preteristas podem explicar esse impasse!

d) “Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima” Lucas 21:28

Estava para vir uma mega invasão em Jerusalém, mas Jesus lhes promete redenção? Quando houve um tempo de redenção cumprido dentro daquela geração? Em outras palavras: após a destruição de Jerusalém teve início a mais sangrenta e terrível perseguição aos cristãos pelo império romano até perto do terceiro século.

e) “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome” Mateus 24:9

O discurso no Monte das Oliveiras foi dado — em particular — para quatro discípulos. É o que diz Marcos: “Depois estando ele sentado no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, Tiago, João e André perguntaram-lhe em particular…” Marcos 13:3

Estes quatro discípulos foram odiados por todas as nações!!!

Somente os preteristas podem explicar tal aberração.

f) “Então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória. E logo enviará os seus anjos, e ajuntará os seus eleitos, desde os quatro ventos, desde a extremidade da terra até a extremidade do céu” Marcos 13:26-27

Quando se deu a reunião dos escolhidos em 70 dC?

Agora observe as palavras de Jesus no mesmo sermão: “Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas” Lucas 21:22

Quando Jesus disse estas palavras o Apocalipse não havia sido escrito!!!

As coisas escritas, que deveriam se cumprir, estão em qual livro?

8) “… Mas ainda não é o fim

O que lhes digo sobre catástrofes, sinais no sol, terremotos, guerras e nações se levantando contra nações, não e o fim” (Jesus, em Mateus capítulo 24). Não foi o fim de Jerusalém e nem o fim do mundo judaico, mas sinais que antecedem à sua vinda, que ainda não ocorreu.

Através de suas parábolas e outros ensinamentos, Jesus havia falado várias vezes sobre sua partida e seu retorno na glória, o que traria o clímax da era, o triunfo de seu reino e o julgamento final. Seus discípulos aparentemente relacionaram esses eventos com a predita destruição de Jerusalém. Portanto, quando Jesus falou sobre a destruição do templo, seus discípulos imediatamente conectaram isso com o retorno do Messias e o fim dos tempos. Eles lhe perguntaram quais eventos significativos ocorreriam antes desses grandes eventos finais (Mateus 24: 1-3 ; Lucas 21: 5-7).

Em resposta, Jesus disse-lhes que a destruição de Jerusalém e de seu templo não estava necessariamente ligada ao retorno do Messias ou ao fim dos tempos. Eles não deviam acreditar nos rumores que ouviriam ocasionalmente de que o Messias havia retornado, pois sempre haveria falsos profetas que tentariam atrair seguidores para si mesmos. Nem deviam pensar que todas as guerras, fome, terremotos ou pragas eram sinais seguros de que o fim estava próximo (Mateus 24: 4-8 ; Lucas 21: 8-11).

O fim não viria até que o Evangelho fosse espalhado por todo o mundo, e esse objetivo seria alcançado somente após muita oposição. Os servos de Deus seriam perseguidos por inimigos e traídos por amigos; muitos seriam mortos.

Somente por amor e fé inabalável em Deus os sobreviventes conseguiriam suportar suas provações. Mesmo que seus sofrimentos resultassem em morte, Deus os preservaria para seu reino celestial (Mateus 24: 9-14 ; Lucas 21: 12-19).

Uma situação semelhante é encontrada em Atos 1, quando os discípulos associam a promessa da vinda do Espírito Santo com a restauração do reino de Israel. Sua doutrina não era incorreta; sua cronologia da vinda do reino de Israel era desinformada. Portanto, aqui o Senhor os advertiu para não serem desencaminhados por falsos messias e guerras; esse não é o fim (24: 1-6). Mesmo a destruição de Jerusalém não precedeu necessariamente a vinda do Messias. Deve-se notar que todos os três registros do discurso do Monte das Oliveiras começam com a advertência do Senhor aos discípulos para não serem confundidos por falsos mestres e rumores de guerras (cf. Mat. 24: 4-6; Marcos 13: 5-7; Lucas 21: 8 -9).

Em resumo, o Senhor não nega a sequência profética de Zacarias 14 ; Ele simplesmente avisa os discípulos para não se confundirem.

9) “Não vos importa saber as estações

Em Lucas 21, Jesus descreve em grandes detalhes a vindoura destruição de Jerusalém, que ocorreu em 70 dC (Lucas 21: 20-24). Ele, então, passa a falar de outros sinais que aconteceriam “até que os tempos dos gentios se cumpram.” Os sinais incluem eventos com o sol, com a lua, as estrelas, angústia das nações, estranhos acontecimentos no oceano, os poderes do céu sendo abalados e os corações dos homens desfalecendo de terror (Lucas 21: 25-26).

No versículo 27, Jesus continua dizendo que, então, eles verão o Filho do Homem vindo em uma nuvem com poder e grande glória. No versículo 32, Jesus conclui que “esta geração não passará até que tudo seja cumprido”.

Na visão preterista, todos esses eventos ocorreram por volta de 70 dC. Os preteristas acreditam que a destruição de Jerusalém e a vinda do Senhor com todos os sinais que a acompanham ocorreram no céu e na terra. Eles dizem que Jesus estava falando para a geração de ouvintes de seus dias e que suas observações eram relevantes apenas para essa geração.

Por que, então, Lucas registra as seguintes palavras de Jesus em Atos 1:6-8?

Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel?

Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade.

Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra

Depois do discurso de Jesus em Lucas 21, descrevendo em detalhes os tempos e as estações de Seu retorno, os discípulos perguntaram a Jesus após Sua ressurreição se Ele estava prestes a restaurar o Reino a Israel. Eles não estavam prestando atenção?

Na visão preterista, Jesus deu uma explicação detalhada sobre a destruição de Jerusalém e Seu retorno e declarou que isso aconteceria “nesta geração”. Por que, então, eles pediriam novamente pelos sinais do Reino que viria?

A resposta de Jesus é interessante: “A vós não vos compete saber os tempos ou as estações …”. Esta resposta é totalmente inconsistente com a visão preterista. Na visão preterista, Jesus fez muito para explicar os tempos e as estações em Lucas 21. Ele lhes disse que todos aqueles sinais aconteceriam ‘nesta geração’. Agora, ele declara que não cabe a eles saber os tempos e a época de Seu retorno.

A visão preterista insiste que os sinais foram cumpridos e envolveram à “geração” que estava ouvindo Jesus falar. No entanto, Jesus explicou em Atos 1 que seus discípulos não precisavam saber sobre as coisas que o Pai havia colocado em Sua própria autoridade. Ele já não havia explicado isso a eles em detalhes? Ou, talvez, sua descrição dos eventos após os tempos dos gentios foi destinada a uma geração diferente?

Alguém está confuso aqui! Acredito serem os preteristas!

10) O Simbolismo absurdo dos Preteristas

Posso concordar que o Livro de Apocalipse é relativamente simbólico em comparação com a maior parte do restante das Escrituras. Porém, muitos símbolos se transformam em eventos históricos, o que os preteristas negam em várias passagens.

O Apocalipse foi escrito para “sete igrejas na Ásia” (1: 4) sobre coisas que “devem acontecer” (1: 1). Falamos de igrejas históricas às quais este livro foi dirigido. Não ignore o detalhe de suma importância; o Livro fala sobre “coisas que devem acontecer”. Isso não pode ficar no campo do simbolismo — da interpretação figurativa.

Observe que há avisos para os leitores — por exemplo, 2:16; 3: 10-11; 22: 6, 7, 12, 20.

Apocalipse é antes de mais nada uma profecia (1: 3). As coisas que aconteceram — e acontecerão — foram/são eventos literais.

As profecias — por obrigação escatológica — precisam de cumprimento, mas cumpridas em um sentido literal, físico e terreno, no passado, presente ou futuro. Interpretar as porções escatológicas da Bíblia de um modo histórico não é errado.

A visão espiritual/simbólica preterista não permite nenhum significado concreto para as figuras que emprega. Conforme o ponto de vista preterista muitos símbolos não podem ser transformados em eventos e pessoas, como sustenta a visão historicista; eles acreditam que eles são apenas símbolos abstratos do bem e do mal.

O que eles realmente afirmam é que os símbolos podem estar ligados a qualquer época, mas não representam eventos. Eles estão insinuando que os símbolos falam de conflitos que permanecem invisíveis; ou seja: para esses conflitos simbólicos nunca haverá uma consumação no processo histórico!

O Apocalipse pode significar qualquer coisa, ou nada, de acordo com o capricho da interpretação preterista.

11) Visitas para João — entrando e saindo de Patmos

Praticamente todos os estudiosos das Escrituras datam as epístolas de João depois da destruição de Jerusalém — geralmente de 85 a 90 dC.

Do que sabemos sobre a vida de João, da “velhice” sugerida pelo autor e dos tipos de problemas tratados, essas epístolas foram claramente escritas após 70 dC. Muito tempo após 70 dC, mas não antes. Não poderia ter sido antes em tempo algum, pois o escritor se identifica como o ancião. Seja qual for esse João, ele não era um ancião antes de 70 dC. Se ele se identifica como o ancião na Segunda Epístola (2 João 1:1), evidentemente era o mesmo ancião das outras duas.

Outro detalhe importantíssimo é que ele nem mesmo poderia ter escrito estas epístolas do cativeiro, tenha sido esse cativeiro antes de 70 dC ou na época de Domiciano, entre 82 a 96 dC. E se os preteristas mudarem de ideia alegando que João pode ter escrito depois da destruição de Jerusalém, mas antes do tempo de Domiciano, então eles vão auto se destruir, pois João diz em sua carta que Jesus não voltou em 70 dC: “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda” (1 João 2:28).

Ele também diz na carta que esperava ver alguns irmãos em breve, e parece enviar saudações de pessoas que estão com ele: “Embora tenha eu muitas coisas para vos escrever, não o quis fazer com papel e tinta; mas espero visitar-vos e falar face a face, para que o nosso gozo seja completo. Saúdam-te os filhos de tua irmã, a eleita”.

Ele está enviando saudações de outras pessoas que estavam presos com ele em Patmos e disse aos destinatários da carta que iria visitá-los? Impossível!

Na terceira carta ele diz que alguns irmãos foram até ele para dar-lhe informações sobre Gaio. João podia estar em qualquer lugar, menos em Patmos: “O ancião ao amado Gaio, a quem eu amo em verdade. Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à tua alma. Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade” (3 João 1:1-3).

João se alegrou quando alguns irmãos foram visitá-lo em Patmos !!!

Ainda na terceira carta ele diz que verá Gaio em breve. Ele sabia quando sairia de Patmos ou escreveu depois do cativeiro?

Tinha eu muitas coisas que te escrever, mas não o quero fazer com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face”. (3 João 13-14).

E se ele escreveu todas as três cartas algumas décadas depois da destruição de Jerusalém o que faremos com esse versículo?

E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, QUANDO ELE SE MANIFESTAR, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na SUA VINDA” (1 João 2:28).

Nesta passagem, João ainda fala da vinda de Cristo como futura: “Quando ele se manifestar … na sua Vinda”. Portanto, para João, a vinda de Cristo ainda era futura e quando acontecesse os cristãos seriam como Jesus. Esta é uma forte evidência de que a segunda vinda não ocorreu em 70 dC.

12) Fujam para os montes!

Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.

Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; os que estiverem dentro da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela” (Lucas 21:20-21).

“Ora, quando vós virdes a abominação da desolação estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes” (Marcos 13:14).

Primeiro Jesus diz para ‘seus discípulos’, “quando virdes Jerusalém cercada de exércitosfujam para os montes”.

Como isso seria possível se estavam cercados pelo exército inimigo? Além disso, a fuga de Jerusalém durante o cerco significaria correr para as mãos do exército romano.

Em Marcos, Jesus diz: “quando virdes a abominação da desolação estar onde não deve estar … então os que estiverem na Judéia fujam para os montes”.

Prestem atenção; são duas situações distintas. Em Lucas, os que devem fugir para os montes estão dentro de Jerusalém — cercados por um exército!

Marcos, porém, se estende por toda a Judéia, não apenas Jerusalém: “… os que estiverem na Judéia fujam para os montes”.

Há várias armadilhas com a interpretação preterista desse contexto. Isso dificilmente deve ser tomado como uma referência aos eventos de 66-70 dC. Para começar, Tito e suas legiões estavam ocupando o Monte das Oliveiras e o Monte Scopus, as duas colinas mais altas com vista para Jerusalém; fugir para as colinas significaria rendição e/ou morte. Por outro lado, quando os romanos tomaram o santuário em si, era tarde demais para fazer qualquer coisa sobre fuga. Em terceiro lugar, a tradição dos cristãos de sair de Jerusalém e ir para Pella dificilmente conta como fugir “para as colinas”; para chegar a Pella, eles teriam que descer 3.000 pés até o vale do Jordão e, em seguida, viajar para o norte por cerca de trinta milhas (a própria Pella fica a cerca de três milhas a leste do Jordão e vinte milhas ao sul do mar da Galiléia). Ninguém em sã consciência descreveria um vôo para Pela como “para as colinas” (Jesus e a Vitória de Deus, p. 353).

Para que você entenda a dimensão do problema preterista, eu vou resumir em outras palavras o que escrevi nesse pequeno tópico: O lento progresso [vários anos] do exército romano em se aproximar de Jerusalém não se enquadra, bem com a urgência da ordem de Jesus (Mateus 24: 16-20) para os cristãos fugirem e não reunir seus pertences de suas casas.

O sinal para os cristãos fugirem seria quando a abominação da desolação, estabelecida no templo — “estar onde não deveria”. No momento em que Tito estava no santuário, não havia mais nenhuma oportunidade realista para os cristãos fugirem para as montanhas.

Isso não é assunto para ser sanado aqui, mas é uma tarefa que exige muita pesquisa e paciência.

Jesus não estava errado em sua profecia. Possivelmente o cumprimento de suas palavras podem nos levar em outra direção.

Tentarei solucionar o problema em artigo posterior.

13) A Terça parte dos homens será dizimada!

Apocalipse 9:18 nos diz: “Por estes três foi a TERCEIRA PARTE dos homens mortos, pelo fogo, e pela fumaça, e pelo enxofre, que saía de suas bocas. Isso pode se referir a desastres naturais ou guerra mundial. Em nenhum momento da história registrada um terço da população do mundo foi destruída!”

De acordo com dados do portal World O’meter, a população total do mundo é atualmente de (11/10/21) 7.8 bilhões de habitantes. Isso significaria a morte de mais de dois bilhões de pessoas! Que terrível tribulação futura aguarda o mundo, quando Deus derramar Sua ira sobre os ímpios!

Jesus profetizou que “a menos que aqueles dias tivessem sido abreviados, nenhuma vida teria sido salva” (Mt 24:22) indicando que o destino de toda a humanidade estará em jogo. Isso dificilmente foi o caso em 70 dC.

Jesus comparou a destruição profetizada que ocorreria com a do tempo de Noé (Mt 24: 37-39) que abrangia toda a população mundial da época. Na verdade, a destruição seria pior que na época de Noé. O evento de 70 dC não se compara de forma alguma com aquele grande dilúvio.

Graças a Deus ele salvará seu povo disso, assim como resgatou Noé e sua família.

14) O General Tito fez guerra aos santos em 70 dC?!

A interpretação extremamente equivocada do Apocalipse feita pelo Preterismo tem ridicularizado sua própria doutrina. Eles causaram um enorme estrago na própria casa com sua alegação de que o Livro é um manual da guerra entre Jerusalém e Roma.

O assunto desse pequeno tópico já foi discutido em outra seção de Contradições do Preterismo. No entanto, eu torno a repetir aqui para que você caro leitor, não esqueça de como o Preterismo ridiculariza sua própria doutrina.

Em Apocalipse 12:17 e 13:7, o dragão e a besta fazem guerra aos santos (12:17), “aqueles que guardam os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo”; a besta, que o Preterismo alega ser Roma, e o dragão, os vence. No entanto, a guerra judaica de 66-70 dC foi contra os judeus rebeldes, não os crentes em Cristo. A história nos diz que aqueles que estavam em Cristo saíram de Jerusalém antes que os romanos a cercassem completamente com os “judeus incrédulos”. Os seguidores de Cristo fugiram para uma cidade chamada Pella, na Palestina.

Essas passagens mostram outra contradição clara dos preteristas, pois afirmam que isso é um dos quadros da guerra em Jerusalém, quando foi invadida pelo exército romano.

15) Julgamento em 70 dC ou na morte?

Os preteristas completos precisam, urgentemente, começar a ver que o argumento de que o julgamento ocorreu em 70 dC é uma farsa. Farsa porque eles incluem nesse julgamento pessoas vivas e mortas.

Você não pode ter todas as pessoas que morreram até 70 dC, julgadas em 70 dC, e então ter todos aqueles que viveram, julgados novamente quando morrerem!

O Preterismo insiste na tese de que quando o templo em Jerusalém foi demolido, tudo acabou; para eles foi o dia do julgamento. Mas, quando o julgamento ocorre? É quando o templo é demolido ou depois que as pessoas morrem? Quando os crentes recebem a coroa da vida? Em 70 dC ou depois da ressurreição?

Se o julgamento preterista determinou o destino eterno (o que não fez), então todos os incrédulos, vivos ou mortos, foram enviados para o inferno ou aniquilados no final dos tempos. Está confuso? É isso mesmo: os preteristas entendem que o julgamento em 70 dC foi para todos, os vivos e os mortos de todos os tempos. Quem ainda não nasceu, já foi julgado em 70 dC!

Julgamento é aplicado somente após a morte!

Você não pode ter o julgamento acontecendo duas vezes para as mesmas pessoas!!!

O Preterismo é terrivelmente confuso e diabólico!

16) Como os pensamentos/segredos interiores foram julgados em 70 dC?

“… no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho” Romanos 2:16.

A Escritura diz que as coisas ocultas seriam julgadas, os pensamentos íntimos seriam julgados, o mundo seria julgado. Como isso foi possível por meio da destruição de um templo e uma cidade? E o mais importante, como podemos nós, que vivemos além do “fim dos tempos” (supostamente), sermos julgados conforme o julgamento que veio na Parusia imaginária preterista de 70 dC?

A suposição preterista tenta nos levar ao engano; eles insinuam que, cronologicamente, todo homem vivo ou morto, ou ainda por nascer, foi julgado em 70 dC – esse julgamento foi aplicado naquela época para sempre!

Isso é uma tragédia! Os efeitos desse julgamento não serão mais sentidos ao longo do tempo; além disso, o noviço no preterismo não terá mais noção cronológica dos eventos das coisas terrenas e celestiais. O preterista insinua que as pessoas não são mais julgadas por não obedecerem ao evangelho. O que eles querem provar é que o julgamento de todos os homens ocorreu em 70 dC através de um evento natural e temporal. Nesse caso, o julgamento também é temporal. Somos julgados por quebrar espiritualmente nossa aliança com o Senhor por não crer que a destruição de Jerusalém foi o ponto principal!

Não é esse o julgamento a que Paulo está se referindo. Ele disse que “… quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder, quando naquele dia ele vier para ser glorificado nos seus santos e para ser admirado em todos os que tiverem crido, porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós” (2 Tessalonicenses 1:7-10).

Isso não pode estar se referindo ao julgamento que sobreveio aos judeus na destruição de Jerusalém!

De que maneira os incrédulos foram julgados e quando os crentes foram recompensados em 70 dC? Além disso, devemos notar que Paulo escreve para uma igreja composta de gentios, não de judeus. E mais ainda: Tessalônica ficava muito distante da Judeia e não poderia ser atingida pelos infortúnios causados por um exército pagão e uma suposta vinda invisível de Jesus.

Eu realmente não sei como o preterista pode assumir que o julgamento de “todos os homens” encontra seu ponto focal em 70 dC; visto que “todo homem” passa por julgamento, “todo homem” também faz parte da colheita (Mat 13:38-43;47-50). Assumir que isso ocorreu de forma simbólica em 70 é uma suposição que não é bíblica.

Em Mateus 16:27 Jesus disse que viria na glória de seu pai, com seus anjos, para julgar a cada homem. A resposta normal para isso é que, “obviamente”, deve estar falando do fim dos tempos. Jesus não veio e julgou todos os homens em 70 dC.

Em Apocalipse 21:12, Jesus citou as mesmas palavras que havia pronunciado cerca de trinta anos antes: “Eis que cedo venho, e a minha recompensa está comigo para dar a cada um segundo as suas obras”.

O preterista alega que isso aconteceu na vinda dele sobre Jerusalém!

Apocalipse está falando de um “julgamento de todos”; o mesmo “julgamento de todos” em Mateus – o assunto é o mesmo. O que vemos é um padrão de consistência. Das palavras de Jesus em Mateus 16:27 até suas palavras no Apocalipse, há a predição do julgamento de todos, não somente dos judeus em 70 dC.

Como o livro de Apocalipse foi escrito depois de 70 dC, então esse julgamento não pode, de forma alguma, ser uma referência aos judeus rebeldes que pereceram com a destruição de Jerusalém.

Para o preterista não importa; ele discutirá até ficar com o rosto azul, e ainda não poderá enxergar. Ele vê um único julgamento geracional ligado à destruição de Jerusalém, em vez de ver a geração incrédula que não obedece ao evangelho que afeta todas as gerações. A geração incrédula, ou a era presente, está caracterizando aqueles que falham em se revestir do novo homem e estão fora de Cristo.

A verdade é patente; Deus não mudou a forma como o homem era julgado em 70 dC, ou antes — o homem sempre foi julgado pelo coração. E continua sendo examinado até o julgamento do grande dia.

O plano redentor de Deus se completará com a vinda do Senhor, a ressurreição dos mortos e o julgamento final. Os eventos não podem ser diminuídos, ou cancelados, devido a loucura preterista.

Está claro para mim que o ano 70 dC não teve nenhum efeito abrangente na reconciliação do mundo com Deus — e é aqui que os preteristas erram. Eles não fazem distinção entre salvação e redenção. Por exemplo, o sacrifício de Cristo já foi pago uma vez por todas para todos. Como resultado, todos são chamados para serem redimidos, mas nem todos aceitam a realidade da redenção. Hebreus 9:28 deixa isso claro: “… Cristo, tendo sido oferecido uma vez para levar os pecados de muitos, aparecerá uma segunda vez para a salvação sem referência ao pecado, para aqueles que O aguardam ansiosamente”.

Na mente do autor de Hebreus, Cristo redimiu o mundo (para eliminar o pecado) e aparecerá uma segunda vez para trazer a salvação para aqueles que O aguardam ansiosamente.

17) Ressuscitados antes de 70 dC!

Toda a teologia do Preterismo Completo permanece ou cai em sua interpretação da ressurreição. Os preteristas completos ensinam que a segunda vinda de Jesus aconteceu em 70 dC. Eles também alegam que a ressurreição dos santos, exposta por Paulo em 1 Coríntios 15, ocorreu naquela época. Eles afirmam que essa ressurreição foi “espiritual” e não física; e quando esta ressurreição espiritual aconteceu, os novos céus e a nova terra passaram a existir. Eles afirmam que os novos céus e a nova terra são a Nova Aliança que foi inaugurada em 70 dC.

É impossível interpretar a visão de Paulo da ressurreição em 1 Coríntios 15 como uma futura ressurreição “espiritual” se você estiver familiarizado com sua teologia em outras partes.

Paulo, que morreu antes da destruição de Jerusalém, ensinou claramente que os crentes já haviam ressuscitado “espiritualmente” dos mortos. Ele acreditava que uma pessoa ressuscitava com Cristo no momento em que cria no Evangelho.

Paulo diz o seguinte aos Efésios: “estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus” (Efésios 2:5,6). Observem bem o que Paulo fala ainda em vida: “Cristo … nos ressuscitou juntamente com ele”.

Aos Colossenses ele diz: “no qual também fostes circuncidados com a circuncisão não feita por mãos no despojar do corpo da carne, a saber, a circuncisão de Cristo;

tendo sido sepultados com ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos;

e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos” (Colossenses 2:11-13).

Paulo continua dizendo aos Colossenses o seguinte: “Se, pois, fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus.

Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3:1-4).

Em 1 Coríntios 15, Paulo começa o capítulo com a morte, sepultamento e ressurreição de Jesus e, ao longo do capítulo 15, ele fala sobre a ressurreição dos santos com a ressurreição corporal de Cristo como fundamento.

Quando Paulo diz: “isto que é mortal deve revestir-se de imortalidade”, ele está se referindo a nossos corpos.

Aqueles que creram no Evangelho após a ressurreição de Jesus (não em 70 dC) foram espiritualmente ressuscitados dos mortos com Cristo, pela fé. Devido a sua fé em Jesus, que venceu a morte, eles se tornaram herdeiros da esperança da ressurreição que ainda ocorrerá na Segunda vinda de Jesus.

A ressurreição que virá é a ressurreição do corpo. Paulo diz aos crentes em Éfeso, que quando eles creram no Evangelho, eles foram selados com o Espírito Santo da promessa, o penhor de nossa herança até a redenção da possessão adquirida, a redenção do nosso corpo: “no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória” (Efésios 1:13-14). Compare com Romanos 8:23: “… nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”.

18) Brado… voz… som de trombeta, simbólicos?

Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Ts 4:16).

A história humana, como a conhecemos, tem um fim. E para aqueles que entendem que algo extraordinário ocorreu nos tempos, ou mesmo na vida cotidiana de cada ser humano após o ano 70 dC, podem acreditar, sem temor, que as estações continuam iguais desde a destruição de Jerusalém até o dia em que Jesus retornar fisicamente em glória.

Como o preterista completo equivocadamente une à vinda de Cristo para destruir Jerusalém com a segunda vinda corporal no final da história, eles tentaram espiritualizar a ressurreição dos santos mortos, arrebatamento dos crentes vivos e a descida corporal de Cristo para encontrar os santos nos ares.

Essa ginástica exegética seria divertida se não prejudicasse espiritualmente os seguidores do preterismo completo.

Observe que existem três atos audíveis que coincidem com a descida corporal de Cristo. “Porque o Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus”.

Esta declaração nos diz que os eventos da segunda vinda são inspiradores e de natureza pública. Embora toques de trombeta possam ser usados de maneira simbólica (por exemplo, um grande toque de trombeta acompanha o envio de mensageiros de Cristo para ir às nações para pregar o evangelho e reunir os eleitos — Mateus 24:31) temos todos os motivos para acreditar que esses eventos são literais. Esta ‘voz’, ‘o grito’, o ‘som de trombeta’ significa algo mais do que a mera manifestação de poder — é para ressuscitar os mortos; haverá um audível e poderoso som.

Em Êxodo 19, quando Deus desceu sobre a montanha em fogo, o povo ouviu o toque da trombeta que soou por muito tempo e ficou cada vez mais alto (v. 19). Esta passagem refuta a teoria do arrebatamento secreto dispensacional, bem como toda a doutrina preterista de uma segunda — clandestina, inaudível e indiscernível – vinda de Cristo. No julgamento da vinda em 66 – 70 dC Jesus nunca é visto ou ouvido.

Conforme o preterista completo, foi um evento espiritual, e que, tanto a igreja quanto os pagãos ficaram completamente inconscientes. Na verdade, nenhum cristão professo estava ciente disso até o século XIX, quando toda a heresia preterista foi inventada.

A descida de Cristo do céu começa com um grito. A palavra “gritar” (keleusma), que ocorre apenas aqui no Novo Testamento, é usada para emitir ordens como um comando militar, o grito de um condutor de carruagem para seus cavalos, o comando de um caçador para seus cães, ou o grito de um capitão para seus remadores remarem. Uma tradução melhor seria, “o Senhor descerá com o grito de comando”. Quem é o primeiro a gritar ordens naquele grande dia? Neste contexto, é claramente o Senhor Jesus Cristo. Ao começar Sua descida do céu, ele ordena que os mortos se levantem de seus túmulos. Nosso Senhor falou sobre isso quando disse: “todos os que estão nas sepulturas ouvirão a sua voz” (João 5:28). O comando, portanto, é definitivamente seu, procedendo de seus lábios. Não é um comando para ele, mas uma ordem dada por ele.

Saindo do paraíso ele pronuncia sua voz, e imediatamente as almas dos redimidos também partem, e são rapidamente reunidas com seus corpos, os quais, assim restaurados à vida, surgem gloriosamente.

Cristo, como um Rei vitorioso, dará a palavra de comando para reunir todos os santos ao Seu lado, e estar com Ele e admirá-lo em Seu ato final de redenção quando Ele triunfar completamente sobre o pecado, a morte e Satanás.

Acompanhando este grito autoritário está “a voz de um arcanjo”. O único arcanjo mencionado pelo nome nas Escrituras é Miguel (ver Judas 9; Ap 12: 7; Dan 10:13). Em Daniel 10:13 ele é chamado um dos príncipes-chefes. Portanto, há vários arcanjos que servem a Deus. As Escrituras indicam que existem diferentes categorias de anjos, e os arcanjos são provavelmente as principais autoridades dos exércitos angelicais. A Bíblia nos diz que Jesus virá com todos os santos anjos (Mt. 25:31). Pode ser que este arcanjo esteja convocando as poderosas hostes do céu para descer com o Salvador. Os anjos ministraram a Jesus durante Seu tempo de humilhação (Mt 4:11; Mc 1:13) e sempre assistem os pequeninos (Mt 18:10), portanto, é adequado que eles estejam presentes na segunda vinda e no julgamento final.

O grito de comando e a voz do arcanjo são acompanhados pelo som da Trombeta de Deus. O toque da trombeta nas Escrituras lembra uma série de eventos. As duas trombetas de prata tocadas pelos sacerdotes foram usadas para reunir o povo de Deus para a adoração (Números 10: 3), também ao soar do chamado para os israelitas começarem suas viagens (Números 10: 5-6), no soar do alarme para ir para a guerra (Números 10: 9) sendo soprados sobre os sacrifícios (Números 10:10; 2 Cr 29:28).

Trombetas foram tocadas para anunciar o ano do Jubileu, quando a terra foi liberada para que proprietários e escravos originais fossem libertados (Lv 25: 8-17). Tudo isso simbolizava a redenção e a liberdade concedida por Jesus Cristo. Nosso Senhor até disse que “o ano aceitável do Senhor” foi cumprido Nele (Lucas 4: 16-21; cf. Isa. 61: 1-3).

Paulo conecta o toque da trombeta com a ressurreição dos santos e a segunda vinda em 1 Co 15, 51-52: “Eis que vos digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas seremos transformados todos; num momento, num piscar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta vai soar, e os mortos em Cristo ressuscitarão incorruptíveis … “. Observe que o apóstolo a chama de última trombeta.

Com a segunda vinda, ressurreição corporal e julgamento final, o estado eterno começa e não há mais qualquer uso para o anúncio do julgamento ou a convocação de Deus para seus servos.

Após olhar para o uso da trombeta nas Escrituras, vemos por que ela é apropriada na segunda vinda de Cristo. Na verdade, é na segunda vinda, mais do que em qualquer outro evento, que podemos aplicar a maioria dessas associações de palavras.

A segunda vinda envolve: julgamento, ressurreição, reunião dos santos com Deus, a última realização da redenção. Nossos corpos são glorificados nesse momento e libertos, e a própria terra não mais estará sujeita a escravidão da queda. O eterno descanso e o Jubileu começam e toda a igreja é chamada para a adoração.

Que bendito toque de trombeta será este! Talvez seja por isso que a trombeta é especificamente chamada trombeta de Deus.

19) Paulo não recebeu sua coroa em 70 dC

Hebreus 9:28 nos diz especificamente que a “segunda vinda” de JESUS ainda não ocorreu: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hebreus 9:27,28).

O fato é que o escritor hebreu especificamente faz com que isso pareça pessoal para aqueles que esperam por ele. Não apenas os santos que viveram antes de 70 dC, mas todos os santos que morrem no Senhor. A palavra inclui todos, pois o Senhor ainda não veio.

Paulo também compara sua própria morte com a morte dos santos e inclui ele mesmo e todos com a vinda pessoal e individual de Cristo.

Em 2 Timóteo 4: 7-8, ele diz: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará NAQUELE DIA (Paulo morreu entre 67 e 68 dC. Ele não recebeu sua coroa em 70 dC); e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.

Inadmissível concluir que a esperança de Paulo e todos os cristãos daquela geração estivessem concentradas na destruição de Jerusalém e numa suposta vinda invisível de Jesus em 70 dC.

Paulo, com todos os cristãos mortos, antes e depois da destruição de Jerusalém, não receberam ainda suas coroas, como afirma um Preterista com toda convicção possível: “Sim, Paulo esperou apenas dois anos por sua coroa. ‘Foste executado em 68 dC, e teu Mestre veio com a destruição de Jerusalém, em 70 dC, e deu-te a tua coroa‘ (Charles Julius Guiteau. The Truth; a Companion to the Bible p. 30)”

Nada mais enganoso; Jesus não voltou em 70 dC!

Ambas as passagens provam que a Parusia do Senhor não pode ser diluída e diminuída em um evento histórico único como a invasão e destruição de Jerusalém.

20) Queaquele dia” (em 70 dC, para os preteristas) não vos apanhe de surpresa

O Preterismo é incorrigível e irritante; eles envolveram esse contexto na destruição de Jerusalém. Leia os versos curcundantes: “Olhai por vós mesmos; não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e aquele dia vos sobrevenha de improviso como um laço.

Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra.

Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem” (Lucas 21:34-36).

Aquele dia, segundo o Preterismo, é o dia da invasão em Jerusalém pelo exército romano. O problema é que o exército romano não veio de repente (como um laço, uma armadilha). Além disso, o texto posterior diz que aquele dia vem sobre “todos os que habitam na face da terra”, ou seja, de todo o planeta.

Infelizmente o preterista interpreta como terra de Jerusalém, o que deixa o verso dessa forma: “Porque há de vir sobre todos os que habitam na face da terra de Jerusalém”.

Mais um absurdo preterista!

As Contradições do Preterismo não tem fim…

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