Contradições do Preterismo – parte 10

A controvérsia preterista é que a Igreja esteve errada por dois mil anos sobre algumas doutrinas centrais da fé Cristã — como, por exemplo, a Vinda de Jesus — e só recentemente alguém descobriu o que a Bíblia estava realmente dizendo; a presunção sobre as habilidades de alguém apto para afirmar algo desse tipo é incrivelmente alta; o Preterismo está essencialmente dizendo que o Espírito Santo foi incapaz de ensinar adequadamente à Igreja o que estava realmente envolvido na Segunda Vinda. Se a Segunda Vinda de Jesus realmente ocorreu em 70 dC, isso prejudica a integridade da igreja, a história e sua alegação de saber a verdade.

O fato é que o preterismo é uma ilusão satânica que leva logicamente à negação da verdade escatológica. Se você não acredita no que digo, basta ir para os blogs e sites dos principais heresiarcas do Preterismo e começar a verificar seus escritos bem de perto. Você descobrirá os absurdos que eles proclamam sobre o significado de “fim dos tempos”.

Preterista após preterista se concentra no ano 70 dC quando as coisas velhas passam e coisas novas começam. O ponto crucial na história para eles é o ano 70 dC com a destruição de Jerusalém, incluindo o templo judeu. É nesse evento que eles incluem o glorioso retorno do Senhor Jesus Cristo, a ressurreição dos mortos, o dia do Juízo e a criação de novos céus e nova terra.

O Preterismo, com a disseminação de suas heresias, deixa subentendido que a grande maioria na cristandade tem considerado um “lugar e tempo errado” de esperança, pois se enganaram com a época exata da redenção, que para eles ocorreu em 70 dC. No entanto, se alguém falha em ver 70 dC como significativo, não se preocupe, pois este não é um requisito para encontrar a redenção.

A redenção não está no sangue de rebeldes assassinados por furiosos soldados pagãos e na queda de casas e edifícios, ou no incêndio de um Templo, mas é de natureza pessoal. Em outras palavras: o mundo não mudou magicamente como resultado de 70 dC. A verdadeira linha dispensacionalista é da mudança natural para o eterno em Cristo, não a mudança de um ano civil para o outro.

Nada foi feito por você ou por mim em 70 dC!

Desfrute das Contradições do Preterismo:

1) A “Escatologia Plena” e seus absurdos

Em Hebreus 8:13 está escrito: “Dizendo: Novo pacto, ele tornou antiquado o primeiro. E o que se torna antiquado e envelhece, perto está de desaparecer.

A ACF traduziu: “Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer.

Um preterista radical alegou que as palavras “perto” e “prestes” emprestam ao texto um significado de cumprimento próximo. Ou seja, o processo de troca das alianças estava perto de se cumprir. Para ele, o escritor aos Hebreus garantia aos seus leitores que a Velha Aliança estava “prestes” a desaparecer completamente em 70 dC com a Volta de Jesus.

O preterista está totalmente equivocado! O texto não pode ser interpretado dessa forma.

Quando o escritor diz que “aquilo que se torna antiquado e envelhece está pronto para desaparecer”, está lançando mão de uma verdade geral que seria indiscutível. É como se ele dissesse: “todos sabem que aquilo que se torna obsoleto e velho está perto de desaparecer”.

Ele não estava falando da posição do Velho Pacto na parte ‘b’ do versículo, mas lembrava aos Hebreus o que acontece com algo que cai em desuso e envelhece: que está perto de acabar. Veja como a tradução da AMP (Amplified Bible) esclarece a dificuldade: “Quando Deus fala de “uma nova aliança ”, Ele torna a primeira obsoleta. E tudo o que está se tornando obsoleto (fora de uso, anulado) e envelhecendo está prestes a desaparecer“.

A Amplified Bible, Classic Edition: “Quando Deus fala de uma nova [aliança ou acordo], Ele torna a primeira obsoleta (fora de uso). E o que é obsoleto (fora de uso e anulado por causa da idade) está maduro para desaparecer e ser totalmente dispensado“.

A Worldwide English (New Testament): “Deus diz que este é um novo acordo, e isso torna o primeiro antigo. Quando uma coisa é velha e não é boa, está prestes a ser jogada fora“.

O velho pacto já havia caducado quando ele escreveu essas palavras. A tradução inglesa da TLB de Hebreus 8:13 confirma o argumento exposto: “Deus fala dessas novas promessas, desse novo acordo, substituindo o antigo; pois o antigo está desatualizado e foi posto de lado para sempre”. Compare com a Tradução, “O Livro”: “Portanto se Deus fala de um novo pacto é porque considera o anterior caducado. E, se assim é, envelheceu, está posto de lado”.

A troca de alianças ocorreu antes de 70 dC porque Cristo, nosso sumo sacerdote, passou a viver na presença de Deus para sempre (8: 1-2) antes da destruição de Jerusalém. Os sacerdotes levíticos ofereciam sacrifícios de animais, mas Cristo ofereceu a si mesmo. Ele não realizou esta oferta como um sacerdote levítico (pois ele não era da família de Aarão), mas o trabalho dos sacerdotes levíticos representou sua obra. Os sacrifícios que eles ofereceram eram uma imagem do sacrifício de Cristo de si mesmo.

O antigo sacerdócio caducou com o antigo convênio. Portanto, um novo e maior sacerdócio foi necessário para uma nova e maior aliança. Cristo é um ministro do verdadeiro santuário. Ele entra lá não apenas uma vez por ano, mas entrou para morar para sempre. Ele sempre aparece diante de Deus, dia e noite. Os méritos de seu sacrifício nunca se esgotam, e Deus nunca se cansa de ouvir suas súplicas em favor de seu povo.

É um privilégio viver sob as bênçãos do sistema cristão (Hebreus 8: 6). Temos um convênio melhor do que o antigo — um menos pesado, que se baseia em melhores promessas. De fato, aquilo que foi feito de uma vez por todas, e nunca precisa ser repetido, anulou completamente (antes de 70 dC) o Velho Pacto.

2) A Geração dos Preteristas

Após citar a constituição do Preterismo (“Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram”), Jesus disse o seguinte: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão”.

Isso significa que ele não falava de uma geração de contemporâneos seus – um tempo limite de 40 anos para o cumprimento das profecias, como desejam os preteristas.

Após profetizar sobre inúmeros eventos (Mateus 24: 3-34), e dentre estes vários de ordem catastrófica, Jesus prova que falava sobre o fim de nossa era quando confirma que suas palavras (proféticas) não passarão, embora o tempo corra (os céus e a terra passarão). Vemos a justaposição do céu e da terra passando, mas não as palavras de Jesus. Ele fala sobre o oposto de um suposto senso de imediatismo, o imediatismo preterista da geração que veria todas as coisas. A sentença, “os céus e a terra passarão, mas minhas palavras vão além”, não parece vir de alguém que estava certo sobre um cumprimento relativamente rápido das profecias baseado apenas no verso anterior.

Mateus 24:34 foi muito mal traduzido; o problema pode ser solucionado por algumas traduções alternativas. Tenho aqui duas sugestões:

Em verdade vos digo que essa geração de incrédulos estará presente até que todas estas coisas se cumpram”. Ou, “Em verdade vos digo que essa geração perversa não vai acabar mesmo vendo muitas dessas coisas acontecendo”.

A Tradução Inglesa, Godˊs Word, está bem próxima disso: “Posso garantir esta verdade: esta geração não irá desaparecer até que todas essas coisas aconteçam”.

Agora leia novamente a versão (usada pelos preteristas) tradicional pela NVI e veja como o sentido corresponde: “Em verdade vos digo, esta geração certamente não passará até que todas essas coisas aconteçam”.

Jesus fez referência a alguém próximo da cena (no momento do sermão eles estavam no Monte das Oliveiras com a visão do templo abaixo). O demonstrativo ‘esta’ tem significado de um conceito próximo (cf. “este pão,” 1 Coríntios 11:26). O Senhor aponta para a geração do templo – os incrédulos judeus; a mesma geração que ele vinha mencionando desde o capítulo 13 de Mateus. Confira: “Mas ele respondeu: uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas” Mateus 12:39.

Os ninivitas se levantarão no juízo com esta geração, e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui quem é maior do que Jonas” Mateus 12:41.

A geração que será condenada não pode ser uma geração de contemporâneos dos Apóstolos, pois muitos cristãos viveram nesse tempo. Atente para o exemplo da rainha do sul, que apesar de se levantar contra ESTA geração, não entrará em juízo contra os cristãos, mas sim contra os incrédulos judeus: “A rainha do sul se levantará no juízo com esta geração, e a condenará; porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. E eis aqui quem é maior do que Salomão” Mateus 12:42.

Jesus não falava dos seus contemporâneos em Mateus 24:34, mas de uma geração separada dos cristãos. Veja como ele faz distinção entre os dois grupos: “Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos” Marcos 8:38.

Essa é a geração vista aqui: “Em verdade vos digo, esta geração certamente não passará até que todas essas coisas aconteçam” (Mat 24:34).

Um fator importante que colabora com este argumento pode ser visto em Mateus 23:36, que diz: “Em verdade vos digo que todas essas coisas hão de vir sobre esta geração”.
Aqui Jesus responsabiliza Israel pelas mortes de todos os profetas do VT, de Abel a Zacarias, e fala do castigo que viria àquela geração. Não pode ser a geração de contemporâneos, pois os Apóstolos e a Igreja fazem parte da mesma geração. Jesus falava sobre uma geração de incrédulos. Compare com esses versículos:

Tu os guardarás, Senhor; desta geração os livrarás para sempre” (Salmo 12: 7).

Como uma pessoa justa pode ser protegida de uma única geração para sempre, se uma geração dura apenas 40 anos?

E com muitas outras palavras dava Testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa” (Atos 2:40).

Neste caso, Pedro está dizendo a eles para serem “salvos” desta geração desonesta. Como uma pessoa pode ser salva de uma geração da qual faz parte desde que nasceu? E como sabemos que nem “todas as coisas” citadas entre os versos 3 ao 34 se cumpriram em 70 dC, então Jesus não falava de uma geração de contemporâneos.

3) Quando Jerusalém será defendida?

Enquanto os preteristas afirmam que Jerusalém foi atacada e destruída para nunca mais se erguer (eles usam Apocalipse 18: 1,2), Zacarias 12: 9 afirma que Jerusalém será defendida por Deus (“Naquele dia me empenharei em destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém ”); compare com Apocalipse 19: 19-21 e 20: 7-10 – uma dessas duas profecias é o cumprimento da citação de Zacarias acima. A primeira referência de Apocalipse parece ser a melhor opção. Além disso, é dito que os habitantes de Jerusalém se arrependem e lamentam a morte de Cristo na sua segunda vinda (Mat 23:39).

Não se desesperem com isso preteristas!

Esta descrição do Novo Testamento do retorno de Jesus Cristo se encaixa com a revelação do Antigo Testamento do tempo do fim quando todas as nações cercarão Jerusalém para destruí-la, mas o Senhor intervirá pessoalmente levando à vindicação e salvação de Jerusalém, preparando o cenário para inaugurar o reino milenar sobre a terra, conforme Zacarias 12: 1-9.

Observe caro amigo leitor se isso é uma descrição do que aconteceu com Jerusalém em 70 dC: “Peso da palavra do SENHOR sobre Israel: Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.

Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém.

E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-á contra ela todo o povo da terra.

Naquele dia, diz o Senhor, ferirei de espanto a todos os cavalos, e de loucura os que montam neles; mas sobre a casa de Judá abrirei os meus olhos, e ferirei de cegueira a todos os cavalos dos povos.

Então os governadores de Judá dirão no seu coração: Os habitantes de Jerusalém são a minha força no Senhor dos Exércitos, seu Deus.

Naquele dia porei os governadores de Judá como um braseiro ardente no meio da lenha, e como um facho de fogo entre gavelas; e à direita e à esquerda consumirão a todos os povos em redor, e Jerusalém será habitada outra vez no seu lugar, em Jerusalém;

E o Senhor salvará primeiramente as tendas de Judá, para que a glória da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não seja exaltada sobre Judá.

Naquele dia o Senhor protegerá os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles naquele dia será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o anjo do Senhor diante deles.

E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém”.

Tudo isso parece bastante claro: em algum momento no futuro, correspondendo à segunda vinda de Cristo, Jerusalém será defendida e vindicada por Deus. Este último ponto é de particular importância – ela não será destruída e seus habitantes dispersos como foi o caso na Jerusalém de 70 dC.

Por mais claro que isso possa parecer, há aqueles que cometem o erro de fundir a destruição de Jerusalém em 70 dC e a vindicação de Jerusalém na segunda vinda de Cristo em um único evento histórico, alegando que a maioria das passagens que descrevem essa vinda já foi cumprida na destruição da cidade por Roma em 70 dC. Esses são os preteristas que levam a sério a tentativa de convencer a igreja de que as coisas que ainda esperamos já aconteceram e ficaram para trás no passado.

Uma conexão clara é estabelecida entre Lucas 21:24 que fala da era atual como “os tempos dos gentios” sendo cumpridos e chegando ao fim, e Romanos 11:25 que fala da “plenitude dos gentios tendo “entrado”. Ambas as passagens falam da redenção de Israel (Lucas 21:28; Romanos 11: 26,27).

O padrão do Antigo Testamento diz que Israel passará pela tribulação, se arrependerá no final quando reconhecerem Jesus como o Messias; eles experimentarão a conversão e a segunda vinda ocorrerá para resgatá-los de seus inimigos – segue-se que “Todo o Israel será salvo” (Romanos 11:26) em conexão com a tribulação. Este é exatamente o padrão de Lucas 21: 25-28. Apenas uma interpretação futurista faz justiça a uma harmonização dessas passagens que estão claramente conectadas.

Somente um milagre de grandes proporções pode converter uma nação inteira. Essa confissão precisa ocorrer em conjunto; todas as vozes clamando ao mesmo tempo: “Bendito aquele que vem em nome do senhor”. Isso só poderia ser dito após um grande livramento. Compare com Apocalipse 19: 19-21 onde podemos ver a Vinda de Jesus e o que acontece a seguir. Quem sabe se esse será o momento que uma nação inteira olha para cima?

4) “… lhes sobrevirá repentina destruição– sobre quem ?

Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva: porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como vem o ladrão de noite; pois quando disserem: Paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão, vos surpreenda” (1 Tessalonicenses 5: 1-4).

Aquele dia, segundo o Preterismo, foi 70 dC. No entanto, vários questionamentos emergem aqui, e são pertinentes: de que maneira a igreja em Tessalônica poderia ser surpreendida pelos efeitos da guerra entre Jerusalém e Roma? E sobre quem veio a repentina destruição? O que significa a expressão, aquele dia? Foi o dia do cerco romano em 66 dC ou o dia que os romanos ultrapassaram as muralhas? Teria sido o dia da invasão do Templo ou a vinda do Senhor que ninguém viu?

Paulo disse aos Tessalonicenses que tivessem cuidado para que aquele dia não os surpreendesse!

Faça um rastreamento de 66 até 70 dC e tente descobrir o que poderia atingir os crentes da Igreja de Tessalônica que viviam distantes (900 quilômetros por terra e 800 quilômetros pelo mar mediterrâneo) da área da batalha entre Jerusalém e Roma.

Os habitantes de Jerusalém, totalmente sitiada desde 66 dC, não falavam em paz e segurança. Como conciliar a expectativa de destruição em massa que cercou os judeus de 66 a 70 dC com as palavras de Paulo que sugerem um ataque que veio repentinamente, pois quando disserem: haverá paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição? A chegada de soldados a pé, ou a cavalo, não é tão repentina. Além disso, houve um longo período de espera e o conflito não foi resolvido instantaneamente. Jerusalém foi mantida em cerco por um longo tempo antes que os romanos finalmente conseguissem furar o bloqueio e entrar na cidade.

Esse é o prêmio dos Preteristas, que ainda se atrevem a ver o texto acima da seguinte forma: “pois quando [os judeus] estiverem falando, paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição”.

5) “Se aqueles dias (em 70 dC) não fossem abreviados…”

Mateus 24: 21,22: “Porque então haverá uma grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem nunca jamais haverá. E, se aqueles dias não tivessem sido abreviados, nenhuma carne seria salva. Mas, por causa dos eleitos, aquele tempo será encurtado”.

Os preteristas dizem que este terrível tempo de tribulação se cumpriu em 70 dC. No entanto, a tribulação mencionada em Mateus 24:21 é explicada mais adiante no versículo 22: “E se aqueles dias não tivessem sido abreviados, nenhuma carne seria salva; mas por causa dos eleitos, esses dias serão abreviados”. Os eventos narrados nesse versículo estão conectados com os eventos do versículo 21. Além disso, precisamos considerar também o significado de “carne” na cláusula, “nenhuma carne teria sido salva”.

DeMar, um dos muitos teólogos do Preterismo, explica isso como se referindo “à vida/carne na terra de Israel”. No entanto, o substantivo traduzido como “carne” é sarx . Deve-se notar que uma construção grega para sarx , ou toda carne, é um termo técnico que se refere a toda a humanidade.

A seguir estão todas as ocorrências de “toda carne” no texto grego do Novo Testamento: Mateus 24:22; Marcos 13:20; Lucas 3: 6; João 17: 2; Atos 2:17; Romanos 3:20; 1 Coríntios 1:29; 15:39; Gálatas 2:16; 1 Pedro 1:24. Em todos os casos, exceto 1 Coríntios 15:39, a expressão alude a todos os humanos. Na passagem, Paulo está discutindo a natureza do corpo ressuscitado: “Nem toda carne é a mesma carne, mas há uma carne de homens e outra de animais… ”. Aqui ele está empregando o termo em um sentido ainda mais amplo – toda a vida humana e animal. Esta construção hebraica significa “todas as criaturas vivas”, especialmente todos os homens; toda humanidade. Portanto, interpretar “toda carne” em Mateus 24:22 e Marcos 13:20 como se referindo aos judeus que viviam na Jerusalém de 70 dC é muito limitante. “Toda carne” é toda a humanidade. Em outras palavras, a tribulação aludida em Mateus 24:21 tem proporções tão grandes que toda vida humana no planeta Terra corre perigo. Isso não poderia ser uma referência para 70 dC. Devemos olhar além da destruição de Jerusalém.

Somente em meados do século XX os homens inventaram uma maneira de erradicar a vida do planeta. Portanto, uma chave para entender o tempo está lá no versículo 22; essas coisas não podem acontecer (se cumprir) até que a humanidade conseguisse criar a tecnologia de destruir todo o planeta, o que foi feito na década de 1940.

Agora temos o que é conhecido como “destruição em massa mutuamente garantida”. Mesmo que tenhamos nos livrado de muitas armas, ainda existem tantas por aí que, se houvesse uma guerra nuclear entre as maiores potências mundiais, a terra poderia ser devastada. Temos armas biológicas e armas genéticas; se entrarmos nesse tipo de luta poderíamos matar tudo no planeta; e se Deus não intervir, toda a carne corre o risco de ser destruída.

Portanto, qualquer tribulação que tenha ocorrido antes do tempo presente, incluindo a destruição de Jerusalém em 70 dC, o Holocausto, e todo o resto, não se qualifica como a Grande Tribulação a que Jesus se refere. A Grande Tribulação ainda está no futuro – somente agora pode acontecer. Assim, a geração da possível extinção humana não é aquela de 70 dC.

6) “Bendito o que vem em nome do Senhor

Mateus 23:39 diz: “Pois eu vos digo que, de agora em diante, não me vereis mais até que digais: BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR!

Se a segunda vinda de Cristo ocorreu com a destruição de Jerusalém em 70 dC, usando os romanos como seu instrumento, que motivo os judeus tiveram para fazer essa declaração durante o cerco e a destruição da cidade?

Você pode imaginar os judeus em 70 dC gritando “Bendito o que vem em nome do Senhor!” enquanto Tito e os soldados romanos destruíam Jerusalém, queimavam o templo, os matavam e carregavam os sobreviventes como escravos?

Aqui Jesus está predizendo um tempo em que os habitantes de Jerusalém O aceitarão como o Messias.

Outras Escrituras predizem um tempo em que todo o Israel será salvo.

Passagens relacionadas:

Zacarias 12: 10,11 “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para Ele, a quem traspassaram; e prantearão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.

Naquele dia será grande o pranto em Jerusalém, como o pranto de Hadade-Rimom no vale de Megido”.

Isaías 45: 17,25 “Israel, porém, será salvo pelo Senhor com salvação eterna; não sereis envergonhados, nem confundidos em toda a eternidade. Mas no Senhor será justificada toda a descendência de Israel e nele se gloriará”.

Romanos 11:26 “E assim todo o Israel será salvo; como está escrito: Virá de Sião o Libertador, e desviará de Jacó a sua impiedade”.

O contexto em discussão aqui ajuda a explicar a desolação de Israel no versículo 38. De alguma forma, o abandono da casa de Israel está relacionado à ausência do Senhor Jesus. Os preteristas concordariam com essa afirmação. O problema para os eles é a última metade do versículo: “Não me vereis mais, até que digam: Bendito aquele que vem em nome do Senhor!”

Eles só veriam o Senhor até que Israel fizesse o grande pronunciamento do Salmo 118: 26, a mesma exclamação da multidão na chamada “Entrada Triunfal” em Jerusalém narrada em Mateus 21: 9, “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas! ”

O clamor de Israel (“Bendito Aquele que vem em nome do Senhor!”) exige uma manifestação visível do Senhor, o que não ocorreu na destruição de Jerusalém. Além disso, Mateus 23:39 antecipa o arrependimento de Israel. Embora o versículo 38 se refira à destruição de Jerusalém em 70 dC, não pode ser o mesmo evento do versículo 39. Os judeus dificilmente chamariam a horrível dizimação da vida naquele cataclísmico evento de uma abençoada vinda do Messias. Em vez disso, o versículo 39 mostra requisitos do futuro arrependimento de Israel. Eles lamentarão por seu grande pecado. Os israelitas verão seu Messias quando declararem, por Sua graça soberana: “Bendito o que vem em nome do Senhor. O Senhor virá de Sião, e removerá de Jacó a sua impiedade” (Romanos 11:26).

Isso se torna importante porque fica evidente que o arrependimento de Israel precede Sua vinda. Certamente não houve arrependimento da parte de Israel antes de 70 dC.

O ponto do Senhor é óbvio: Israel o rejeitou; portanto, o julgamento estava por vir; Israel ficaria sem a presença de seu Messias desde então até que receberia o Senhor novamente. Quando Israel se arrepender, o reino virá; isso é o que a Escritura está dizendo aqui.

Jesus disse que Israel não o veria novamente até que aquela nação afirmasse que Ele era o Messias. Assim, o alerta do Senhor Jesus em Mateus 23:39 dificilmente pode ser o que os preteristas afirmam quando dizem que Israel viu Cristo no Julgamento de 70 dC.

7) Renunciar as paixões mundanas até 70 dC!

Paulo nos exorta em Tito 2 a viver de maneira sóbria, justa e piedosa neste mundo presente, enquanto aguardamos a vinda do Senhor.

O contexto de Tito 2 e 3 é a sã doutrina, e a sã doutrina é revelada para nos mostrar como podemos viver neste mundo decaído.

Paulo expõe, ao longo dos capítulos 2 e 3 de Tito, exatamente isso. Para ser breve, citarei apenas Tito 2: 11-15: “Porque a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens, ensinando-nos, para que, renunciando à impiedade e às paixões mundanas, vivamos no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso Deus e do Salvador Cristo Jesus, que se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade, e purificar para si um povo todo seu, zeloso de boas obras. Fala estas coisas, exorta e repreende com toda autoridade. Ninguém te despreze“.

Observe que Paulo diz a Tito “para falar, exortar e repreender com toda autoridade” em relação a viver piedosamente e negar a luxúria deste mundo presente enquanto buscamos a bendita esperança e gloriosa aparição de Jesus Cristo.

Se estamos agora na nova terra, como afirma o Preterismo, então, porque essa nova terra continua cheia de luxúria mundana? Além disso, o Preterismo alega que a “bendita esperança e gloriosa aparição de Jesus Cristo” ocorreu em 70 dC. O problema é que Paulo diz para o cristão “renunciar à impiedade e às paixões mundanas aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento de Jesus Cristo”.

Jesus voltou em 70 dC, afirma o Preterismo, mas eles não explicam porque as paixões mundanas não tiveram fim. Qual seria, então, a palavra para os cristãos depois da destruição de Jerusalém? Será que é um erro ensinar aos crentes a se absterem da luxúria mundana e viver piedosamente neste mundo presente enquanto buscamos a bendita esperança e o glorioso retorno de nosso Senhor Jesus Cristo?

Em todo o Novo Testamento, viver piedosamente no mundo presente é uma parte importante da escatologia de “aguardar a vinda do Senhor” (Filipenses 1:10; 2 Pedro 3: 11-14; 1 João 2:28; 3: 3; 1 Coríntios 1: 6-8; 1 Coríntios 3: 11-15; 2 Tessalonicenses 3: 12-13; 1 Tessalonicenses 5:23). E essa ordem das coisas não perdeu sua validade cumprindo-se antes de 70 dC!

Por exemplo, considere o que Paulo escreveu para os Colossenses: “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.

Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão vil, a concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Colossenses 3: 2-6).

Na nova terra plena do preterismo, as luxúrias da carne continuam a correr soltas. Fundamentalmente, não há absolutamente nenhuma diferença na velha e na nova terra do preterista completo.

Considere também o seguinte do apóstolo João: “E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.

Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos. E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro” (1João 2: 28,29; 3: 2,3).

Quando vimos Jesus como Ele é? Quando fomos transformados na sua imagem? Nem mesmo os cristãos de 70 dC o viram como Ele é porque os preteristas dizem que essa vinda foi invisível. Além disso, como a Igreja fugiu de Jerusalém antes da guerra, tornou-se mesmo impossível qualquer contato com essa vinda preterista de 70 dC.

Se Cristo veio e estamos vivendo no tempo prometido de novos céus e nova terra, todas as coisas deveriam ser novas. Pelo contrário, atualmente estamos vivendo em um mundo cheio de tristeza, dor e morte. Vivemos em um mundo com cartéis de drogas, motins, gangues de rua, governos corruptos e crime organizado. Porém, isso vai acabar, pois a Escritura diz que quando ele vier, ele derrubará todo governo e autoridade e governará as nações com vara de ferro.

Nesse mundo existem pessoas sem teto, destroçadas e oprimidas. Existem famílias desfeitas. As pessoas estão sofrendo de todos os tipos de doenças e enfermidades. Existe medo, terror e guerras. Vivemos em um mundo com desastres naturais como terremotos, tornados, furacões, inundações, secas, etc.

Efetivamente, não há distinção entre a velha e a nova terra na teologia do Preterismo Radical. No entanto, na Bíblia existe: “E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor” (Apocalipse 21: 3,4).

8) “Até que o tempo dos gentios se cumpram

Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.

Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que estiverem nos campos não entrem nela.

Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.

Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo.

E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lucas 21: 20-24).

Alguns versículos depois, Jesus diz: “Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra” (Lucas 21:32).

Pergunte-se: o tempo dos gentios cumpriu-se antes de 70 dC? Encontre a resposta nos argumentos neste tópico.

John Gill especificou para nós exatamente como palavras de Jesus registradas aqui em Lucas foram cumpridas: “Pelo fio da espada, um milhão e cem mil judeus foram mortos; noventa e sete mil foram levados para o cativeiro. Jerusalém foi pisada, desolada e oprimida. Isso foi feito sucessivamente pelos romanos, sarracenos, mamelucos, francos e pelos turcos, que continuam a exercer domínio sobre Jerusalém.

“Os romanos araram a cidade e o templo, e os nivelaram com o solo, que desde então tem sido habitado por pessoas que não são judeus, como turcos e papistas: e assim será, até que os tempos dos gentios sejam cumpridos; isto é, até que a plenitude dos gentios seja introduzida; até que o Evangelho seja pregado em todo o mundo, e todos os eleitos de Deus sejam reunidos de todas as nações; e então os convertidos voltarão para sua própria terra e reconstruirão e habitarão em Jerusalém; mas até aquele momento, será como tem sido: Jerusalém continua sendo “pisada” por gentios ”. Gill, John. ” Comentário sobre Lucas 21:24 “. Postado originalmente no site Studylight.

A Judeia foi tão completamente subjugada que a própria terra foi vendida por Vespasiano; os gentios a possuíam, enquanto os judeus foram quase todos mortos ou levados para o cativeiro”, CLARKE, Adam – Comentário sobre Lucas 21:24 ”. Postado originalmente no site Studylight.

Pisada pelos gentios significa ocupada pelos gentios. Eles não pisaram na cidade durante o cerco, nem enquanto a devastavam, mas enquanto a ocupavam por mais de dezenove séculos.

Os tempos dos gentios é aqui denominado como o período de tempo durante o qual a Cidade Santa estaria introduzida ao domínio gentio; é muito mais fácil para os cristãos agora saberem o que isso significa – para os apóstolos que primeiro ouviram estas palavras não estava tão explícito. O registro histórico desse período se espalha nas crônicas de quase dois milênios.

O intervalo entre a queda de Jerusalém e o fim dos tempos é chamado de “os tempos dos gentios” , durante o qual o Evangelho é anunciado aos gentios e a vinha é dada a outros que não os judeus” (Lucas 20:16; 13: 29 , 30) – Coffman, James Burton. “Comentário sobre Lucas 21:24”. Postado originalmente no site Studylight. Abilene Christian University Press, Abilene, Texas, EUA. 1983-1999.

Portanto, o verso 32 de Lucas 21 (“Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo isso se cumpra”) não pode ser interpretado conforme o modelo preterista porque o versículo 24 (“e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se cumpram”) não se cumpriu em 70 dC. Isso significa que quando Jesus disse, “esta geração não passará até que TODAS essas coisas aconteçam”, não poderia estar se referindo apenas às pessoas que viviam na época em que ele falou essas palavras, porque os tempos dos gentios duraram pelo menos até 1967, quando Israel recuperou o controle parcial da velha cidade de Jerusalém na Guerra dos Seis Dias. Israel ainda não tem controle total da área do monte do templo. Isso é pelo menos 1897 anos!”

Na verdade, os tempos dos gentios estão em andamento; os tempos durante os quais, Deus determinou que eles pisoteassem Jerusalém: “e Jerusalém será pisada pelos gentios”.

Jesus vem breve!

9) O Noivo veio em 70 dC!

Leia com atenção: “Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas.

As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas.

E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro.

Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam.

Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.

E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço.

Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mateus 25: 1-13).

A doutrina preterista continua a acumular muitos problemas pelo fato de colocar o cumprimento das profecias no tempo da destruição de Jerusalém.

Este é outro exemplo de como 70 dC limita a interpretação das Escrituras, pois o preterista acredita que esse foi o tempo que o noivo (Jesus) veio. Eles também mantêm 70 dC como o HORÁRIO em que ocorreu a festa de casamento. Foi uma época em que os crentes habitaram com Cristo em seu reino, dizem. No entanto, em Mateus 25:10, Jesus diz especificamente que em sua Parusia, ele reuniria especificamente aqueles que “estivessem prontos”, e somente a eles permitiria a entrada nas festividades de casamento. O problema é que depois a porta foi fechada. Aqueles “que não estavam prontos” permaneceriam do lado de fora e não tinham permissão para entrar. Isso também é retratado nos dias de Noé, quando ele e sua família tiveram permissão para entrar na Arca, mas aqueles de fora não entraram.

O problema é: se o cumprimento ocorreu em 70 AD, então como entramos e participamos hoje desta festa? Os preteristas entendem que a festa de casamento ocorreu com a destruição de Jerusalém, logo, querem dizer que nós, como cristãos, apesar de termos nascido depois da Parusia em 70 dC, podemos entrar. Esse argumento ignora a questão completamente; Mateus 25:10 diz especificamente que a “porta foi fechada”. Se a porta foi fechada em 70 dC, quando foi reaberta? Dizer que os cristãos continuam a entrar significa que a porta não foi fechada! Então, qual é a solução, preteristas? A porta está fechada ou aberta?

Compare Mateus 25:10 (“E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e como estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta”) com Lucas 13: 24-25: “Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois.

O mesmo princípio deve ser usado para o contexto de Mateus: A porta foi fechada! Isso entra em flagrante contradição com a proposta preterista, que localiza o cumprimento dessas profecias em 70 dC.

Lucas deixa claro que nossa caminhada permite nossa entrada. O julgamento não está falando de eventos naturais ou históricos, mas do que ocorre em nós. É do Espírito, o óleo em nossas lâmpadas, que nos torna prontos para encontrar nosso Salvador. É o Espírito que nos alimenta, nos vivifica e nos sustenta enquanto estamos em vasos de barro.

Ele vem!

10) Aqueles que o Traspassaram

Em Apocalipse 1: 7 está escrito: “Eis que vem com nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém ”.

Os Preteristas não remetem essa passagem para uma segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Pelo contrário, eles veem isso como uma referência à vinda de Cristo em julgamento sobre Israel. Para chegar a essa conclusão, eles implementam propostas especiais sobre “aqueles que o traspassaram” e “tribos da terra”

Nesse caso, “aqueles que o traspassaram”, são os judeus, unicamente os judeus. No entanto, se os preteristas não omitissem João 19:31 e Atos 4:27, que envolvem romanos e gentios nesse ato horrível, eles passariam menos vergonha com seus argumentos que determinam que o tema do Livro de Apocalipse trata da vinda da ira de Deus contra os judeus. Ao limitar a culpa pela crucificação de Cristo aos judeus, os preteristas excluem do escopo do versículo qualquer referência aos romanos, que eles reconhecem em outros lugares como os principais perseguidores dos cristãos.

Sem avaliar nenhuma outra possibilidade, os preteristas atribuem o significado de “tribo” às tribos da terra de Israel. O problema com essa interpretação, no entanto, é que, se isso se refere a Israel, deveria ser um luto de arrependimento, como em Zacarias, não um luto de desespero — não arrependimento — como o contexto de Apocalipse requer (cf. 9: 20-21; 16: 9, 11, 21).

Leia as passagens:

Apocalipse 9: 20,21 “E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos

Apocalipse 16: 9,11,21 “E os homens foram abrasados com grande calor, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.

E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram do Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras.

E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande ”.

Agora veja Zacarias 12:10 e observe a ênfase no arrependimento: “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas ; e olharão para ele, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito ”.

Além disso, se a expressão “tribos da terra” fosse sobre Israel, o sentido deveria ser tomado com referência aos habitantes e sua nação apenas, e não estar associado a povos de todas as nações, como observamos em Apocalipse (cf. 5: 9 ; 7: 9; 11: 9; 13: 7; 14: 6).

Eis aqui os textos

Apocalipse 5:9 “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação

Apocalipse 7:9 “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos

Apocalipse 11:9 “E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e meio, e não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em sepulcros

Apocalipse 13:7 “E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação

Apocalipse 14:6 “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo”. Obviamente João usa essa palavra para se referir ao globo inteiro — não apenas a Israel aqui. Em Apocalipse 3:10, ele iguala “aqueles que habitam na terra” com “todo o mundo”.

A linguagem de Apocalipse 1: 7 é universal e visível. João escreve que “todos os olhos O verão” e “todas as tribos da terra” estarão presentes nesta vinda. Isso se encaixa com o que Cristo diz em outro lugar que sua segunda vinda seria visível – não invisível como argumentam os preteristas (Mt 24:30; Mc 13:26; Lc 21:27).

Na verdade, Jesus argumentou que poderíamos identificar falsos mestres por esse fato. Ele disse: “Se eles te disserem: eis que Ele está no deserto, não saias, ou eis que Ele está nos aposentos interiores, não acredites neles. Pois, assim como o relâmpago vem do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será a vinda do Filho do homem”(Mt 24: 26-27). E isso é exatamente o que fazem os preteristas quando alegam que Jesus já voltou. Compare o jargão deles com as palavras de Jesus:

Preteristas: “Ele já veio!”

Jesus: “… se vós disserem: eis que Ele está no deserto Eis que Ele está nos aposentos interiores, não acrediteis”.

Na advertência de Jesus sobre aceitar qualquer coisa que não seja Sua manifestação pessoal, obviamente visível, podemos facilmente acrescentar: “Se eles disserem que a Segunda Vinda de Cristo ocorreu na destruição de Jerusalém, não acredite!”

O texto deixa claro que quando Jesus vier, não haverá nenhuma dúvida persistente de Sua chegada: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem” (Mateus 24:27).

O Senhor retornará de uma forma inegável e visível (cf.1 Tessalonicenses 4:15-16) em vez de um evento misterioso totalmente desconhecido pela maioria dos habitantes do planeta Terra.

A Parusia não pode ser invisível; é uma grande chegada com muita pompa, isto é, de um rei; Mt 24: 3, 37, 39; 1 Cor 15:23; 1 Tes 2:19; 3:13; 4:15; 5:23; 2 Tes. 2: 1-9; 2 Pedro 3: 4; 1 Cor 1: 7; 2 Tes 1: 7; 1 Pedro 1: 7, 13, 4:13). Será “o aparecimento” (Tito 2: 12-13; 2 Tes 2: 8; 1 Tm 6:14; Tito 2:13), “ele aparecerá segunda vez” (Heb 9:28; 1 João 3: 2), “todos os olhos o verão ”(Apocalipse 1: 7), “da mesma maneira que foi, ele volta” (Atos 1:11); a parusia

O Preterismo reduz a força dos textos que nos exortam a esperar pacientemente, ansiar pela vinda do Senhor e desejar seu retorno (1 Cor 16:22; 1 Tes 4:18; Fp 3:20) tornando esses textos irrelevantes para quase dois mil anos de leitores da Bíblia.

Em contraste com essas vindas invisíveis ou disfarçadas de Cristo, a verdadeira segunda vinda de Jesus será visível. De fato, os anjos disseram aos discípulos que Jesus voltaria da mesma forma que deixou a Terra: “Homens da Galiléia, por que estais olhando para o céu? Este Jesus, que foi elevado ao céu, virá da mesma forma como o vistes ir” (Atos 1:11). Visto que Jesus partiu visivelmente nas nuvens, devemos esperar que ele retorne visivelmente das nuvens.

Esta é a única maneira de fazer justiça ao escopo mundial do livro, conforme exigido por Apocalipse 3:10, que alguns preteristas parciais admitem se referir a todo o mundo. A sensação de um luto de desespero em todo o mundo é o sentido que Jesus atribui às palavras em seu uso de Apocalipse 1:17.

11) Himeneu, Paulo e uma Geração

Mas evita as conversas vãs e profanas; porque os que delas usam passarão a impiedade ainda maior, e as suas palavras se alastrarão como gangrena; entre os quais estão Himeneu e Fileto, que se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição é já passada, e assim pervertem a fé a alguns” (2 Timóteo 2:16-18).

Os preteristas plenos dizem que Himeneu falava antes de 70 dC, então eles não podem ser associados a ele; mesmo assim eles afirmam que Paulo estava discutindo sobre o tempo da ressurreição. Eles cometem um erro quando alegam que Paulo também acreditava numa ressurreição espiritual.

Parece que Himeneu ensinava uma ressurreição espiritual, a mesma pregada pelo Preterismo: uma ressurreição coletiva ocorrida em 70 dC, tempo em que todos os cristãos mortos, antes da destruição de Jerusalém, ressuscitaram simbolicamente.

Paulo sabia que os corpos dos santos estavam na sepultura, logo, ele tinha certeza que Himeneu estava sugerindo uma ressurreição espiritual. Paulo sabia que, se não houvesse ressurreição física futura, isso perturbaria a fé de outros.

Agora, se Paulo esperava uma ressurreição espiritual para aquela geração, por que ficou tão chateado com Himeneu? Os preteristas dizem que foi sobre o momento e não a natureza da ressurreição, mas esquecem que Paulo escreveu para Timóteo três anos antes da destruição de Jerusalém, em 67 dC

O período de Himeneu para a ressurreição só poderia estar errado, no máximo, em quatro anos (tempo da criação da heresia até a destruição de Jerusalém, quando, segundo o preterismo, haveria a ressurreição dos justos). E Paulo sabia que a ressurreição está conectada com a Parusia (1 Cor 15: 22-23). Isto é, se Paulo soubesse da vinda do Senhor Jesus em três anos, e que os crentes ressuscitariam nessa ocasião (fim dos 40 anos da geração), ele apenas precisaria disciplinar Himeneu brandamente, simplesmente corrigindo o tempo, e não o entregar a Satanás chamando Himeneu de ímpio e profano associando o efeito da doutrina dele ao câncer.

Esse comportamento de Paulo revela que ele não acreditava numa ressurreição espiritual e nem mesmo na volta do senhor nos próximos três anos. De fato, se fosse o contrário, ele não iria rotular Himeneu de blasfemador e consigná-lo a Satanás apenas devido a um curto espaço de tempo.

Se a ressurreição e a Parusia, associada ao dia do julgamento, deveriam mesmo ocorrer em 70 dC, tudo o que Paulo teria que fazer era dizer a Himeneu para ir a Jerusalém e mostrar-lhe que o templo ainda estava de pé (lembre-se de que Jesus disse que nenhuma pedra será deixada em cima de outra do templo), então teria provado seu ponto de vista de que a vinda de Cristo ou a ressurreição ainda não ocorreu, pois o templo que estava associado a ser destruído ainda estava de pé. Isso teria sido refutado com bastante facilidade por Paulo se fosse uma questão de tempo.

12) O Reino de Deus está próximo

Para os preteristas, principalmente os mais radicais, a questão da segunda vinda em 70 dC está claramente resolvida em Lucas 17:20-25, que diz: “Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: o reino de Deus não vem com aparência exterior; nem dirão: Ei-lo aqui! ou: Ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós.

Então disse aos discípulos: Dias virão em que desejareis ver um dos dias
do Filho do homem, e não o vereis. Dir-vos-ão: Ei-lo ali! ou: Ei-lo aqui! não vades, nem os sigais; pois, assim como o relâmpago, fuzilando em uma extremidade do céu, ilumina até a outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia. Mas primeiro é necessário que ele padeça muitas coisas, e que seja rejeitado por esta geração“.

Eles entendem que Jesus veio de forma invisível em 70 dC, e que esse reino está agora dentro de cada um.

O ponto sugerido pelos preteristas é que o reino de Deus não viria exteriormente, motivo pelo qual ninguém viu. Ou seja, não haverá novo céu e nova terra visíveis na pós vinda de 70 dC. Jesus já veio, dizem eles, mas não veio estabelecer nenhum reino visível e físico aqui. Foi dessa forma que resumiram o contexto de Lucas citado acima. Logo, podemos ter paz neste mundo reconhecendo que o reino de Deus está dentro de nós. Certamente o reino de Deus está dentro de cada cristão. O problema é a interpretação preterista que deturpou todo o contexto. Sem contar aqui que eles tornaram invisíveis outros eventos importantíssimos, como o arrebatamento da Igreja, a ressurreição dos mortos, o julgamento de justos e injustos e o Milênio.

Obviamente devemos excluir as insinuações com relação a 70 dC, pois o que aconteceu naquela ocasião foi observável por todos os romanos, império e além.

Conforme a Bíblia, o reino será eterno, mas não esse que estamos presenciando e vivendo.

Nesse mesmo fôlego, os preteristas interpretam o reino como próximo; o reino que veio em 70 dC. Eles usam Mateus 4:17: “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”.

Quando Jesus diz “o reino está próximo”, ele não está dizendo que “o reino virá em 40 anos”. Em vez disso, ele está dizendo que “o reino está ao nosso alcance”. Está ‘próximo’ em oposição a “vir cronologicamente”. Um exemplo disso é Marcos 12:34, onde Jesus disse para alguém: “tu não estás longe do reino de Deus”. Ele não quis dizer que a pessoa estava cronologicamente mais perto de 70 dC do que outras.

13) Guardar as palavras da profecia deste livro — só antes de 70 AD

Visão preterista: “Apocalipse é um manual de guerra entre Jerusalém e Roma. As profecias contidas no Livro já se cumpriram”.

A abordagem preterista da palavra de Deus é dizer que ninguém, exceto a primeira geração no tempo de Cristo, deve “guardar as palavras da profecia deste livro”. Porém, a revelação é para “aquele que tem ouvidos” em cada geração desde Cristo.

Considerando o aviso no final do livro, a sugestão preterista não é muito boa. Este livro é dirigido às “sete igrejas”. O Apocalipse também é dirigido à igreja completa de Deus ao longo dos últimos dois mil anos.

O livro do Apocalipse é apenas a pedra angular da Palavra de Deus. Não pode ser separado do resto da Bíblia. “O homem deve viver de cada palavra que sai da boca de Deus”, não apenas as palavras do livro do Apocalipse. Mesmo assim não podemos esquecer que o livro do Apocalipse deixa claro que este é um livro cujas palavras devem ser guardadas e entendidas.

Uma consideração importante em nosso princípio interpretativo geral com respeito ao livro de Apocalipse é sua relação com o livro de Daniel. Em muitos aspectos, o livro do Apocalipse retoma a história da história profética onde o livro de Daniel parou. Uma leitura atenta de ambos os livros indica que o Apocalipse seguiu seu padrão de abordar a revelação profética de Daniel. Muitas das imagens e muito da linguagem são iguais. O uso das ‘bestas’ é apenas um exemplo.

Outro exemplo é o emprego de números com vários significados. Quando interpretamos o livro do Apocalipse, portanto, devemos sempre nos perguntar que luz o livro de Daniel lança sobre ele. Uma característica notável do livro de Daniel é que deve ser interpretado historicamente, e não de forma preterista ou totalmente futurista. As profecias de Daniel — como sua profecia sobre as quatro bestas – cobriram o longo período da história da época de Daniel até a época do Primeiro Advento de Cristo.

Outra consideração importante em nosso princípio interpretativo geral com relação ao livro de Apocalipse é seu conteúdo interno; em termos de seu conteúdo interno, sugere um registro de eventos que ocorreriam em um espaço de décadas ou anos — um registro de eventos que provavelmente levará séculos para se desenrolar; fala das circunstâncias atuais envolvendo as igrejas da época, reis e reinos que surgiram desses reinos, um milênio de mil anos, o que nos direciona para o Segundo Advento de Cristo inaugurando Novo Céu e Nova Terra. Esses elementos por si só sugerem uma maior extensão do tempo humano para que esses eventos se desdobrem. Em outras palavras, os elementos do Livro do Apocalipse sugerem uma interpretação historicista, e não uma interpretação preterística ou futurística. Eles parecem incluir eventos do período entre a era Apostólica e o Segundo Advento, bem como elementos intermediários.

Pareceria muito estranho se a profecia focalizasse um ou outro fim, a destruição de Jerusalém ou a volta do Senhor no fim dos tempos — ficaria impossível incluir os eventos intermediários, a perseguição sob o império romano e as perseguições subsequentes.

Apocalipse segue o padrão de Daniel, sendo uma profecia que contém suportes separados por um grande intervalo de tempo. Ele inclui eventos para a era Apostólica e o Segundo Advento, bem como para os elementos intermediários e os reinos, que levaram um tempo considerável para cumprimento. Ao escritor foi dito que escrevesse sobre “as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas” (Apocalipse 1:19).

Outras críticas poderiam ser feitas sobre as interpretações preterísticas típicas do Apocalipse. Por exemplo, em Apocalipse 11: 4-13, o assassinato das Testemunhas não pode se referir ao massacre dos judeus rebeldes na Jerusalém literal em 70 dC, porque muitos estudiosos da profecia sugerem que estas testemunhas são homens, e são cristãos, pois parece que ascendem ao céu (Ap 11:12). Obviamente não podem ser judeus incrédulos. Os cristãos não estavam em Jerusalém no cerco de 70 dC porque fugiram; ao passo que os judaizantes foram os únicos mortos. E ainda há uma questão real de quando o livro do Apocalipse foi escrito, mas toda argumentação da interpretação preterista do Apocalipse depende da teoria de uma data anterior a 70 dC.

14) Cercaram o Arraial dos Santos em 70 dC?!

Os Preteristas Completos tomam os “mil anos” de Apocalipse 20:2 como simbólicos; eles dizem que o milênio está relacionado a um “período de 40 anos”, sendo da Crucificação de Cristo (30 dc) até a queda de Jerusalém em 70 dC, cumprindo toda a profecia dada nas Escrituras e no livro do Apocalipse. Mas há vários problemas com essa visão, como é visto em Apocalipse 20:8-10. O versículo 8 fala das “nações” nos quatro cantos da Terra, como “Gogue e Magogue”, sendo reunidas para a batalha. Esta profecia diz respeito aos capítulos de Ezequiel 38 – 39, onde eles vêm contra a casa de Israel (Ezequiel. 38:16). É visto em Ezequiel que aqueles que tentam este ato são destruídos (Ezequiel 39-4-6). O mesmo é visto aqui em Apocalipse 20:9: “… E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou”.

Esta não pode ser a Jerusalém ou os judeus de 70 dC. Os judeus rejeitaram Cristo e eram incrédulos, não “santos” que estavam sendo cercados pelo exército romano. Além disso, essa profecia se relaciona com os inimigos de Deus, que vemos aqui serem destruídos por Ele: “… de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou”. O exército romano não foi “destruído” por qualquer meio naquela época, mas foram “vitoriosos” na guerra com os judeus. No entanto, aqui, a confirmação da destruição dos inimigos de Deus, assim como a do diabo, é vista em Apocalipse 20:10: “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre”. Nada disso ocorreu em 70 dC como alegam os Preteristas Completos.

Encontramos também nesse contexto um detalhe que expõe a doutrina preterista vergonhosamente; eles alegam que a besta no capítulo 13 de Apocalipse é “Roma” do primeiro século. Esta passagem (Ap 19:20), se interpretarmos conforme a cronologia preterista, diz que a besta, Roma (?), foi presa, bem como o falso profeta, e seu corpo, representando seu reino, foi destruído naquela época (jogado no lago de fogo). O problema é que, segundo registros históricos, Roma permaneceu até o final do século IV.

É o Preterismo em contradição!

15) Quem são os mortos vindos da destruição (grande tribulação) de Jerusalém ?

Para o Preterismo, a Grande Tribulação aconteceu na destruição de Jerusalém; de acordo com eles foi um fato singular e jamais ocorrerá novamente. Em suma: não haverá mais Grande Tribulação!

O Preterismo também ensina que o Apocalipse já teve cumprimento; eles alegam que as profecias narradas no Livro tratam da guerra entre Jerusalém e Roma. Um destes textos diz: “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro” (Apocalipse 7: 13,14). Eles fazem parte da multidão vista no verso nove do mesmo capítulo: “Depois dessas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono , e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos”. Eles são cristãos, pois o texto anterior diz que eles “lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro” (v 14). Portanto, eles não podem fazer parte dos rebeldes mortos na cidade em 70 dC.

Conseguiram visualizar o enorme problema que o Preterismo terá que enfrentar? Esse problema não é pequeno, pois nenhum cristão morreu na invasão de Jerusalém em 70 dC.

Conforme o estudioso da Bíblia Adam Clarke, Epifânio atestou a fuga cristã de Jerusalém. Ele escreveu: “É muito notável que nenhum cristão tenha morrido na destruição de Jerusalém… [Enquanto] Vespasiano se aproximava com seu exército, todos os que creram em Cristo fugiram para Pella, e outros lugares além do rio Jordão; E assim todos eles escaparam maravilhosamente do naufrágio geral de seu país: nenhum deles morreu” (O Novo Testamento — Comentário e Notas Críticas, 6 vols. Nashville: Abingdon Press, pp, 228-29).

Eusébio também atesta: “ O povo da igreja de Jerusalém, por seguir um oráculo enviado por revelação aos notáveis do lugar, recebeu uma ordem de mudar de cidade antes da guerra e habitar certa cidade da Peréia chamada Pella … a partir deste momento – como se todos os homens santos tivessem abandonado por completo a própria metrópole real dos judeus e toda a região da Judeia – a justiça divina alcançou os judeus pelas iniquidades que cometeram contra Cristo e seus apóstolos, e apagou dentre os homens toda aquela geracão de ímpios” . (História Eclesiástica, tr. CF Cruse, 3a ed. Em historiadores eclesiásticos gregos, 6 vols. Londres: Samuel Bagster and Sons, 1842, p. 110).

Quatro anos depois veio a queda de Jerusalém. Tito sitiou a capital e seus aríetes derrubaram as grandes muralhas. Os judeus, que já estavam sofrendo saques, pestes e fome entre si, foram presas fáceis para a Décima Legião Romana.

Portanto, os preteristas devem identificar com urgência quem são estes cristãos vindos da Grande Tribulação, que eles dizem ter ocorrido na Jerusalém de 70 dC. Se não conseguirem, então que se rendam totalmente ao argumento futurista de que haverá uma Grande Tribulação para ocorrer no fim dos tempos.

16) Os cristãos não devem “contar com o futuro?

Temos confiança de um futuro melhor, mesmo após a morte. O futuro não depende do homem. O futuro está nas mãos de Deus e conforme o Seu cronograma. Se o homem explodir o mundo, Deus o restaurará e inaugurará Seu Reino.

Os futuristas, por definição, acreditam que Cristo logo virá a está terra para estabelecer Seu Reino e reinar: “E nos fizeste para nosso Deus, reis e sacerdotes; e nós reinaremos sobre a terra” Apocalipse 5:10. Mateus 5: 5 diz: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”. Mateus 6:10 complementa: “Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”.

Portanto, o “mundo”, no que se refere a esta terra física, será restaurado e regenerado de um estado de calamidade e tribulação (como nunca antes na história) na Segunda Vinda; esse mundo não vai, portanto, terminar no sentido de “nunca mais existir”. Uma definição para a palavra mundo, muito oportuna para este tópico, pode ser encontrada no dicionário de Webster: “Qualquer estado ou esfera de existência; qualquer cena ampla de vida ou ação; como, o mundo por vir” (Dicionário Webster do Novo Século XX, 1956).

Portanto, os futuristas acreditam que este mundo (isto é, era, estado de coisas) acabará; mas apenas no sentido de que passará para o “mundo vindouro”, que é um “mundo” melhor, conforme Jesus em Marcos 10:29,30: “Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no mundo vindouro a vida eterna”.

Assim, nós vemos um “tempo” melhor chegando em uma terra renovada (que é simplesmente esta mesma terra com a maldição contida).

Os futuristas não devem, portanto, ser colocados junto com os ambientalistas da desgraça e da tristeza, “A Profecia Celestina”, Nostradamus (ou qualquer outro escritor inspirado pelo diabo sem a verdadeira esperança bíblica) e os preteristas, os quais tem roubado a esperança de multidões, ensinando que este mundo continuará como está para sempre.

Esteja ciente que esse reavivamento do preterismo apenas sufocará a pouca vida que resta entre os cristãos. Tirará a única coisa que está fazendo muitos prestarem atenção. O preterismo mergulhará multidões num mundo sem esperança.

17) “É, mas ainda será

É verdade que esta era é a era da realização — a era messiânica. Mas isso não é tudo; o NT descreve esta era como o aspecto inaugurado da era vindoura — sua plenitude aguarda a culminação das eras no retorno de Cristo.

A profecia do tempo do fim foi cumprida, mas seu cumprimento culminante ainda está por vir. O preterismo falha em reconhecer este cumprimento “agora e mais uma vez” da profecia bíblica, difundido em toda a Palavra profética.

Gênesis 3:15 — a primeira profecia das Escrituras, encontra seu cumprimento na primeira vinda de Cristo e ainda atinge o ponto culminante em estágios (Mat. 12: 22–29; João 12:31; Rom 16:20; Ap. 19– 20). O reino de Deus está aqui (Mateus 12:28 ; Colossenses 1:13) e ainda está por vir (Mateus 6:10; Lucas 19:11; 2 Timóteo 4: 1; 2 Pedro 1:11; Ap 11:15). O Rei veio (Mateus 2: 2), assumiu seu lugar no trono de Deus (Atos 2:36) e ainda virá a exercer todos os direitos de seu reinado (Lucas 19:11ss; Apocalipse 19 :11ss).

A tribulação e o Anticristo estão aqui e ainda estão por vir (1 João 2:18, 22; 4: 3; 2 João 7). Somos a nova criação (2 Coríntios 5:17), e ainda assim a aguardamos (Apocalipse 21: 5) Aguardamos a ressurreição (João 5: 28–29 ), embora a hora da ressurreição tenha chegado (João 5:25). A vida eterna é nossa hoje (João 5:24), e ainda assim aguarda o dia final (Dan 12: 2).

Este agora e ainda não, mostra o cumprimento da profecia “em etapas”, e é um assunto padrão nas Escrituras. Existe hoje uma sobreposição de épocas. A era messiânica por vir chegou, mas apenas em sua forma inaugurada — sua plenitude aguarda a consumação.

É essencial reconhecer esse fenômeno nas Escrituras se quisermos entender a profecia bíblica. Este cumprimento “agora e ainda não” é, insisto, o padrão regular, e devemos ter cuidado para não forçar os aspectos “ainda não” de determinadas profecias no molde do “agora”. Em outras palavras: muita atenção devemos ter com relação ao suposto cumprimento passado de uma profecia que ainda não se cumpriu, que é o modelo preterista.

18) A Restauração de todas as Coisas

O Preterismo Completo ensina que este mundo vil continuará como está para sempre. Eles não se importam com os tantos questionamentos sobre as condições degradantes da humanidade que piora a cada dia. Guerras, fome, pestes, catástrofes e injustiças, segundo eles, não terão fim. Eles são eternamente implacáveis! Porém, caro amigo leitor e cristão, não desanime; Deus tem uma palavra de esperança e conforto para você.

A criação “muito boa” e “abençoada” de Gênesis 1-2 agora está sob o julgamento divino (Gênesis 3); e os escritores bíblicos subsequentes antecipam uma restauração da ordem criada e reversão da maldição “no novo céu e na nova terra” (Isa. 65:17; 66:22; 2 Ped 3:13; Ap 21: 1).

Mesmo se as muitas passagens de “volta ao Éden” nos Profetas (por exemplo, Isaias 11:6-9; e Isaías capítulos 25-26 e 65-66 ) sejam entendidas em termos simbólicos (o que não é de forma alguma certo), outras profecias relacionadas parecem inequivocadamente claras. Em Romanos 8: 18 – 23, por exemplo, Paulo afirma que esta ordem presente, “sujeita à futilidade” (8:20) e marcada por “gemidos” (8:22), em queda e no “cativeiro da corrupção” (8:21), experimentará uma reconhecível reversão na ressurreição dos justos (8:23).

Não há dúvidas quanto ao pecado humano ter afetado a ordem criada, mas está ordem criada será recuperada na redenção humana final, e será totalmente restaurada.

Pedro também nos orienta a esperar um dia de renovação cósmica: “Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.

Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?

Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pedro 3: 10-13).

A história dessa era terminará, não continuará como está em sua queda – ela alcançará seu objetivo pretendido e testemunhará “a restauração de todas as coisas” (Atos 3:20,21). Deus não deixará a criação — ou a humanidade — em sua condição decaída. Seu propósito “bendito” para a criação ainda será realizado (Ef 1:10; Ap 21–22 ). Essa é a perspectiva difundida na profecia bíblica.

19) As descrições bíblicas do retorno de Cristo

As profecias bíblicas, de fato, nos levam a esperar mais por vir? A resposta é um sim retumbante!

Em seu discurso no Monte das Oliveiras, o próprio Senhor afirma que seu retorno será pessoal e visível: “eles verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens” (Mt 24:30; cf. Dn 7: 13-14; Mt 26:64). Os anjos em sua ascensão reafirmam explicitamente o mesmo: “ele virá da mesma maneira que vocês o viram ir para o céu” ( Atos 1: 9-11 ). João reafirma também: “Nós o veremos como ele é” (1 João 3: 2); “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá” (Apocalipse 1: 7). Essas palavras claramente nos levam a esperar um retorno pessoal, corporal, visível e reconhecível de nosso Senhor, que a história ainda está para testemunhar. Na verdade, Jesus nos alertou para não sermos enganados por aqueles que afirmam que ele já voltou, garantindo-nos que quando ele vier, será inconfundível e todos saberão ( Mt 24: 23-27 ).

O mesmo acontece com a vindoura ressurreição dos mortos. Ninguém contesta que existe uma ressurreição espiritual que experimentamos em Cristo hoje (João 5:25; Efésios 2: 5), mas muitas passagens bíblicas nos asseguram que nossa ressurreição corporal ainda está por vir (João 5: 28-29; Atos 24:15; Fil 3:11; 1 Ts 4: 13-18 ). Na verdade, o próprio argumento de Paulo em 1 Coríntios 15 é que a esperança de nossa futura ressurreição corporal está ligada ao próprio evangelho. Assim como Cristo ressuscitou dos mortos, nós que estamos nele também ressuscitaremos (15: 20-23) com um corpo contínuo com o corpo desta vida, mas adequado para a era por vir (15: 35-57), um corpo como o corpo da ressurreição de Jesus (15:49; cf. Fp 3: 20-21 ).

O propósito salvífico de Deus é abrangente; ele nos restaurará de corpo e alma (Rom 8:23). Num dia vindouro, a própria morte será destruída, até mesmo revertida (1 Cor. 15: 54,55), e então, por fim, “não haverá mais morte; não haverá mais pranto, nem clamor, nem dor, porque as coisas antigas já passaram” (Ap 21: 4). Esta é a feliz perspectiva do propósito salvador de Deus.

O mesmo acontece com os julgamentos do tempo do fim. A devastação de Jerusalém em 70 dC, por mais terrível que tenha sido, não esgotou as profecias do julgamento mundial ainda por vir (Atos 17:31; cf. Apocalipse, capítulos 6-19). Ainda está por vir o dia em que Deus destruirá todos os seus inimigos e dará vindicação pública ao seu povo anteriormente perseguido (2 Tessalonicenses 1: 5-10).

O espaço permite apenas uma breve menção da perspectiva bíblica da conversão de Israel. Nosso Senhor falou sobre isso em Mateus 23: 37 – 39: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta; porque eu vos digo que desde agora não me vereis mais, até que digais: Bendito o que vem em nome do Senhor”.

Seria difícil satisfazer as demandas desta profecia dentro de uma estrutura preterista (compare com Romanos capítulos 9 e 11; detalhe em 11:26).

20) Um futuro reino de paz

As Escrituras declaram que Jesus virá em sua glória e que num tempo posterior a Nova Jerusalém descerá do céu para em seguida desfrutarmos de um tempo eterno de paz. No entanto, os preteristas entendem que tudo isso teve início imediatamente após a vinda invisível de Jesus em 70 dC.

O preterista supõe que o triunfo das armas romanas, a visão de uma cidade se dissolvendo, os gritos de vitória de um soldado gentio e brutal, e os gemidos, sangue e morte de milhares massacrados constituíram a glória da vinda de Cristo. Ou seja, a beleza da Glória de Deus perdeu-se entre escombros, tendo o mundo continuado como está até a presente era. E isso os preteristas chamam de viver num tempo em que não haveria “dor, morte, pranto e clamor”.

A posição dos preteristas em negar o reino de Cristo é refutada por muitas profecias ainda não cumpridas que devem ser cumpridas em um reino terreno.

Vejamos algumas dessas passagens:

E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.

E o reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão, e lhe obedecerão” Dn 7:14,27.

Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” Mat 5:5.

E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” Mat 19:28.

E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações, e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai” Ap 2:26,27.

E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” Ap 5:10.

Esse reino será centralizado em Jerusalém!

PALAVRA que viu Isaías, filho de Amós, a respeito de Judá e de Jerusalém. E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.

E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.

E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear” Isaías 2:1-4.

E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente” Isaías 24:23.

“E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca da aliança do Senhor, nem lhes virá ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão; nem se fará outra.

Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do Senhor, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Senhor, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno.

Naqueles dias andará a casa de Judá com a casa de Israel; e virão juntas da terra do norte, para a terra que dei em herança a vossos pais” Jeremias 3:16-18.

DEPOIS veio a mim a palavra do Senhor dos Exércitos, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Zelei por Sião com grande zelo, e com grande indignação zelei por ela.

Assim diz o Senhor: Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade da verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo.

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda nas praças de Jerusalém habitarão velhos e velhas; levando cada um, na mão, o seu bordão, por causa da sua muita idade. E as ruas da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão.

Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se isto for maravilhoso aos olhos do restante deste povo naqueles dias, será também maravilhoso aos meus olhos? diz o Senhor dos Exércitos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo da terra do oriente e da terra do ocidente; E trá-los-ei, e habitarão no meio de Jerusalém; e eles serão o meu povo, e eu lhes serei o seu Deus em verdade e em justiça” Zacarias 8:1-8.

MAS nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos.

E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.

E julgará entre muitos povos, e castigará nações poderosas e longínquas, e converterão as suas espadas em pás, e as suas lanças em foices; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra” Miquéias 4:1-3.

Veja também Salmo 48 e Zacarias Capítulos 1-2.

Agora leia o que acontecerá após o segundo reagrupamento de Israel; depois que o Evangelho for transmitido aos gentios:

E acontecerá naquele dia que a raiz de Jessé, a qual estará posta por estandarte dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso.

E há de ser que naquele dia o Senhor tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar.

E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra” Isaías 11:10-12.

O primeiro reagrupamento de Israel seguiu ao cativeiro babilônico. Este segundo reagrupamento de Israel da dispersão entre as nações nunca foi cumprido e está sendo claramente cumprido em nossos dias. Este é o sinal mais óbvio de que o cenário está sendo armado para o breve retorno do Senhor para reinar gloriosamente nesta terra em cumprimento dessas muitas profecias de um tempo glorioso vindouro, quando “um rei reinará em justiça” nesta terra; é quando “a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”.

Deus seja louvado!

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