Autor: AL Franco

Onde nosso Senhor foi Crucificado

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jesus-christ-crucifixion-475Apocalipse, em quase sua totalidade, não é um livro que deve ser interpretado literalmente – É um livro profético, não histórico; é cheio de figuras e símbolos. Por exemplo, a mulher vestida de sol no capítulo 12 não é uma mulher literal; e as duas testemunhas? O que são? Ou melhor, quem são? Apocalipse 13 nos fala de uma besta que emerge do mar. Não se trata de um ser conhecido do reino animal, embora a Escritura afirme ser ele uma besta selvagem. E o mar de vidro que João viu dentro do céu? Eu poderia citar aqui vários  exemplos, mas vou me deter  apenas em mais um: “A cidade que se chama Sodoma e Egito, onde nosso Senhor foi crucificado”. Como identificar essa cidade neste Livro cheio de símbolos?

“E os seus corpos jazerão na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado”. (Apocalipse 11:8)

A propósito – a pergunta vai para um apologista católico chamado Cristiano Macabeus: “Quais foram as duas testemunhas martirizadas na Praça de Jerusalém antes de 70 d.C?” Se ele interpretou parcialmente  a  forma literal do texto, adicionando  Jerusalém  como a grande cidade, deveria também revelar quais foram as duas testemunhas – pessoas literais – martirizadas na praça dessa cidade.

Acreditem ou não, caros leitores, mas esse apologista desistiu de defender o ensino de que Pedro redigiu uma de suas cartas de Roma pelo simples fato do texto dizer que ela foi escrita de Babilônia (1 Pedro 5:13), um codinome que muitos historiadores usam para Roma. Ele contraria todos os argumentos da Igreja católica que ensina por muitos séculos que o Apóstolo Pedro estava escrevendo de Roma. Ele prefere tirar Pedro de Roma para colocar Jerusalém como objeto da ira de Deus em Apocalipse. O apologista das multidões  acredita que a Grande Cidade de Apocalipse é Jerusalém, e que o capítulo 18 deste livro descreve a queda da Cidade em 70 d.C.

E ele foi mais longe ao rejeitar uma argumentação que muitos católicos desejam ardentemente:  que as duas testemunhas mortas na praça da Grande Cidade foram Pedro e Paulo – segundo a tradição os dois apóstolos teriam sido martirizados em Roma. Ele foi capaz de anular o ensino da instituição romana para, tão somente, afundar Jerusalém nas profundezas do inferno, colocando-a como a meretriz do Apocalipse, livrando assim a Igreja Católica dos infortúneos profetizados por João.

Que cidade é essa? Para quem deseja responder rápido e sem titubear, obviamente diz que é Jerusalém. O texto chama a uma resposta literal, pois a cidade em que nosso Senhor foi crucificado só pode ser Jerusalém, diriam muitos. No entanto, seria Jerusalém se o texto não fizesse parte de um livro cheio de figuras, que em várias passagens não pode ser interpretado literalmente, o Apocalipse. Aqui não é Mateus registrando seu evangelho, muito menos Lucas com sua pena de ouro, mas João recebendo profecias, a maioria delas, para os tempos do fim.

Pode parecer absurdo para muitos que estudam a doutrina das últimas coisas, mas já vou adiantando:  Jerusalém não é a Grande Cidade que se chama Sodoma e Egito.

Existe hoje uma corrente teológica estranhamente interessada em identificar Jesrusalém na profecia de Apocalipse 11:8, e ela provém da Igreja Católica Romana. Eles podem ser identificados como os preteristas de Roma. O objetivo dessa nova teologia romana é tão somente enfraquecer a interpretação profética relacionada aos acontecimentos finais. Esforçam-se para remover as suspeitas que pairam sobre a Igreja Católica de ser a grande meretriz julgada em Apocalipse 17 e 18 para lança-las sobre Jerusalém. Além de ensinarem que a Grande Cidade de Apocalipse 11:8 é Jerusalém, afirmam que os dois capítulos localizados antes da vinda de Jesus, do mesmo livro, tratem da destruição de Jerusalém ocorrida em 70 dC. Ou seja, todas as profecias contidas até o capítulo 19, como o mistério dos sete trovões e as calamidades que apontam para os tempos finais, já se cumpriram, segundo alegam os preteristas do catolicismo. Essa foi a maneira que encontraram para tentar livrar a Igreja católica dos julgamentos relatados neste livro profético.

Isso torna a profecia extremamente confusa, pois não seria correto aplicar a Jerusalém os títulos de  Mãe das Prostituições da terra, Mãe das Meretrizes, a que tem na fronte nomes de blasfêmia, citada em Apocalipse 17 e 18 – Além de ficar fora de foco chega as raias do absurdo.

A cidade que reinava sobre os reis da terra, chamada de Sodoma e Egito, citada aqui como figura para revelar a Babilônia dos tempos finais, não tipifica Jerusalém, mas sim Roma. Jerusalém tornou-se território Romano – as mais altas autoridades religiosas de Jerusalém, e todos os judeus em Jerusalém, chegaram a admitir que César fosse o seu rei (João 19:15). A sabedoria de Deus  alcança Roma em cheio como a cidade que reinava sobre os reis da terra. Roma governava com mão de ferro sobre os judeus, por isso  Jerusalém desaparece da profecia, dando lugar a Roma que fez da cidade santa uma de suas províncias.

Judeia (Iudaea) foi o nome dado à província do Império Romano, que se estabeleceu no território do Oriente Médio habitado e governado anteriormente pelos judeus… Em 63 a.C., o general Pompeu conquista a Judeia e anexa o território ao domínio romano… A administração do território é entregue a governadores romanos da ordem equestre, chamados de prefeitos. Mais tarde, serão também chamados de procuradores… Após a grande revolta de 68-70, desapareceu qualquer resquício de autonomia, passando todos esses territórios a constituírem a província romana da Judeia, desvinculada da província da Síria, e administrada por procuradores imperiais” (Judeia, província romana).

Quando Jesus nasceu, diz-se que foi feito um censo em todo território romano, não em território judeu. Lucas 1:2, “E ACONTECEU naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que toda a população do império se alistasse…”.

Toda a população do império faz referência à população do império romano, o qual governava sobre os reis da terra. Toda a palestina deveria se alistar, e foi denominada como população do império, o império romano. Portanto, o território judeu foi chamado de território romano. A coligação de romanos e judeus governava com autoridade.

A moeda corrente em Jerusalém tinha a face de César, Luc 20:24 – Mostrai-me uma moeda. De quem tem a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César.

A terra dos judeus transformou-se em território romano!

Cristo foi crucificado na Judéia, na verdade, mas que se tornou uma província romana sob Pôncio Pilatos, governador romano, que por sua ordem, o Cristo, sofreu uma espécie romana da crucificação. Ele foi acusado de, embora falso, ser rei contra César, o imperador romano. Na verdade, Jerusalém desaparece nesta profecia em Apocalipse, dando lugar a Roma, o que indica que a nação foi sugada, como é evidenciado pelo pronunciamento dos sacerdotes judeus: “Não temos outro rei senão César” (João 19:15). Ora, se o Rei é Cesar, qual é esse reino? A profecia aponta diretamente para Roma como a cidade que reinava sobre os reis da terra, que descansava sobre sete montes, que também são sete reis. Somente através dessa figura é que ficamos sabendo que a profecia alcança a  Grande Cidade religiosa dos tempos finais. Óbvio que não se trata de Jerusalém, pois ela é chamada de Mistério. Como a identidade da cidade é: “Mistério Babilônia, a Grande”, uma interpretação não literal seria necessária para identificar a cidade exata. Não seria mistério nenhum adicionar Jerusalém como o lugar onde nosso Senhor foi crucificado. Porém, por não tratar-se de Jerusalém, ela foi chamada: MISTÉRIO BABILÔNIA, A GRANDE.

Se entendermos este texto de forma não literal, então podemos  facilmente visualizar os dois impérios romanos, que na verdade são um apenas um. Daniel fala do quarto animal “terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres”, Dn 7:7. O profeta continua e diz que “O quarto animal será o quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços”, v. 23 – o quarto reino foi o Romano. Não houve, ou haverá, um quinto reino. Assim, o que  temos atualmente é uma continuação do Império Romano, agora com roupagem religiosa, que  passou a ocupar o mesmo local geográfico do império romano pagão. Por esse motivo, e por muitos outros, Roma passa a ser a cidade que nosso Senhor foi crucificado, pois apenas dessa maneira a profecia poderia alcançar  este segundo império, “o qual tomou o lugar do primeiro, quando os césares perderam seu poder com os papas governando em seu lugar” (1).

O contexto insiste em idenficar a Babilônia do nosso tempo. A profecia revela que essa Babel  religiosa ocupa o lugar da Babilônia [Roma] física. Por esse motivo observamos que os escritos profetizam a destruição dessa imensa Babilônia num tempo futuro. Ninguém poderia entender absolutamente nada  se João não fizesse adições literais em  Apocalipse 11:18.

João não nos diz o nome real da cidade, mas a condição espiritual dela. Jerusalém foi realmente chamada de Sodoma por Deus (Jeremias 23:14). Entretanto, em nenhum lugar na Bíblia Jerusalém é chamada Egito. Jerusalém era a referência do Êxodo, a saída da escravidão no Egito. Sua fundação contextual para esta declaração foi o Velho Testamento, tendo como referência o Êxodo da escravidão egípcia. Ela jamais poderia ser chamada de Egito por mais esse motivo.

Deus está nos dando uma pista sobre a identidade desta grande cidade neste versículo. Ele está revelando duas informações importantes que culminam na identificação desta metrópole. Primeiro, notamos que após ler “grande cidade”, Deus diz: “o que é espiritualmente” – ( que em outra passagem a identifica como Mistério, Babilônia). Portanto, sabemos que deve ter um significado não literal na identidade para ela. Portanto, esta grande  cidade apenas tipifica Jerusalém.  Este versículo não está tipificando a Jerusalém literal em sua opinião final.

Mas, por que Deus retrata a cidade também como Sodoma e Egito? “Porque ela representa todas as coisas que são espiritualmente repugnantes para Deus. Representa o pecado de Sodomia em todas as suas praticas. Ao se questionar a “cidade” aqui, é necessário encontrar nela abominações como as de Sodoma. Quem se enquadra hoje nessa categoria com suas imoralidades e perversões patrocinadas através dos séculos? Se devemos considerar que este foi o desenho para se referir a Roma papal, ninguém pode duvidar que as abominações que nela prevalecem não justifica tal apelo” (2).

A Cidade também foi chamada de Egito. O Egito  tipifica os que ainda estão escravizadas a Satanás e em cativeiro espiritual para com os seus pecados, oprimidos e aprisionados no cativeiro dessa Grande Cidade. O Egito representa aqueles que não têm fé no precioso sangue de Cristo para redimi-los. Egito é conhecido nas Escrituras como a terra da opressão – a terra onde os israelitas, o povo de Deus, esteve preso em cativeiro. A ideia em particular, então, e transmitida aqui é, que “a cidade” referida seria caracterizada por atos de opressão e escravidão ao povo de Deus.

Os atos de perseguição impetrados em toda a história, concebidos para esmagar os verdadeiros cristãos, saíram de Roma mais do que de qualquer outra cidade na face da terra. Assim, e pelo testemunho de toda a história, sabemos hoje que não há nenhum lugar, tão corretamente designado pelo termo aqui empregado, a não ser Roma, representada pela Igreja Católica Romana.

A Igreja – todo o Cristianismo – pode ser vista como que influenciada por esse sistema babilônico à semelhança do “mesmo” sistema  que enlouqueceu as nações lhes dando de beber em excesso (Jer 51:7; Apo 14:8). “A abominação da desolação transformou esta cidade em uma Sodoma, atestada claramente pelo orgulho e ociosidade dos sacerdotes, monges e frades que se amontoam nas ruas e praças deste grande metrópole. Onde também estão abertos a profanidade e desprezo para com a religião verdadeira, e particularmente para o pecado de sodomia, tão frequentemente cometidos nesta cidade, com toda a impunidade. Quanto a ser chamada de Egito, acrescento: é por causa de sua tirania e opressão. Como os egípcios mantiveram os israelitas em cativeiro, e os fez servir com rigor amargurado suas vidas, então esta Grande Cidade e suas gentes, ou egípcios, têm uma forma mais opressiva e rigorosa sobre as almas, corpos e propriedades dos homens, e também por causa de sua grande idolatria. O Egito foi muito marcante por causa do número de suas divindades e da maldade deles. Isso faz uma fusão inevitável com os ídolos e idolatrias da Igreja de Roma” (3).

Egito é a “Casa da sujeição” onde um  “remanescente muito pequeno” está cativo a espera de libertação. A Cidade é também comparada ao Egito por causa de sua semelhança moral com a terra literal de Mitzraim, terra de idolatria. Sua superstição, sua ignorância do Senhor, o seu ódio que a faz oprimir o povo de Deus, a sua dureza de coração, a sua feitiçaria, adultérios e assassinatos, sua escuridão que pode ser sentida – que transcende a infâmia de Faraó e seus exércitos nestas abominações, a fazem semelhante ao Egito. A grande cidade é, portanto, bem ao estilo do verdadeiro Egito. Mas também é assim alegorizada porque as pragas que foram derramadas no Egito também cairão sobre ela (Apoc 18:4), e porque o Senhor dos Exércitos vai julgá-la a uma derrota, tão terrível e eficaz no julgamento, como quando julgou os egípcios pelas mãos de Moisés.

Esta Sodoma e Egito-territorial do gentilismo, é a Grande Cidade “onde o seu Senhor também foi crucificado”. Isso é indicativo do império alegorizado por “Sodoma e Egito”. Cristo foi crucificado por Roma fora dos muros de Jerusalém. Além do mais, Ele foi crucificado em uma província do Império Romano;  os judeus que habitavam a Palestina,  repito, sinceramente testemunharam que eles não tinham outro rei além de César (João 19:15.). Daí, a grande cidade é o império de Roma, e tudo que é representado em Roma, cujas fronteiras foram decretadas pelo império a ser os limites da cidade. O império e a cidade, então, são coextensivos, em outras palavras, eles são os mesmos

Portanto, a cidade que se chama Sodoma e Egito, é Roma, tão somente Roma. Cristo foi crucificado em Roma. Cristo continua sendo crucificado em Roma, quando seus sacerdotes o crucificam de novo nos sacrifícios frequentes dele na missa. Hebreus 6:6, diz de pessoas que pervertem a verdadeira fé, que “estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus novamente.”. 

Se a passagem deve ser tomada em sentido figurado, o significado é que os atos realizados possam ser adequadamente representados como crucificar novamente o Filho de Deus. Ou seja, como ele vive em sua igreja, os atos de perverter as doutrinas e perseguir o seu povo, seria, de fato, um ato de crucificar o Senhor outra vez. Assim entendida, a linguagem é aplicada a Roma Católica. Por isso João pretendia realmente caracterizar aquela cidade como sendo a cidade de Roma quando usou uma linguagem que seria facilmente entendida por um judeu cristão. A interpretação da grande cidade de Apocalipse 11 é espiritual e mística, apontando claramente para a jurisdição de Roma, chamada de Sodoma e Egito. Portanto, o lugar onde nosso Senhor foi crucificado, é Roma e não Jerusalém. E por fim, em Roma, na Babilônia mística, será encontrado o sangue dos profetas, dos santos e de todos os que foram mortos sobre a terra.

Por outro lado, Apocalipse 11 não fala da destruição da cidade de Jerusalém, quando diz sobre a cidade que o seu Senhor foi crucificado, mas o quadro da cidade é usado para mostrar o que acontecerá com as duas testemunhas nos tempos finais. O versículo diz que as duas testemunhas serão EXPOSTAS ao público na praça desta cidade. Como a praça de uma cidade denota um local público, um lugar de confluência e de  grandes ajuntamentos,  foi o lugar ideal escolhido pelos chefes da Grande Metrópole para expor os corpos dessas testemunhas. A intenção dessa gente aqui é querer projetar as duas testemunhas à publicidade, entregando-as ao silêncio, desgraça e desprezo, privando-os de todos os privilégios, que será conhecido em todo o império anticristão, onde estes serão expostos à humilhação pública e a vergonha. Sua gente, seus personagens, o seu testemunho, suas doutrinas, seus escritos, suas igrejas e famílias, e todos os que pertencem a eles, serão ridicularizados nesta praça, a praça da grande cidade.

Jerusalém não pode ser chamada de “a grande cidade”, isto é, Babilônia. Ela jamais poderia se tornar a capital mundial da apostasia idólatra, como a Babilônia era originalmente, e depois Roma, que tem sido “Sodoma e Egito”, tal como ela está aqui sendo chamada. Ademais, em sentido amplo, no período da Igreja histórica, significa dizer que a Igreja é o santuário e tudo que é de fora, foi e esta, exposto na praça da grande cidade, onde todos os martírios de santos tiveram lugar. Portanto, essa Babilônia marca a sua idolatria, que também representa o Egito com sua tirania; representa Sodoma, que aparece com sua desesperada corrupção, e por fim, representa também Jerusalém quando aparece com suas pretensões de santidade na terra dos privilégios espirituais. Tudo pode ser verdade quando se aplica a Roma.

Jesus foi crucificado por Roma. O mundo quase todo era Roma e Jerusalém era território romano. Por isso a cidade que se chama Sodoma e Egito, que reina sobre os reis da terra, onde NOSSO Senhor foi crucificado, descrita em Apocalipse 11, não tipifica Jerusalém, mas sim Roma.

A prostituta é vista assentada sobre sete montes. Várias foram as cidades, ao longo da história, conhecidas como cidades de sete montanhas ou colinas. Os muitos por aí que afirmam ser Jerusalém a grande meretriz, como também a cidade sobre sete montes, estão delirando. A interpretação óbvia no contexto do Apocalipse é à cidade de Roma, bem conhecida na época de João como a cidade de sete colinas. Esta interpretação se ajusta aos outros aspectos da descrição desta cidade que dominava “sobre os reis da terra” (17:18).

A Mãe Política e Eclesiástica

Nesta grande cidade, três mil milhas em uma direção, e dois mil em outra, os Cristãos passaram a ser crucificados, ou condenados à morte pela violência e poder do quarto animal “… que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava”, Dan 7:19. No inicio foi com Jesus na Palestina e as testemunhas de Jesus como plateia, e depois tomou sua amplitude ocidental, sendo que todos estavam subjugados à competência especial dos governantes desta grande cidade.

No capítulo 17, esta grande cidade é comparada a uma prostituta embriagada, maravilhosamente vestida, e sentada em cima de uma besta escarlate, o símbolo do poder sobre a qual ela reina (versículo 18). O nome dela é estampada no quinto verso como “Mistério, Babilônia, a Grande, a mãe das Meretrizes e abominações da Terra.” Ela é “Mistério” porque ela é a personificação do “mistério da iniquidade”, aquele que Paulo diz que já estava em operação no momento da sua escrita (2 Tess 2:7).

Scaliger testifica que “mistério” já foi usado como uma inscrição na tiara do Papa, mas depois removido por Julius III. O termo “Mãe”, como aplicada à Grande Cidade, em suas relações eclesiásticas, é reconhecido por todos – “Romana Ecclesia”, diz o Concílio de Trento, “quae, omnium Ecclesiarum Mater et Magistra est” – A Igreja Romana, que é mãe e senhora de todas as igrejas.

A própria postura e organização desta Mãe determina que não haverá falta de provas para identifica-la como política e eclesiástica, a cabeça deificada, com a grande cidade, a Babilônia apocalíptica. Na ocasião do Jubileu  uma medalha foi cunhada,  do tamanho de um quarto de dólar; em uma face está a efígie de Leão XII, e no anverso, uma mulher, simbolizando a Igreja Romana, sentada sobre um globo, com raios de glória na cabeça, uma cruz na mão esquerda, e um copo, assinalado com uma cruz em sua boca, na mão direita, estendido, como se apresentá-lo para ser bebido. Abaixo dela está a data, e em torno de seu rosto a legenda “Sedet super-Universam. Anno Iubi. MDCCCXXV”. – Ela se senta sobre o mundo. No ano do jubileu, 1825. Sim, ela se assenta sobre o mundo, ou “sobre muitas águas”, a prostituta se apresenta como as notórias prostitutas dos tempos pagãos, que levam seu nome  na sua testa.

Assim diz Seneca, Nomen tuum pepenit na fronte: Pretia stupri accepisti – “O teu nome tem pendurado sobre a tua testa: tu recebeste a recompensa da tua desonra.” 

Mas a grande cidade não é apenas espiritualmente ao estilo Babilônia por causa da confusão do discurso espiritual que obtém entre todos os “nomes e denominações” de que é constituído eclesiasticamente, mas porque é o desenvolvimento moderno do mesmo poder que existia nos dias da Babilônia Caldéia sob a dinastia de Nabucodonosor, e porque um destino semelhante a aguarda. Podemos dizer que é o mesmo poder, apenas modificado pelo tempo e circunstâncias.

Nabucodonosor, que era, por assim dizer, o segundo fundador de Babilônia, a construiu para dominar povos e nações. Em Daniel 4:30 ele atesta,

“… Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?”

E, para alertar aos que vivem em Babilônia, aqui vai um recado: Nabucodonosor ficou muito interessado em saber qual seria o destino do reino sobre o qual ele governava, e Daniel lhe mostra,

Dn 2:30 E a mim me foi revelado esse mistério, não porque haja em mim mais sabedoria que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.

Uma representação simbólica foi apresentada diante dele em um sonho ilustrativo da consumação do reino da Babilônia “nos últimos dias.” Assim, o reino de Babilônia tem tido uma existência contínua de seu reinado até agora, pois estamos vivendo “nos últimos dias” dos quais falam Daniel. É verdade, que “a Casa do reino” não tem sido sempre Babilônia, que foi o início do domínio de Ninrode (Gên. 10:10), que tem sido, por vezes, um lugar, às vezes outro, até que finalmente Roma tornou-se “A Grande Cidade”. Várias dinastias tornaram-se  herdeiros do reino de Babilônia. Depois de Nabucodonosor, houve a dinastia de prata e de bronze e a dinastia de ferro, como também a de barro – quatro ou cinco dinastias oriundas do mesmo reino, também chamado, “reino dos homens” (Dan 4:17). Este reino babilônico em sua manifestação dos últimos dias, ao estilo do Espírito apocalíptico, que é a grande cidade, Babilônia, a arena que vai ficar ereta e completa em todas as suas partes a imagem inteira dessa Grande Metrópole, e que, nestes últimos dias, será derribada pela pedra que foi arremessada sobre ela,

Dan 2:45 – Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.

Assim, o Espírito Santo seleciona três dos centros mais infames da iniquidade entre os antigos para alegorizar a Grande Cidade, na arena de que tem sido desenvolvido e amadurecido a grande apostasia. É “espiritualmente”, ou figurativamente, chamado por estes nomes, Sodoma, Egito e Babilônia, por causa de sua semelhança impressionante com eles em suas feitiçarias, idolatrias, superstição, blasfêmia, opressão e perseguição ao povo de Deus. Daí, em Sodoma, no Egito, e na grande cidade, Babilônia, onde “nosso Senhor foi crucificado”; não em sua própria pessoa só, mas em  suas testemunhas, pois o que é feito ao menor de seus irmãos, é feito também a ele (Mt 25:40).

A Deus toda Glória

(1) Citado em Mistery Babylon Identified

(2) Citado em Biblehub Commentary about Revelation 11, Barnes notes

(3) Citado em  Exposition of the Bible, by J Gills

Se você, amigo leitor, deseja mais informações sobre o assunto, então assista ao vídeo abaixo.  Dave Hunt faz uma revelação  surpreendente  afirmando que o Império Romano continua vivo através da Igreja Católica Romana. As referências e minuciais são tão impressionantes que inevitavelmente podem assustar alguns.

É apenas um vídeo, um legendado e o outro dublado.

Babilônia e sua relação com Roma

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BabiloniaEsta parte em que abordamos a união da Babilônia com a Igreja Romana é um resumo do livro La Biblia a su alcance ( A Bíblia ao seu alcance), capítulo 8, de Frank Bloyd (Editorial VIDA).O que se apresenta a seguir não são notícias recentes. A conexão entre Babilônia e a Igreja Romana está bem estabelecida.

Ninrode, o poderoso caçador, foi o fundador da Babilônia. Ele organizou a primeira rebelião contra Deus (Gn 10:9,10; 11:1,9). Eles queriam fazer para si mesmos um nome poderoso. Este nome seria para eles um orgulho, seria um sinal de grandeza.

Em Babilônia se produziu a primeira grande apostasia. Com a rebelião que Ninrode iniciou instalou-se o culto babilônico. Os que foram iniciados nesta seita deixaram de ser da nacionalidade babilônica, assíria, egípcio, ou de qualquer outra, passando a ser membros de uma irmandade mística. Esta crença continua em sociedades secretas até hoje. Os iniciados supostamente possuíam sabedoria superior e podiam descobrir os segredos divinos escondidos. O líder desse grupo era conhecido como o pontífice e agia como sumo sacerdote, sendo sua palavra a lei sagrada.

Adoravam o “pai supremo”, a “rainha do céu” (“o ser feminino encarnado”) e seu “filho.” Do “pai supremo” diziam que não exercia influência nos assuntos dos mortais, elevando a “rainha do céu” ao cúmulo da deusa máxima nos assuntos humanos. A esposa de Ninrode, o fundador da Babilônia (Gênesis 11 ), era a responsável pela religião do mistério que envolvia a cidade. Seu nome era Semíramis. Os adeptos de Semíramis acreditavam que ela teve um filho de maneira milagrosa, chamado Tamuz. Este era considerado o salvador que cumpriria a promessa de libertação feita a Eva. Semíramis era conhecida como “Rainha do Céu”. Esse conceito foi incorporado em diversas religiões nas quais a mulher e seu filho eram adorados. Há muitas citações da Bíblia expondo essa prática (Ez 8:14; Jeremias  7:18; 44:17-19; v.25). Este sistema foi originado por demônios, que tiveram o objetivo de governar o mundo.

Satanás continua com o mesmo plano ainda hoje (1Tm. 4:1,2), e Babilônia é a fonte de todo falso ensinamento e de toda idolatria (Jr  51:7; Ap 18:3).

No ano 487 a.C., a cidade de Babilônia foi capturada por Jerjes, e seus habitantes foram aniquilados. O sacerdócio babilônico teve de fugir, e de Babilônia nasceram três correntes. Eram parecidas, e cada uma teve seu próprio “sumo pontífice. Radicaram-se no Tibete, Pérgamo e Mênfis. Continuam no Tibete até o nosso tempo. Os que fugiram para Pérgamo permaneceram ali por longo tempo. Com a morte de Atalo I, em 133 a.C. – que era pontífice e rei de Pérgamo, a chefia do sacerdócio babilônico foi trasladada para Roma.

Os etruscos chegaram à Itália vindo da Lídia (região de Pérgamo) e trouxeram consigo a religião e rito babilônicos. Estabeleceram um pontífice, que exerceu poder de vida e morte sobre o povo. O pontífice foi aceito pelos romanos como chefe dos assuntos civis. Júlio César se elevou a esta categoria no ano 74 a.C. Foi eleito pontífice supremo da ordem de Babilônia, tornando-se herdeiro dos direitos e títulos de Atalo.

No ano 218 d.C. (de nossa era) o exército romano esteve aquartelado na Síria por causa da rebelião contra Macrino. Heliogábalo, que havia sido sacerdote do ramo egípcio da religião babilônica, foi escolhido imperador. Pouco depois foi eleito pontífice supremo pelos romanos. Com isto, os dois ramos ocidentais da apostasia babilônica se centralizaram no imperador romano. Os imperadores romanos agiram como “sumos pontífices” até o ano 376 d.C. Foi então que Graciano se negou a ataviar-se com as vestiduras do sumo pontífice. Milner, na História da Igreja, diz que Graciano: Desde sua mais tenra infância apareceram sinais inegáveis de verdadeira piedade em Graciano, num grau superior às que se haviam observado em qualquer outro imperador romano. Um dos seus primeiros atos o demonstra. O título de sumo sacerdote pertenceu sempre aos príncipes romanos. Ele observou, e com justiça, que este título era por sua mesma natureza idólatra, e não correspondia a um cristão assumi-lo.

Portanto, Graciano recusou vestir-se do hábito, embora os pagãos lhe outorgassem o título. Mas os assuntos religiosos ficaram tão desorganizados que se tornou necessário escolher alguém para ocupar o posto. Seguindo a citação anterior, lemos: Aconteceu que Dámaso, o bispo da Igreja Cristã de Roma, foi eleito para ocupar este cargo. Dámaso havia sido constituído bispo da Igreja no ano 366 d.C pela influência dos monges do monte Carmelo, um colégio de culto babilônico, originalmente fundado pelos sacerdotes de Jezabel (muito antes de Cristo) e que continua hoje relacionado com Roma. De maneira então que, no ano 378 d.C., o chefe da ordem babilônica passou a ser o chefe da Igreja Cristã. Este homem, Dámaso, uniu em si mesmo o cargo de bispo cristão e todos os títulos e poderes do sumo sacerdócio da antiga apostasia babilônica.

Pouco tempo depois que Dámaso foi nomeado o pontífice supremo eleito, os ritos da Babilônia começaram a destacar-se. O culto da virgem Maria se estabeleceu no ano 381 d.C. Maria era adorada por todas as partes como a “mãe de Deus”, a rainha do céu. No começo do século quarto este culto estava generalizado. O culto à rainha do céu havia substituído o culto a Cristo.

No Antigo Testamento, Babilônia era inimiga de Deus, e de Jerusalém, seu santo lugar. Deus concedeu a Babilônia poder civil, e com este poder ela levou cativo o povo de Deus. Quando a Babilônia literal deixou de existir, Roma se elevou ao poder e continuou seu antagonismo contra Deus.

Foi Roma que crucificou o Senhor Jesus Cristo, pôs fogo em Jerusalém e levou os vasos sagrados do templo. Além disso, desde então Roma tem corrompido a verdade e se tem oposto à piedade vital. Com relação à obra de Deus, Roma é Babilônia. Mas é “Babilônia fora de seu lugar”. É a Babilônia do mistério, e não a Babilônia literal. As características morais são as mesmas, mas o lugar mudou.

Não somente os comentaristas evangélicos destacam a conexão entre Babilônia e Roma, mas também sacerdotes e escritores católicos romanos reconhecem esta verdade. O Cardeal Bellarmino escreveu: “São João em Apocalipse chama Babilônia de Roma, posto que nenhuma outra cidade fora de Roma reinou em sua época sobre os reis da Terra. E é uma verdade bem conhecida que Roma se assentava sobre sete colinas…”. Além disso, o famoso prelado francês, Bossuet, em seu comentário de Apocalipse, diz: “Os sinais são tão claros que é fácil decifrar Roma sob a figura de Babilônia.”

Para finalizar esta seção, o autor deseja ressaltar que o que temos dito de Roma refere-se ao sistema babilônico e sua parte nele. Não buscamos criticar, mas apresentar fatos comprovados. Há ovelhas dentro da Igreja Romana que buscam a Deus e têm corações sinceros. A eles rogamos: Sai dela (Ap 18:4).

Concluímos então que Roma é agora sede da Grande Babilônia. Mas seria um equívoco dizer que os capítulos 17 e 18 falam só de Roma como cidade. Roma estabeleceu-se como sede principal da apostasia babilônica e tem-se introduzido dentro da Igreja Cristã como já se observou. É sobre povos, multidões, nações e línguas que ela está assentada. Sob seu domínio estão incluídos todos os movimentos apóstatas dos últimos dias; se hoje não aparecem juntos é porque o tempo ainda não chegou, mas, no início da tribulação, todas as Igrejas apóstatas e contrárias à vontade de Deus estarão unidas em uma só.

Havendo seguido sua história desde antigüidade, seria útil observar a Babilônia moderna. Nosso estudo tem assinalado Roma como cabeça da Babilônia que logo há de estabelecer-se na Terra. No entanto, está Babilônia, que será uma cidade rica e poderosa do Novo Império romano, é a manifestação física de todo um conceito espiritual. A Babilônia como um conceito espiritual vive hoje no Movimento da Nova Era e se relaciona com o conceito da Nova Ordem Mundial.

Mistério, a Grande Babilônia

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Apocalipse 17 é para muitos um enigma; mas deixa de sê-lo, feitas as combinações indicadas. Com dramática intuição o profeta pinta com palavras o seu quadro. Uma mulher está sentada sobre uma besta escarlate. “Em sua cabeça  estava um nome  com significado  secreto”. Ela estava vestida de púrpura real e de um escandaloso escarlate; seu título: “Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da Terra”.

Esta linguagem é impressiva; contudo podemos formular a pergunta: Quem é esta mulher chamada “Mistério, a grande Babilônia?” Não pode haver dúvida quanto a sua identidade. Mulher em profecia representa Igreja. A mulher do capítulo 12 é um belo símbolo da Igreja verdadeira de Jesus, mas esta mulher do capítulo 17, de caráter corrupto e natureza enganadora, contrasta em todo sentido com aquela. Deus compara o Seu povo a uma mulher “formosa e delicada”, ou “uma mulher dedicada ao lar”,Jer. 6:2. Mas esta não é uma mulher caseira. Ao contrário, ela corteja reis em vive em relação ilícita com o mundo. Não está vestida de “linho fino” que é a “justiça dos santos” (Apoc. 19: 8), mas está prodigamente ataviada em púrpura e escarlate, e adornada com ouro e joias de alto preço. João viu que ela estava também embriagada com o sangue dos mártires de Jesus.

Ele contemplava esta igreja apóstata subsequente aos séculos de perseguição. Ela sustentava em sua mão um cálice de ouro cheio de “abominações”. Na Escritura as palavras “abominação”, “mentira”, “imagem de escultura” e “falsos deuses” são usados como sinônimo. Veja I Reis 11:7, 2, 3; Isa. 44:15, 19, 20. Este não é o cálice da salvação pelo qual Davi no passado orava (Sal. 116:13), mas está cheio de falsos deuses e abominações mentirosas, como a contrafação doutrinária do sacerdócio – um falso sacerdócio que se arroga o poder de perdoar pecados…

A besta que a mulher  cavalgava, como as outras bestas da profecia, representa o poder político ou civil. Sustentada pelo poder do Estado, esta mulher, símbolo da igreja apóstata, é vista conduzindo e controlando as nações. Ela o faz para os seus próprios fins.

Ela tem escrito o nome “Mistério, a grande Babilônia”. Quando os cultos misteriosos da antiga Babilônia entraram na igreja, foram postos os fundamentos para o mistério da iniquidade. Os mistérios tomaram a forma de religião apenas pouco tempo depois do dilúvio, tendo sido uma definida tentativa de destruir o conhecimento do verdadeiro Deus na mente dos homens. Ninrode, “poderoso caçador diante da face do Senhor” (Gên. 10:9), fundou o reino de Babilônia, e a lenda diz que depois de sua morte, a rainha, depravada e licenciosa, ávida por manter sua influência sobre o povo, instituiu certos ritos em que era adorada com Rhea, a grande “mãe” dos deuses. Esta rainha Caldéia é um apropriado protótipo desta mulher do Apocalipse, em cuja testa está escrito o nome “Mistério, a grande Babilônia, a mãe das prostituições e abominações da Terra”. Quando João a viu, ela estava embriagada. Mas sua devassidão estava no fim; ela estava aguardando julgamento. João se admirou do que via, e não era sem motivo. O anjo, desdobrando ante ele o mistério de tudo, disse: “A mulher que viste é a grande cidade, que reina sobre os reis da Terra”. Apoc. 17:18.

Nove vezes no Apocalipse encontramos a expressão “grande cidade”, como aplicada a este sistema apóstata. A mulher representa o poder eclesiástico; a besta o poder político. Neste símbolo encontramos completa união da igreja e do Estado, e todos cujos nomes “não estão escritos no livro da vida” ficam admirados ao testemunhar o surgimento e influência deste

tremendo poder político-religioso descrito com “a besta que era, e que já não é, e há de vir”. Verso 8.

A fim de que o Seu povo esteja preparado para esta tremenda crise, Deus está enviando Sua última mensagem de misericórdia. Todo o mundo será iluminado com a glória desta mensagem (verso 1) que declara Babilônia, ou a igreja caída, como havendo-se tornado “morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e aborrecível” (verso 2). A pomba é o emblema do Espírito Santo, mas os emblemas de Babilônia são aves imundas e aborrecíveis, abutres que se alimentam no monturo. Por suas feitiçarias ela enganou as nações (verso 23), e agora estas, embriagada com o seu vinho, estão vivendo em aliança espúria com ela, enquanto os mercadores estão enriquecendo com o seu comércio. Babilônia não é uma igreja. Em Apoc. 17:5 ela é chamada “mãe das meretrizes”; tem filhas – as outras igrejas – e estas participam da mesma natureza não santificada e são achadas bebendo o vinho de Babilônia e ensinando suas doutrinas que não estão em harmonia com a Bíblia.

“Sai dela, povo meu”. Apoc. 18:4. Este é o chamado de Deus hoje. Apesar das trevas espirituais e afastamento de Deus prevalecentes nas igrejas que constituem Babilônia, a grande massa dos verdadeiros seguidores de Jesus, encontra-se ainda em sua comunhão. Muitos deles há que nunca souberam das verdades especiais para este tempo. Não poucos se acham descontentes com sua atual condição e anelam mais clara luz, em vão olham para a imagem de Jesus nas igrejas a que estão ligados. Afastando-se estas corporações mais e mais da verdade, e aliando-se mais intimamente com o mundo, a diferença entre as duas classes aumentará, resultando, por fim, em separação. Tempo virá em que os que amam a Deus acima de tudo, não mais poderão permanecer unidos aos que são „mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela’.

O capítulo 18 de Apocalipse indica o tempo em que, como resultado da rejeição da tríplice mensagem do capítulo 14, versos 6-12, a igreja terá atingido completamente a condição predita pelo segundo anjo, e o povo de Deus [das denominações apóstatas], ainda em Babilônia, será chamado a separar-se de sua comunhão. Esta mensagem é a última que será dada ao mundo, e cumprirá a sua obra. Quando os que „não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade’, forem abandonados para que recebam a operação do erro e creiam a mentira, a luz da verdade brilhará então sobre todos os corações que se acham abertos para recebê-la, e os filhos do Senhor que permanecem em Babilônia atenderão ao chamado: „Sai dela, povo Meu’. Apoc. 18:4.

Os juízos de Deus estão prestes a cair na forma das 7 últimas pragas, e todos os que se recusarem a separar-se de Babilônia e de seus pecados serão destruídos com ela. “Fugi do meio de Babilônia”, foi a mensagem de Deus a Israel quando a antiga Babilônia estava para cair, Jer. 51:6. Essas pragas vem “num dia”, Apoc. 18:8. Pode trata-se aqui de um dia profético, ou um ano literal, ou mesmo porque a destruição vem rápido.

Quando os que puseram sua confiança neste grande poder mundial  testemunharem o completo colapso de toda esta confederação política, econômica, financeira e educacional, exclamarão perplexos: “Ai! ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! Pois numa hora veio o seu juízo”! – verso 10. Quatro vezes encontramos a expressão “uma hora”. É somente por “uma hora” que as potências do mundo reinarão com ela (Apoc. 17:12) em “uma hora” vem os seus juízos (Apoc. 18:10); suas riquezas se tornam em nada em “uma hora” (verso 17); e em “uma hora” é posta em desolação (verso 19). Isso significa que sua destruição vem repentinamente!

Como os edificadores da antiga Babel, cujos esforços para construir uma torre cujo topo alcançaria os céus foram frustrados, sendo eles espalhados pela mão divina, assim esta moderna estrutura babilônica, cujos pecados “se acumularam até os céus” (veso5), também entrará em colapso. Os mercadores que enriqueceram com a abundância nela existente acabarão por voltar-se contra ela e destruí-la. Apoc. 17:6. Mercadores do mar e negociantes de preciosidades, “agricultores e industriais”, “escultores e artesãos”, todos lamentarão a sua ruína, Apocalipse  18: 9-17. Havendo posto nela sua confiança, veem suas esperanças dissipar-se ao testemunharem sua destruição.

Seis vezes lemos que ela não será mais – versos 21-23. Sua música, sua indústria, suas finanças, seu comércio, não serão mais. Sua destruição será completa, e Deus a responsabiliza pelo sangue “de todos os que foram mortos sobre a Terra” (verso 24) – um tremendo quadro das cenas finais que se verão quando da vinda do reino de glória! No momento em que toda a confederação do mal declara guerra a Deus e Seu povo, a promessa é que “o Cordeiro os vencerá… e os que com Ele estão, chamados por Sua graça. Ele nos elegeu para sermos povo santo; compete-nos a nós sermos fiéis. “Bem está, servo bom e fiel”, Mat. 25:21.

O grande sistema do mal e do engano está vencido. A grande e orgulhosa Babilônia está agora em desolação, e os santos estão prestes a receber sua final recompensa. Do trono ali presente ecoa uma ordem festiva, convocando os servos de Deus e a todos os que O temem, tanto grandes como pequenos, fazerem ouvir suas vozes em louvor. Esse coro é como o som “de muitas águas” e como “a voz de grandes trovões”. Eles clamam, em triunfo: “Aleluia, pois já o Senhor Deus Todo-poderoso reina. Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-Lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a Sua esposa se aprontou.” Apoc. 19:6, 7.

Amém

O Império Romano Redivivo (A Mulher montada na Besta)

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A MulherDave Hunt faz uma revelação  surpreendente  afirmando que o Império Romano continua vivo através da Igreja Católica Romana. As referências e minuciais são tão impressionantes que inevitavelmente podem assustar a muitos.

É apenas um vídeo, um legendado e o outro dublado.

A Cidade das Sete Colinas

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O que voce tem aqui caro leitor,  é o capítulo 6 do livro “A Woman Rides the Beast” (A Mulher Montada na Besta) de Dave Hunt. Traduzido por Mary  Schultze. A leitura é muito interessante, mas ao mesmo tempo é também assustadora.
                                 Uma Cidade Com Sete Colinas 
A Mulher montada na besta é uma mulher numa cidade construída sobre sete colinas, que reina sobre os reis da terra. Será que uma declaração igual já foi feita em toda a história?  João imediatamente aconselha a aceitação pelo leitor desta revelação,  com “sabedoria”. Não nos atrevemos a negligenciar um esclarecimento. Ela merece nossa atenção cuidadosa e em oração.
Aqui não temos uma linguagem mística nem alegórica, mas uma  nada ambígua declaração em palavras claras: “A mulher… é a grande cidade”. Não se justifica procurar uma  outra significação oculta. Mesmo que se tenham escrito livros e pregado sermões insistindo em que  “Mistério, Babilônia” se refere aos Estados Unidos. Claramente não é este o caso, pois os Estados Unidos são um país e não uma cidade. Poder-se-ia justificar referindo-se aos Estados Unidos como a Sodoma, considerando-se a honra agora dada aos homossexuais, mas não é definitivamente a Babilônia que João vê em sua visão. A mulher é uma cidade.
Além do mais, ela é uma cidade construída sobre sete colinas. Isso elimina especificamente a antiga Babilônia. Só uma cidade com mais de 2.000 anos tem sido conhecida como a cidade das sete colinas. Essa cidade é Roma. A Enciclopédia Católica declara: “É dentro da cidade de Roma, chamada a cidade das sete colinas,  que a área completa do Vaticano está agora confinada”.
Há certamente, outras cidades, tais como o Rio de Janeiro, que também foram construídas sobre sete colinas. Por conseguinte, João fornece pelo menos mais sete características para limitar a identificação de Roma somente. Examinaremos cada uma em detalhes, nos capítulos seguintes. Entretanto, como uma previsão do lugar para onde estamos indo,  vamos listá-los agora e os discutiremos resumidamente. Como veremos, existe apenas uma cidade na terra, a qual, tanto na perspectiva histórica como na contemporânea, passa em todos os testes dados por João, inclusive  em sua identificação como a “Babilônia, Mistério”. Essa cidade é Roma, e mais especificamente  a Cidade do Vaticano.
Mesmo o apologista católico Karl Keating admite que Roma tem sido reconhecida há muito como a Babilônia. Keating afirma que a declaração de Pedro “Aquela que se encontra em Babilônia… vos saúda”. (1 Pedro 5:13) prova que Pedro estava escrevendo de Roma. Ele ainda explica:  “Babilônia é uma palavra em código para Roma. Ela é usada dessa maneira seis vezes no último livro da Bíblia (quatro das quais, nos capítulos 17 e 18) e obras extrabíblicas como “Os Oráculos de Sibélio” (5, 159F) , o Apocalipse de Baruque ( ii, 1) e 4 Esdras (3:1) .
Euzébio Panfílio, escrevendo em cerca de 303, afirma que “é dito que a Primeira Epístola de Pedro … Foi composta em Roma, e que isso indica que ele está se referindo à cidade em sentido figurado como Babilônia”.
Quanto ao “Mistério”, o nome impresso na fronte da mulher, é uma perfeita designação da Cidade do Vaticano. O mistério é todo o coração do Catolicismo Romano, das palavras “Mysterium Fidei” pronunciadas na suposta transformação do pão e do vinho em literais corpo e sangue de Cristo às enigmáticas aparições de Maria ao redor do mundo. Cada sacramento, do Batismo até a Extrema Unção, manifesta o poder que o fiel deve acreditar ser exercido pelo padre, mas para o qual não há evidência alguma. O novo Catecismo de Roma explica que a liturgia “objetiva iniciar a alma no mistério de Cristo (isso é mitologia) e que toda a liturgia da Igreja é um mistério
Quem é a Meretriz? 
A primeira coisa que nos contam sobre a mulher é que ela é uma “meretriz” (Apocalipse 17:1), “com quem se prostituíram os reis da terra”  (verso 2)  e que “e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra” (verso 3). Porque seria uma cidade chamada de prostituta e praticaria fornicação com reis? Tal acusação jamais poderia ser dirigida a Londres ou Moscou ou Paris – ou qualquer outra cidade comum. Não faria sentido.
Fornicação e adultério são usados na Bíblia tanto em sentido físico como espiritual. Sobre Jerusalém, Deus diz: “Como se fez prostituta a cidade fiel” (Isaías 1:21).  Israel, que Deus havia separado dos outros povos, para ser santo para os Seus propósitos, havia entrado na profanidade, alianças adúlteras com nações que adoravam deuses ao seu redor.   “… Porque adulterou, adorando pedras e árvores (ídolos) (Jeremias 3:9) .  “E com seus ídolos adulteraram” (Ezequiel 23:37) Todo o capítulo de Ezequiel 16 explica  em detalhes o adultério espiritual de Israel, tanto com as nações pagãs, como seus falsos deuses,  como é feito em muitas passagens.
Não há como uma cidade possa se engajar literalmente com a fornicação carnal. Então só podemos concluir que João, como os profetas do Velho Testamento, está  usando o termo no sentido espiritual. Portanto, a cidade deve afirmar uma relação espiritual com Deus. De outro modo, tal alegação não teria significado.
Embora construída sobre sete colinas, não haveria razão para se acusar o Rio de janeiro de fornicação espiritual. Ela não faz afirmação alguma de ter uma relação espiritual com Deus. E embora Jerusalém tenha essa relação espiritual, ela não  pode ser a mulher montada na besta, pois não é construída sobre sete col1nas. Nem vai preencher outros critérios pelos quais essa mulher será identificada.
Contra uma única cidade na história poderia a acusação de adultério ser feita. Essa cidade é Roma, e mais especificamente a Cidade do Vaticano.  Ela afirma ter sido o quartel general do Cristianismo, desde o início, e mantém essa afirmação até hoje. Seu papa entronizado em Roma afirma ser o único representante de Deus, o vigário de Cristo. Roma é o quartel general da Igreja Católica Romana, que afirma ser a única.
Numerosas igrejas, é claro, têm seus quartéis generais em cidades, mas apenas uma cidade tem seu quartel general como igreja. A Igreja Mormon, por exemplo, tem o seu quartel general em Salt Lake City, mas existem muitas outras igrejas em Salt Lake City,  além da Igreja Mormon. Tal não acontece com a Cidade do Vaticano. Ela é o coração da Igreja Católica Romana e nada mais. Ela é uma entidade espiritual que poderia muito bem ser acusada de fornicação espiritual, se não permanecesse fiel a Cristo. 
Na Cama com os Governantes
Não somente o papa de Roma afirma ser o vigário de Cristo, mas a Igreja que ele encabeça afirma ser a única verdadeira e a noiva de Cristo. A noiva de Cristo, cuja esperança é  se reunir ao noivo no céu, não pode ter nenhuma ambição terrestre. Contudo, o Vaticano tem obsessão  por empresas terrestres, como prova a história, e em adição a esses objetivos que ela, exatamente como João  previu em sua visão, tem se engajado em relações adúlteras com os reis da terra. Esse fato é reconhecido até mesmo pelos historiadores católicos.
Cristo disse aos seus discípulos: “Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” (João 1519). A Igreja Católica, contudo, é muitíssimo deste mundo. Seus papas têm construído um império mundial  inigualável de propriedades, riqueza e influência. Nem é a construção desse império uma característica abandonada no passado. Já vimos que o Vaticano II estabelece claramente que a Igreja Católica Romana hoje ainda continua a tentar colocar sob o seu controle toda a humanidade e toda a sua riqueza.
O papa tem há muito exigido o domínio sobre o mundo e seus povos. A bula do papa Gregório XI, de 1372, (In Coena Domini) exige o domínio total sobre o mundo cristão,  secular e religioso,  e excomungou todos os que falharam em obedecer os papas e pagar-lhes seus impostos.  In Coena foi depois confirmada  pelos papas subseqüentes  e em 1568 o papa Pio V afirmou que essa permaneceria como lei eterna.
O papa Alexandre VI (1492-1503) afirmava que toda terra ainda não descoberta pertencia ao Pontífice Romano, para dela dispor como bem entendesse em o nome de Cristo, como seu vigário. João II de Portugal foi convencido de que em sua Bula Pontifícia Romana o papa havia concedido tudo que Colombo descobrira exclusivamente a ele e seu país. Fernando e Isabel da Espanha, entretanto, pensava que o papa havia dado as mesmas terras  a eles. Em maio de 1493 Alexandre VI, nascido espanhol, emitiu três bulas para resolver a disputa.
Em o nome de Cristo, que não tinha onde reclinar a cabeça, este incrível papa Bórgia, afirmando ser o dono do mundo, desenhou uma linha de norte a sul no mapa mundial daquela época, dando tudo que havia no Oriente a Portugal e no Ocidente à Espanha.  Desse modo, por concessão papal, “saindo da plenitude do poder apostólico”, a África foi para Portugal e as Américas para a Espanha. Quando Portugal “conseguiu chegar à Índia e Malásia, eles asseguraram a confirmação de tais descobertas  por parte do papado…”. Havia, contudo, uma condição: “Com a intenção de trazer os habitantes … a professar a fé Católica”. Foi exatamente por isso que a América Central e do Sul, as quais, em conseqüência dessa aliança profana entre a igreja e o estado, foram forçadas pelo Catolicismo, através da espada, a permanecerem católicas até os dias de hoje. A América do Norte (com exceção de Quebec e Louisiania) foi poupada do domínio do Catolicismo Romano porque foi amplamente colonizada pelos protestantes.
Nem podem os descendentes dos Astecas, Incas e Mayas ter esquecido que os padres católicos romanos, auxiliados  pela espada secular,  deram aos seus ancestrais a escolha da conversão (que sempre significa escravidão) ou a morte. Eles fizeram tal protesto, quando João Paulo II,  em recente visita à América Latina, propôs elevar Junípero  Serra (o principal do século 18 que mais forçou o Catolicismo entre os índios) à santificação, que o papa teve de fazer a cerimônia em segredo.
Cristo disse: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim…”. Os papas, entretanto, têm lutado com exércitos  e armadas em nome de Cristo para construir um vasto império, que é muitíssimo deste mundo. E para aumentar o seu império terrestre, eles têm repetidamente se comprometido em fornicação espiritual com  imperadores, reis e príncipes. Afirmando ser a noiva de Cristo, a Igreja Católica Romana tem se refestelado na cama  com governantes ímpios através de toda a história, e essa relação adúltera continua até hoje. A fornicação espiritual será comentada com detalhes mais tarde.
Roma Igual ao Vaticano
Alguns podem objetar que é Roma e não a pequena parte conhecida como Cidade do  Vaticano, que está edificada sobre sete colinas e que o Vaticano dificilmente  pode ser chamado uma “grande cidade”. Embora ambas as objeções sejam verdadeiras, as palavras “Vaticano” e “Roma” são universalmente usadas sem distinção. Exatamente como se alguém se referisse a Washington referindo-se ao  governo que dirige os Estados Unidos, assim refere-se a Roma, designando a hierarquia  que governa a Igreja Católica.
Tome-se por exemplo um cartaz feito para  a divulgação de um encontro realizado em Novembro 15-18, 1993, em Washington D.C., da Conferência Nacional dos Bispos Católicos. Protestando contra qualquer desvio dos desejos do papa, ele dizia: “ROMA É O CAMINHO OU A ESTRADA”. Obviamente por “Roma” entende-se o Vaticano. Esse é o uso comum. Roma e o Catolicismo estão tão interligados, que a Igreja Católica é conhecida como Igreja Católica Romana ou simplesmente Igreja Romana. Além disso, por mais de mil anos a Igreja Católica Romana exerceu tanto o controle  religioso como o civil sobre toda a cidade de Roma e seus arredores. O Papa Inocêncio III (1198-1216) aboliu o Senado Romano secular e colocou a administração de Roma diretamente sob o seu comando. O Senado de Roma, que havia governado a cidade sob os Césares, havia sido chamado a Cúria Romana. Esse nome, conforme o Dicionário Católico de Bolso, é agora a designação  de “de todo o conjunto de escritórios administrativos e judiciais, através dos quais o papa dirige as operações da Igreja Católica” .
A autoridade do papa se estende até mesmo aos grandes territórios fora de Roma, adquiridos no século 18. Naquele tempo, com a ajuda de um documento deliberadamente fraudado, fabricado pelos papas, conhecido como A Doação de Constantino, o Papa Estêvão III convenceu Pepino, rei dos francos e pai de Carlos Magno, de que os territórios recentemente tomados pelos Lombardos dos Bizantinos realmente haviam sido doados ao papado pelo Imperador Constantino. Pepino venceu os Lombardos e entregou  ao papa as chaves de umas 20 cidades (Ravena, Ancona, Bolonha, Ferrara, Iesi, Gubbio, etc.), e a imensa nesga de terra a ele se juntou, ao longo da costa Adriática.
Datado de 30 de março de 315, a Doação declarava que Constantino havia doado essas terras, junto com Roma e o Palácio Laterano, perpetuamente,  aos papas. Em 1454 este documento foi comprovado como sendo uma fraude, por Lorenzo Valla, um adido papal, e é assim considerado pelos historiadores até hoje. Ainda assim os supostos papas infalíveis continuaram durante séculos a asseverar que A Doação era genuína e sobre essa base justificam sua pompa, poder, e possessões. Essa fraude ainda é perpetuada por uma inscrição no batistério da Igreja de São João Laterano em Roma, jamais tendo sido corrigida.
Desse modo, o Estado Papal foi literalmente roubado pelos papas dos seus legítimos proprietários. O papado controlava e taxava esses territórios e extraía grande riqueza deles, até 1848. Nesse tempo o papa, junto com os governantes da maior parte dos outros territórios  divididos da Itália, foi obrigado a conceder aos seus súditos rebelados uma constituição. Em setembro de 1860, com protestos furiosos, Pio IX perdeu  todos os estados papais para o novo, finalmente unido Reino da Itália, que ainda  o deixou, no tempo do Concílio Vaticano I, em 1870, no controle de Roma e seus arredores.
O caso é que, exatamente como João previu em sua visão, uma entidade espiritual que afirmava ter uma relação especial com Cristo e com Deus tornou-se identificada com uma cidade que fora construída sobre sete colinas. Essa “mulher” praticou fornicação espiritual com os governantes da terra e eventualmente reinou sobre eles. A Igreja Católica Romana tem sido continuamente identificada como sendo essa cidade. Como “a mais definida Enciclopédia Católica, desde o Concílio Vaticano II”, declara: “… Daí por que o lugar central de Roma  na vida da Igreja hoje e a significação do título Igreja Católica Romana, a igreja que é universal, ainda era o ponto de concentração do ministério do Bispo de Roma. Desde a fundação da Igreja aí por S. Pedro, Roma tem sido o centro de toda a Cristandade
Riqueza de ganhos Mal Adquiridos
A incrível riqueza desta mulher atraiu logo a atenção de João. Ela se vestia de “púrpura e escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição” Apocalipse 17:4. As cores púrpura e escarlate uma vez mais identificam a mulher tanto com a Roma pagã  como com a cristã. Eram essas as cores dos Césares romanos, com as quais os soldados zombaram de Cristo como Rei (Mateus 27:28 e João 19:2-3), e que o Vaticano tomou para si mesmo.  As cores da mulher são ainda literalmente as cores do clero romano. A mesma Enciclopédia Católica acima mencionada declara:
Cappa Magna. Uma capa com uma longa cauda  e uma capa para cobrir os ombros… (ela) era de lã púrpura para os bispos; para os cardeais era de seda tingida de escarlate  (para o Advento, Quaresma e Sexta  Feira Santae o conclave, lã púrpura); e lã tingida de rosa para Gaudete e Domingos Laetare; e para o papa, era de veludo vermelho, para as Matinas de natal, sarja de seda  vermelha em outras ocasiões. Batina  (Também Sotaina)  Roupa até o calcanhar  usada pelo clero católico como sua vestimenta oficial… A cor para os bispos e outros prelados é púrpura, para os cardeais é escarlate…”
O “cálice de ouro em sua mão” novamente identifica a mulher com a Igreja Católica Romana. A Edição Broderick da Enciclopédia Católica declara sobre o cálice: “(é) o mais importante dos vasos sagrados…  (ele) pode ser de ouro ou de prata, e se desta, a parte interna deve ser folhada com ouro” A Igreja Católica Romana possui muitos milhares de cálices de ouro maciço guardados em suas igrejas ao redor do mundo. Até mesmo a cruz  sangrenta de Cristo foi transformada em ouro e cravejada de pedras preciosas, como reflexo da grande riqueza de Roma. A Enciclopédia Católica diz: “A cruz peitoral (pendurada numa corrente  ao redor do pescoço e usada ao peito por abades, bispos, arcebispos, cardeais e o papa) deveria ser feita de ouro e… decorada com pedras preciosas…”
Roma tem praticado o mal a fim de acumular sua riqueza, pois a “taça de ouro” está cheia de “abominações”. Muita da riqueza da Igreja Católica Romana foi adquirida através do confisco das propriedades das pobres vítimas da Inquisição. Até mesmo os mortos eram exumados para sofrer julgamento  e suas propriedades eram confiscadas dos seus herdeiros pela Igreja. Um historiador escreve:  “As punições da Inquisição não acabavam quando as vítimas eram reduzidas a cinzas ou fechadas nas masmorras da Inquisição. Seus parentes eram reduzidos à miséria pela lei de que todas as suas possessões eram confiscadas. O sistema oferecia oportunidades ilimitadas para saques… Esta fonte de ganho largamente demonstra a revoltante prática  do que tem sido chamado de “julgamento de cadáveres”…Que a prática de confiscar propriedades dos hereges condenados era o produto de muitos atos de extorsão, rapinagem e corrupção não pode ser contestada por pessoa alguma que tenha qualquer conhecimento quer da natureza humana ou de documentos históricos… homem nenhum estava a salvo se a sua riqueza pudesse inflamar a cupidez, ou cuja independência pudesse provocar vingança”.
A maior parte da riqueza de Roma tem sido adquirida através da venda de salvação. Incontáveis bilhões de dólares lhe têm sido pagos  pelos que julgam estar comprando o céu, no plano de salvação deles e de seus  entes amados. A prática continua hoje em dia  – mormente quando o catolicismo está no controle, obviamente menos aqui nos Estados Unidos. Nenhum engano ou  abominação maior poderia ser perpetrada. Quando o Cardeal Cajetan, estudioso dominicano do século 16, se queixou da venda de perdões e  indulgências, a hierarquia da Igreja ficou indignada e o acusou de querer “tornar Roma um deserto inabitado, reduzir o papado à impotência, privar o papa…de fontes pecuniárias indispensáveis ao desempenho do seu ofício
A Igreja Católica Romana é de longe a instituição mais rica da terra. Sim, ouvem-se os pedidos periódicos de Roma exigindo dinheiro – apelos afirmando que o Vaticano não pode manter-se com suas limitadas reservas e necessita de assistência monetária.  Tais pedidos não passam de conspirações absurdas. O valor de inumeráveis esculturas de mestres tais como Miguel Ângelo, pinturas dos maiores artistas do mundo, e incontáveis outros tesouros e documentos antigos que Roma possui  (não apenas no Vaticano, mas nas catedrais  ao redor do mundo) está além de qualquer avaliação. No Sínodo Mundial dos Bispos em Roma, o Cardeal Heenan da Inglaterra propôs que a Igreja vendesse alguns desses tesouros supérfluos  e desse o resultado aos pobres.  Sua sugestão não foi bem recebida.
Cristo e seus discípulos viveram em pobreza. Ele disse aos seus discípulos para não acumular tesouros sobre a terra, mas no céu. A Igreja Católica Romana tem desobedecido este mandamento e acumulado uma pletora de riquezas sem igual, das quais “o Pontífice Romano é o supremo administrador e mordomo…”. Não existe igreja nem cidade alguma que seja uma entidade, uma instituição religiosa passada ou presente  que já tenha pelo menos se aproximado da riqueza da Igreja Católica Romana. Um recente artigo de jornal descreveu apenas uma fração desse tesouro numa localidade:  “O fabuloso tesouro de Lourdes  (França), cuja existência foi mantida em segredo pela Igreja Católica, por 120 anos, foi desvendado … Rumores têm circulado durante décadas sobre uma coleção de cálices de ouro sem preço, crucifixos cravejados de diamantes (uma pálida amostra da cruz sangrenta na qual Cristo morreu), prata e pedras preciosas doados por peregrinos agradecidos.
Após uma observação indiscreta por seus homens de imprensa esta semana, as autoridades da Igreja concordam  em revelar parte da coleção … (algumas) caixas
abarrotadas foram abertas e revelaram 59 cálices de ouro, além de anéis, crucifixos, estatuas e broches de ouro maciço, muitos deles incrustados de pedras preciosas. Quase escondida no meio de outros tesouros,  está a Coroa de Nossa Senhora de Lourdes, feita por um joalheiro francês em 1876 e cravejada de diamantes.
As autoridades da Igreja dizem que é impossível avaliar a coleção. “Não tenho idéia alguma”, diz o Padre Pierre-Marie Charriez, diretor de Patrimônio e Santuário . “É de valor inestimável”. …
Através da estrada há uma construção guardando centenas de (antigos) ornamentos eclesiásticos, roupas, mitras, e paramentos – muitos  em ouro maciço…
“A Igreja ela mesma é pobre”, insiste o Padre Charriez. O “Vaticano ele mesmo é pobre”.  O tesouro aqui descrito é apenas parte do que se encontra guardado na localidade, na pequena cidade de Lourdes, na França!
 A Mãe das Meretrizes e das Abominações
Quanto mais profundamente entramos na história da Igreja Católica Romana e suas práticas correntes, mais impressionados ficamos com a interessante exatidão da visão recebida por João,  séculos antes que ela se tornasse uma lamentável realidade. A atenção de João é despertada para o título ousadamente colocado sobre a fronte da mulher: “Mistério, Babilônia a Grande, a Mãe das Meretrizes e Abominações sobre a Terra” (Apocalipse 17:5). Infelizmente, porém,  a Igreja Católica Romana se adapta  à descrição “mãe das meretrizes e abominações” exatamente como também se adapta a outras. Isto se deve em grande parte à exigência  anti-bíblica de que seus sacerdotes sejam celibatários.
O grande apóstolo Paulo era um celibatário e recomendou essa vida a outros que desejassem se devotar inteiramente ao serviço de Cristo. Ele, porém, não fez disso uma condição   para a liderança  como a Igreja  Católica tem feito, impondo, assim, um fardo desnaturado  sobre todo o clero, o qual muito poucos conseguem suportar. Pelo contrário, ele escreveu que o bispo deveria ser “marido de uma só mulher” (1Timóteo 3:2), fazendo as mesmas exigências para os oficiais.  (Tito 1:5-6).
Pedro, que os Católicos erroneamente afirmam ter sido o primeiro papa, era casado. Assim eram pelo menos alguns dos outros apóstolos. O fato não era o de terem eles se casado antes de Cristo os chamar, mas isso era aceito como uma norma corrente. O próprio Paulo dizia que ele tinha o direito de se casar como os outros: “E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas (Pedro)?”  (1 Coríntios 9:5).
A Igreja Católica Romana, entretanto, tem insistido sobre o celibato, embora muitos papas, como Sérgio III (904-911), João X (914-928), João XII (955-963), Benedito V (964), Inocêncio VIII (1484-1492), Urbano VIII  (1623-1644),  e Inocêncio X (16441655), bem como milhões de cardeais, bispos, arcebispos, monges e padres através da história tenham violado estes votos. E como  tornam em prostitutas aquelas com quem coabitam secretamente.
Roma é em verdade “a mãe das meretrizes”.  Sua identificação como tal é inconfundível. Nenhuma outra cidade, igreja ou instituição na história do mundo  com ela se rivaliza em praticar particularmente este mal.
A história está repleta de dizeres que zombam do falso clamor da Igreja sobre o celibato e revelou sua verdade: “o eremita mais santo tem sua prostituta” e “Roma tem mais prostitutas do que qualquer outra cidade porque tem a maioria dos celibatários”, são exemplos. Pio II declarou que Roma era “a única cidade cheia de bastardos” (filhos de papas e cardeais). O historiador católico e ex-jesuíta Peter da  Rosa escreve:  “Os papas tinham garotas com 15 anos de idade, eram culpados de incesto e perversões sexuais de toda sorte, tinham inumeráveis filhos, eram assassinados em atos de adultério (por maridos ciumentos que os encontravam na cama com suas esposas) … Daí a velha frase católica, por que ser mais santo do que o papa?”
Em matéria de abominação, mesmo os historiadores católicos admitem que entre os papas estavam alguns dos mais degenerados monstros sem consciência da história. Seus inumeráveis crimes de violência, muitos dos quais estão além de qualquer crença, têm sido citados por muitos historiadores a partir de documentos reservados que revelam a profundidade da depravação papal, alguns dos quais a serem apresentados em capítulos futuros. Chamar qualquer desses homens de “Sua Santidade, Vigário de Cristo”, é zombar da santidade de Cristo. Ainda assim o nome de cada um desses incríveis papas perversos – assassinos de massas, fornicadores, ladrões, warmongers, alguns culpados do massacre de milhares – é decantado com louvores na lista oficial de papas da Igreja. Essas abominações que João previu não apenas ocorreram no passado, mas até em nossos dias, como veremos.
Embriagada com o Sangue dos Mártires
Em seguida João nota que a mulher está embriagada – e não com bebida alcoólica. Ela está embriagada com “o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus…” (apocalipse 17:6). O quadro é horrível. Não são apenas suas mãos  que estão tintas de sangue, mas está embriagada com ele. O assassinato de inocentes que por amor à consciência não concordariam com suas exigências totalitárias tanto a refrescaram e excitaram, que ela está em êxtase.
Logo pensamos nas Inquisições (Romana, Medieval e Espanhola) que durante séculos prenderam a Europa em suas garras terríveis. Em sua História da Inquisição, Canon Llorente, que foi o secretário da Inquisição em Madri de 1790 a 1792, e tinha acesso aos arquivos de todos os tribunais, calculou que somente na Espanha o número de condenados excedeu a 3 milhões, com cerca de 300.000 queimados na estaca. Um historiador católico comenta sobre os acontecimentos que conduziram à supressão da Inquisição Espanhola em 1809:  “Quando Napoleão conquistou a Espanha em 1808, um oficial polonês do seu exército, Coronel Lemanouski, registrou que os Dominicanos (a cargo da Inquisição)  se trancaram em seu mosteiro em Madri. Quando as tropas de  Lemanouski forçaram a entrada, os inquisidores negaram a existência de quaisquer câmaras de tortura. Os soldados   revistaram o mosteiro e as descobriram sob os pisos. As câmaras estavam cheias de prisioneiros, todos nus, muitos loucos. As tropas francesas, acostumadas à crueldade e sangue, não conseguiram segurar seus estômagos diante da visão. Esvaziaram as câmaras de tortura, jogaram pólvora sobre o mosteiro e o explodiram”.
Para conseguir as confissões dessas pobres criaturas, a Igreja Católica Romana usava torturas engenhosas, tão cruciantes e bárbaras, que ficaríamos doentes com a sua descrição. O historiador da Igreja, Bispo William Shaw Kerr, escreve:  “A abominação mais hedionda de todas era o sistema de tortura. A narração de suas operações a sangue frio faz-nos estremecer  diante da capacidade de seres humanos em matéria de crueldade. E eram decretadas e reguladas pelos papas que afirmavam representar Cristo na terra. Cuidadosas anotações foram feitas não apenas de tudo que era confessado pelas vítimas, mas de seus protestos, gritos, lamentações, interjeições quebradas e apelos por misericórdia. A coisa mais comovente na literatura da Inquisição não é a narração de seus sofrimentos, deixada pelas vítimas, mas os frios memoranda guardados pelos oficiais dos tribunais. Ficamos chocados e estarrecidos, exatamente porque não havia a mínima intenção de chocar-nos”.
Os remanescentes de algumas das câmaras de horror permanecem na Europa e podem ser visitados hoje. Elas permanecem como memorial  para os zelosos seguidores dos dogmas católicos romanos, os quais permanecem com força total ainda hoje e para uma Igreja que afirma ser infalível e até os dias atuais justifica tais barbaridades. São também memoriais da espantosa exatidão da visão de João em Apocalipse 17. Em um livro publicado na Espanha em 1909, Emelio Martinez escreve:
A esses 3 milhões de vítimas (documentados por Llorente), deveriam ser acrescentados milhares e milhares de Judeus e Mouros deportados de suas terras natais… Em apenas um ano, 1481,  e apenas em Sevilha, o Santo ofício (da Inquisição) queimou 2.000 pessoas . Os ossos e retratos  de outros 2.000 … E outros 16.000 foram condenados a variadas sentenças”.
Peter de Rosa reconhece que sua própria Igreja Católica “foi responsável por perseguir judeus, pela Inquisição, pelos extermínio dos hereges aos milhares, pela reintrodução da tortura na Europa como parte do processo judicial”. Mesmo assim a Igreja Católica Romana jamais admitiu oficialmente que tais práticas fossem más, nem se desculpou com o mundo nem com qualquer das vítimas ou seus descendentes. Nem podia o Papa João Paulo II se desculpar hoje, porque “as doutrinas responsáveis por essas coisas terríveis ainda estão em vigor”. Roma não mudou interiormente em nada, sejam quais forem as palavras melífluas que ela diga, quando servem aos seus propósitos.
Mais Sangue do que os Pagãos
A Roma pagã praticava os esportes de atirar aos leões, queimar ou de outra maneira matar milhares de cristãos e não poucos judeus.  Ainda assim a Roma “cristã” exterminou muitas vezes esse número, tanto de cristãos como de judeus. Além das vítimas da Inquisição, houve os Huguenotes, Albigenses, Valdenses e outros cristãos que foram massacrados, torturados e queimados na estaca às centenas de  milhares, simplesmente porque se recusaram a se alinhar com a Igreja Católica Romana  e sua corrupção e aos  seus dogmas e práticas heréticos. Por questão de consciência eles tentaram seguir os ensinamentos de Cristo independentes de Roma e por esse crime foram amaldiçoados, caçados, aprisionados, torturados e assassinados.
Por que iria Roma se desculpar ou mesmo admitir esse holocausto? Ninguém exige que ela preste contas hoje. Os Protestantes já esqueceram as centenas de milhares de pessoas queimadas na estaca por abraçar o simples evangelho de Cristo e recusarem se dobrar diante da autoridade papal. Incrivelmente, os Protestantes agora estão abraçando Roma como cristã, enquanto ela insiste em que os “irmãos separados” se reconciliem com ela aceitando os seus termos imutáveis.
Muitos líderes evangélicos pretendem trabalhar com os Católicos Romanos para evangelizar o mundo até o Ano 2.000. Eles não querem saber de nenhuma recordação “negativa”  dos milhões de pessoas torturadas e assassinadas pela Igreja à qual eles agora prestam honra, ou ao fato de que Roma prega um falso evangelho de sacramentos e obras.
A Roma “cristã” exterminou judeus aos milhares  – muito mais do que a Roma pagã jamais o fez. A Terra de Israel foi considerada  como propriedade da  Igreja Católica Romana, não dos judeus. Em 1096, o Papa Urbano II promoveu a primeira cruzada  para retomar Jerusalém dos Muçulmanos. Com a cruz em seus escudos e armas defensivas, os cruzados massacraram os judeus por toda a Europa em seu caminho até a Terra Santa. Praticamente,  o seu primeiro ato ao retomar Jerusalém  “para a Santa Madre” foi apinhar todos os judeus numa sinagoga e os incendiar. Esses fatos históricos não podem ser varridos para debaixo do tapete do ajuntamento ecumênico, como se jamais tivessem acontecido.
Nem pode o Vaticano fugir da grande responsabilidade pelo Holocausto Nazista, o qual era inteiramente conhecido por Pio XII, apesar do seu silêncio completo durante toda a guerra sobre um dos assuntos mais importantes.  O envolvimento do Catolicismo no Holocausto  será examinado mais tarde. Se o papa tivesse protestado, como os representantes das organizações judaicas  e as Forças Aliadas lhe pediram que o fizesse, ele teria condenado sua própria Igreja. Os fatos são inescapáveis:  Em 1936 o Bispo Berning havia falado com o Fuehrer por quase uma hora. Hitler assegurou ao seu senhorio que não havia diferença fundamental entre o Nacional Socialismo e  a Igreja Católica. Não tinha a Igreja que o interrogava considerado os judeus como parasitas e os trancado em guetos?
Estou apenas fazendo”, ele se gabou, “o que a Igreja tem feito por quinze séculos, somente com mais eficiência”. Sendo ele próprio católico , disse a Berning que “admirava e pretendia promover o Cristianismo”.
Existe, certamente, outra razão pela qual a Igreja Católica Romana não tem se desculpado nem se arrependido  destes crimes. Como poderia? A execução dos hereges (inclusive dos judeus) foi decretada pelos papas “infalíveis”. A própria Igreja Católica afirma ser infalível, portanto suas doutrinas não poderiam estar erradas.
Reinando sobre os Reis da Terra
Finalmente, o anjo revela a João que a mulher “é a grande cidade que domina sobre os reis da terra” Apocalipse 17:18. Sim, e novamente apenas uma: a Cidade do Vaticano. Os papas coroaram e depuseram reis e imperadores, exigindo obediência, amedrontando-os com excomunhão. No tempo do Primeiro Concílio Vaticano,  em 1869, J. H. Ignaz von Dollinger, professor de História da Igreja em Munique preveniu que o Papa Pio IX forçaria o Concílio a fazer um dogma infalível fora  “daquela teoria favorita dos papas – que eles podiam forçar reis e magistrados  com excomunhão e suas conseqüências, para prosseguir com suas sentenças de confisco, prisão e morte…”. Ele relembrou seus companheiros católicos romanos de algumas das más conseqüências da autoridade política papal:  “Quando, por exemplo, (o Papa) Martinho IV colocou o Rei Pedro de Aragão sob excomunhão e interdição… Prometendo em seguida indulgências de todos os pecados  àqueles que o guerreassem e o (tirano) Carlos (I de Nápoles) foi  contra Pedro, e finalmente declarou seu reinado falso… o que custou aos dois reis da França e Aragão suas vidas e ao francês a perda de seu exército…”.
O Papa Clemente IV, em 1265, depois de vender milhões de italianos do Sul a Carlos de Anjou, em troca de um tributo anual de oitocentas onças de ouro, declarou que “ele seria excomungado se o primeiro pagamento  fosse efetuado além do termo declarado e que na segunda negligência a nação inteira incorreria em interdição…”.
Embora João Paulo II  não tenha mais o poder de fazer tais exigências brutais atualmente, sua Igreja ainda retém os dogmas que o autorizam a fazer isso. E os efeitos práticos de seu poder não são menores do que os dos seus predecessores, embora exercitados bem por  trás da cena. O Vaticano é a única cidade que troca embaixadores com as nações e ele o faz com os países mais importantes da terra. Os embaixadores vêm ao Vaticano de todos os países importantes, inclusive dos Estados Unidos,  não por mera cortesia, mas porque o papa é hoje o governante mais importante da terra. Até mesmo o Presidente Clinton viajou até Denver em Agosto de 1993 para saudar o papa. Ele se dirigiu a ele como o “Santo Padre” e “Sua  Santidade”.
Sim, embaixadores de nações vieram a Washington  D.C., a Paris ou a Londres, mas só porque o governo nacional tem sua capital lá. Nem Washington, Paris, Londres ou qualquer outra cidade enviaram embaixadores a outros países. Só a Cidade do Vaticano  faz isso.  Ao contrário de qualquer outra cidade na terra o Vaticano é reconhecido como estado soberano com seus próprios direitos, separado e distinto da nação da Itália que o rodeia. Não existe outra cidade na história em que isso tenha acontecido e esse ainda é o caso hoje.
Só do Vaticano se  poderia dizer que é a cidade que reina sobre os reis da terra. A frase “a influência mundial de Washington” não significa a influência de uma cidade, mas dos Estados Unidos, cuja capital lá se encontra. Quando, porém, se fala da influência do Vaticano ao redor do mundo, é exatamente o que isso significa – a cidade e o poder mundial do Catolicismo Romano e do seu líder, o papa. O Vaticano é absolutamente único.
Alguns sugerem que o Vaticano se mudará para a Babilônia, no Iraque, quando ela for reconstruída. Mas por que o faria? O Vaticano tem preenchido a visão de João de sua localização em Roma durante os últimos quinze séculos.  Além do mais, já mostramos a conexão com  a antiga Babilônia, a qual o Vaticano tem mantido através de toda a história no Cristianismo paganizado que ela tem promulgado. Quanto à antiga Babilônia, ela nem existia durante os últimos 2.300 anos  “para reinar sobre os reis da terra’. A Babilônia estava em ruínas, enquanto a Roma pagã e depois a Roma católica, a nova Babilônia, estava realmente reinando sobre os reis da terra.
Um historiador do século dezoito contou 95 papas que afirmavam ter o poder divino para depor reis e imperadores. O historiador Walter James escreveu que o Papa Inocêncio III (1185-1216)  “tinha toda a Europa em sua rede” . Gregório IX (1227-1241) trovejava que o papa era o senhor e mestre de todos e de tudo.  O historiador R. W. Southern declarou: “Durante todo o período medieval havia em Roma uma única autoridade temporal e espiritual (o papado), exercitando poderes que no fim excederam os que jamais haviam existido sob as garras do imperador romano”.
Que os papas reinaram sobre os reis é um incontestável fato histórico, o qual  documentaremos inteiramente, mais tarde. Por causa disso, tão horríveis abominações foram cometidas, conforme João previu, é indiscutível. O Papa Nicolau I (858-867) declarou: “Só nós (os papas) temos o poder de prender e soltar, de absolver Nero e condená-lo, e os Cristãos não podem, sob  pena de excomunhão, executar outro julgamento senão o nosso, o qual é infalível”. Ao mandar que um rei destrua um  outro, Nicolau escreveu:  Nós o ordenamos, em nome da religião, a invadir seus estados, queimar suas cidades, e massacrar seu povo… “
A informação qualificativa que João nos dá sob inspiração do Espírito Santo, para identificar a mulher, que é uma cidade,  é específica, conclusiva e irrefutável. Não existe cidade sobre a terra, no passado ou no presente, que preencha todos esses critérios, exceto a Roma católica e agora a Cidade do Vaticano. Esta inescapável conclusão se tornará cada vez mais clara  à medida  em que procedermos à revelação dos fatos.

O Destino de duas Cidades

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Na visão profética de João, “Babilônia” é  destruída por um incêndio. Apocalipse 18:8,17,18, diz, “Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga”E todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longeE, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?…”

Os preteristas alegam que Jerusalém foi um centro de intercâmbio comercial, e que a  profecia revela como ela foi completamente destruída por um incêndio em 70 dC. Acrescentam também que a queima de Jerusalém pelo fogo tinha significado teológico.

Acreditam eles que Jerusalém é a Grande Babilônia de Apocalipse 18, tendo sua queda descrita neste capítulo. Entendem que aqui está o registro do  julgamento de Deus advindo através do exercito romano em 70 dC:

Apoc 18:1,21 Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável… E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.

Se a hipótese de Babilônia­/Jerusalém estivesse correta, então Jerusalém nunca seria reconstruída novamente, como afirma o final do verso 21. Portanto, essa não pode ser uma descrição de Jerusalém, pois a Escritura fala repetidamente do retorno desta cidade à proeminência durante o reino milenar (Isaías 2:3; Zc 14:16; Apoc 20:9).

Além disso, segundo eles, a  cidade de Jerusalém é muitas vezes referida como uma filha, e se apoiam em referencias no Velho Testamento para encaixar Jerusalém nesta profecia de Apocalipse.

Lamentações 2:15           Todos os que passam pelo caminho batem palmas, assobiam e meneiam as suas cabeças sobre a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que denominavam: perfeita em formosura, gozo de toda a terra?

16           Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este é o dia que esperávamos; achamo-lo, vimo-lo.

17           Fez o Senhor o que intentou; cumpriu a sua palavra, que ordenou desde os dias da antiguidade; derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários.

18           O coração deles clamou ao Senhor: Ó muralha da filha de Sião, corram as tuas lágrimas como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês descanso, nem parem as meninas de teus olhos.

A infidelidade a Deus é frequentemente comparada à imoralidade sexual. A pena para a prostituição pela filha do sumo sacerdote apelou para uma punição especial, era para ser queimada até a morte.

Levítico 21:9       E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana a seu pai; com fogo será queimada

O preteristas chegaram a conclusão que  quando foi oferecida a Jerusalém a graça de receber o Messias, tendo ele sido rejeitado,  ela inevitavelmente entrou na profecia como  “a prostituta  Babilônia”, que é posteriormente queimada até a morte. Entretando, há um problema com essa comparação absurda; Jerusalém  realmente é identificada como a prostituta de Ezequiel 16, mas neste caso, Jerusalém é perdoada e restaurada no final do capítulo (versículos 60-62). Isto entra em contradição com a Grande Meretriz de Apocalipse 17-18, da qual se diz: “E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.” (Apocalipse 18:21).

Observem o seguinte: Em Isaías 1:21-26 diz que Jerusalém era fiel no começo (1:21), então se tornou uma prostituta (mesmo verso) e, em seguida, no final está curada, perdoada e restaurada (1:26).

Em Jeremias 2:13 – 3:25, Israel já foi fiel (2:17), em seguida, virou-se para prostituição (2:20) como uma esposa que parte de seu marido (3:20), mas está prometida a recuperação no final, se ela se arrepender (3:14-18).

Em Ezequiel 16, Deus entrou em pacto com Jerusalém (16:8), mas Jerusalém se prostituiu (16:15), mas  é finalmente restaurada por causa da Aliança (16:60-62).

Em Oséias 2, falando da casa de Israel,  que era uma vez fiel (2:14-15),  então se prostituiu (2:5), mas que será restaurada no final (2: 19-23).

Este são contextos que falam da Cidade Santa,  contrário do que encontramos quando a referência é aplicada a outras cidades. Tiro, por exemplo,  é retratada como prostituta em  Isaías 23; nada é dito sobre Tiro  ter sido uma esposa fiel. Para começar, e podemos aprender com Ezequiel 26:21, quando Tiro é destruída, não existirá jamais: “Farei de ti um grande espanto, e não mais existirás; e quando te buscarem então nunca mais serás achada para sempre, diz o Senhor Deus.“. Naum não disse  que a prostituta Nínive havia sido fiel a Deus, e Naum 2:13 diz que se ela for  destruída, Nínive não será jamais restaurada.

Embora em Jeremias 50-51 Babilônia não é explicitamente chamada de prostituta, esta é a passagem do Velho Testamento que tem mais em comum com o Apocalipse 17-18. A Babilônia de Jeremias 50-51, Tiro de Isaías 23 e Ezequiel 27, Nínive de Naum, e Babilônia de Apocalipse 17-18,  têm uma coisa em comum: todos eles vão ser destruídos e não restauradas jamais (Jeremias 51:64).

Não existe salvação ou resgate para a prostituta, ela será destruída juntamente com a besta e o falso profeta. Observem a união em detalhes de quatro versículos em Apocalipse 18:16,21-23 “…  Ai! ai daquela grande babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo…  Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada… porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias

Jerusalém não pode entrar nesse texto como  uma FORTE cidade pelo fato de sempre ter sido invadida por outros povos em toda sua História. Jerusalém jamais esteve montada na besta do poder romano (17:3; cf. 13:1-8): Jerusalém foi dominada pelos romanos no tempo dessa profecia. No entanto, com relação a prostituta, a Bíblia diz que ela estava assentada sobre muitas águas (17:1): Seu poder vinha dos povos dominados. Com ela se prostituíram os reis da terra (17:2): Roma dominava os reis de muitos países na época da escrita do Apocalipse; uma descrição da Babilônia antiga (Jeremias 51:7);

Apocalipse fala sobre o vinho (doutrina) de sua devassidão (17:2). Ao mesmo tempo Roma foi  conhecida por sua imoralidade e excessos;

Vestida de púrpura, escarlate, ouro, pedras preciosas, etc. (17:4; 18:16): Luxo, nobreza, sedução; os soldados da Babilônia antiga também se vestiam de escarlata (Naum 2:3);

Cálice de abominações e imundícias (17:5): Babilônia foi o cálice que fez as nações enlouquecerem (Jeremias 51:7);

Embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus (17:6; 18:20, 24): Roma (Império Romano, a possível besta) perseguia os cristãos, especialmente nos reinados de Nero e Domiciano.

A mulher é a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17:18): Roma no ano 100 (O ano em que o Apocalipse foi escrito) era a Capital do Mundo. Roma dominava os reis da terra na época de João.

Destruição interna (17:16-17): História do declínio de Roma (cf. Daniel 2:42-43).

A sentença para a Babilônia de Apocalipse é destruição sem restauração, como vimos nos versículos acima. Porém, o mais importante é atentar para a leitura de alguns textos da carta de Paulo aos romanos com relação ao povo incrédulo de Israel.

Observem a promessa em Romanos capítulo 11:

23 E também eles (Israel), se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. 

24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!

25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.

26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. Romanos 11

Uma vez que Jerusalém será restaurada após um período de rebelião, mas Mistério Babilônia não será restaurada jamais, conclui-se que a Babilônia de Apocalipse 18 não pode ser Jerusalém.

Disciplina nacional ao invés de separação é também o tema do livro do Apocalipse, que conclui com um retrato do estado restaurado de Israel (Ap 20:9).  Há pouca dúvida de que esta “Cidade amada”, que será destaque no milênio é Jerusalém. O Antigo Testamento muitas vezes descreve Jerusalém da mesma maneira (Sl 78:68; 87:2; Jer 12:7) e também prevê seu futuro retorno para a glória (Isa 2:2-4; Zac 14:17).

Israel será novamente líder entre as nações. Assim, longe de ser um livro sobre a separação de Israel, o Apocalipse é realmente sobre a eventual restauração de Israel. Portanto, Apocalipse 18 jamais poderia fazer referência a queda de Jerusalém, pois ali é dito que a Grande Cidade, Babilônia, cai, para nunca mais ser reerguida. Por outro lado a profecia de Apocalipse 18 ainda não recebeu cumprimento.

DETALHES BOMBÁSTICOS contra a tese preterista

Em sua queda definitiva, Babilônia/Jerusalém – como desejam os preteristas -, no capítulo 18 de Apocalipse, se “tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável”, mas dois capítulos depois de ser totalmente devastada, aparece protegida por Deus e sendo amada por Ele.

Apoc 20:9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo do céu, e os devorou.

Os preteristas garantem que o Apóstolo João registra suas visões testificando sobre os infortúnios que viriam sobre a Babilônia/Jerusalém, denominando-a de mãe das prostituições e abominações da terra,  de prostituta, de iníqua, de que irá beber do cálice da ira do Deus vivo, de morada de demônios, de covil de todos os espíritos imundos, de esconderijo de toda ave imunda e ODIÁVEL, mas não conseguem explicar porque ela em seguida, mesmo depois de devastada totalmente, ainda é chamada de “… a cidade amada…”, Apoc 20:9.

Essa escola doutrinária absurda afirma que Deus julgou Jerusalém no capítulo 18 de Apocalipse, e que,  através da escrita de João, Deus passa os primeiros 18 capítulos de seu livro detonando com a Babilônia (“Jerusalém”) destruindo-a para que ela nunca mais se levante novamente, mas logo depois do capítulo 19, lá está outra vez Jerusalém sendo acolhida e protegida por Deus como cidade AMADA. Alguém poderia encontrar contradição mais medonha do que esta?

Mas não é só isso; Deus ainda escolhe esta mesma “Babilônia – Jerusalém” como o nome da cidade que iria descer dos céus:

“… E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido” – Ap.21,2.

O MAPA DE DEUS NA ESTRADA PROFÉTICA

Deuteronômio fornece um mapa profético que cobre toda a história, desde quando Israel começou a caminhar pela estrada, cerca de 3400 anos atrás; O Senhor deu um esboço da sua história inteira através de seu porta-voz, Moisés. Deuteronômio é esta revelação, e é como um roteiro para onde a história é dirigida antes da viagem entrar em curso; e deve-se acrescentar que os diferentes segmentos da viagem histórica foram atualizados com mais detalhes a serem adicionados ao longo do caminho.

No processo de exortação de Moisés para a nação de Israel, ele dá em Deuteronômio 4:25-31, um esboço do que vai acontecer com essa nação eleita, depois de cruzar o rio Jordão e se estabelecer na terra prometida.

Um resumo destes eventos:

1) Israel e seus descendentes permaneceriam muito tempo na terra.

2) Israel agiria de forma corrupta e escorregaria em idolatria.

3) Israel seria expulso da terra.

4) O Senhor os espalharia entre as nações.

5) Israel seria entregue à idolatria durante suas andanças.

6) Embora dispersos entre as nações, Israel  há de   procurar e encontrar o Senhor quando Ele  procurar de todo o seu coração.

7) Viria um tempo de tribulação  a ocorrer nos últimos dias, período em que eles iriam voltar para o Senhor

8) “Porque o Senhor vosso Deus é um Deus compassivo, Ele não te deixará nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança com vossos pais, que jurou a eles” (Deuteronômio 4:31).

Se os cinco primeiros eventos têm acontecido com Israel e nenhum intérprete evangélico poderia negar tais fatos, então fica claro no texto que os eventos finais ocorrerão também para a mesma nação da mesma forma como os eventos anteriores. Isto é mais claro no contexto, pois a Bíblia não “muda de cavalo no meio do caminho”, para que de repente, Israel, que recebeu as maldições, caia fora da imagem e a Igreja assume e recebe as bênçãos. A Bíblia nada ensina que Deus abandonou Israel (cf. Rom. 11:1).

Qualquer leitor do texto terá que admitir que a mesma identidade é conhecida em todo o conjunto do texto em análise. Se for verdade que o mesmo se destina Israel ao longo do texto, então os três últimos eventos ainda têm de ser cumpridos por Israel da mesma forma histórica em que os cinco primeiros eventos são reconhecidos por todos como tendo ocorrido. Assim, uma realização dos três eventos finais na vida de Israel terá de acontecer no futuro.

Esta passagem em Deuteronômio conclama um retorno do Senhor depois da Tribulação dos tempos finais, e não um julgamento em 70 dC. Isto significa que uma visão futurista da profecia é suportada a partir desta passagem no início e durante todo o resto das Escrituras.

Tão significativo como Deuteronômio quatro está em estabelecer a história profética do povo eleito de Deus, uma narrativa expandida da história futura de Israel é fornecido também em Deuteronômio capítulos 28-32 e partes do 26. Aqui é onde vemos realmente surgir o matrix das grandes profecias do Antigo Testamento sobre Israel.

26:3-13; 28:1-14 As condições de bênção para seguir a obediência

31:16-21 A apostasia chegando

28:15-60 A aflição que Deus iria trazer sobre Israel, enquanto ainda na terra, por causa de sua apostasia

28:32-39, 48-57 Israel será levado cativo

27, 32 Os inimigos de Israel  possuirão sua terra por um tempo

28:38-42; 29:23 A terra em si permanecerá desolada

28:63-67; 32:26 Israel será espalhado entre as nações

28:62 O tempo virá em que Israel será em pequeno número

28:44-45 Apesar de punido Israel não será destruído

28:40-41; 30:1-2 Israel vai se arrepender de sua tribulação

30:3-10 Israel será recolhido junto das nações e trazido de volta à sua terra dada por Deus

Nem todos os eventos  acima resumidos  certamente tiveram lugar durante, ou antes, da destruição de Jerusalém em 70 dC. Parece estar se moldando que, enquanto o incidente do ano 70 dC  foi de fato um evento profetizado, os itens remanescentes no roteiro profético de Israel ainda não foram cumpridos.

O que é triste com a interpretação preterista é que ele reconhece as maldições sobre Israel, mas não as bênçãos futuras que Deus também prometeu. O Preterismo diz que Israel recebe as maldições, mas a igreja recebe bênçãos de Israel. Não é isso que diz a Bíblia; para que as bênçãos sobre Israel literalmente ocorram, assim como as maldições do passado, só faz sentido se as localizamos num tempo futuro.

Dentre todas as profecias anunciadas, ainda temos as que afirmam que o estado de Israel/ Jerusalém será reerguido reinando entre as nações,

Isaías 2

E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do Senhor no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.

E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor.

E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear.

Zacarias 14:17    E acontecerá que, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva.

Apoc 20:9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou.

Os textos citados acima fazem referencia a Jerusalém, o que não está de acordo com a visão preterista que afirma ter sido a cidade santa, a qual denomina de a grande Babilônia, destruída para sempre em Apocalipse 18,

21 E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.

22 E em ti não se ouvirá mais a voz de harpistas, e de músicos, e de flautistas, e de trombeteiros, e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e ruído de mó em ti não se ouvirá mais;

23 E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá

Apoc 18:14 E o fruto do desejo da tua alma foi-se de ti; e todas as coisas gostosas e excelentes se foram de ti, e não mais as acharás.

O fim vem… Quem viver verá!

O Testemunho dos Pais da Igreja

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23Os Preteristas ensinam que o livro de Apocalipse é primariamente uma profecia sobre a guerra romana contra os judeus em Israel, que começou em 67 dC e terminou com a destruição do Templo em 70 dC. A fim de Apocalipse ser uma previsão do futuro (Apocalipse 1:1, 3, 11, 19; 22:6-10, 16, 18-20), e se foi cumprida até agosto de 70 dC, então ele teve que ser finalizado nos seus registros em  68 dC para a interpretação preterista até mesmo ser uma possibilidade.

A interpretação futurista não depende da data do Apocalipse, uma vez que não importa quando esses eventos ocorrem, pois são ainda para o futuro, para o nosso próprio tempo. No entanto, a data do Apocalipse é essencial para a posição preterista e explica por que eles são tão focados em defender uma data próxima a destruição de Jerusalém.

 

Evidência histórica

As evidências em favor de uma data tardia para a escrita do Livro de  Apocalipse são diversas. A maioria concluiu que o Apocalipse foi redigido perto do fim do primeiro século, principalmente por causa da declaração de  Irineu, pai da Igreja (120-202). Em torno de 180 dC, Irineu atesta:

“Não vamos, no entanto, incorrer no risco de se pronunciar de forma positiva quanto ao nome do Anticristo, pois se fosse necessário que seu nome deve ser claramente revelado neste momento, teria sido anunciado por aquele que viu a visão apocalíptica. Por que foi visto num tempo não muito longo desde então, mas quase em nossos dias, para o fim do reinado de Domiciano”.

É importante notar que Irineu era da Ásia Menor (atual Turquia). O apóstolo João era também  de Éfeso, na Ásia Menor. Irineu foi discípulo na fé de Policarpo, que foi discipulado pelo apóstolo João. Assim, há uma ligação direta entre a pessoa que escreveu Apocalipse e Irineu. Este argumento, testemunho da história, apóia fortemente a credibilidade de Irineu e sua declaração. Significativamente, nenhuma outra tradição relacionada com a data do Apocalipse foi desenvolvida nesta seqüência, justamente nesta parte do mundo, como foi a de Irineu. Esta foi a área onde o Apocalipse foi dado.

Mais tarde, outras tradições foram desenvolvidas nos territórios da cristandade, mas em um tempo distante da escrita do Apocalipse. No entanto, estas foram áreas em que o Apocalipse não foi tomado tão literalmente quanto na Ásia Menor. Parece lógico que se a teoria do ensino de uma data anterior do Apocalipse era genuína, então ele deve ter tido uma testemunha disso na Ásia Menor, como se vê, e não de registros que apareceram nos séculos V e VI. Portanto, isso só bastaria para estabelecer a verdade, tornando-se uma realidade quando buscamos apoio para a exibição final dos dados. Tal realidade argumenta contra a visão preterista dos anos 70, e é um forte apoio para se estabelecer a escrita do Apocalipse para depois da destruição de Jerusalém.

No rastro de Irineu

O historiador da igreja Eusebio de Cesareia, ou, Eusebio Panfilio, nasceu em 260 e morreu antes de 341. Bispo de Cesaréia na Palestina, ele é conhecido como o “Pai da História da Igreja.” Eusébio confirma a autenticidade do testemunho de Irineu. No capítulo 18,  livro 3 de sua História da Igreja, lemos:

“…  nesta perseguição a João, apóstolo e evangelista, que ainda estava vivo…  ele foi condenado a habitar na ilha de Patmos em conseqüência de seu testemunho à palavra divina. Irineu, no quinto livro da sua obra Contra as Heresias, onde ele discute o número do nome do Anticristo, que é dado no Apocalipse  de João, diz o seguinte a respeito dele: “Se fosse necessário  seu nome ser proclamado abertamente no presente momento teria sido declarado por ele que viu a revelação. Pois foi visto há pouco tempo,  quase em nossa própria geração, no final do reinado de Domiciano. “

Eusébio citou a declaração de Irineu; observe que ele também indicou  outras histórias seculares à sua disposição com precisão indicando que o banimento dos cristãos em Patmos ocorreu durante o reinado de Domiciano.

Eusébio continua: “Tertuliano também mencionou Domiciano nas seguintes palavras: “Domiciano também, que possuía uma parcela da crueldade de Nero, tentou uma vez fazer a mesma coisa que este último fez… sequer se lembrou daqueles a quem ele tinha banido…  Mas depois que Domiciano reinou 15 anos, e Nerva tinha sucedido ao império, o Senado romano, de acordo com os escritores que registram a história daqueles dias, votaram que os horrores de Domiciano deveriam ser cancelados, e que aqueles que tinham sido injustamente banidos devem retornar para suas casas e ter suas propriedades restauradas a eles. Foi nessa época que o apóstolo João retornou de seu exílio na ilha ao seu domicílio em Éfeso…” [Eusébio, Bk. III, cap. xx]

O detalhe importantíssimo no testemunho acima é a declaração de que Domiciano reinou 15 anos, o que nos  permite estabelecer a permanência de João no exílio não mais que os 15 anos do governo de Domiciano. Guarde esse detalhe…

Hipolitis escreveu  em 236, no capítulo um, versículo 3 de  Doze Apóstolos:

“João, de novo na Ásia, foi banido por Domiciano  para a ilha de Patmos…  e no tempo de Trajano ele adormeceu em Éfeso, onde seus restos mortais foram procurados, mas não foram jamais encontrados”.

Por volta de AD 270, Vitorino, no décimo capítulo de seu comentário sobre o Apocalipse de João, escreveu

“…  João estava na ilha de Patmos, condenado ao trabalho das minas por César Domiciano… ele viu o Apocalipse, e quando envelheceu, ele pensou que ele deveria finalmente receber sua quitação pelo sofrimento. Domiciano foi morto e todas as decisões dele estavam descarregadas. João foi liberto das minas…”. [Vitorino, Comentário sobre o Apocalipse, XI]

Jerônimo nasceu em cerca de 340. Morreu em Belém, 30 de Setembro, 420. Jerônimo escreveu no capítulo IX de Homens Ilustres,

“… no décimo quarto ano depois de Nero, Domiciano, tendo levantado uma segunda perseguição, baniu João para a ilha de Patmos, onde ele escreveu o Apocalipse, em que Justino Mártir e Irineu depois escreveram comentários. Mas Domiciano tendo sido condenado à morte e seus atos, por conta de sua excessiva crueldade, foram anulados pelo Senado, e João voltou a Éfeso…”.

Segundo Jerônimo, o Apóstolo João foi exilado em Patmos em 82 dC, e não antes disso. Ora, se Nero morreu em 68 dC, e 14 anos depois houve uma perseguição impetrada por Domiciano, evidente que o ano  dessa perseguição só pode ter sido 82 dC.

Em Contra Jovinianus, Livro 1, Jerônimo também escreveu:

“João é tanto um apóstolo e um evangelista, um profeta e um apóstolo, porque ele escreveu às Igrejas como um mestre; Um evangelista, porque ele compôs um Evangelho, uma coisa que nenhum outro dos apóstolos, com exceção de Mateus, o fez; um profeta, pois ele viu na ilha de Patmos, para o qual ele havia sido banido pelo imperador Domiciano como um mártir para o Senhor, o Apocalipse, contendo os mistérios sem limites do futuro.”

Sulpitius Severo foi um escritor eclesiástico que nasceu na Aquitânia em 360. Ele morreu cerca de 420-25. No capítulo 31 do livro 2 de sua História Sagrada, lemos:

“… Então, depois de um intervalo, Domiciano, filho de Vespasiano, perseguiu os cristãos. Nesta data, ele baniu João Apóstolo e Evangelista para a ilha de Patmos”.

O depoimento destas testemunhas da antiguidade indica que o Apocalipse foi escrito após a queda de Jerusalém. Portanto, Isso nos leva à conclusão razoável de que muitos dos eventos profetizados devem  ocorrer mais tarde.

Clemente escreve sobre João

Clemente de Alexandria (AD150-220) contou uma história sobre João logo após seu retorno do exílio, como sendo um homem muito velho. Ele narra  sobre um jovem que foi convertido pela pregação do Apóstolo, mas também deixa um valioso documento sobre os dias de João em Patmos.

“…  quando da morte do tirano, ele retornou a Éfeso da ilha de Patmos, ele foi embora, sendo convidado aos territórios contíguos das nações, aqui a nomear bispos, lá para pôr em ordem Igrejas para ordenar tais como foram marcados pelo Espírito”. [Clemente, Quem é o homem rico que será salvo, XLII]

Na história que Clemente conta sobre João  ele detalha como o Apostolo era já um homem velho depois de ser liberto do seu cativeiro.

A história é sobre um jovem convertido que João havia confiado a certo ancião para discípulo na fé. O homem tinha sido anteriormente um ladrão e salteador. “… Ao retornar do exílio em Patmos, ele ouviu que o jovem havia retornado para sua vida antiga de crime. Ao ouvir isso, ele repreendeu fortemente o mais velho em cuja guarda ele havia deixado. João partiu imediatamente para o lugar onde este ladrão e seu bando se escondiam. Ao chegar ao local, ele foi agredido pelo bando de ladrões. Ele exigiu deles para levá-lo ao seu líder. Eles trouxeram João ao homem  que João havia anteriormente conquistado para Cristo, e deixado sob a custódia do mais velho. Quando o jovem viu João se aproximando, ele começou a fugir. João começou a correr atrás dele, pedindoPor que, meu filho fugir de mim, teu pai, desarmado e velho? Filho tenha pena de mim. Não temas, tens ainda a esperança de vida. Vou dar conta de Cristo por ti. Se for necessário, eu vou de bom grado suportar tua morte, como fez o Senhor a morte por nós. Por ti vou entregar minha vida… João explicou-lhe que o perdão e a restauração era ainda possível…

Clemente, em seguida declarou: “E ele, quando o ouviu, primeiro se levantou olhando para baixo, em seguida, jogou os braços, então tremeu e chorou amargamente. E vendo o  velho João se aproximando, ele abraçou-o, falando para si próprio com lamentações… e batizou uma segunda vez com lágrimas, escondendo apenas sua mão direita. Os outros prometendo, e assegurando-lhe sob juramento que ele iria encontrar o perdão para si mesmo do Salvador, rogando de joelhos, e beijando a mão direita em si, como agora purificada pelo arrependimento, o levou de volta para a igreja.” [Clement, Quem é o homem rico que será salvo, XLII]

A partir dessa história vemos que após a libertação do exílio de João em Patmos ele era um homem avançado em idade. Mas, o leitor poderia questionar em que isto implica. Implica em problemas para o preterismo. João poderia não ter ainda mais de vinte anos quando Jesus o chamou; Ele e seu irmão Tiago estavam trabalhando com seu pai consertando as redes (Mt 4:21-22). Assumindo que João estava bem jovem na época do seu chamado, ele teria então pouco mais de 80 anos em AD 96.  No entanto, se o “tirano”, referido por Clemente foi Nero, então João não era tão idoso na época da morte do imperador romano. No fim da década de 60 ele poderia contar não mais que 56  anos de idade, o que não está de acordo com as declarações de Clemente que falam de João como um homem  velho ao ser liberto do exílio.

Que João viveu até depois do reinado de Domiciano também é mostrada por repetidas referências; Irineu lembra: “para seu próprio mentor, Policarpo, sendo discípulo de João…”. [Irineu, frag. ii].

João e  Policarpo

Policarpo nasceu no fim da década de 60 AD e morreu em aproximadamente 156 AD. Ele contava com pouco  mais de um ano quando Jerusalém foi destruída. Portanto, se ele foi tutelado por João, deve ter sido mais de  uma década após a destruição de Jerusalém, o que não seria possível se nos baseamos na cronologia preterista,  pois eles alegam que  João estava no exílio.  Em outras palavras, se João ficou quase quatro décadas na ilha de Patmos, do início de 60 até fins de 90 dC, como alega algumas facções do preterismo, quando foi que ele discipulou o jovem Policarpo?  O preterista apressado poderia contestar dizendo: obviamente João encontrou Policarpo depois de ser liberto do cativeiro romano.

Observe as notas abaixo,

“Nascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (atual Turquia), Policarpo era discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Ireneu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a igreja de Esmirna”. Policarpo de Esmirna

O detalhe atesta,

“Quando em sua juventude Policarpo assentava-se aos pés do Apóstolo João…”

Quando tomamos por base a datação preterista do Apocalipse, descobrimos que não há possibilidade alguma para João  ter tutelado Policarpo antes de ser liberto do exílio. Obviamente, deve-se notar que, se João discipulou Policarpo pós exílio, isso só foi possível no fim do primeiro século, com Policarpo passando dos trinta anos de idade, não sendo mais tão jovem, o que é uma contradição, pois não está de acordo com o testemunho da história, o qual  afirma que sendo ainda um jovem, Policarpo assentava-se aos pés do Apóstolo.

Considerando que João foi enviado para a ilha de Patmos por causa da perseguição do imperador Domiciano em meados da década de 80 AD, podemos considerar que antes de sua prisão ele já havia encontrado o jovem hebreu, que estava, nessa época, entre seus 14-16 anos de idade. Era costume entre os judeus que aos  doze anos o adolescente fosse levado aos seus mestres – veja meu artigo: A Idade de João – do chamado até o Exílio. Portanto, quando João foi liberto de sua prisão no fim da década de 90 dC, ele já havia tutelado Policarpo. Provavelmente, e se foi ele mesmo quem nomeou Policarpo como bispo da Igreja em Esmirna, isso só ocorreu após sua libertação do exílio.

Atente para o texto que segue abaixo,

“Policarpo foi ordenado bispo de Esmirna pelo próprio João Evangelista. De caráter reto, de alto saber, amor a Igreja e fiel à ortodoxia da fé, era respeitado por todos no Oriente. Com a perseguição, o Santo bispo de 86 anos, escondeu-se até ser preso e assim foi levado para o governador, que pretendia convencê-lo de negar a Cristo. Policarpo, porém, proferiu estas palavras: Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido Dele. Como poderei negar Aquele a quem prestei culto e rejeitar o meu Salvador?” Policarpo de Esmirna

Policarpo viveu até ser martirizado em torno de 156 AD, com quase 90 anos de idade.

Consulte também o tópico A Igreja de Esmirna não existia em 60 AD