Contradições do Preterismo VIII

Caro leitor, o Preterismo anda ao redor rugindo como um leão buscando alguém para devorar. Essa comparação terrível foi feita para que você tenha uma ideia de como a doutrina preterista é nociva a sua saúde espiritual.

Acredite no que vou lhe dizer: O preterismo é mais perigoso do que qualquer praga que tenha surgido entre os humanos até o presente momento. E fique atento: eles podem chegar à sua cidade a qualquer momento com seus famosos conferencistas. Fuja quando ver a seguinte propaganda:

 
Conferência Preterista. Não perca!
 Anunciando a Conferência Preterista de 2021. Diverta-se ao focar no Passado!
Turnê mundial!
 Esta será uma conferência sem os livros de história. Você verá um tipo novo de Preterismo; um novo show para sua diversão.
 Você ouvirá seus versos favoritos do Sermão do Monte e do livro do Apocalipse como nunca ouviu antes.
 A Bíblia diz que não há nada novo sob o sol, mas isso foi antes do Preterismo chegar à cidade.
 Se você tem coceira nos ouvidos e um coração endurecido, com certeza ficará atualizado com nossos palestrantes motivacionais. Nossa doutrina está cheia de homens renomados que podem citar a Bíblia melhor do que qualquer futurista.
 Estamos apresentando este ano um novo e melhorado tipo de cristianismo. Não mais daquele tipo de Cristianismo com visão de futuro.
 Alguns dos tópicos desta conferência incluem:
 – Como ter uma visão realmente consistente da Bíblia. Esta é uma visão consistente!
 – Como vender um livro apesar de usar a palavra Preterista em todas as páginas
 – Como saber que você foi salvo em 70 dC
 – Como saber que os cristãos foram arrebatados em 70 dC
 – Como dizer a palavra Preterista e fazer as pessoas gostarem de você
 – Saiba porque era tudo invisível
 – Como participar de uma corrida olhando para trás
 – O que termina e começa em 70 dC
 – O que a igreja primitiva deve ter perdido
 – Uma nova definição para Sola Scriptura. Um nome: Josefo!
 – Descubra porque a Lei não foi removida na cruz, mas em 70 dC
 – O que significa literalmente figurativo…
 e muitos mais …
 Esta é uma conferência que você não quer perder. Será uma piada real. Você não pode perder esta festa.
 Ou estamos certos, ou Deus é um mentiroso. Funciona sempre. Por isso podemos parafrasear como Paulo: “lembrando-me das coisas que para trás ficam!”
 Inscreva-se hoje! Esta conferência será gratuita.
 

 

Esse é o Preterismo; um dilúvio de heresias que está inundando todas as nossas congregações!

Como dito anteriormente nas seções anteriores de Contradições do Preterismo, os preteristas ensinam  que a segunda vinda de Cristo, a ressurreição, o julgamento final, e a destruição dos céus e da terra aconteceram espiritualmente em, ou por volta de, 70 dC. 

Eles admitem que não há evidências de que essas coisas realmente aconteceram em 70 AD. Portanto, eles devem espiritualizá-las. 

O Preterismo espera que Tácito, ou Suetônio, ou Josefo, ou qualquer outro historiador, relate “que houve sinais no céu, na lua e nas estrelas, que o Filho do homem foi visto vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória; que Ele convocou as nações ao Seu tribunal, e recompensou cada homem de acordo com suas obras”. 

Um preterista radical, para defender o cumprimento espiritual e simbólico dessas coisas, disse: “Há uma região em que testemunhas e repórteres não podem entrar; carne e sangue não podem contemplar os mistérios do espiritual e imaterial” (James Stuart Russell, A Parusia, p. 112).

Pode-se dizer que não temos nenhuma evidência de tais fatos ocorridos como aqui descritos – o Senhor descendo com um grito, o soar da trombeta, a ressurreição dos mortos adormecidos, o arrebatamento dos santos vivos. Verdade; mas é certo que esses são fatos cognoscíveis pelos sentidos? Está o seu lugar na região do material e do visível? “(James Stuart Russell, A Parusia, p. 168)

Imagine você como a maioria dos cristãos ficaria chocada ao saber que o retorno de Cristo, a ressurreição dos mortos, o dia do juízo e os novos céus e nova terra ocorreram há quase 2000 anos? Isso é  fato para o Preterismo caro leitor. Mas não se assuste. Porém, esteja ciente: eles são viciados em fazer grandes estragos na fé de milhões de pessoas. A fé dos santos pode ser destruída pela mentira desses tagarelas profanos e vãos, como Himeneu e Fileto (2 Tm 2:17,18).

Desfrute das Contradições do Preterismo

1) Paulo, vivo ou morto!

Os preteristas leem este versículo pulando e  dançando de alegria: “Nós, os vivos, os que ficarmos até a vinda do Senhor, de modo algum procederemos os que dormem” (1 Tessalonicenses 4:15).

A alegação preterista é a seguinte: Paulo estava falando da vinda de Jesus em 70 dC; se ele e os Tessalonicenses estariam vivos para encontrar com o Senhor, então essa vinda seria em breve. Eles argumentam que Paulo acreditava que ele e outros escapariam da morte para testemunhar a Segunda Vinda, motivo pelo qual ensinam que a Parusia  ocorreu em 70 dC.

Existem inúmeros problemas com a interpretação de que Paulo estaria vivo para o encontro do Senhor em 70 dC. Primeiro, não apenas Paulo teria que estar vivo, mas também todos na igreja de Tessalônica para quem ele estava escrevendo (ele disse “nós” que estamos/estivermos vivos).

Se afirmamos dogmaticamente que Paulo experimentou a Parusia, então devemos afirmar dogmaticamente o mesmo para todos os seus leitores. Se um de seus leitores foi cortado pela morte antes da Parusia, então não poderíamos descartar a possibilidade de que o próprio Paulo (assim como todos os tessalonicenses) pudesse ter morrido antes do suposto advento preterista do Senhor. E é exatamente o que ele diz; nós encontramos o Apóstolo declarando que estaria morto para a volta de Cristo.

Veja os textos: “Ora, Deus não somente ressuscitou ao Senhor, mas também nos ressuscitará a nós pelo seu poder” 1 Coríntios 6:14.

Ele acrescenta em 2 Coríntios 4:14: “sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará a nós com Jesus, e nos apresentará convosco

Paulo não está dizendo aos tessalonicenses que cada um deles escaparia da morte para experimentar uma  vinda em 70 dC. Sua intenção não é declarar que ele estaria morto quando Cristo voltasse, mais do que ele estaria vivendo em seu retorno. Ele está apenas se identificando com o povo de Deus. Paulo, sem dúvida, tinha o conhecimento de que estaria morto, e que participaria da ressurreição após sua morte.

A razão de Paulo falar de si mesmo e deles (os tessalonicenses) como “vivos” é porque ele deve distinguir entre os vivos e os mortos. Seu objetivo é dar conforto aos vivos, não porque ele soubesse que os vivos estariam vivos quando Cristo voltasse, mas, porque os vivos precisavam saber que seus mortos seriam os “primeiros” beneficiários do Segundo Advento (1 Tes 4 : 16).

Tanto Paulo como Pedro esperavam pelas próprias mortes, confiando na futura vinda de Jesus (2 Timóteo 4:6-8; 2 Pedro 1:13-15). De fato, ele se coloca entre aqueles que experimentarão a morte: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho” Atos 20.28-29.

Isso tudo prova que Paulo não era um preterista; ele não esperava a vinda do Senhor em 70 dC!

2) Ressurreição espiritual?

Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos” (Apocalipse 20:4).

De acordo com os preteristas, a “primeira ressurreição” de Apocalipse 20: 4 deve ser interpretada espiritualmente, não literalmente, como o novo nascimento da regeneração que todo crente experimenta na conversão (Efésios 2: 1-6). No entanto, esta interpretação de Apocalipse 20 é impossível porque:

a) A razão contextual flagrantemente óbvia de que a ressurreição no v. 4 não pode ser a conversão espiritual da regeneração ou o novo nascimento, vergonhosamente ignorada pelos preteristas, é que aqueles que são ressuscitados foram martirizados por sua fé (v 4) .

b) A palavra “viveu”, no verso 4, é a mesma palavra grega (“ zao ” , isto é, veio à vida ) usada no verso 5 da segunda ressurreição e em Apocalipse 2: 8 da ressurreição corporal de Cristo.

Nada no contexto indica que as ressurreições nos v. 4 e 5 são diferem em caráter, uma espiritual e a outra corporal. O contexto infere que são ressurreições corporais, separadas umas das outras por 1000 anos.

3) Em 70 dC Deus esmagou Satanás!

Paulo, em 58 dC: “E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés…” Romanos 16:20.

Conclusão preterista: Jesus estava voltando breve. Ele esmagou Satanás em 70 dC!

Os hiper preteristas dizem que o Diabo foi lançado no lago de fogo em 70 dC (Apocalipse 20:10). Eles também afirmam que todo o mal hoje vem do pecado derivado de humanos operando sem influência do Diabo.

Daniel Harden, um hiper preterista, declarou: “Sim, o efeito do pecado humano é suficiente para explicar todas as expressões horríveis de maldade que vemos em nosso mundo hoje. Encontramos poucas desculpas para culpar Satanás pelo mal que nos cerca. Cristo amarrou o valente e saqueou sua casa” .

Isso significa que os cinco trilhões de testemunhos de que os exorcismos ocorreram, é falso. Os adoradores do diabo são falsos (rituais satânicos) e tudo que envolve ocultismo e feitiçaria, é falso. E quando as pessoas fazem pacto com satanás, é falso. Elas estão apenas sendo iludidas… por quem?

Eu duvido que Paulo estava apelando para a queda de construções e um Templo ao redor de Jerusalém como sendo aquilo  que traria libertação para a Igreja de Roma. Não seria a queda de um edifício em uma parte remota do mundo que traria a derrota de Satanás. Certamente o diabo não foi confinado em cadeias eternas em 70 dC.

A trajetória de Satanás após 58 dC

Paulo escreveu aos cristãos de Éfeso em 61 dC:  “nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência” Efésios 2:2

Não deis lugar ao diabo” Efésios 4:27

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes” Efésios 6 11-12

Tiago, em 62 dC: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós” Tiago 4:7

Pedro, em 65 dC:   “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” 1 Pedro 5:8

Depois da destruição de Jerusalém … Depois do governo do imperador Domiciano…

Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Apocalipse 2:10

Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” Apocalipse 2:13

Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão” Apocalipse 20:2,7

Satanás não estava apenas trabalhando na Judeia (ver Tiago 4: 7), não apenas na Acaia e na Macedônia (1 Tessalonicenses 2:18), mas também era muito ativo e agressivo na Ásia Menor (1 Pedro 5: 8; cf. 1 João 5:19).

A proposta preterista  não combina bem com a ideia de Satanás estar trancado a sete chaves em um poço sem fundo.

Como devemos, então, entender o texto de Romanos 16:20: “E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco?

Nesse contexto, “esmagar Satanás” é  uma referência especial às “divisões” (Romanos 16:17) pela qual a igreja de Roma corria o risco de ser perturbada.

Alguns manuscritos permitem que a leitura seja feita como se fosse um desejo ou oração:  “que o Deus de paz esmague” – as versões da Vulgata Latina, Siríaca e Etíope, e a Alexandrina.

“Que Deus esmague!”

Paulo deseja que a vitória seja brevemente/rapidamente obtida contra os que causavam divisões.

“Que Deus esmague!”

Uma oração antecipada de triunfo que o crente faz de punho fechado; nada parecido com uma volta de Jesus em 70 dC para esmagar o diabo.

Outros manuscritos, como os nossos, leem (“Em breve esmagará Satanás sob seus pés”) como uma promessa ou expressão da fé e esperança do apóstolo neste assunto,  que ele menciona para encorajar os membros desta igreja a estarem em guarda contra esses falsos mestres; em pouco tempo eles poderiam ter certeza da vitória sobre Satanás e seus emissários.

Paulo não se refere à  vinda de Jesus  em um curto espaço de tempo. Mas, a esperança do Apóstolo é  crer que ele deveria ser um instrumento para ajudar a esmagar esses homens de que Satanás fez uso, para suprimir as contendas que eles levantaram e pôr fim as divisões que fizeram, e sob a influência e com a ajuda do Deus da paz, restaurar os irmãos à sua antiga paz e tranquilidade.

4) Os últimos Dias

Os preteristas presumem que o último dia aconteceu em 70 dC. Eles não podem ver esta dispensação final do Novo Testamento como os últimos dias em sua totalidade.

Versos com as palavras últimos dias ou últimos tempos devem significar iminência para os preteristas. No entanto, há últimos dias por volta de 30 dC: Atos 2:17 ; I Pedro 1:20 ; Hb 9:26. Veja os textos:

E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos” Atos 2: 17.

De outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” Hebreus 9:26.

O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós” 1 Pedro 1:20.

Há últimos dias posteriores a 70 dC como em I João 2:18: “Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora“.

Havia últimos dias ainda futuros e eventos a serem cumpridos neles:

MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” 1 Timóteo 4:1.

SABE, porém, isto : que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” 2 Timóteo 3:1.

O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós, e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias” Tiago 5: 3.

Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo” 1 Pedro 1: 5.

Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências” 2 Pedro 3:3.

Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências” Judas 1:18.

Toda a era do Evangelho são os últimos dias, no sentido de que é a última dispensação (Gl 4: 4; Ef 1:10).

Comparados aos judeus de épocas anteriores, os confins do mundo são os últimos tempos da existência da Terra, não a geração que veria o fim do mundo (1 Co 10:11).

Compare o uso do Espírito para o dia da salvação. O dia da salvação que os preteristas dizem que aconteceu em 70 dC:

Porque diz: ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação” 2 Coríntios 6:2.

Portanto, como diz o Espírito Santo: se ouvirdes hoje a sua voz, antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado; enquanto se diz: hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação” Hebreus 3:7,13-15.

Determina outra vez um certo dia, hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” Hebreus 4: 7.

O preterismo remove toda dúvida ou “suspense” pelo tempo da vinda de Cristo, pois eles dizem que o NT deu inúmeros sinais de curto prazo e eventos pré-requisitados que não teriam deixado ninguém esperando ou surpreso.

Se isso for verdade, então como um homem poderia pensar que a vinda foi adiada, como em Mateus 24:48?

Se isso for verdade, então minimiza ou nega “na hora em que não pensais” (Mt 24:44).

Se isso for verdade, como os tempos e as estações podem estar no próprio poder do Pai (Atos 1: 7)?

Se isso for verdade, como Jesus Cristo pode surpreender os homens com perfeita prontidão (1 Ts 5: 1-2)?

O Preterismo é uma mentira!

5) Onde está a promessa da sua vinda?

Os preteristas zombam da repreensão de Paulo. Enquanto usam perto/breve/próximo onde quer que possam encontrá-los em  uma frase de efeito para a iminência do primeiro século, eles ignoram, rejeitam ou corrompem a advertência inspirada do Apóstolo e a prova de que a segunda vinda de Jesus Cristo definitivamente NÃO estava perto!

Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto.

 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição” 2 Tessalonicenses 2:1-3.

II Tessalonicenses 2: 1-3 é muito importante e deve fornecer óculos através dos quais se possa ler todas as outras profecias, sejam de Paulo ou de outros, que soem iminentes.

Os versículos de tempo preterista rejeitam o aviso de Deus sobre o próprio  tempo. Em um contexto sobre o tempo do retorno do Senhor, o Espírito Santo deu uma regra fundamental que os preteristas rejeitam:  O tempo de Deus difere do nosso – um dia ou mil anos é o mesmo (2 Pedro 3: 8)

Deus não é culpado de negligência, pois Ele mede o tempo de maneira diferente, e por um bom motivo. E não foi Pedro quem inventou essa regra, e nem mesmo a usou para se defender. Esta regra de tempo foi declarada no AT (Sl 90: 4), que foi ilustrada por várias profecias que foram cumpridas mais lentamente do que as palavras perto/breve/próximo indicariam.

Pedro parece dizer que houve atraso suficiente de Sua promessa, o que causou  zombaria e negligência, mas o texto apenas quer enfatizar a bondade e longanimidade de Deus: “sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” 2 Pedro 3:3-4,9.

Ou seja: a segunda vinda não estava próxima: a terra está reservada para aquele dia (3: 7). Esta é uma resposta inspirada para frases de tempo questionáveis ​​de eventos que você sabe serem futuros, e os santos sábios se apegarão a ela assim como Jesus se apegou à palavra de Deus contra o diabo. É claro que essa explicação bíblica não tem significado para aqueles obcecados com sua agenda.

Os preteristas odeiam II Pedro 3: 8 (“Mas vós, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia“) e fazem tudo o que podem para minimizar o texto e ridicularizar aqueles que o usam. Seus esforços para arrancar este versículo do contexto e pervertê-lo são inúteis. Este texto é uma regra de tempo inspirada dada por Deus em relação ao atraso da vinda de Cristo. Mas os preteristas choram muito sobre a leitura simples de seus textos de cronometragem, dizendo que Deus nunca os usaria de outra forma que simples leitores os entenderiam.

Assim são os preteristas; eles se esquivam quando são exigidas explicações para o pretérito de glorificação em Romanos 8:30: “… e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou“.

Devemos entender pela  leitura simples que somos glorificados? Não! O texto apenas nos garante uma promessa que ainda não vivenciamos em sua totalidade, embora sintamos seus efeitos. Este texto é muito mais forte em seu pretérito do que quaisquer palavras temporais como breve/próximo que os preteristas usam – o evento é para um futuro distante.

Os preteristas negligenciam as profecias cronometradas. Em vez de frases de efeito vagas, a Bíblia cronometrou profecias de setenta semanas, eventos dentro dos 1260 dias, falou de uma geração existente, alguns pontos de referência históricos e, etc. Essas coisas os preteristas  desprezam. Um exemplo é a profecia de Daniel sobre o chifre pequeno de Roma, que não permite um cumprimento no primeiro século, pois os chifres contemporâneos da quarta besta requerem um Império Romano dividido.

A profecia de Paulo sobre o homem do pecado após a apostasia não ocorreu no primeiro século, pois a apostasia ainda era futura para Paulo pouco antes de morrer em 67 dC (1 Tm 4: 1-3; 2 Tm 3: 1 ; 4: 3), e o grande afastamento da doutrina apostólica ainda estava a séculos de distância.

Uma profecia de mil anos, mesmo se tomada simbolicamente, não pode caber em 70 dC (Ap 20).

Os preteristas ignoram as declarações de tempo que se opõem a eles. Eles são rápidos e completos para encontrar apenas as frases de efeito que servem à sua iminência do primeiro século.

A parábola das virgens; elas  demoraram bastante para dormir (Mateus 25: 5).

A parábola dos talentos descreve o Senhor vindo depois de muito tempo (Mt 25:19).

Lucas, registrando falsas suposições de iminência, mostra Jesus dizendo que o nobre foi para um país distante, por tempo suficiente para que eles se ocupassem em sua ausência (Lucas 19: 11-15).

A destruição de Jerusalém em 70 dC é apenas o ponto médio de uma linha do tempo de eventos futuros, já que o tempo dos gentios, a ceia do casamento de Cristo e o Rei vindo em julgamento seguem muito depois de 70 dC.

Paulo falou de Deus mostrando Sua graça para nós nos tempos vindouros (“para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus” , Efésios 2:7), o que é totalmente desnecessário escrever dessa forma, se a escatologia foi realizada apenas alguns anos depois.

6) Coisas que em breve devem acontecer

Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” (Apocalipse 1:1).

Os preteristas perdem a perspectiva eterna. Julgamentos longos, especialmente o julgamento  na volta de Cristo, tornam qualquer período normal de tempo muito curto. Tudo no Preterismo é imprensado dentro de poucos anos. A manifestação do homem do pecado, a grande apostasia, a volta de Cristo, o julgamento dos justos e injustos, e o aprisionamento de Satanás, aconteceram em alguns anos, entre 66 e 70 dC, afirmam.

Os preteristas destruíram o contexto profético das Escrituras, pois trabalham com a linguagem  humana, não a de Deus. Não fazemos ideia de como Deus vê o tempo.

Os preteristas perderam o propósito profético. As profecias da segunda vinda de Cristo têm um propósito, e esse propósito justifica a variação na linguagem do tempo. Isso fez com que eles  perdessem profecias extensas. Isto e: profecias cobrindo séculos podem começar ocorrer em breve – os eventos iniciais em profecias longas podem começar amanhã.

Apocalipse 20, por exemplo, onde o milênio ainda tem 1000 anos para ocorrer, eles consideram como parte das coisas que em breve acontecerão (1:1). De que maneira mil anos podem ocorrer em breve?  O Preterismo ensina que é uma figura, que deve ser interpretado simbolicamente. Eles empregam este termo para se referir ao seu alegado reinado incompleto de Cristo, que, novamente, é dito que finalmente foi completado em 70 dC.

Mil anos é erroneamente considerado como tendo cerca de quarenta anos, entre o início do ministério de Cristo e a destruição de Jerusalém.

Don K. Preston, famoso preterista, escreve: “Nosso propósito é demonstrar duas coisas: 1) Que o milênio de Apocalipse 20 começou com o ministério / paixão / ressurreição de Cristo, 2) Que o milênio terminou quarenta anos depois na ressurreição e término da era da Antiga Aliança em 70 DC ”…“ O tempo do fim (1 Coríntios 15:24) é quando o Messias finalizou seu triunfo sobre seus inimigos, não o tempo em que ele começaria a subjugar seus inimigos. O Apocalipse descreve aquela vitória final, “quando os mil anos terminarem” (20: 7). Portanto, em Apocalipse, o início do milênio é o início da obra de conquista do Messias. O reinado do milênio é a consolidação do governo do Messias. O fim do milênio é quando esse trabalho foi aperfeiçoado” (Preston, Eschatology.org).

É uma impossibilidade absoluta que o termo seja arbitrariamente forçado a representar um período tão breve de tempo como quarenta anos. O termo nunca é usado para descrever nada menos do que uma duração excessivamente longa, e é usado consistentemente em toda a Bíblia representando uma vasta quantidade de tempo. Mil anos na linguagem profética significa um tempo muito extenso, como “uma hora”, que também abrange um período bem maior. De fato, não poderia existir um estado confederado em apenas 60 minutos (Apocalipse 17:12). Nesse caso, dez dias também é muito mais tempo do que uma hora (Ap 2:10). Assim é o tempo de Deus na linguagem profética.

Tome o exemplo de Ageu 2: 6-9, quando diz que o tempo entre seus dias (500 AC) até o glorioso templo a ser reconstruído na vinda de Cristo foi apenas um pouco:  “Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos”.

Mesmo para a primeira vinda de Cristo, isso durou 500 anos, e a profecia não será completamente cumprida até a Sua segunda vinda, que já dura mais de 2500 anos.

Os textos em Apocalipse que sugerem iminência nos acontecimentos, não falam de um cumprimento total de todo o Livro até fins de 70 dC, mas que as profecias encerradas neste livro estavam para ter início em breve. Leia novamente:

Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo… bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo” (Apocalipse 1:1-3).

Os acontecimentos para os tempos posteriores, todos profetizados no Livro de Apocalipse, deveriam começar a acontecer em breve. A exortação em ler e ouvir as palavras, e guardar as coisas escritas, exigem uma extensão para cumprimento. O texto está dizendo exatamente o contrário do que deseja o Preterismo. Guardar, prestar atenção nos acontecimentos, pois as profecias começariam a se desenrolar.

O anjo disse a João: “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que DEPOIS destas hão de acontecer” (Apocalipse 1:19). A maioria das profecias acontece DEPOIS de outras. Nem tudo teve cumprimento nos séculos  imediatamente posteriores à escrita do Livro.

Eles são hipócritas quanto a essas profecias, e alguns se atrevem a   empilhar  tudo entre 30 e 70 dC. Porém, o historicismo não viola Apocalipse 1: 1-3, visto que alguns eventos começaram a ocorrer em breve.

Se o Apocalipse cobre longos movimentos políticos, incluindo a Idade das Trevas, por exemplo, obviamente as profecias começaram em breve, cumprindo eventos anteriores a esse período.

Observe como Habacuque 2: 3 descreve o fim de uma profecia que tanto demora quanto não demora: “Pois a visão é ainda para o tempo determinado, e até o fim falará, e não mentirá. Ainda que se demore, espera-o; porque certamente virá, não tardará” Habacuque 2:3.

O breve de Deus não é o breve do Preterismo!

7) Aconteceu ou vai acontecer?

Os preteristas mutilaram a linguagem profética quando limitaram muitos  textos do tempo a 70 dC. A linguagem profética, muitas vezes poética ou apocalíptica, pode usar o tempo simbolicamente.

O Espírito Santo declarou claramente que a linguagem profética não é sempre  literal: “Falei aos profetas, e multipliquei a visão; e pelo ministério dos profetas propus símiles” (Oséias 12:10). Outra tradução, diz: “Também falei aos profetas, e multipliquei as visões; e pelo ministério dos profetas usei de parábolas“. Isso  permite, ou exige, que tomemos palavras ou frases de tempo muito vagamente.

Observe como o  pretérito é usado em pelo menos três lugares para eventos futuros: “E eis agora vem um carro com homens, e um par de cavaleiros. Então respondeu e disse: caída é Babilônia, caída é! E todas as imagens de escultura dos seus deuses quebraram-se no chão” Isaías 21:9.

No momento da profecia Babilônia não estava caída!

Como está escrito: por pai de muitas nações te constituí perante aquele no qual creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos, e chama as coisas que não são como se já fossem” Romanos 4:17.

Mais claro impossível!

E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” Romanos 8:30.

Estamos glorificados apenas na promessa. A realidade dessa glorificação ainda não está consumada. Isso deveria fazer com que os preteristas honestos esquecessem seus versículos de tempo, mas eles são poucos.

Os  preteristas devem responder o que Isaías  pretendia com o pretérito em  53:4 , “Certamente ele suportou as nossas dores”, quando esse evento estava a 600 anos no futuro.

Embora o tempo verbal em alguns casos seja, na verdade o tempo perfeito, é o bastante para  ridicularizar os textos de cronometragem preterista. As ilustrações mostram como a teoria preterista realmente está falida.

8) Está Consumado! – Somente em 70 dC!

Os preteristas acreditam e ensinam que até 70 dC a Lei não havia sido removida e a redenção completada, atribuindo esses e outros atos relacionados à segunda vinda de Cristo na destruição de Jerusalém. A confusão que o preterismo promoveu com essa falácia está além do escopo deste pequeno comentário, e deve causar alarme.

A obra legal de redenção foi concluída no calvário, e a lei legalmente encerrada! Porém, eles negam o poder do sacrifício de Cristo para remover totalmente a maldição do pecado e renovar o universo; dizem que isso só ocorreu em 70 dC.

Max King, o papa do Preterismo, em Old Testament Israel and New Testament Salvation – Eschatology Publications, 1999, declarou: “Será visto que a consumação de 70 dC do Israel do Antigo Testamento foi o foco do “futuro” e “o fim” ensinado no evangelho” (página 8)

Será mostrado, portanto, que este objetivo escatológico do evangelho foi alcançado na consumação de 70 dC, quando todas as coisas escritas foram cumpridas” (página 20)

No entanto, a Bíblia atribui a vitória ao sacrifício no Calvário:

Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado no madeiro” Gálatas 3: 13.

Paulo escreve aos Efésios: “Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens.

Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.

Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio,

Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz,

E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto” Efésios 2:11-17.

Aos Colossenses 2:13-15, “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas. Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”.

A doutrina preterista não passa no teste das Escrituras!

9) Sem esperança, antes e depois de 70 dC

Os preteristas não oferecem aos crentes nenhuma esperança antes ou depois de 70 dC.

O Evangelho de Jesus Cristo é cheio de esperança (Tito 2:13; 1 Pedro 1: 3, 13, 21; 1 João 3: 1-3; etc).

Eles não oferecem esperança antes de 70 dC, visto que todo evento de esperança é espiritualizado a nada. Eles não também oferecem esperança após 70 dC, uma vez que todos os eventos de esperança ocorreram antes dessa data.

Eles não oferecem esperança aos gentios, dado que que os eventos de 70 dC não afetaram nenhum deles. Nem uma única mudança real ocorreu na vida de alguém fora de Jerusalém antes, durante ou depois de 70 dC, o que reduz o Evangelho a uma fábula judaica sem esperança e sem valor.

E pior do que isto, é que o pecado, a doença, a dor e a morte em um universo corrupto continuarão como agora para todo o sempre!

10) Se os mortos não ressuscitam, então Cristo não ressuscitou

O que todos os preteristas plenos  têm em comum é que uma “escatologia totalmente realizada” deve necessariamente negar uma ressurreição corporal geral e idêntica para todos.

O objetivo deste tópico é demonstrar, sem qualquer dúvida razoável, que essa mesma negação existia entre alguns poucos na igreja em Corinto, e Paulo destrói essa falsa crença em 1 Coríntios 15, especialmente os versículos 12-18. Fazendo isso, Paulo afirma a crença na ressurreição corporal e, uma vez que isso ainda não ocorreu, continua a ser uma profecia a ser cumprida, refutando assim qualquer visão que afirma que “toda profecia foi cumprida antes de 70 dC”.

A carta de 1 Coríntios é uma epístola corretiva do apóstolo Paulo, destinada a corrigir vários problemas na igreja, incluindo – não se limitando apenas ao uso indevido da Ceia do Senhor – panelinhas, abuso de dons espirituais, imoralidade sexual e assim por diante. Quando chegamos ao capítulo 15, Paulo está se referindo a uma falsa crença sustentada por alguns de que “os mortos não ressuscitam”.

Sabemos ser esse o caso devido ao versículo 12b, onde Paulo pergunta: “como podem alguns de vocês dizer que não há ressurreição de mortos?”

Que alguns em Corinto estavam negando a “ressurreição dos mortos” é inquestionável, mesmo pelos hiper preteristas. Mas o que é questionado é a natureza da ressurreição que eles rejeitaram.

Agora vou provar a você que o que esse pequeno grupo em Corinto estava negando era uma mesma ressurreição corporal.

Em primeiro lugar, quero chamar sua atenção para como Paulo inicia sua defesa:

Ora, eu vos lembro, irmãos, o Evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que apareceu a Cefas, e depois aos doze; depois apareceu a mais de quinhentos irmãos duma vez, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormiram; depois apareceu a Tiago, então a todos os apóstolos; e por derradeiro de todos apareceu também a mim, como a um abortivo.

Pois eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a igreja de Deus. Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus que está comigo. Então, ou seja eu ou sejam eles, assim pregamos e assim crestes
” 1 Coríntios 15:1-11

Observe os elementos essenciais do Evangelho que Paulo destaca, para começar sua defesa. O Evangelho consistia na morte física de Cristo pelos nossos pecados, o sepultamento desse mesmo corpo e a ressurreição física desse mesmo corpo. Tudo destacado aqui por Paulo envolve o corpo físico de Cristo.

Paulo informa aos coríntios que centenas de pessoas testemunharam um Cristo ressuscitado corporalmente. E para o caso de você  duvidar da natureza do corpo ressuscitado de Jesus, leia: “Ele, porém, lhes disse: por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés” Lucas 24:38-40

Não perca o fato inegável de que Jesus morreu fisicamente, foi sepultado e ressuscitou fisicamente da sepultura; e centenas de pessoas puderam atestar que esse milagre realmente aconteceu.

Observe que, tendo lembrado aos coríntios a ressurreição corporal de Cristo, que constitui um elemento essencial de seu Evangelho, Paulo também os faz recordar que este é o Evangelho que foi pregado entre eles: “eu preguei a vocês, que “”Ora, eu vos lembro, irmãos, o Evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual perseverais, pelo qual também sois salvos, se é que o conservais tal como vo-lo anunciei…” 1 Corintios 15:1,2.

Aqui está uma observação importante: essas pessoas não estavam negando a  ressurreição corporal de Cristo! O que eles recusaram, por vários motivos, foi que o restante dos mortos seria ressuscitado. Mas, porque eles acreditavam na ressurreição corporal de Cristo, Paulo agora demonstra que se eles negarem a ressurreição para o resto dos mortos, eles devem necessariamente rejeitar aquilo que aceitaram, a ressurreição corporal de Cristo.

Paulo insiste nisso algumas vezes: “Ora, se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos? Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado” 1 Coríntios 15:12-13.

Ele argumenta novamente no verso 16: “Pois, se os mortos não ressuscitam, nem mesmo Cristo ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, sua fé é fútil e você ainda está em seus pecados“. Aí está a prova inegável de que a ressurreição que esses “alguns” em Corinto estavam negando foi de natureza corporal.

Em primeiro lugar, observe que o principal argumento de Paulo contra esses negadores era estabelecer uma relação lógica entre a “ressurreição dos mortos” e a “ressurreição de Cristo”. É essa relação lógica entre essas duas crenças que constitui a força do argumento de Paulo.

Se é verdade que Jesus ressuscitou dos mortos, o que esses negadores aceitaram, então obviamente é falso dizer que “ninguém” pode ressuscitar dos mortos. Simples, certo?

Se a “ressurreição dos mortos”, principalmente para os cristãos, não significa a mesma coisa que “ressurreição dos mortos” significa em relação a Jesus, então o argumento lógico de Paulo perde o suporte. Por isso ele estabelece uma relação lógica entre a “ressurreição de Cristo” com a “ressurreição” de outras pessoas mortas e tudo o que se entende por “ressurreição” deve significar a mesma coisa ao longo do argumento, para que o argumento funcione. E visto que a mesma ressurreição corporal de Cristo está claramente em vista, (veja a introdução acima, onde Paulo define de forma precisa a fisicalidade da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus com os testemunhos oculares de um Cristo ressuscitado corporalmente entre centenas), então a mesma “ressurreição dos mortos” corporal é o que está em vista para o resto dos mortos.

Podemos parafrasear Paulo desta maneira, para revelar plenamente o seu significado: “Se é impossível que os cadáveres ressuscitem, segue-se logicamente que o cadáver de Cristo não ressuscitou“.

A ressurreição corporal dos mortos não é impossível. E a prova é o próprio Jesus Cristo, que não apenas ressuscitou fisicamente, mas foi visto por centenas,  e foi as “primícias dos que dormem” (v 20)

Não há outra maneira de entender as palavras de Paulo aqui. Alguns negavam a ressurreição dos corpos, mas aceitavam que Cristo ressuscitou corporalmente, então Paulo argumenta que essas duas crenças são contraditórias por causa da relação lógica entre elas. Ambos não podem ser verdadeiros ao mesmo tempo. E visto que Cristo ressuscitou corporalmente, então não pode haver objeção para todos os cristãos mortos de ressuscitar corporalmente. Assim, a ressurreição física e corporal para os que morreram/morrem em Cristo está estabelecida.

Resumo para consulta

– A ressurreição será no último dia (Jo 6:39, 40, 44, 54; Jo 11:24; Jó 14: 12-15).

– Cristo foi as primícias da ressurreição (1 Co 15: 20-21 ).

– Os corpos dos santos serão ressuscitados da mesma maneira (1 Co 15:23 ). Todos os corpos dos mortos serão ressuscitados dos túmulos (Jo 5: 28-29;  Sal 71:20 ). 

– Jesus Cristo ressuscitou em um corpo físico de carne e osso ( 24: 36-40 ; Jo 20: 24-29 ). Os santos também serão ressuscitados em corpos físicos, de carne e ossos (1 Co 15: 20-23 ).

– O corpo físico de Cristo não viu corrupção (Atos 2:31 ), e os corpos dos santos ressuscitarão incorruptíveis como o corpo de Cristo (1 Co 15:42, 52-54 ).

– Os santos ressuscitados serão arrebatados para encontrar o Senhor nos ares em Sua segunda vinda ( 1 Ts 4: 16-17 ). Veremos Deus em nossa carne depois que nossos corpos forem ressuscitados (Jó 19: 25-27 ).

11) Morrendo para sempre!

Os preteristas dizem que a morte foi destruída em 70 dC, embora você duvide disso apenas por lembrar do último funeral que compareceu.

Paulo ensinou que Jesus destruiria a morte em Sua segunda vinda (1 Co 15: 23-26 ), e a evidência disso seria a ressurreição de corpos mortos, corrompidos e dissolvidos.

As notícias do Evangelho sobre a destruição da morte deram esperança e alegria a incontáveis ​​santos por muitos milênios, mas os preteristas presunçosamente negam essa vitória (Lucas 20:36; Ap 21: 4).

Os preteristas negam as preciosas promessas da Bíblia, dizendo que Jesus destruiu a morte em 70 dC. Eles dizem que estamos agora no estado eterno de coisas, e que a morte, conforme ocorre agora, continuará a ocorrer para sempre!

São os absurdos do Preterismo!

12) Sem Julgamento final

Os preteristas negam o último e grande dia do julgamento de todos os homens (João 5: 28,29; Rom 14: 9-11; 2 Cor 5: 9-11; Hb 9: 27,28; Ap 20: 11-15; 2 Tim 4: 1, 8; 1 Pedro 4: 5; Mat 7: 21-23; 25: 31-46; Atos 10:42; 17: 30-31; 24:25). Eles alegam que a expressão,  ‘Julgamento do último dia’ e similares devem ser entendidas para o julgamento de Israel/Jerusalém em 70 dC. Um julgamento para os judeus rebeldes e todos os que rejeitaram Cristo.

Pergunte aos preteristas se o julgamento veio para os vivos e os mortos de 70 dC. E de que forma o julgamento atingiu aqueles que permaneceram vivos. Eles vão enfartar!

Leia alguns desses versículos apresentados acima 

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” Mat 7:21-23.

“Naquele dia”, para os preteristas, é a volta de Jesus em 70 dC para julgar os judeus rebeldes e TODOS os homens que o rejeitaram. Ouça o diálogo entre Jesus e as almas dos rebeldes no último dia do ano de 70 dC:

“… Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?

… Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade

Isso é Preterismo!

Outro versículo: “E quando o Filho do homem vier (em 70 dC) em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” Mateus 25:31-33.

Essa vinda aconteceu em 70 dC, de acordo com os preteristas. Eles só não sabem quando exatamente Jesus reuniu as nações diante dele. Ninguém viu!

Ainda outro versículo: “Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; 

Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos” Atos 17:30,31.

Para os preteristas, esse ‘dia determinado’ é o dia do julgamento em 70 dC. E julgar o mundo, deve significar o mundo daquela época.

Quem foi julgado por Deus em 70 dC, o povo judeu ou o mundo todo?

E por último…

E, tratando ele (Paulo) da justiça, e da temperança, e do juízo vindouro (em 70 dC), Félix, apavorado, respondeu: Por agora vai-te, e em tendo oportunidade te chamarei” Atos 24: 25

Félix tremia enquanto Paulo falava sobre justiça, temperança e julgamento futuro; e mesmo estando do lado romano, os preteristas querem nos convencer que o governador ficou apavorado com um discurso de Paulo sobre a destruição de Jerusalém!

Embora os preteristas sejam criativos para se livrar do julgamento divino, nós devemos nos submeter à revelação das Escrituras, e aceitar esse evento tão sagrado e terrível do que  eliminá-lo pelo misticismo.

Paulo pregou o juízo futuro, ao persuadir os homens quando transmitiu o dia de terror do Senhor, que não tinha nada a ver com 70 dC; aquele dia não tocou nos gentios!

Julgar alguns adversários judeus destruindo Jerusalém, o que certamente acreditamos pelas Escrituras que descrevem aquele evento limitado, não corresponde de forma alguma ao Julgamento do último dia.

O Evangelho exige que toda a terra e todos os homens sejam julgados, incluindo gentios e todos os vivos e mortos (Ec 12:14; Mt 12:36; Rom 2: 3-16; Judas 1: 14-15 ).

O evangelho requer que tanto os mortos quanto os vivos sejam julgados  (2 Tm 4: 1; Atos 10:42; 1 Pe 4: 5). Nada disso teve lugar em 70 dC.

O Evangelho exige que o julgamento inflija punição aos corpos (João 5:29; Rom 14:11).

O Evangelho requer que o resultado seja a condenação ou vida eterna (Mt 25:46; João 5:29).

Os preteristas não são cristãos. Eles negam tudo isso!

13) Não seles as palavras

Disse-me ainda: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo” Apocalipse 22:1.

Os preteristas apelam para Daniel argumentando que o livro de Apocalipse cumpriu-se antes de 70 dC dado ao tempo da escrita. Ou seja, Daniel deveria selar as profecias porque elas seriam para dias distantes, ou tempo do fim; como Apocalipse diz para não selar as palavras ‘porque próximo está o tempo’, então as profecias deveriam ter cumprimento em breve.

Veja as duas passagens de Daniel: “E a visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias mui distantes” Daniel 8:26.

Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo… Vai-te, Daniel, porque estas palavras estão cerradas e seladas até o tempo do fim” Daniel 12: 4, 9:

No entanto, Apocalipse 10:4 nos fornece um exemplo de quando se pretende que as coisas não sejam publicadas, mas ocultadas – pelo menos por enquanto, devido à distância de seu cumprimento:  “Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas” (Apocalipse 10:4).

Não selar as profecias em Apocalipse significa apenas que elas estavam na iminência de se desenrolarem; isto é, os acontecimentos profetizados estavam para ter início. Por esse motivo é que o primeiro versículo de Apocalipse usa a palavra breve quando fala das coisas escritas: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João” Apocalipse 1:1.

Não é que todas as coisas aconteceriam dentro de um curto espaço de tempo (quatro anos segundo a cronologia preterista – 66 a 70), mas que elas em breve começariam a ter cumprimento. Nós sabemos que a manifestação do homem do pecado, a grande apostasia, a proliferação dos falsos profetas e a volta do Senhor Jesus exigem muitíssimo mais do que quatro anos para serem cumpridas.

Dizer que as coisas não devem ser seladas, é dizer que Cristo deseja que as coisas que João viu e ouviu e escreveu, sejam tornadas públicas, enviadas em um livro aberto, sem lacre, às igrejas, para que sejam vistas e lidas por todos; para que as aflições e perseguições do povo de Deus, tanto sob a Roma pagã como pela Roma papal, fossem conhecidas, e os santos não se ofendessem quando elas viessem, mas que estivessem preparados para elas; para suportá-las pacientemente;  para que eles fossem informados dos erros e heresias que iriam surgir e da aparência e maldade do homem do pecado e de seus seguidores, tendo cuidado com eles; e que eles pudessem  ter alguma certeza da destruição do Anticristo e do estado glorioso da igreja, tanto no reino espiritual e pessoal de Cristo, e assim serem consolados no meio de suas tribulações.

Podemos aprender daí que as Escrituras em geral não devem ser fechadas e escondidas das pessoas comuns, mas que  permaneçam abertas e devem ser lidas por todos; e, em particular com relação a este livro, que  não é tão sombrio e obscuro como se pensa.

14) longe de Jerusalém

Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.

Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?

Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça. Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz” 2 Pedro 3:10-14

Como uma vida santa e diligente ajudaria a audiência de Pedro a se preparar para a Vinda de Cristo com o exército do general Tito em 70 dC visto que eles viviam a 600 milhas de distância sobre o Mediterrâneo?

Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos peregrinos da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia” 1 Pedro 1:1.

Como eles poderiam correr o risco de  perecer se viviam tão longe dos eventos localizados em Jerusalém?

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” 2 Pedro 3:9

Para o Preterismo a promessa é a vinda breve, o que teria ocorrido em 70 dC.

Porque advertência para um povo tão distante de Jerusalém? Observe a frase dentro do texto: “… não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se“.

Se perder como? Arrepender-se de que, se o julgamento seria dado numa terra distante, não para eles, mas para os judeus rebeldes?

É dessa forma que se enterra o Preterismo!

15) O Império Romano caiu, mas o judeu não!

O conceito central do preterismo – que o julgamento de Cristo viria para acabar com a nação judaica – não pode permanecer à luz da vitalidade contínua do judaísmo e do moderno Estado de Israel.

As consequências históricas para Israel após o ano 70 dC foram de fato críticas. Mas o povo judeu e o nacionalismo judeu não apenas sobreviveram, mas aumentaram as esperanças pela restauração prometida pelos profetas. Além disso, a “consciência do Templo”, perpetuada por meio da transferência espiritual do judaísmo rabínico para a sinagoga, também se expressou de maneiras tangíveis.

Hoje, o império romano há muito desapareceu; mas o povo judeu está novamente na terra prometida, no controle da Cidade Santa, e muitos entre eles estão fazendo planos para reconstruir o Templo.

É razoável aceitar os eventos de 70 dC como um cumprimento do programa de Deus para os judeus, mas porque não aceitar esses eventos subsequentes como parte de Seu plano divino contínuo?

Uma interpretação futurista concorda muito melhor com a declaração de Jesus no Sermão do Monte de que, quando Ele vier, o povo judeu deve “erguer os olhos e levantar a cabeça, porque a sua redenção se aproxima” (Lucas 21:28). Este texto ensina que a Segunda Vinda de Cristo envolve a redenção de Israel, não a destruição.

A abordagem preterista da profecia afeta a maneira como os cristãos entendem o propósito de Deus para a nação judaica e suas visões políticas em relação à existência do moderno estado judaico.

O preterismo substitui Israel pela igreja, ensinando que “o Israel étnico foi excomungado por sua apostasia e nunca mais será o Reino de Deus”. (David Chilton, Paradise Restored: An Eschatology of Dominion (Tyler, TX: Reconstruction Press, 1985), pg. 43.

Se a futura salvação e restauração de Israel (Rom 11: 25-27) no programa de Deus for revogada, também será a bênção prometida de Deus para o mundo (Rom. 11:12) em cumprimento da aliança abraâmica (Gên. 12: 3).

16) Esta era e a era vindoura

Os preteristas parciais acreditam que ‘o fim dos tempos’ em Mateus 24: 3 se refere ao fim da era judaica quando os romanos destruíram Jerusalém em 70 dC. No entanto, em Mateus 13:39, Mateus 13:49 e Mateus 28:20, ‘o fim dos tempos’ não parece se encaixar nessa narrativa.

Apesar de que em 1 Coríntios 10:11 e Hebreus 9:26, o escritor se dirigir a sua audiência inicial como estando ‘no fim dos séculos/consumação de todos os tempos’, não foi o fim, como desejam os preteristas.

Acredito que ainda estamos ‘nesta era’ e que obteremos a vida eterna ‘na era vindoura’, que é sugerida como o estado eterno após o Milênio com base em Marcos 10:29,30: “Respondeu Jesus: Digo a verdade: ninguém que tenha deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, ou campos, por causa de mim e do evangelho, deixará de receber cem vezes mais, já no tempo presente, casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, e com eles perseguição; e, na era vindoura, a vida eterna” Marcos 20:29,30.

No entanto, do ponto de vista preterista parcial, ‘esta era’ já passou há muito tempo e estamos na ‘era por vir’.

Efésios 2: 7 curiosamente menciona ‘os séculos vindouros’: “Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus“.

Eu acredito que há duas eras descritas nas Escrituras e que estamos ainda  na ‘era má atual’ de acordo com Gálatas 1: 4: “O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai“. Nada mudou depois de 70 dC!

A sabedoria ‘desta era’ é tola de acordo com 1 Coríntios 1:20 . Os governantes ‘desta era’ estão sendo reduzidos a nada  de acordo com 1 Coríntios 2: 6 . O deus desta era está cegando os incrédulos de acordo com 2 Coríntios 4: 4.

Para nosso apoio, entretanto, Jesus está muito acima de qualquer regra, autoridade, poder e domínio ‘nesta era’ e ‘na era vindoura’, conforme Efésios 1:21.

Eu acredito que estamos nos ‘últimos dias’ desde a era dos escritores do Novo Testamento, conforme Atos 2:17 e Hebreus 1: 2 .

Os preteristas parciais viram ‘os últimos dias’ como uma referência aos últimos dias da era judaica. No entanto, isso parece estranho porque ‘o último dia’ é usado para se referir ao dia da nossa ressurreição em João 6:39; João 6:40; João 6:44; João 6:54; João 11:24 e o dia de julgamento em João 12:48.

A segunda carta de Pedro, em 3: 3-4, até diz que zombadores virão nos ‘últimos dias’ perguntando sobre Seu retorno prometido. Em 2 Timóteo 3: 1 diz que os tempos perigosos virão nos últimos dias. Tiago, em 5: 3, iguala o acúmulo de riquezas com os últimos dias.

Juntando tudo isso, não posso escapar da noção de que estamos nos ‘últimos dias’ que levam ao ‘último dia’ da ressurreição e do julgamento.

Notavelmente, Isaías 2: 2 e Miquéias 4: 1 mencionam que nos ‘últimos dias’ a casa do Senhor será estabelecida, exaltada e as pessoas fluirão para ela. Não podemos ver isso sendo cumprido nos últimos dias da era judaica e, em vez disso, devemos considerar essas profecias para cumprimento no Reinado Milenar de Cristo.

17) Um futuro reino de paz

As Escrituras declaram que Jesus virá em sua glória e que num tempo posterior a Nova Jerusalém descerá do céu para em seguida desfrutarmos de um tempo eterno de paz. No entanto, os preteristas entendem que tudo isso teve início imediatamente após a vinda invisível de Jesus em 70 dC. 

O preterista supõe que o triunfo das armas romanas, a visão de uma cidade se dissolvendo, os gritos de vitória de um soldado gentio e brutal, e os gemidos, sangue e morte de milhares massacrados constituíram a glória da vinda de Cristo. Ou seja, a beleza da Glória de Deus perdeu-se entre escombros tendo o mundo continuado como está até a presente era. E isso os preteristas chamam de viver num tempo em que não haveria “dor, morte, pranto e clamor”.

A posição dos preteristas em negar o reino terreno de Cristo é refutada por muitas profecias ainda não cumpridas que devem ser cumpridas em um reino terreno.

Vamos ver algumas dessas passagens

E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído. 

E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” Dn 7:14,27.

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” Mat 5:5.

E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” Mat 19:28.

E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai” Ap 2:26,27.

E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” Ap 5:10.

Esse reino será centralizado em Jerusalém

PALAVRA que viu Isaías, filho de Amós, a respeito de Judá e de Jerusalém.

 E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.

 E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.

 E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear” Isaías 2:1-4.

E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente” Isaías 24:23.

E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca da aliança do Senhor, nem lhes virá ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão; nem se fará outra.

 Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno.

 Naqueles dias andará a casa de Judá com a casa de Israel; e virão juntas da terra do norte, para a terra que dei em herança a vossos pais” Jeremias 3:16-18.

DEPOIS veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela.

 Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo.

 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas; levando cada um, na mão, o seu bordão, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão.

 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? diz o Senhor dos Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo da terra do oriente e da terra do ocidente; E trá-los-ei, e habitarão no meio de Jerusalém; e eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus em verdade e em justiça” Zacarias 8:1-8.

MAS nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos.

 E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.

 E julgará entre muitos povos, e castigará nações poderosas e longínquas, e converterão as suas espadas em pás, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra” Miquéias 4:1-3.

Veja também Salmo 48 e Zacarias Capítulos 1-2.

Agora leia o que vai acontecer após o segundo reagrupamento de Israel, depois que o Evangelho for transmitido aos gentios:

E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso.

 E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar.

 E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra” Isaías 11:10-12.

O primeiro reagrupamento de Israel seguiu ao cativeiro babilônico. Este segundo reagrupamento de Israel da dispersão entre as nações nunca foi cumprido e está claramente sendo cumprido em nossos dias. Este é o sinal mais óbvio de que o cenário está sendo armado para o breve retorno do Senhor para reinar gloriosamente nesta terra em cumprimento dessas muitas profecias de um tempo glorioso vindouro, quando “um rei reinará em justiça” nesta terra, é quando “a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”.

18) A rainha que condenará uma geração

A rainha do sul se levantará no juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui quem é maior do que Salomão” Mateus 12:42

E mais uma vez: segundo o Preterismo, esse dia do juízo ocorreu em 70 dC. Eles não se envergonham de confirmar tamanho disparate, mesmo ouvindo/lendo seus adversários exigindo explicações sobre quem foi a rainha do sul num Julgamento invisível em 70 dC condenando aquela geração.

A rainha do sul jamais esteve em Jerusalém!

A propósito: todos os contemporâneos dos Apóstolos, incluindo eles, foram condenados em 70 dC?

O texto diz que a rainha do sul “se levantará no juízo com esta geração, e a condenará”. Que geração foi/será condenada? Evidente que o texto não fala de todas as pessoas que viveram ate 70 dC, incluindo as que morreram entre o ministério de Cristo até a invasão romana.

Basta usar o exemplo da maioria dos membros da Igreja de Jerusalém que viveram antes de 70 dC. Grande parte escapou da cidade antes da guerra estourar. Sem contar de todos os judeus que viviam fora da cidade, em terras distantes: NENHUM deles sofreu os efeitos da invasão romana. Além disso, o judaísmo continuou operando nas inúmeras sinagogas espalhadas pelo mundo depois de 70 dC, longe dos destroços de Jerusalém e do Templo.

A rainha do sul se levantará no Juízo contra a geração de judeus incrédulos, e não contra os contemporâneos dos Apóstolos. Por isso que Jesus, no discurso no Monte das oliveiras, disse aos discípulos: “Essa geração”. Isso não significa a geração dos seus contemporâneos, mas a geração do Templo que estava lá embaixo. Jesus encontrava-se numa elevação com os seus discípulos. Certamente a visão do templo era plena diante deles (Marcos 13:3), motivo pelo qual ele apenas precisou de um simples gesto para fazer referência àqueles incrédulos que estavam diante de sua vista: “Essa geração não passará até que todas essas coisas se cumpram“.

Essa é a geração corrupta que ele vinha mencionando em capítulos anteriores, que agora estava fisicamente e amplamente visível de cima do Monte das Oliveiras sendo representada pelo Templo; eles podiam ser vistos lá de cima. E estavam tão perto que Jesus só precisou usar a palavra ‘essa’. Essa geração: a geração das pedras,  que ele chamou de filhos do diabo (João 8:44).

Os preteristas interpretam “esta geração” no sentido simples, significando a geração concorrente com Cristo, os seus contemporâneos, o que é falso.

John Young, em seu livro ‘Jesus Did Not Return in AD 70’ , publicado pela Vantage Press, 1999, página 50, conclui: “Considerando as coisas pouco elogiosas que Jesus disse em Mateus 23 sobre os líderes judeus, Mateus 24:34 poderia ter sido traduzido: Em verdade vos digo, este TIPO [em vez da geração] não passará até que todas essas coisas aconteçam”.

Esse tipo de pessoa continuará a contradizer e se opor à autoridade de Cristo até que Ele tenha tomado as rédeas do governo humano.

Veja o artigo “Não passará essa Geração” e descubra que Jesus não falava de uma geração quantitativa (pessoas que viviam numa mesma época), mas qualitativa – uma geração de incrédulos!

A geraçao de 70 estará no juízo!

19) Jesus só não sabia ‘do dia e da hora!’

Jesus disse sobre o dia da sua vinda: “Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai” Mateus 24:33-36.

Segundo os preteristas, Jesus sabia que voltaria em quarenta anos (uma geração), mas qual dia e hora só o Pai é que sabia.

A frase, “dia e hora”, no contexto do Sermão do Monte (Mateus 24:36), não se refere a uma hora específica de um dia de 24 horas, nem o termo “dia” deve ser entendido como um dia específico da semana no final do último mês do ano de 70 dC.

A palavra “hora” pode ser entendida como igual ao nosso uso da palavra “tempo”. Alguns exemplos desse uso podem ser vistos aqui nestes textos:

E toda a multidão do povo estava fora, orando, à hora do incenso” Lucas 1:10.

Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais.  Virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis” Lucas 12:40,46.

Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” João 2:4.

Até esta presente hora sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa” 1 Cor 4:11.

Quando Jesus disse que não sabia o “dia e hora”, Ele certamente entendeu que Sua segunda vinda seria adiada e que os tipos de comportamento que ele descreveu nas parábolas (Mateus 25) que seguem Seu ensino direto em Mateus 24: 3-31 invadiriam a igreja em geral.

Embora Cristo não soubesse a “hora” de Seu retorno, como Ele disse (Mateus 24:36), é claro que Ele não esperava voltar nos próximos 40 anos (por volta de 70 dC), dentro da geração que o ouviu naquele dia.

20) Os homens não regenerados habitam os novos céus e nova terra!

Conceito preterista: “vivemos no novo céu e na nova terra. A Nova Jerusalém já desceu do céu“. Ele se apoiam em 2 Pedro 3:13: “Mas de acordo com Sua promessa, estamos procurando novos céus e uma nova terra, NA QUAL habita a retidão“.

Para os preteristas esse texto teve 70 dC como início de cumprimento. Eles entendem que nós vivemos num mundo onde habita justiça, retidão, paz e harmonia.

Para estragar a festa preterista, precisamos apenas citar aqueles que ficarão de fora da nova Jerusalém e desse mundo de paz e harmonia: “Ficarão de fora (da cidade) os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira” Apocalipse 22:15.

O FATO de que os homens não regenerados habitam o “novo céu e terra e a nova Jerusalém” criadas pelo Preterismo é uma prova conclusiva de que sua doutrina é um erro.

As Contradições do Preterismo não tem fim …