Contradições do Preterismo


A  doutrina preterista declara que grande parte  do Livro  de  Apocalipse, Mateus capítulo 24, Lucas 21:5-36 e referências, já se cumpriram. Alegam que as profecias citadas nestes contextos apontavam para conflitos da igreja primitiva, e que, portanto, já tiveram cumprimento em 70 d.C. quando os romanos atacaram e destruíram Jerusalém e Israel. Em níveis diferentes de interpretação, esta visão combina o simbolismo com alegoria ensinando que o vasto contexto profético de Apocalipse não lida com eventos futuros específicos.

Na verdade, o preterismo apresenta uma doutrina confusa, recheada de mudanças feitas ao longo dos anos. Estas mudanças foram inseridas por que apareceram muitas refutações contra a escola preterista obrigando-os a fazer ajustes urgentes para que a proposta pudesse ficar  de acordo com as Escrituras. Entretanto, o tiro saiu pela culatra, pois aconteceu exatamente o contrário: nos últimos tempos inúmeras contradições surgiram, tornando impossível conciliar a visão preterista com a Bíblia.

Vou reunir aqui várias dessas contradições e analisar uma a uma  sob a luz  das Escrituras Sagradas. E, tenha certeza amigo leitor: nenhuma delas prevalecerá diante da  Palavra de Deus.

1) Espanto entre os reis de toda a terra

Está escrito em Apocalipse 6:15, 16, “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro. E o verso 17, diz: “Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?”

Segundo os preteristas, este grande dia da ira aconteceu quando Jesus veio sobre Jerusalém em 70 dC através das tropas romanas. Há, no entanto, vários problemas para essa interpretação, pois esta passagem  estabelece uma visão profética para o fim dos dias. E nem que tentem os preteristas, eles jamais poderiam dar explicações satisfatórias do porque os reis de toda a terra estavam se escondendo nas cavernas e nas rochas em 70 dC, correndo da ira de Deus que se abateria sobre Jerusalém.

Em Apocalipse 17:2 vemos os “reis da terra” cometerem fornicação, e seus habitantes se embriagaram com o vinho da sua prostituição.  Esta Babilônia é o centro comercial da terra, isto certamente não se encaixa na Jerusalém do primeiro século. Apocalipse 18-9-10,11, diz que os comerciantes e os reis chorarão, sobre ela prantearão, quando vê-la queimando.

Não houve reis, principalmente do Império Romano a lamentar sobre Jerusalém em 70 dC, pelo menos não há registros sobre – Isso é contrário ao crédito preterista da Babilônia ser Jerusalém. Muito provavelmente o Império Romano “comemorou, e não lamentou” sobre sua destruição.

Em continuidade, surge uma questão para determinar quem é o grande mistério do momento. Nas visões de João o anjo lhe mostra um grande império que dominava nações.

Não se espera que Jerusalém, que foi destruída pelos romanos em 70 dC, poderia ser a mesma metrópole vista no capítulo 17, pois o texto diz que a mulher, a grande cidade, reina (está reinando) sobre os reis da terra. Os judeus e Israel certamente não reinavam sobre os reis da terra nesse tempo. Roma e os reis da terra não estavam sujeitos aos judeus e a cidade santa. Muito pelo contrário, os judeus e sua cidade foram alvos de Roma e seu Imperador, o rei da terra habitada.

2) Mortos por causa do testemunho 

Em Apocalipse 12-17 e 13-7, o dragão e a besta fazem guerra aos santos, (12-17), aqueles que guardam os mandamentos de Deus e o testemunho de Jesus Cristo. No entanto, na guerra judaica de 66-70 dC a batalha era contra os judeus rebeldes, e não contra os  crentes em Cristo. Estas passagens mostram uma contradição clara do preterismo, que considera que esses registros sustentam a prova da guerra em Jerusalém pelos exércitos romanos. A história diz-nos que aqueles em Cristo, a maioria se não todos, sairam de Jerusalém antes dos romanos completamente cercar e destruir os “judeus incrédulos.” Os seguidores de Cristo escaparam para uma cidade chamada Pella, na Palestina.

3) Todo o sangue derramado sobre a terra 

Mesmo se Jesus tivesse aludido implicitamente que Jerusalém seria a cidade sobre a qual recairia a vingança do “sangue de todos os justos derramado sobre a terra“, ainda assim ela não poderia ser identificada como sendo, Mistério, Babilônia. Em Babilônia é encontrado o sangue de todos os que foram mortos na terra.  Essa é uma culpa ainda mais abrangente do que aquela que recaiu sobre os escribas e fariseus.

4) Judeus Idólatras

A descrição da prostituta de Apocalipse parece comunicar o seu grande envolvimento com a idolatria (adultério espiritual, coisas impuras e abominações); esta não é uma descrição da Jerusalém do primeiro século, à luz do fato de que a cidade daquela época era estritamente monoteísta. A condição dos judeus em 70 dC não pode ser a que foi descrita em Apocalipse 9:20, onde fala daqueles que foram feridos pela explosão de sexta trombeta; alguns dos quais foram mortos, e alguns poupados, não poderiam ter sido judeus, pois o texto diz que estes estavam envolvidos com idolatria,

E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.

Não seria possível aplicar essa passagem aos judeus, pois eles não eram idólatras. Não podemos envolver a Jerusalém de 70 dC em um contexto que a acusa de fabricar ídolos de ouro, de prata e de bronze.

5) Caifás viu a Vinda de Jesus?

Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote [Caifás], disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhe Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.”, Mateus 26:63, 64.

Aqui temos O “Filho do homem vindo”; outra passagem que é frequentemente citada pelos preteristas como um texto cumprimento apontando para dC 70.

O argumento típico preterista é o seguinte: Jesus disse a Caifás que ele iria vê-lo no seu reino, o que foi uma profecia cumprida em 70 dC, quando Caifás viu Jerusalém em ruínas destruída pelas mãos dos romanos.

O fato triste, porém, é que Caifás morreu muito tempo antes de 70 dC!

Caifás foi deposto por Vitélio, governador da Síria em 37 dC. O biógrafo mais completo de Caifás, Helen K. Bond (professor titular de Linguagem do Novo Testamento, da Universidade de Edimburgo), concluiu, após uma década de estudos que, “depois de dezoito anos como sumo sacerdote, Caifás, demasiado idoso e enfermo, morreu logo após essa data”. (Caifás: Amigo de Roma e Juiz de Jesus, p 89).

Em 1990, o ossuário de Caifás foi descoberto. Esta relíquia tem resistido a todos os ataques acadêmicos por razões epigráficas, incluindo a inscrição e outros enfeites, e foi certificado como autêntico. Nesta caixa extremamente ornamentada está inscrito o nome de Caifás – segundo estudos os ossos são de um homem de 60 anos de idade. Se Caifás viveu até dC 70 e viu a destruição de Jerusalém, então ele teria apenas oito anos quando começou a reinar como sumo sacerdote em Israel, e tinha apenas 20 anos quando condenou Jesus. Mas não é somente isso, ainda há outro detalhe…

Mesmo que Caifás não tenha morrido em torno de 40 dC, ainda assim não há o menor fragmento de evidência que ele viveu para ver a destruição de Jerusalém. E se ele morreu logo depois, não houve praticamente nenhuma chance para sepultar o sumo sacerdote em meio a destruição e miséria, condições impossíveis de se encontrar em Jerusalém após os ataques do exército romano. Na verdade,  ficaria quase impossível concluir que ele tenha sido tão cuidadosamente colocado para descansar em um ossuário ornamentado no túmulo da família diante de tanto lixo e escombros, sem falar na falta de liberdade, pois Jerusalém estava totalmente destruída e vigiada pelo exército inimigo. Seu túmulo fica ao sul de Jerusalém, em uma área que havia sido controlada pelos romanos desde cerca de 58 dC. Para todo este tempo e despesas, o tão cuidadoso enterro de Caifás torna o fato altamente improvável de ter acontecido em 70 dC ou logo depois.

A razão de Caifás ser tão importante nesta narrativa (e não apenas um personagem entre os escribas, os anciãos, e todo o Sinédrio) é que no contexto imediato da presente declaração, Caifás foi especificamente apontado como o destinatário da profecia.

Certamente Caifás não viu a vinda de Jesus em sua época. Jesus dizia que a geração de Judeus, que na ocasião da sua segunda vinda representaria todos que ali estavam, O veriam vindo sobre as nuvens.  Caifás era apenas um tipo de sacerdote anticristão da alta produção final, o fim dos tempos. “Caifás” vai ver a vinda de Jesus em poder e grande glória.

6) Fatos em Mateus 24

Quero apresentar ao leitor alguns fatos que, segundo o preterismo, já ocorreram antes da destruição de Jerusalém. Acompanhem a leitura e observem como as contradições  saltam diante dos olhos,

5  Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos…

11 E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos… 

24 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos

A turbulência promovida por estes falsos ministros seria tão grande que a advertência é repetida em três versículos. Por que Jesus   repetiu  esse  alerta  por três vezes para sua geração se os falsos mestres que rodearam  a Igreja até 70 dC não passaram de uma dúzia?

Nunca se leu ou ouviu sobre estes muitos falsos profetas que estiveram presentes entre 30 e 70 dC promovendo sinais e prodígios ao ponto de conseguir enganar até os escolhidos. A profecia só faz sentido se a encaixamos em  nossa época. A observação do Apologista Lucas em seu site também reforça meu argumento,

“… não há qualquer registro histórico de que, entre 30 e 70 d.C, alguém saiu por aí dizendo ser o “Cristo”, muito menos “numerosos” falsos profetas (v.11)…  que fizessem “grandes sinais e maravilhas”(v.24).

Clique aqui  Mateus 24 favorece o preterismo?

Paulo deixa implícito que o aparecimento de falsos obreiros, falsos profetas e falsos apóstolos ocorreriam de uma forma mais crescente depois de 70 dC,

Ato 20:29 –        Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho

João, escrevendo muito tempo depois da destruição de Jerusalém, atesta,

1Jo 4:1 –           AMADOS, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.

O termo, têm se levantado, poderia ser melhor traduzido por: Começaram a aparecer.

Por outro lado, Mateus escreveu seu evangelho entre 55 e 60, portanto, quase trinta anos após o discurso do Senhor e perto da destruição de Jerusalém, não fazendo nenhuma adição sua ao contexto, alertando sobre os falsos Cristos que já proliferavam. Isso deve significar também que eles não poderiam jamais se multiplicar em números elevadíssimos nos poucos anos que faltavam até chegar em 70 dC.

A impressão que se tem quando nos atentamos para esse contexto tendo por base a  visão preterista, é que os falsos profetas não existem mais – Eles vieram e se foram, como  tudo o que eles dizem que cumpriu-se  em 70 dC. Aliás, tem muita coisa que eles garantem  ser figura, mas a impressão é que tudo se transforma em fumaça ou neblina, pois na interpretação figurada dos preteristas  o que é simbólico some, evapora!

6 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

Não  houve um contexto de guerras e rumores de guerras, nação contra nação e reino contra reino numa época – antes de 70 d.C – que o mundo todo era subjugado ao império romano, onde ninguém  lhes fazia guerra e muito menos guerreavam entre si.

Aqui podemos aplicar o mesmo raciocínio acima,  que tudo cumpriu-se em 70 dC. Ou seja, as profecias de Jesus sobre guerras e rumores de guerras não se encaixam na nossa época, tão cheia de guerras, fomes, pestes, terremotos e pragas jamais vistas no planeta.

12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.

Segundo os preteristas todos os moradores de Jerusalém iam ficar gelados na fé e a iniquidade iria se multiplicar entre eles. Isso só pode ser uma tremenda brincadeira de mau gosto!

13 Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.

Aqui novamente o preterismo garante que os moradores de Jerusalém deveriam perseverar até o fim da destruição da cidade e serem salvos. Destruídos, sem morada, sem nação, quando seriam espalhados sobre toda a terra… e a promessa é que seriam salvos. Somente o preterismo pode explicar essa abominável contradição.

14 E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

Aqui é o fim de Jerusalém  conforme afirmam  os preteristas. Segundo eles, Jesus está dizendo que o evangelho seria pregado em todo o mundo e depois viria o fim de  Jerusalém.

contradicoes 57) Contradição maior,  impossível!

Para o Preterismo, Armagedon trata da suposta queda de Jerusalém em 70 dC. Provavelmente, por este motivo é que a maioria preterista interpreta que a besta e seus exércitos são supostamente vindo de Roma contra a Cidade Santa, mas isto dificilmente pode ser verdade, pois Tito e os exércitos romanos foram os vencedores em 70 dC, enquanto Apocalipse diz que “a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e contra os seus exércitos” (Apocalipse 19:19), foram os perdedores.

Vamos ver como o preterismo sairá dessa agora, pois aqui encontramos registros de uma outra batalha, ocorrida após a queda de Babilônia (que eles dizem ser Jerusalém) em Apocalipse 18

Uma facção do preterismo afirma que a besta era o imperador romano Nero ou mesmo seu sucessor. Entretanto, Nero suicidou-se dois anos antes de Jerusalém ser destruída. Por outro lado, é preciso lembrar que Jerusalém foi destruída sob o imperador romano Vespasiano, não Nero. Além disso, se admitem que Nero foi o Anticristo, Vespasiano ou Tito, o falso profeta, devem admitir também que eles foram “lançados vivos no lago de fogo e enxofre” (Apocalipse 19:20).

“E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre”.

As atividades desses homens aparecem em várias partes do Livro de Apocalipse. Evidente que o preterismo deve admitir que eles sejam os mesmos personagens lançados vivos dentro do lago de fogo. O problema para essa interpretação é que esse desfecho ocorre no capítulo 19, imediatamente após  um grande confronto,  onde está registrada a derrota de um numeroso batalhão e  seus generais, liderados pelo Anticristo, a besta. E para piorar bastante a situação do preterismo, essa guerra supostamente ocorreu após a queda de Babilônia!

Quando  foi que os reis da terra e seus exércitos se aprontaram para  guerrear contra  ao que estava assentado em seu cavalo e seu exército?

Apocalipse 19 registra como estes homens diabólicos, a besta e o falso profeta, foram por fim lançados no lago de fogo e enxofre – nenhum preterista duvida que eles estivessem presentes na profecia antes da queda de Babilônia. Sendo assim, e seguindo a tese do preterismo, temos que localizar o julgamento destas duas figuras reais imediatamente após a destruição “de Jerusalém” (cap 18).

Fica sumamente impossível aos preteristas admitir que o Capítulo 18 cumpriu-se em 70 dC e o 19 somente cumprir-se-á no fim de nossa era, pois o texto mostra as ações maléficas desses homens durante todo o Livro Profético, nos apresenta a queda de Babilônia, e por fim registra o julgamento dos mesmos em Apocalipse 19.

Observe o leitor que este capítulo revela que eles foram instrumentos do julgamento de Cristo que havia voltado (?). Quem os julga e os lança no lago de fogo é o próprio Jesus na manifestação da sua Vinda, a qual os preteristas são obrigados a garantir que já ocorreu.

Quem poderia agora entender essa terrível contradição preterista? Observem no início que os que estão envolvidos para batalhar contra aquele que está assentado em seu cavalo são os derrotados, o que não ocorreu em 70 dC, pois o exército romano saiu vencedor.

Aqui está falando de outra batalha! Quando ela ocorreu?

E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes. Apoc 19:19-21

Babilônia já havia sido destruída, estas coisas só aconteceram depois, como diz em 19:1 e 2,

“E, DEPOIS destas coisas ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus; Porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos”.

No entanto, como poderiam responder sobre esse combate? Onde e quando ocorreu? E para piorar bastante a situação da escola preterista, ainda há o registro de uma outra guerra, da qual Jerusalém sai triunfante. Está em Apocalipse 20:8, 9

“E [Satanás] sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou”.

Isto já aconteceu?

Essa teoria do preterismo não corresponde aos fatos, pois a queda de Jerusalém em 70 dC não extinguiu o anticristo. Nem a morte da “besta” – que segundo a interpretação destes tem que ser Nero -, e nem os milhares de judeus mortos no cerco de Jerusalém, pôs fim ao anticristo. Por quê? Porque o Anticristo e muito menos o falso profeta existiam nessa época.

Essa é a falha aberrante do preterismo, que é doutrinariamente confuso ao extremo. Observem que o capítulo 19, imediatamente após a Vinda de Jesus, registra o destino do Anticristo e do falso profeta, além de afirmar sobre outra grande batalha, seguido do capítulo 20, que também alerta sobre um exército imenso avançando sobre Jerusalém e sendo totalmente derrotado.

Só existe uma maneira de resolver essa confusão toda!

A conclusão legítima da interpretação textual é claríssima: Apocalipse jamais foi escrito antes da queda de Jerusalém, sendo que os capítulos 18 e 19, como várias outras partes do Livro, ainda não tiveram cumprimento!

Leia também O Preterismo e Zacarias 12-14

8)  Os Discípulos não percorreram todas as Cidades de Israel?

Mateus 10:22-23 e Mateus 10:5-7

E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. Quando pois vos perseguirem nesta cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel sem que venha o Filho do homem”.

Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel;  E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus“.

Conclusão Preterista

(1) Jesus iria retornar antes de os discípulos terem passado por todas as cidades de Israel

(2) não levaria mais de 40 anos para os apóstolos passar por todas as cidades de Israel

(3) Jesus iria retornar dentro de um período relativamente curto de tempo (40 anos, ou em 70 AD).

Há muitos outros pontos que podem ser trazidos nas oportunidades que essa passagem fornece. Esse pensamento é sobre o paradoxo dos seguidores de Cristo ter evangelizado todo o mundo conhecido antes de 70 dC, mesmo não tendo percorrido todas as cidades de Israel.

É ensinado em toda a literatura preterista  que o evangelho seria pregado ao Império Romano inteiro antes de 70 dC. A lista dos versos é normalmente oferecida para provar que o evangelho tinha sido pregado a todo o mundo no cumprimento da declaração de Jesus em Mateus 24: “este evangelho do reino será pregado em todo o mundo (oikoumene), em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”.

Então, este modelo desafia a intuição, sugerindo que os discípulos eram A) capaz de evangelizar todo o mundo conhecido antes de 70 dC, e ainda B) não foram capazes de dar cobertura nas cidades em seu próprio quintal após 40 anos de evangelização!

O Evangelho foi pregado ao mundo inteiro até 70 dC e ao mesmo tempo os discípulos não conseguiram percorrer todas as cidades de Israel? Tenha em mente que eram as cidades de Israel que supostamente não haviam sido ainda alcançadas – mesmo 40 anos depois.  Aqui o preterismo tropeça, declarando que o evangelho foi pregado a “toda criatura”  antes de 70 dC, enquanto o contexto  diz que os discípulos não percorreram todas as cidades de Israel pregando a Palavra. Um exemplo apenas, dentre centenas, de como o Preterismo torce a Palavra de Deus para manter suas heresias. Eis aí um erro de interpretação grosseiro ao extremo!

9) Até que Ele venha

Na ceia do Senhor os cristãos primitivos foram ensinados a “anunciar a morte do Senhor até que Ele venha” (1 Coríntios. 11:26). Se em 70 dC ocorreu a segunda vinda do Senhor, em seguida, os discípulos deveriam ter cessado a participação da Ceia!

Esta teoria exige uma re-interpretação de muitas passagens claras e prejudica o ensino bíblico básico sobre a nossa adoração e esperança. Se quisermos participar da Ceia do Senhor “até que Ele venha”, e ele já veio, não há propósito na participação da Ceia  hoje para nos lembrar a crucificação de Cristo,  e nem deveríamos estar ansiosos para a ressurreição no último dia ( Jo 6:39,40,44,54; 12:48).

O problema é que Jesus so veio uma vez, e a Bíblia esclarece que haverá uma segunda vez apenas no fim do mundo  – esta não será a terceira vinda.

Heb 9:28 – Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.

10)  Última hora depois do Apocalipse

Outro problema aqui para o Preterismo, que é apaixonado por expressões como, “a hora é chegada”; “em breve”; “o tempo está próximo” e similares.

Segundo muitos teólogos católicos, João escreveu suas pequenas epístolas após ter sido liberto do cativeiro na ilha de Patmos, quase três décadas após a destruição de Jerusalém

O problema é que João continuou afirmando…

Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. (I João 2:18).

a “última hora”

11) Não provarão a Morte

Mateus 16:28, Marcos, 9:1 e Lucas 9: 27, dizem,

a)       “Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que não provarão a morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.”

b)       “DIZIA-LHES também: Em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte sem que vejam chegado o reino de Deus com poder“.

c)       “E em verdade vos digo que, dos que aqui estão, alguns há que não provarão a morte até que vejam o reino de Deus.”

Conclusão preterista: Jesus voltaria antes que alguns daqueles dentre sua audiência imediata morresse.

Refutação:

Das duas uma: Ou Jesus falava da transfiguração, ou fazia referência a sua glória, vista e descrita por João na Ilha de Patmos.

A interpretação de que o cumprimento dessa passagem pode fazer referência ao acontecimento da transfiguração foi cogitado por muitos e não deve ser abandonado. Alguns estudiosos opinam que isso pode parecer estranho, pois Jesus indica a maravilha de “alguns” viverem para vê-lo no seu reino, quando o cumprimento ocorreria apenas seis dias depois.

Quantos Jesus quis dizer por alguns? Talvez apenas uma pessoa.

“Alguns” – palavra grega “tis” – Strong # 5100

É um pronome indeterminado que pode significar muita coisa:

Quando se refere a alguém pode significar um homem qualquer, certo homem, ou alguns homens…

Apocalipse é o registro de João de ter “visto” Jesus no seu reino.  João escreveu o Apocalipse no final de sua vida – em cerca de 96 AD, quase a beira da morte. João era “um certo” (“tis”), que estava presente quando Jesus falou em Mateus 16:28, Marcos 9:1 e Lucas 9:27. Portanto, João viveu para “ver” Jesus no seu reino – isto pode ser o cumprimento de Mateus 16:28, Marcos 9:1 e Lucas 9:27.

12) Não estão escritos no livro da vida do Cordeiro

Apo 13:8 –      E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Segundo o preterismo, os que habitam sobre a terra são os habitantes de Jerusalém, os judeus, o povo escolhido. No entanto, o versículo esta dizendo que estes que habitam sobre a terra não tem seus nomes escritos no livro da vida. Estes habitantes da terra se comportaram como idolatras e foram punidos por isso. Não podem ser os judeus de 70 dC.

Um absurdo sem  medida afirmar que o povo escolhido de Deus, Israel, seu primogênito, que por fim verá a salvação (  Rom 11:26 ) está sendo descrito neste contexto de Apocalipse: Esses, cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida, serão lançados no inferno.

Não podemos acreditar  que o contexto trata de Israelitas quando declara sobre “TODOS” que habitam sobre a terra, sem exceção de nenhum, e ainda  por cima admitir que seus nomes nunca foram escritos no Livros da Vida!

Observem como fica o versículo segundo a teoria do preterismo. Ajunta no meio desse TODOS, os discípulos e a Igreja,

E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra [ de Jerusalém ], esses [ da terra de Jerusalém]  cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

E para esculhambar de vez com o preterismo, observe nessa passagem que os Israelitas  o povo escolhido de Deus,  jamais teve seu nome escrito no Livro da Vida desde que o mundo foi criado,

Apo 17:8 –      A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição; e os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida, desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá.

13) Estamos no Milênio

A ideia de que Satanás já foi “amarrado” está em clara contradição com a declaração de Pedro: “o diabo, como um leão que ruge, anda ao derredor buscando a quem possa tragar” (I Pedro 5:8). O apóstolo Paulo refere-se a Satanás como o “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2).

Uma ala do preterismo admite que estamos no milênio. Sendo assim, isso deve significar que Satanás esta amarrado e preso, Apocalipse 20:2. Se ele esta aprisionado mesmo, então as advertências de Pedro e Paulo acima não servem mais para nossa época. Satanás não mais busca a quem devorar, e nem mesmo opera nos filhos da desobediência. Se Satanás está preso hoje, por que as nações ainda estão sendo enganadas?

Se já estamos no Milênio, porque ainda há guerra no mundo? Quando o leão deitou-se com o cordeiro? E quando as nações colocaram suas armas em arados? Se os 1.000 anos são apenas simbólicos, então é o reinado de Cristo apenas simbólico? Se Deus quebrou sua aliança eterna com Israel, como nós sabemos que Ele não vai quebrar o seu pacto de vida eterna com a gente?

Se Deus abandonou o Israel étnico, por que Paulo pergunta: “Será que Deus rejeitou o seu povo?” E por que ele responde de forma tão enfática, “Deus me livre!” (Romanos 11:1)? Por que Paulo disse de Israel, ” tropeçaram para que caíssem?” E por que ele respondeu novamente: “Deus me livre!” (Romanos 11:11)? Por que Paulo afirma que “a cegueira em parte aconteceu a Israel, até que a plenitude dos gentios se complete” (Romanos 11:25)? Por que ele acreditava que “todo o Israel será salvo” (Romanos 11:26) se Deus abandonou seu povo?

A doutrina preterista está em apuros!

14) Apostasia depois de 70 dC

O argumento da dogmática católica preterista afirma que a apostasia descrita em Apocalipse para a maioria das Igrejas ali apresentadas ocorreu antes da destruição de Jerusalém. Portanto, o que se deve concluir é que, as sete cartas endereçadas as sete Igrejas foram escritas antes de, no máximo,  65 dC.

Apocalipse 3:14-22 descreve a igreja de Laodicéia em meio a riqueza (v. 17). Essa não pode ser a visão de uma Igreja que existia antes de 70 dC. Em 61  um terremoto visitou a cidade de Laodicéia, que levou quase duas décadas para ser reconstruída. Tácito escreveu, “Laodicéia foi destruída por um terremoto neste ano [61 AD] e reconstruída a partir de seus recursos, sem qualquer subvenção de Roma”. Esse terremoto foi em toda a cidade, e não se limita apenas a parte dela como supõem alguns preteristas, que enrolados em seus argumentos precisaram limitar o terremoto em apenas uma parte da cidade, tentando salvar quase toda a região de Laodicéia  apenas para dar significado a Igreja, a qual eles dizem que era rica e abastada antes de 70 dC. Ora, se o terremoto aconteceu apenas numa pequena parte da cidade,  afirmam, obviamente daria tempo de ela ser reconstruída antes da queda de Jerusalém e ainda alcançar o status de rica e abastada.

Paulo escreve uma carta para a Igreja de Colossos, a qual seria também de grande utilidade para a Igreja de Laodicéia,

Col 4:16          E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também.

Ou seja, a condição das duas Igrejas era a mesma: elas andavam em comunhão com o Senhor. Observem o que Paulo escreve a Igreja de Colossos/Laodicéia em 62 dC,

Colossenses 2

1          PORQUE quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram o meu rosto em carne;

2          Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo,

5          Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.

Observe que Paulo diz que eles eram fieis, quando lista algumas imoralidades (versos 5 do capítulo 3) e diz a eles que eles tinham superado essas coisas “ Nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas…”, 3:7

Como poderia uma Igreja,  elogiada por Paulo na carta aos Colossenses em 62 dC, que a descreve como um grupo ativo, não ser nem cumprimentada pelo Senhor em Apocalipse na mesma ocasião (3:14-22), que a chamou de “…  miserável, e pobre, e cego, e nu…?”, v: 17

Se Paulo e João escreviam na mesma época – Colossenses e Apocalipse – como poderiam os preteristas explicar que um deles, em Colossenses, elogia a Igreja de Laodicéia  como um grupo de cristãos em comunhão com o Senhor, mas o próprio Jesus, através de João, diz a mesma Igreja:  “… vomitar-te-ei da minha boca?”, Apo 3:16.

… São as contradições do preterismo…

contradicoes 215) “… ainda nos dias de Antipas…”

Apresento  aqui aos leitores uma das maiores gafes do preterismo, que na teimosia de  querer manter a tese de que  Apocalipse foi escrito antes de 70 dC, esqueceu-se de um mártir citado numa das  cartas dirigida a uma das sete Igrejas apresentadas em Apocalipse, na carta a Igreja de Pérgamo.

Observem que contradição arrepiante e totalmente destruidora para o Preterismo,

Apo 2:13  Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita.

Ali acima fala de um mártir, e o nome dele é Antipas…

O problema é que o versículo fala da morte de Antipas!

O desastre é que Antipas morreu depois do ano 70 dC. Se o versículo faz referência a morte de Antipas, certamente foi escrito após 70 dC.

O Santo e glorioso mártir Antipas foi contemporâneo dos apóstolos que o tinham posto à frente da Igreja de Pérgamo. Na época da perseguição de Domiciano (c. 83), mesmo já sendo de idade avançada, o santo bispo foi levado à prisão pelos pagãos por negar-se a oferecer sacrifícios aos ídolos. O Santo foi então arrastado diante do governador que havia antes tentado persuadi-lo a renegar sua fé em Cristo, dizendo que a adoração aos ídolos era mais antiga e, portanto, mais respeitável do que aquela nova religião pregada por pescadores e gente humilde.

Santo Antipas respondeu lembrando a história de Caim que, embora tenha sido antepassado da humanidade, era, no entanto, abominável e desprezível por ter assassinado seu irmão. Que, mesmo as crenças dos helênicos, também muito antigas, não eram menos desprezível para os que receberam a revelação da plenitude da Verdade nos últimos tempos. Ao ouvir estas palavras, o governador e os pagãos encheram-se de ódio e o jogaram numa fornalha ardente.

De lá, Santo Antipas elevou uma fervorosa oração ao Senhor, dando graças por sofrer por amor e testemunhar assim que o amor de Deus é mais forte que a morte. Assim, entregou sua alma nos braços do Senhor e seu corpo foi sepultado na igreja de Pérgamo. De seu túmulo, um suave odor de bálsamo exalou durante anos, produzindo excelentes efeitos terapêuticos para o consolo dos cristãos na cidade e muitos peregrinos que para lá acorriam de todos os lados, para venerar a memória do santo”.

Clique aqui: Antipas, bispo de Pérgamo. Antipas foi perseguido e morto durate o reinado de Domiciano, Catholic Online, St Antipas.

16) Depois da queda de Jerusalém

A Bíblia diz que o  Anticristo vem acompanhado por sinais, prodígios e milagres,

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira“, 2 Tess. 2: 9

E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra [de Jerusalém] que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia“, Apoc. 13: 14

Onde estão os registros desses fatos antes de 70 dC? Quando foi que Jerusalém fez uma imagem de alguém que foi mortalmente ferido a espada? Quando foi que Nero, ou quem quer que tenha sido o anticristo dos preteristas, fez sinais e prodígios para enganar e para convencer as pessoas a segui-lo, mesmo os eleitos?

Por um lado para reivindicar que Nero foi o homem do pecado, os preteristas são obrigados a confessar que Jesus já voltou, pois é o Senhor que destrói o homem do pecado pelo esplendor da sua vinda. O problema é que Nero cometeu suicídio dois anos antes de Jerusalém ser destruída…

Se tomarmos por base a tese preterista, devemos concluir que o Anticristo Nero foi destruído pelo Senhor em sua Vinda, e ao mesmo tempo em que Jesus o destrói, Ele destrói também seu exército juntamente com ele – Essa é a descrição bíblica da destruição do Anticristo. Basta apenas ler Apocalipse 19, um capítulo após a destruição de Babilônia/Jerusalém. É isso mesmo, Jesus destrói “Nero e seu exército” depois da queda de Jerusalém ( Apoc 19:1, atente para as palavras “Depois destas coisas…”). Ops! Qual preterista esperava por essa? A coisa ficou feia agora, pois Nero já estava morto antes de Jerusalém ser atacada!

Se acompanhamos os passos cronológicos do preterismo temos que localizar a destruição do homem do pecado após a derrocada de Jerusalém em 70 dC, a qual o preterista afirma ter acontecido no capítulo 18. Apocalipse 19 afirma que o Anticristo e o Falso profeta foram  lançados no lago de fogo “…DEPOIS destas coisas…” (Ap 19:1) que ocorrem no capítulo 18. Como poderia o preterismo responder  qual foi a batalha de âmbito mundial, que registra a derrota total do Anticristo e seu numeroso batalhão, ocorrida logo após o exército romano ter invadido  Jerusalém e  sair vitorioso?

Apocalipse 19 afirma que Jesus destrói o Anticristo e todo o seu exército, um banho de sangue diferente de qualquer outro:

E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais [os reis da terra e seus exércitos] foram mortos…””. Apoc 19:19,20,21

Isso vai ocorrer imediatamente após a Segunda Vinda de Jesus, o que não pode ser um cumprimento da Escritura em 70 dC, pois Jesus não voltou naquela ocasião, e muito menos  acabou com o Anticristo e seu exército: “E então o iníquo [O Anticristo] será revelado, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com o resplendor da Sua vinda… “, 2 Tessalonicenses 2:8-9.

Quando Jesus vier, ele destrói os exércitos do mundo e o homem de Satanás é a primeira vítima. Quando isso aconteceu imediatamente após 70 dC? Em 70 dC Tito e seu exército foram os vitoriosos. Quem foi esse homem, que juntamente com um exército mundial foi derrotado naquela ocasião?

Onde  os preteristas poderiam encaixar em 70 dC os acontecimentos de Apocalipse descritos acima,  se o exército romano e seu suposto Anticristo foram os vencedores?

É isso que chamo de contradição das contradições!

17) Paz e Segurança

A  Bíblia menciona em  1 Tess. 5:2-3 “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.”

Segundo o preterismo a passagem deve ser entendida dessa forma,

“Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando [os habitantes de Jerusalém] disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

Portanto, segundo eles, o exército romano veio como um ladrão na noite, exemplificando a volta de Cristo para julgar Jerusalém. O problema é que o versículo afirma sobre um tempo de paz e segurança aos dias que antecedem à destruição. Isso deve significar, para o preterista, que antes da destruição de  Jerusalém havia harmonia, paz e segurança, entre os judeus e o domínio romano. Onde podemos encontrar esse contexto de paz e segurança na Jerusalém dominada e oprimida pelo poder romano desde antes do nascimento do Senhor?

Mas isso não é tudo; observem aqui alguns versículos que os preteristas usam para encaixar  no tempo que antecede à destruição de Jerusalém. Observem quanta paz e segurança houve,

Lucas 21:9-17

“E, quando ouvirdes de guerras e sedições, não vos assusteis. Porque é necessário que isto aconteça primeiro, mas o fim não será logo.Então lhes disse: Levantar-se-á nação contra nação, e reino contra reino;  E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu.  Mas antes de todas estas coisas lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes, por amor do meu nome…E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós. E de todos sereis odiados por causa do meu nome”.

A história atesta sobre motins diversos, protestos, insatisfação e rumores de golpe de estado, guerra civil e semelhantes, o tempo todo – durante mais de duas gerações, envolvendo o povo judeu em protesto  à ocupação romana, e agora aparece Jesus e piora mais a situação. Isso não é um quadro que possa ser visto como um tempo de paz e segurança aos anos que antecederam a total destruição da Cidade Santa.

Também temos a afirmação preterista que em Daniel 9:27 há o registro de um tratado de paz que é feito com Israel  antes da tribulação que ocorreu em 70 dC,

Então, ele deve confirmar uma aliança com muitos por uma semana, mas no meio da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta.”

Quem fez esse tratado de paz foi o Anticristo, afirma o preterismo. O problema é encontrar registros de tudo o que foi exposto acima, quer sejam eles  bíblicos ou históricos… Não vai ser fácil não…

18) Do dia e da hora ninguem sabe

Aqui vai mais uma do capítulo 24 do Livro de Mateus , o preferido dos preteristas. São apenas dois versículos,

36  Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

42  Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

Observem se não seria trivial demais afirmar que, por um lado vários sinais devem levar a ação (16), que vários sinais devem indicar que o tempo da destruição de Jerusalém está muito próximo (14, 33) e, simultaneamente, que esse  “dia e  hora” ninguém sabe, nem mesmo o Filho de Deus ou os anjos. Por que, se o capítulo trata da destruição de Jerusalém que ocorreria dentro daquela geração? Ora, se as palavras de Jesus deveriam ser cumpridas naquela geração, então tudo ocorreria dentro de , no máximo, 40 anos, o que significa que todos os ouvintes saberiam com precisão o tempo do cumprimento de cada sentença dita pelo Senhor.

Esse é o ponto de  todo o contraste: é a mesma coisa que dizer que os discípulos certamente sabiam a semana ou o mês do evento, mas não o dia específico da semana. Isto parece ser o resultado de uma leitura não natural do texto. O que suaviza as  diferenças no relato é a interpretação real de duas ocorrências, a previsão de  dois eventos. Se esta visão futurista para a maior parte de Mateus 24 está correta, então o preterismo está incorreto. Por que? Por causa de um ponto importantíssimo, que coloca o preterismo em evidente contradição: logo depois das previsões catastróficas, que segundos eles, todas, ocorreram antes de 70 dC, Jesus separou  ovelhas e  bodes, e os enviou  cada um ao seu destino eterno respectivo (25:31-32)

contradicoes19) Carta aos Efésios

E as contradições do preterismo não param. Os argumentos contra a tese preterista que podemos encontrar nos relatos as sete Igrejas da Ásia são  imbatíveis. Observe você os detalhes sobre a Igreja de Éfeso. Esta Igreja não foi fundada por Paulo até a última parte do reinado de Claudius. Ele lhes escreve  a partir de Roma – AD 62. Em vez de repreendê-los por qualquer falta de amor, ele elogia o seu amor e fé. Assim, se Paulo escreve a Igreja em Éfeso lá pelos idos de 62, somos obrigados a localizar a advertência de João aos efésios, acusando-os de ter abandonado o primeiro amor, praticamente na mesma ocasião do elogio de Paulo – Essa seria a conclusão se tomamos por base a cronologia pretrista quando afirma que o exilio de João ocorreu no inicio da década de 60 dC.

Paulo testemunha aos efésios o seguinte: “… noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor…”, cap 5:8. Não faz sentido a mesma Igreja ter recebido num espaço tão curto de tempo uma palavra tão negativa do Apóstolo João em  Ap 2:4, “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor”.

Uma Igreja que havia abandonado seu primeiro amor não poderia jamais ter sido elogiada por Paulo sobre o amor que ela nutria por todos os santos, como também por sua fé, motivos estes que fazem com que o Apóstolo dê graças incessantes a Deus pelo exemplo desses cristãos.

Por isso, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos os santos, não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações“. Efésios 1:15,6

Os absurdos proposto pelo preterismo são gritantes quando examinamos a condição da Igreja de Éfeso descrita pelo Apóstolo dos gentios, que insiste em demonstrar nas suas linhas que Deus “… VOS vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência”, Efe 2:1,2

Senhores preteristas, Paulo declara que a igreja de Éfeso tinha ardente caridade para com “todos os santos” (cf. Ef 3.18). Paulo chegou até a convidá-los a participarem da “… largura, e a altura e a profundidade” do amor de Deus, … que excede todo o entendimento” (Ef 3.18-19). Portanto, João jamais poderia ter escrito, na mesma ocasião da escrita de Paulo, que a luz que havia ali estava para ser apagada.

O contraste é tão grande que até os mais desavisados e ignorantes percebem. Uma congregação que no tempo presente da escrita do apóstolo Paulo foi reconhecida como luz no Senhor, transbordante de amor para com os santos, sendo firme na fé e vivificada, não pode ser acusada de ter abandonado seu primeiro amor por outro Apóstolo, praticamente na mesma época. Como poderiam ter abandonado este amor em tão pouco tempo, se houve mesmo algum tempo? Ora, a verdade é que esse afastamento do primeiro amor se deu num tempo anterior tão distante que Jesus pede a Igreja que se lembre de onde havia caído.

Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras, quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres”, Apocalipse 2:5

“… pratica as primeiras obras…”.

Essa advertência associada ao inicio do versículo, de que deveriam lembrar-se de onde caíram, como e quando caíram, deixa explícito que essa queda ocorreu num passado bem distante. Esse tempo distante se calculamos tendo por base as datas do preterismo, que coloca João em Patmos por volta de 62 dC, obriga-nos a voltar, pelo menos, em 40 dC para localizar a queda da Igreja. Isso é impossível, pois nessa época não havia Igreja em Éfeso.

Assim, surge o questionamento: o que seria mais coerente concluir se tentamos cobrir esse espaço de tempo enorme exigido pelo contexto explicito, revelado na exortação de Jesus que a queda da Igreja se deu num tempo anterior muito distante? A advertência só faz sentido se localizamos a escrita para anos depois de 70 dC. Em outras palavras, se os registros foram feitos quase no final do primeiro século, e se voltamos no tempo para acompanhar a Igreja no rastro de sua queda, podemos achar uma congregação que perdeu seu primeiro amor no inicio da década de 80 dC, pelo menos.

Quando Paulo escreveu para essa Igreja não encontrou nada a criticar. Entretanto, se João escreveu a Éfeso na mesma época, então dentro de um curto espaço de tempo a igreja tinha deixado seu primeiro amor e estava em perigo de ter sua luz apagada. Isso é uma tremenda contradição; não é possível admitir que uma Igreja elogiada por ser “… Luz no Senhor…“, pode, ao mesmo tempo, ser ameaçada de ter seu candeeiro removido.

Em suas admoestações a Timóteo e na sua carta aos Efésios não há nenhum indício de o mesmo problema  estar em destaque na palavra do Senhor a Éfeso em Apocalipse 2,1-7 – perder seu primeiro amor. As mensagens de Paulo avisam do engano chegando e a necessidade de manter-se firme contra as astutas ciladas do diabo e na doutrina entregue pelo apóstolo. Apocalipse 2,1-7 repreende os Efésios pela frieza diante do Senhor como resultado da ortodoxia doutrinal sem amor. É difícil acreditar que as duas situações podem ter ocorrido na mesma ocasião, como deve ser o  caso de acreditar que Apocalipse foi escrito antes de 70 AD. É muito mais fácil crer que João escreveu Apocalipse quase uma geração mais tarde.

20) Morada de demônios e Cidade amada!

Em sua queda definitiva, Babilônia/Jerusalém – como desejam os preteristas -, no capítulo 18 de Apocalipse, se “tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável”, mas dois capítulos depois de ser totalmente devastada, aparece protegida por Deus e sendo amada por Ele.

Apoc 20:9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo do céu, e os devorou.

Os preteristas garantem que o Apóstolo João registra suas visões testificando sobre os infortúnios que viriam sobre a Babilônia/Jerusalém, denominando-a de mãe das prostituições e abominações da terra,  de prostituta, de iníqua, de que irá beber do cálice da ira do Deus vivo, de morada de demônios, de covil de todos os espíritos imundos, de esconderijo de toda ave imunda e ODIÁVEL, mas não conseguem explicar porque ela em seguida, mesmo depois de devastada totalmente, ainda é chamada de “… a cidade amada…”, Apoc 20:9.

Essa escola doutrinária absurda afirma que Deus julgou Jerusalém no capítulo 18 de Apocalipse, e que,  através da escrita de João, Deus passa os primeiros 18 capítulos de seu livro detonando com a Babilônia (“Jerusalém”) destruindo-a para que ela nunca mais se levante novamente, mas logo depois do capítulo 19, lá está outra vez Jerusalém sendo acolhida e protegida por Deus como cidade AMADA. Mas não é só isso; Deus ainda escolhe esta mesma “Babilônia – Jerusalém” como o nome da cidade que iria descer dos céus:

“… E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido”,  Ap.21,2.

21) Na Judéia ou no mundo todo?

O preterista garante  que Apocalipse é um manual sobre a guerra dos romanos contra os judeus em 70 dC. Tudo que pode ser aplicado profeticamente tem que encaixar, ou em Roma ou em Jerusalém.

Apocalipse diz

E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões; e ouvi o número deles“, Apoc 9:16

De onde emergiu um exercito tão numeroso na época da invasão de Jerusalém? Duzentos milhões de cavaleiros romanos (?) para lutar contra Jerusalém enquanto a população do mundo todo não alcançava a cifra de cento e oitenta milhões de habitantes só mesmo na cabeça de um preterista!

Há ainda mais um problema enorme para ser lançado no caminho da escola preterista: Por que coisas deveriam acontecer no mundo se a guerra foi somente entre Judeus e Romanos?

Lc 21:25,26 “E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações…     Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo…”.

Não se sabe por que, mas antes da destruição de Jerusalém haveria “… na terra angústia das nações…”. O preterista se encolhe todo num canto porque não tem como responder … Por que nações ficariam angustiadas se a  guerra era entre Jerusalém e Roma apenas? Como eles poderiam responder  por que homens desmaiaram de terror pelas coisas que sobrevieram ao mundo antes de 70 dC se a guerra foi localizada na Judéia?

Será que  todas as tribos da terra tiveram uma razão para se lamentar no período compreendido entre 66 e 70 d.C diante dos sinais nos céus?

Esse é o prejuízo para quem é preterista!

Refutando as peripécias do Preterismo…


10 comentários em “Contradições do Preterismo

    Anônimo disse:
    24 de março de 2015 às 15:54

    Reino contra reino nação comtra nação. Tudo por dinheiro, todos falam do mesmo DEUS só da boca pra fora. Jesus esta longe disso tudo. Ele esta com os fracos e os necesitados, amem

      Rodrigo Tavares Lima disse:
      22 de setembro de 2015 às 16:06

      Quanto mais busco por uma refutação concreta ao preterismo, cada vez mais sou convencido que os chamados heréticos preteristas se vestem de um argumento insofismável. Futuristas deram vida a uma situação no minimo exótica, a saber: “o que sempre se torna, mas nunca é”, em oposição àquilo que é e não se torna nunca mais.
      Infelizmente acabam por impedir um somatório incontável de almas que jamais se libertam das ilusões e miragens.

      pedro alves da costa disse:
      22 de agosto de 2016 às 15:22

      Muito bom! Mais clareza bíblico não pode haver! Creio que o maior empecilho para entender é não aceitar o DISPENSACIONALISMO e talvez, também o LITERALISMO. Acho que ninguém vai entender escatologia e nenhuma outra doutrina se não interpretar de forma literal/gramatical/histórica/disoensacional!
      irmão Pedro

        AL Franco respondido:
        2 de setembro de 2016 às 14:01

        Caro irmão Pedro, muito grato pelas palavras. Deus seja louvado. Volte sempre.

        Grande abraço

    Ademilton Galdino da silva disse:
    2 de abril de 2016 às 02:17

    Observei que foi citada uma referência inexistente no Livro de João.
    O livro de João só tem 21 capitulos
    A mensagem está escrita no livro de Mateus, Capitulo 26:63-64

      AL Franco respondido:
      2 de abril de 2016 às 09:16

      Muito grato, Ademilton. A correção já foi feita.

      Abraços

    Hudson disse:
    21 de julho de 2016 às 01:34

    Esse artigo é bem ingênuo. Ele somente fortalece o preterismo. É uma tolice do tamanho de uma montanha interpretar o Apocalipse literalmente. Grave falha hermenêutica. O Apocalipse é simbólico, do início ao fim. O preterismo não pode explicar tudo, claro que não, mas ele é libertador. Qualquer outra visão do Apocalipse que o interprete literalmente nos dará uma visão escatológica que mais parece um filme de terror.

    Ler o Apocalipse literalmente é pura teimosia.

      AL Franco respondido:
      16 de setembro de 2016 às 21:52

      Amigo, Hudson, tudo bom? Tive a impressão que você leu o texto de cabeça para baixo. Desculpe…

      Observe apenas um detalhe aqui: “A cidade REINA sobre os reis da terra na ocasião da escrita do apocalipse”. Tens ideia do que isso significa? Em Apocalipse 17:18 o Senhor diz a João , “E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”.

      Meu prezado visitante, Jerusalém não foi por qualquer meio um poder reinante na ocasião em que foi escrito o livro de Apocalipse. Jerusalém era uma subsidiária de Roma, e Roma a controlava. Foi pela graça do estado romano que Jerusalém ainda durou tanto tempo, permitindo que os Herodes funcionassem como reis sobre a terra dos judeus. Roma foi a cidade reinante, basta ver a extensão do poder romano dentro da Judéia lendo Lucas 2:1, que diz: “E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse”.

      Observe algumas outras traduções e veja como seu problema torna-se extremamente delicado:

      João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada

      Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se”.

      Nova Tradução na Linguagem de Hoje

      Naquele tempo o imperador Augusto mandou uma ordem para todos os povos do Império. Todas as pessoas deviam se registrar a fim de ser feita uma contagem da população”.

      João Ferreira de Almeida Atualizada

      Naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo fosse recenseado”

      Nova Versão Internacional

      Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano”.

      Sentiu a pancada forte da NVI? Aliás, não bastaria para você a declaração dos líderes da nação judaica na ocasião do julgamento de Jesus, quando Ele estava em pé diante deles sob custódia de Pilatos? Jerusalém gritou: “Não temos outro rei senão César!”

      Caro amigo, se o livro foi escrito imediatamente antes da destruição de Jerusalém, evidente que a cidade não reinava sobre os reis da terra, pois como vimos, ela estava subjugada e aprisionada por Roma. E se o Livro foi escrito depois da destruição de Jerusalém, então a situação piora bastante, pois não tinha jeito dela reinar sobre os reis da terra de forma alguma.

      Repetindo, para não deixar dúvidas: Não faz sentido dizer que Jerusalém tinha “domínio sobre os reis da terra”, quando a cidade estava sob ocupação romana durante os últimos cem anos e estava prestes a ser destruída por Roma.

      João, por algum motivo, não identificou abertamente Roma porque isso teria convidado mais perseguições dos romanos. Ele codificou a cidade com a palavra Babilônia, que a Igreja Primitiva compreendeu ser Roma, a grande cidade do seu tempo. Assim, toda vez que o nome Babilônia é mencionada no Apocalipse, é seguido por ‘a grande’. Leia outra vez onde João identificou a ‘grande cidade’ – que nos seus dias era Roma:

      E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra. Apocalipse 17:18

      De acordo com Apocalipse 17, a grande Babilônia é vista reinado sobre reis e assentada sobre muitas águas, que significa povos, línguas e nações, deixando explícito que seu governo era sobre o mundo quase todo. Todos estes argumentos representam boas razões para concluir que João fez referência a Roma, pois não sabemos de nenhuma outra cidade que exerceu tanto poder sobre os povos antes de Cristo, na época de Cristo, e por volta do primeiro século até sua queda séculos depois. Não se espera que Jerusalém, que foi destruída pelos romanos em 70 dC, poderia ser a mesma metrópole vista em Apocalipse, pois o texto diz que a mulher, a grande cidade, reina (está reinando) sobre os reis da terra. Os judeus e Israel certamente não reinavam sobre os reis da terra nesse tempo. Roma e os reis da terra não estavam sujeitos aos judeus e a cidade santa. Muito pelo contrário, os judeus e sua cidade foram alvos de Roma e seu Imperador, o rei da terra habitada.

      Portanto, meu prezado, a cidade que reinava sobre os reis da terra, chamada de Sodoma e Egito, não tipifica Jerusalém, mas sim Roma. Jerusalém tornou-se território Romano – as mais altas autoridades religiosas de Jerusalém, e todos os judeus em Jerusalém, como citei anteriormete, chegaram a admitir que César fosse o seu rei (João 19:15). Roma governava com mão de ferro sobre os judeus, por isso Jerusalém desaparece da profecia, dando lugar a Roma que fez da cidade santa uma de suas províncias. Veja isso:

      Judeia (Iudaea) foi o nome dado à província do Império Romano, que se estabeleceu no território do Oriente Médio habitado e governado anteriormente pelos judeus… Em 63 a.C., o general Pompeu conquista a Judeia e anexa o território ao domínio romano… A administração do território é entregue a governadores romanos da ordem equestre, chamados de prefeitos. Mais tarde, serão também chamados de procuradores… Após a grande revolta de 68-70, desapareceu qualquer resquício de autonomia, passando todos esses territórios a constituírem a província romana da Judeia, desvinculada da província da Síria, e administrada por procuradores imperiais” (Judeia, província romana).

      Leia meu artigo “Onde nosso Senhor foi crucificado” para você ter uma visão melhor.

      Agora, você diz aí que o Apocalipse deve ser interpretado simbolicamente do início ao fim, mas identifica a grande cidade de 11:8 como sendo Jerusalem em “a cidade onde nosso Senhor foi crucificado“. Isso parece óbvio não é? Essa seria a interpretação literal – a que você não queria – se não fizesse parte de um Livro cheio de simbolismos. Se você quer mesmo uma interpretação simbólica, então leia o artigo mostrado acima para ficar sabendo qual era realmente essa cidade.

      Antes de continuar preciso lhe fazer três perguntas – também preciso das respostas: quando João foi enviado para a ilha de Patmos? Quando ele escreveu as cartas para as sete igrejas e quando Jerusalém foi invadida. Poderia me dar as datas, por favor?

      Abraços

    Luiz disse:
    14 de setembro de 2016 às 21:16

    Minhas sinceras desculpas para o autor, mas, como disse o Hudson acima, muita coisa no livro de Apocalipse é simbólico. No entanto há coisas que são realmente literais e estas não deixam dúvidas sobre o tempo em que o livro foi escrito, bem como o tempo de seu cumprimento. Só vou deixar um fato. Em Apocalipse 11:2, o texto diz: “Exclua, porém, o pátio exterior; não o meça, pois ele foi dado aos gentios. Eles pisarão a CIDADE SANTA durante quarenta e dois meses.”

    A cidade santa é, naturalmente, a cidade de Jerusalém, conforme se vê na comparação entre Mateus 4:5 e Lucas 4:9, onde em Mateus se diz “cidade santa” e em Lucas “Jerusalém”. Este texto de Apocalipse mostra que a cidade santa, Jerusalém, ainda estava de pé quando o apóstolo João escreveu o livro. Embora muitos argumentem que não, o fato é que esta informação é fidedigna, visto que se pode provar com outros textos do próprio livro de Apocalipse. Por exemplo, em Apocalipse 17:1-6, fala-nos de uma mulher, uma prostituta simbólica cujo nome era Babilônia, a Grande, que estava embriagada com o sangue dos santos, o sangue das testemunhas de Jesus, e em Apocalipse 18:24, acrescenta que nela foi encontrado o sangue de profetas e de santos, e de todos os que foram assassinados na terra. Em Apocalipse 17:18, o anjo diz a João que esta mulher, esta prostituta, é a GRANDE CIDADE que reina sobre os reis da terra. Portanto, esta mulher, esta prostituta simbólica, é uma grande cidade, que estava embriagada com o sangue dos santos, das testemunhas de Jesus e dos profetas. Já lhe vem à mente que cidade é esta? Leia Mateus 23:33-38 e terá a resposta. Se há ainda alguma dúvida, basta recorremos novamente ao livro do Apocalipse para termos plena certeza de que Jerusalém e seu templo ainda estavam de pé quando João escreveu o Livro. Em Apocalipse 11:8, o relato identifica qual é esta grande cidade de Apocalipse 17:18. O texto em Apocalipse 11:8 diz: Os seus cadáveres ficarão expostos na rua principal da grande cidade, que figurativamente é chamada de Sodoma e Egito, onde também FOI CRUCIFICADO O SEU SENHOR”

    Onde o Senhor foi crucificado? Não foi em Jerusalém? Veja Mateus 16:21.

    Portanto, segundo estes textos do próprio livro de Apocalipse, Jerusalém e seu templo ainda estavam de pé, quando João escreveu o livro. É por isso que o livro logo no seu começo diz: “Revelação de Jesus Cristo que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos o que EM BREVE há de acontecer. Feliz aquele que lê as palavras desta profecia e felizes aqueles que ouvem e guardam o que nela está escrito, porque o tempo ESTÁ PRÓXIMO”. – Apocalipse 1:1,3 Veja Apocalipse 22:6

    Ademais, o próprio Senhor Jesus Cristo afirmou neste livro que sua volta estava próxima. Ele disse 4 vezes: “Venho em breve”. – Apocalipse 3:11, 22:7, 12, 20.

    Esta promessa era tão animadora e grandiosa que o apóstolo João exclama: “Amém! Vem Senhor Jesus!”

    Agora pergunte-se: Estaria Jesus criando uma falsa expectativa a todos os cristãos lá do primeiro século? É claro que não! Sua volta estava muito próxima. Veja Tiago 5:8.

    De fato, segundo a profecia de Jesus em Mateus 24:15-34, Marcos 13: 14-30 e Lucas 21:20-32, sua volta ocorreria logo após a tribulação que a cidade de Jerusalém sofreria, tribulação esta que ocorreu em 70 E.C. por meio dos romanos. Portanto não há dúvida de que a maioria dos acontecimentos do livro de Apocalipse ocorreu lá no primeiro século, tendo a destruição de Jerusalém como o ponto principal, conforme é relatado em Apocalipse 17:1 até 19:3. Lembrem-se, também, que Jesus garantiu que tudo que ele havia profetizado em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21, se cumpriria antes da geração de seus dias passar. Ele disse: “Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que TODAS estas coisas aconteçam.” – Mateus 24:34. Veja também, Marcos 13:30 e Lucas 21:32.

    Assim, caro autor deste artigo, procure pesquisar mais as Escrituras antes de dar qualquer testemunho sobre ela, visto que poderá distorcê-la completamente, como acabara de fazer.

      AL Franco respondido:
      17 de setembro de 2016 às 09:03

      Amigo Luiz, a resposta para o Hudson pode servir para você. Poderia por gentileza dar uma olhada?

      Agora vamos falar sobre suas declarações com relação a volta de Jesus. Acho arriscado dizer que a Volta do Senhor aludida no Novo Testamento é a volta sobre Jerusalém em 70 DC.

      Reveja suas palavras: “o próprio Senhor Jesus Cristo afirmou neste livro que sua volta estava próxima. Ele disse 4 vezes: “Venho em breve”. – Apocalipse 3:11, 22:7, 12, 20. Esta promessa era tão animadora e grandiosa que o apóstolo João exclama: “Amém! Vem Senhor Jesus!” – Apocalipse 22:20. Agora, pergunte-se: Estaria Jesus criando uma falsa expectativa a todos os cristãos lá do primeiro século, caso sua volta fosse ocorrer somente em nosso tempo, mais de 2.000 anos depois dessa promessa? É claro que não! Sua volta estava muito próxima. De fato, os apóstolos e discípulos de Jesus por várias vezes afirmaram que a volta de Cristo estava próxima. Veja Romanos 13:11,12; 1 Coríntios 7:29-31; 1 Coríntios 10:11; Hebreus 1:1,2; 1 Pedro 4:7”.

      Parece que fica declarado que Jesus subiu aos céus por volta de 33 a 35 AD e voltou 35 anos depois em 70 AD. Se é isso, então a sua interpretação corre o risco de estar equivocada. Ela faz com que Hebreus 9:27,28 tenha se cumprido em 70 DC: “ E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação”.

      Por outro lado, a profecia em Apocalipse indica uma queda imediata do poder reinante (Ap 18:10). Se o poder que estava em declínio foi Jerusalém, então a descrição simplesmente não corresponde com o história da queda da cidade. A queda não ocorreu em uma hora, mas as guerras judaicas foram longas, arrastando-se ao longo de anos. O próprio Jesus fala de sinais, ele alerta e profetiza quase uma geração antes. Além disso, a sentença sobre a “vinda” de Cristo em Apocalipse, que é dito ser “como um ladrão” (Apoc 16:15), não pode ser usada como uma analogia com REALAÇÃO à queda de Jerusalém porque a queda de Jerusalém não foi como um ladrão!

      Foi cheia de avisos!!!

      Varios sinais foram preditos!!!

      A “vinda” em juízo, então, não pode ser acerca da queda de Jerusalém. João fala de Roma, que é a única alternativa razoável para se traduzir “em uma hora”, por “pega de surpresa”, “de repente”, deixando subentendido um julgamento inesperado. Basta lembrar do julgamento relâmpago que veio sobre Babilônia no governo de Belsazar. E ela caiu de vez!

      Agora vamos para o Templo de Jerusalém que você alega que estava em pé quando Apocalipse foi escrito. Essa é sua passagem – Apocalipse 11:2: “Exclua, porém, o pátio exterior; não o meça, pois ele foi dado aos gentios. Eles pisarão a cidade santa durante quarenta e dois meses.” – NVI (Nova Versão Internacional)

      Por que o Templo deveria estar em pé? Ezequiel, durante uma visão semelhante de um templo (Ez 40-48) foi-lhe ordenado também que o medisse. No entanto, nessa ocasião nem havia um Templo em Jerusalém. Suas visões ocorrem durante os anos de cativeiro babilônico, após o Templo de Salomão ter sido destruído por Nabucodonosor. Muitos dos que retornaram após o cativeiro de 70 anos para reconstruir o Templo nunca tinham visto o Templo de Salomão, ou observados seus rituais. Sua familiaridade com o Templo foi baseada unicamente na Torá e pergaminhos como Ezequiel e Daniel.

      A João foi dito em sua visão para “medir o Templo e os que nele adoram”. Aqui não aparenta nenhuma indicação de que o Templo ainda estava de pé em Jerusalém. Esta visão profética é claramente paralela a visão de Ezequiel. Ezequiel recebeu sua visão durante o cativeiro da Babilônia, quatorze anos após Nabucodonosor saquear Jerusalém e destruir o Templo. No entanto, em sua visão, Ezequiel foi levado para Jerusalém, onde lhe foi mostrado um templo glorioso muito maior do que o Templo de Salomão, e passou ele a gravar todas as medições deste Templo em grande detalhe. João viu a sua visão profética do Templo durante o reinado de Domiciano (AD 81-96). O Templo já havia sido destruído, assim como na visão de Ezequiel.

      O comando dado a João para “medir o Templo“ estava destinado a fazer um paralelo com a visão de Ezequiel. Uma vez que Ezequiel teve sua visão do Templo 14 anos após o primeiro Templo ter sido destruído, e estava em ruínas, há todas as razões para concluir que a mesma situação existia quando João escreveu Apocalipse.

      Assim, não há sentido algum na interpretação preterista, que só porque um templo é referenciado em Apocalipse 11, deva implicar que tinha que haver em pé um templo físico na cidade santa. Daniel também faz referência a um templo (Daniel 8:11-14; 9:27; 11:31: 12:11), no entanto, como foi visto, a informação cronológica revelada nestes livros leva à conclusão de que esses profetas, do exílio, tiveram suas visões durante uma época em que não havia nenhum Templo construído.

      Outro detalhe é que o exército romano avançou sobre Jerusalém de leste a oeste. A cidade caiu após um cerco prolongado. O general Tito não colocou uma “abominação da desolação” (Mt 24:15) no Templo. Ao contrário, ele destruiu o Templo o queimando até o chão. Logo, a referência de Jesus não se cumpriu em 70 dC. Na medição do templo e do altar, João deixa de fora o pátio do templo, e não o mede, pois ele é dado aos gentios para ser pisado. Se interpretarmos literalmente os romanos não destruíram o templo todo, mas apenas o tribunal. Mas o que é certo, é que destruíram tudo, não deixando pedra sobre pedra!

      Eu simplesmente não posso imaginar que João diria que algumas partes do Templo de Jerusalém não seriam destruídas (não ‘entregue’) quando o seu Senhor, de fato, havia dito que todo o templo estaria totalmente destruído. A leitura do Apocalipse 11:1 pelo preterista faz com que o testemunho de João entre em conflito com Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21. Ora, o versículo um indica que a parte interna, o templo e o altar, são preservados, o que não está de acordo com Jesus, de que no Templo destruído em 70 dC não ficaria pedra sobre pedra.

      Abraços

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s