Autor: Defensores da Fé

A Tribulação não ocorreu em 70 dC

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De acordo com o preterismo, não haverá arrebatamento, não haverá tribulação, não haverá Anticristo, ou uma marca da besta. Por quê? Porque eles garantem que tudo isso já aconteceu em 70 dC.
Os preteristas fazem pleno uso da ginástica hermenêutica com voltas duplas para evitar a realidade: “que Israel voltou para sua terra e, diante dos próprios inimigos da Bíblia, está pronto para cumprir as profecias que foram anunciadas pelos profetas, as quais se realizam nos últimos dias”. Com a negação obstinada e insistente destes fatos, o preterismo ainda continua a deter um modelo ultrapassado profético.
Mais de 300 profecias do Velho Testamento, Jesus cumpriu literalmente, 30 delas no dia em que morreu. Portanto, temos a interpretação na Bíblia como a profecia é cumprida. Mudar isso é ignorar a palavra do jeito que foi escrita.
Olhe agora para as profecias da tribulação, se elas foram cumpridas na forma como a Bíblia explica. Muitas vezes não é o peso das longas explicações que justificam a posição como válida. Devemos considerar o que está faltando de tão importante para a equação. A profecia bíblica é específica e só pode ser cumprida quando todos os elementos estão presentes dentro do contexto e tomaram lugar  quase sempre do jeito que está escrito. Se não, então não podemos afirmar que tenha ocorrido.
Vamos começar com a base para este ponto de vista da profecia. Em Apocalipse  1:9 está escrito: “Eu, João,  seu irmão e companheiro  na tribulação…”.
Os preteristas assumem a posição de que João escreveu o Apocalipse antes de 70 dC, que alegam ser a tribulação. Se João menciona a tribulação, significa que a grande tribulação ocorreria imediatamente antes da destruição de Jerusalém. De acordo com o Preterismo João está dizendo que ele é seu companheiro [de Jerusalém] na grande tribulação que estava por vir sobre eles.
Jesus muitas vezes usou a palavra tribulação, e cada vez que Ele descreveu a Tribulação ela tinha uma qualificação. Jesus acrescenta à palavra tribulação uma outra palavra: grande (grego-megas), para significar superior ou grande, que intensifica o significado. Em seu contexto, toda a terra e seu ambiente serão atingidos e tornará uma panela de pressão. Será a última tribulação desse tipo, e irá terminar somente por Sua vinda a Terra.
Verso chave
Apo. 3:10 “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que virá sobre todo o mundo, para tentar os que habitam sobre a terra.”
Obviamente o mundo inteiro será envolvido neste julgamento, não é apenas isolado para Israel. Esta seria a Grande Tribulação mencionada por Jesus,
Matt 24:21: “Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até este momento, nem haverá jamais.”
Atente para o detalhe quando o verso afirma que igual a essa tribulação “não haverá jamais” outra. Segundo os preteristas, na “grande tribulação” que veio sobre Jerusalém em 70 dC, um milhão de judeus foram mortos e outras desgraças ocorreram. No entanto, em outra tribulação, envolvendo os mesmos israelitas – o Holocausto de Hitler – morreram, entre judeus e não judeus, aproximadamente 40 milhões de pessoas.
Alguns preteristas tentando dramatizar o sofrimento dos judeus em 70 dC, e querendo dar ênfase à tão terrível tribulação com a intenção de rotular como catástrofe exagerada para que se entenda que igual aquela jamais haverá outra, lembram que na fome que se alastrou dentro da cidade matavam-se os próprios familiares para servir de alimento. O problema é que na tribulação do holocausto, judeus foram transformados em carteiras – os alemães usavam pele humana (dos judeus) para várias outras utilidades. Por outro lado a segunda guerra mundial pode ser citada como a pior tribulação de todos os tempos até o presente momento. Logo, a tribulação a qual Jesus faz referência no verso acima, ainda não ocorreu.
Temos de olhar para a palavra e a DESCRIÇÃO Bíblica desta grande tribulação e entender a diferença entre tribulação, que vem a todos os santos, e a tribulação que será o julgamento da ira de Deus sobre TODO O MUNDO. É isso mesmo, Jesus fala que essa tribulação “virá sobre todo o mundo” (Apo. 3:10) e não apenas sobre Jerusalém.
Agora vamos ler novamente Apocalipse 1:9: “Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na tribulação, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.”
Tribulação – Grego – thlipsei: pressão (literal ou figurativamente):
Aflitos (- ção), angústia, sobrecarregados na perseguição.
João não fez referência ao que Jesus diz em Mat 24:21, 22: “… Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até este momento, nem haverá jamais. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados“.
Só o Senhor Jesus pode parar essa tribulação na ocasião do seu retorno, quando finalmente irá destruir os exércitos do mundo que se reunirão contra ele. Isso não aconteceu como previsto. O Senhor Jesus não voltou durante a batalha do Armagedom, porque essa batalha não ocorreu da forma como foi escrito.
Promessa de redenção para Israel na Tribulação
Jeremias 30:7-11
Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. Porque será naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros. Mas servirão ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei. Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei de terras de longe, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente.”
A promessa para a Babilônia de Apocalipse é destruição sem chances de recuperação, o que não pode ser uma palavra para Jerusalém que no fim dos tempos descansará em paz…
Observem algumas frases: “nunca mais se servirão dele os estrangeiros”, “te livrarei de terras de longe”, “e Jacó voltará, e descansará”, “darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei e ficará em sossego”.
As nações serão punidas, o que ainda não ocorreu,
Zacarias 14:2 “… eu ajuntarei todas as nações para a batalha contra Jerusalém“. Esse encontro de “todas as nações da terra” (Zacarias 12:3) contra Jerusalém nunca ocorreu.
O que não aconteceu em 70 dC prova que o Preterismo é falso!
A Grande Apostasia aconteceu em 70 dC!
De acordo com Preterismo não há apostasia aumentando à medida que avança a história, em vez disso, devemos aguardar a cristianização do mundo. A Grande Apostasia teria acontecido no primeiro século, enquanto os apóstolos ainda estavam vivos construindo a igreja, e terminou completamente em 70 AD, enquanto João continuou a viver.
1 Tm. 4:1: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé.” Estes são os últimos dias mencionados em Miquéias 4:1 “MAS nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos“. A diferença é que 1 Timóteo 4 precede Miquéias 4.
Os preteristas logo que veem a palavra últimos dias e últimos tempos afirmam ser os últimos dias de Jerusalém – ainda mais quando estas palavras aparecem seguidas de outras,  como: destruição, cólera, ira, julgamento, apostasia  e semelhantes. Porém, o problema é que quanto mais tentam argumentar, mais se atrapalham. Por que? Porque é inaceitável manter a tese de que uma apostasia foi concluída antes de 70 dC, quando a igreja tinha apenas começado a aumentar e se espalhar para outras regiões, além de Israel. Também não vemos a casa do Senhor estabelecida no Israel de 70  dC, para onde “afluirão todos os povos” como diz a passagem paralela de Miquéias. 
Na Tribulação há 144.000 Judeus ungidos para o Ministério.
Os 144.000 evangelistas judeus vêm de todas as tribos, o que nunca aconteceu da forma como é descrito antes de 70 dC, nem o resultado de sua pregação: Apoc 7:9 “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.”
E os versos 13 e 14 concluem: “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.”
Repare que eles são salvos de todas as nações, (não apenas da província romana), era “uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas.
Tratado de paz
Um acordo é feito com Israel, um tratado de paz que começa antes da tribulação. Claro que os preteristas têm que mudar esta escritura óbvia e achar um significado alternativo para adicionar outro tijolo no muro e construir seu argumento. Alguns dizem que Daniel 9 refere-se a aliança de Jesus, que é uma interpretação terrível.
Dan. 9:27 “Então, ele deve confirmar uma aliança com muitos por uma semana, mas no meio da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta.” A palavra para aliança é beriyth, que é a mesma palavra hebraica para aliança em outros lugares. A palavra ‘fim’, ou desistir é shabat, que todos nós podemos reconhecer como a palavra para repouso ou desistir, parar de trabalhar.
Por que todas as nações parceiras querem levar Israel a assinar um tratado de paz hoje? Rumores de paz estão constantemente ocorrendo, mas isso tudo não significa nada para um preterista…
O mundo inteiro está querendo ver esse tratado de paz feito  que a  Bíblia menciona em  1 Tess. 5:2-3 “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.”
Há um problema seríssimo com a interpretação preterista desta passagem, a qual, segundo eles, deve ser entendida dessa forma,
“Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando [os habitantes de Jerusalém] disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.
O exército romano veio como um ladrão na noite? Houve paz e segurança nos anos que antecederam a destruição de Jerusalém? Óbvio que não, pois Jerusalém estava debaixo do domínio opressor romano desde antes do nascimento do Senhor. Por outro lado jamais foi feito algum acordo de paz entre Israel ou quem quer que seja.
O mundo verá esta aliança como os meios para pôr fim à guerra e ter segurança no Oriente Médio, mas em vez disso, essa aliança vai trazer o pior pesadelo para o mundo.
O Homem do Pecado
2 Tessalonicenses 2:3-4, diz: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim [a grande tribulação e o dia do Senhor] sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
Os preteristas reivindicam que Nero foi o anticristo, mas dificilmente ele seria o homem adequado que a Bíblia descreve. Nero jamais esteve em Jerusalém, e mesmo que possa ser um tipo daquele que “vem”, ele não cumpriu os detalhes da profecia bíblica. E além disso tudo, ele não assinou nenhum pacto com Israel imediatamente antes da Tribulação. As pessoas não fugiram de Jerusalém por causa de Nero indo para o templo declarando-se Deus – ele não entrou no templo depois de três anos e meio do acordo ter sido assinado (Dan. 9: 27). Novamente, se a profecia não está concluída da forma como foi escrito, então não foi cumprida, ainda não ocorreu!
Para um preterista, qualquer professor apóstata ou o seu sistema religioso pode ser chamado de “anticristo”; eles afirmam que o termo não descreve nenhum ditador individual. Como não?
João diz que o espírito do anticristo já estava em ação (1 João. 2: 21; 4:1-4) e havia muitos anticristos que vieram (1 João 2:15-18), mesmo em seu dia. Porém, há um (singular), o homem do pecado. O Anticristo é um homem  que vai estar em um templo literal – essa é a conclusão de muitos estudiosos – reconstruído em Israel, declarando-se Deus, e vai causar uma abominação desoladora. Ninguém em 70 dC, no Templo de Herodes, exigiu algo semelhante ou se exaltou como sendo  Deus.
A Teologia Escatológica Convencional ensina que a abominação da desolação é o anticristo assumir o culto do templo judeu por se sentar no lugar Santo, declarando-se Deus – concordo em parte com essa interpretação, mas mesmo assim estou usando a tese convencional como base para este artigo. A Bíblia também diz que o  Anticristo vem acompanhado por sinais, prodígios e milagres,
A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira“, 2 Tess. 2: 9
E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra [de Jerusalém] que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia“, Apoc. 13: 14
Onde estão os registros desses fatos antes de 70 dC? Quando foi que Jerusalém fez uma imagem de alguém que foi mortalmente ferido a espada? Quando foi que Nero, ou quem quer que tenha sido o anticristo dos preteristas, fez sinais e prodígios para enganar, para convencer as pessoas a segui-lo, mesmo os eleitos?
Por um lado para reivindicar que Nero foi o homem do pecado, os preteristas são obrigados a confessar que Jesus já voltou, pois é o Senhor que destrói o homem do pecado pelo esplendor da sua vinda. O problema é que Nero cometeu suicídio dois anos antes de Jerusalém ser destruída…
Se seguirmos a interpretação preterista, devemos concluir que o Anticristo Nero foi destruído pelo Senhor em sua Vinda, e ao mesmo tempo em que Jesus o destrói, Ele destrói também seu exército juntamente com ele. Essa é a descrição bíblica da destruição do Anticristo, basta ler Apocalipse 19, um capítulo após a destruição de Babilônia. É isso mesmo, Jesus destrói “Nero e seu exército” depois da queda de Jerusalém ( Apoc 19:1, atente para as palavras “Depois destas coisas…”). Ops! Qual preterista esperava por essa? A coisa ficou feia agora, pois Nero já estava morto antes de Jerusalém ser atacada!
Mas, o que estou lendo aqui?  Apocalipse 19 afirma que Jesus destrói o Anticristo e todo o seu exército, um banho de sangue diferente de qualquer outro:
E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais [os reis da terra e seus exércitos] foram mortos…””. Apoc 19:19,20,21
Isso vai ocorrer imediatamente após a Segunda Vinda de Jesus, o que não pode ser um cumprimento da Escritura em 70 dC, pois Jesus não voltou naquela ocasião, e muito menos  acabou com o Anticristo e seu exército: “E então o iníquo será revelado, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com o resplendor da Sua vinda… “, 2 Tessalonicenses 2:8-9.
Quando Jesus vier, ele destrói os exércitos do mundo e o homem de Satanás é a primeira vítima. Quando isso aconteceu em 70 dC? Em 70 dC Tito e seu exército foram os vitoriosos.
Queria muito saber onde  os preteristas podem encaixar em 70 dC os acontecimentos de Apocalipse descritos acima,  se o exército romano e seu suposto Anticristo foram os vencedores. Atentem para os detalhes,
“… E a besta foi presa, e com ela o falso profeta… Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais [os reis da terra e seus exércitos] foram mortos…”.
É isso que chamo de contradição das contradições!

O Evangelho em Todo o Mundo

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Colossenses 1:23 Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.
Conclusão preterista: Paulo confirma as palavras de Jesus, quando o Senhor garante que o Evangelho seria anunciado a todo o mundo antes da destruição de Jerusalém,
Mat 24:14 – E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. 
No entanto, Jesus pode não ter dito isso,  pois adiante ele afirma, “Ensinando-as a observar tudo quanto vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo“, Mat. 28:20. O que Jesus está dizendo aqui é que o Evangelho deve ser pregado até o fim do mundo!
Vamos atentar para o contexto de Paulo aos Colossenses capítulo 1
23  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.
24  Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja;
25  Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus;
26   O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;
27  Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória.
 Agora observem o verso cinco e seis do mesmo capítulo,
“Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade”.
Quando Paulo confirma acima sobre o Evangelho, “… o qual é chegado a vós” e que “está em todo o mundo“, ele simplesmente quer ratificar que o evangelho é universal. Ele não se limita a nenhum lugar ou pessoas, mas é projetado para ser uma religião universal. Ele oferece a bem-aventurança, mesmo no céu, para todos. Não foi confinado aos judeus, ou limitado ao país estreito onde foi pregado pela primeira vez, mas foi enviado ao exterior, para o mundo gentio. O objetivo do apóstolo aqui parece ser para excitar neles um sentimento de gratidão que o evangelho tinha sido enviado a eles. Foi devido inteiramente à bondade de Deus ao enviar-lhes o evangelho, que eles tinham essa esperança da vida eterna.
O Evangelho não foi pregado a toda criatura, mas  estava sendo providenciado a ser anunciado por todo o mundo, diz Paulo aos Colossenses,
“… como também está em todo o mundo  [o Evangelho];  e já vai frutificando…”, v 5.
Há uma diferença entre uma profecia específica de Cristo, e Paulo falando sobre o que ocorria em todo o mundo com relação ao Evangelho. Na verdade, levaria séculos para chegar a vários outros grupos de pessoas.
Em Col. 1:23, na declaração de Paulo que o evangelho foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, não deve ser tomado literalmente. Este não é o caso, porque o Senhor Jesus disse em Mateus 24:14: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações, E então virá o fim.” O evangelho alcançando cada pessoa é uma das ocorrências que vai inaugurar a segunda vinda do Senhor e que ainda não aconteceu. O próprio Paulo disse sobre o Evangelho não proclamado ainda para todos, quando afirma que havia lugares em que Cristo  não tinha sido anunciado (Rom. 15:20, 21). Isso significa que nem todas as pessoas haviam ainda sido alcançadas até 58 dC, ocasião em que escreveu estas palavras, o que, obviamente, também não ocorreria até 70 dC.
Paulo desejava ir a Espanha
Paulo desejava ir a Espanha pregar o Evangelho, o que parece não ter ocorrido. Compare 2 Timóteo 4:6 com Romanos 15:24-28. E curioso que ele escreve o verso chave dos preteristas enquanto esteve preso em Roma,
Colossenses 1
23  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.
Perfeito, dizem os preteristas, o Evangelho já havia sido anunciado a todos os povos até a data da redação da carta aos Colossenses no ano 62 dC. Mas, havia necessidade de Paulo  ir a Espanha. É o que ele diz aos romanos três anos antes em 15:24, “Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia”. E em  15:28 ele declara, “Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha”.
Ora, mas o Apóstolo  escreve antes de ir a Espanha que toda criatura, no mundo todo, tinha ouvido o Evangelho. Se isso realmente aconteceu, então a Espanha já havia recebido o Evangelho do Senhor, todo o pais, cada pessoa. Sendo assim, Paulo não anunciaria Cristo na Espanha de forma alguma. Veja Romanos 15:20, “E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio”.
Se Cristo foi anunciado na Espanha obviamente não haveria necessidade do Apóstolo estar ali. Muitos podem argumentar: Não está dizendo que ele deveria ir a Espanha pregar o Evangelho. É mesmo, provavelmente ele foi esquiar!
Portanto, e repetindo o argumento: o que Paulo quis dizer no verso 23 de Colossenses pode ser explicado no mesmo capitulo, verso seis, “Em todo o mundo este evangelho vai frutificando” (Col.1:6).
“Em todo o mundo”, como um uso hiperbólico, não deve ser tomado literalmente. O apóstolo aqui provavelmente determinou a entender que o evangelho é uma mensagem universal, concebido para todos os homens e adequado para ser pregado entre todas as nações. O que ele quer dizer no contexto de Colossenses é que o Evangelho avançava alcançando vários povos.
Uma hipérbole é uma figura de linguagem que contém um exagero óbvio (sem nenhuma intenção de duplicidade) com o objetivo de enfatizar uma verdade, e foi exatamente isto que Paulo fez em Colossenses 1:23. A Bíblia está repleta de hipérbole, o que, na maioria dos contextos, é perfeitamente óbvio e não faz qualquer crítica. Por exemplo, dizia-se dos povos pagãos a leste do Jordão que “os seus camelos eram inumeráveis, como a areia que está na praia do mar” (Juízes 6:5; cf 1 Samuel 13:5).
O Senhor prometeu a Abraão que a sua “semente” seria “como o pó da terra”, ou seja, inumerável (Gênesis 13:16; cf Gálatas 3:29) – Isto é hipérbole.
O Apóstolo João uma vez afirmou que todos os livros do mundo não poderiam conter os milagres que Jesus realizou (João 21:25). Claramente, ele emprega uma linguagem hiperbólica. Se Cristo tivesse realizado um milagre cada hora, dia e noite, para todos os 1.260 dias do seu ministério terreno, teríamos 30.240 sinais. Mesmo essa quantidade poderia ter sido alojada nas bibliotecas do mundo antigo. A antiga Biblioteca de Alexandria, segundo Estrabão, o grego geógrafo, continha 700.000 volumes. Diante desses exemplos, certamente nenhuma pessoa racional de integridade vai acusar os registros bíblicos de erro, simplesmente porque, em revelar a vasta expansão do Cristianismo – até mesmo dentro do primeiro século – algumas expressões hiperbólicas são usadas para dramatizar.
Observe como alguns antagonistas judeus na cidade de Tessalônica, vendo a influência de Paulo e Silas, gritaram: “estes viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6, cf Lucas 2:1, Atos 11:28; 19:27; 24:5). Obviamente, o termo “mundo” nestes textos tem um alcance limitado, literalmente falando.
A declaração de Paulo aos Colossenses deve ser tomada como uma hipérbole. Isso é um exagero intencional com a finalidade de dar ênfase. Ele não está afirmando que cada indivíduo no mundo durante seu tempo tinha ouvido o evangelho. Mas o Evangelho foi se espalhando tão rápido e tão longe que até os fariseus do tempo de Jesus disseram: “Não conseguimos nada. Olhem como o mundo todo vai atrás dele!” (Jo 12:19). Eles certamente não tinham “ido atrás” de Jesus, portanto, isto é entendido como uma hipérbole, ou seja, um exagero para enfatizar a expressão.
Col. 1:23: A palavra grega que foi traduzida como “terra” aqui é THEMELIO e significa literalmente, “estabelecer uma base para.” Foi traduzido “fundada” em Mateus 7:25 e Lucas 6:48, quando Jesus deu a parábola do homem que construiu sua casa sobre a rocha. A casa resistiu ao dilúvio, porque foi “fundada” sobre uma rocha.
Outra passagem usada pelos preteristas
Romanos 16:25-26, “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações [etnia] para obediência da fé”.
O Evangelho estava sendo dado a conhecer a todas as nações no tempo de Paulo!!!
E agora?
Óbvio que isto não foi feito quando Paulo escreveu Romanos. Se fosse assim, então toda a atividade missionária teria cessado. Ele apenas dizia que o Evangelho era universal, oferecido a todas as nações. Portanto, como podemos definir expressões do Apóstolo quando ele afirma sobre o Evangelho que foi anunciado por ele de uma extremidade a outra da terra? Eu acho que provavelmente significa algo mais parecido com isto:
Atos 20:26, “Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.     Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus”.
Agora, se os preteristas querem continuar insistindo na tese de que o Evangelho foi pregado a todo mundo antes de 70 dC, devem explicar, por exemplo – e citando apenas dois, Se os apóstolos sabiam disso, então por que Tomé foi martirizado anunciando o Evangelho na Índia depois de 70 dC?
Por que Felipe foi para o leste da Turquia pregar o Evangelho depois de 70 dC, e ali foi executado, se o Evangelho havia já alcançado aquele povo? Provavelmente o preterismo não poderá reponder satisfatoriamente…
Como vimos, a proposta preterista é  confusa e ingênua, sendo fácil de refutar. A alegação de que o Evangelho foi pregado em todo o mundo antes da destruição de Jerusalém é por demais imprecisa e infantil.
A Deus toda Glória

Babilônia e o Sangue dos Apóstolos

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Lucas 11:49-51 “… Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros; Para que desta geração seja requerido  o sangue   de    todos    os profetas que,  desde a fundação   do   mundo,    foi derramado;  Desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração…”. 
Aqui o Senhor Jesus sentencia “Jerusalém” a uma pena terrível quando joga sobre seus ombros toda a responsabilidade pelas mortes dos profetas do Antigo Testamento.
No entanto, fica uma lacuna, pois se comparamos esta palavra com outra sentença em Apocalipse que descreve a queda de Babilônia descobrimos algo curioso. Observamos no texto, que Deus exige de Babilônia o sangue dos profetas, o sangue das testemunhas de Jesus e o sangue DOS APÓSTOLOS. Podemos inferir pelo contexto de Lucas que os Apóstolos foram perseguidos por Jerusalém, mas não mortos por ela. Note abaixo que a profecia em Apocalipse incluiu Apóstolos e testemunhas de Jesus.
Apocalipse 18
20  Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.
24   E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos [Apóstolos], e de todos os que foram mortos na terra.
Apocalipse 17
6   E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos [Apóstolos], e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.
Além disso, Jerusalém jamais poderia ser responsável pelos milhões de cristãos que foram martirizados depois de sua destruição. E aqui entra mais uma questão crucial que precisa ser respondida pelo preterismo: Por que a sentença muda em Apocalipse quando responsabiliza Babilônia pelo sangue de todos que foram mortos sobre a terra, omitindo a expressão “desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias”, se o julgamento é mesmo sobre a Jerusalém de 70 dC?
Lucas escreveu seu Evangelho por volta de 60; uma vez que a conclusão de Atos mostra Paulo em Roma, sabemos que o Evangelho de Lucas foi escrito antes disso (Atos 1:1). Por outro lado, se Lucas tivesse escrito seu Evangelho depois de 70 dC, certamente falaria sobre a destruição de Jerusalém.  Portanto, se seguimos a cronologia preterista, João ja estava em Pátmos se preparando para escrever sobre as visões do Apocalipse ao mesmo tempo em que Lucas redigia o Evangelho. Se fosse mesmo verdade que os dois escritores estavam tão perto um do outro na escrita, por que em Apocalipse João não repete a sentença, “a vingança pelo sangue de Abel até Zacarias“, mas ali fala de Apóstolos e testemunhas de Jesus? Testemunhas de Jesus e apóstolos só poderiam ter sido martirizados depois da morte do Senhor. O que temos aqui é muito sério, e nos estimula à uma pergunta importante:  Quantas testemunhas do Senhor Jesus e Apóstolos morreram antes de 70 dC ao ponto de Apocalipse conclamar que se alegrem pela vingança de seu sangue? Por que este estardalhaço todo para vingar uma dúzia de testemunhas do Senhor e menos de três Apóstolos?
O que o preterismo propóe é conraditório, pois eles colocam João em Patmos escrevendo Apocalipse 18 antes da destruição de Jerusalém, época em que pouquíssimas testemunhas de Jesus haviam sido martirizadas. E como sabemos também, a maioria dos Apóstolos do Senhor só vieram a morrer  muitos anos depois da queda  da Cidade Santa.
E mesmo que fique provado que o Apóstolo Paulo foi executado em 67, que Pedro morreu no mesmo ano, sabemos que não poderíamos de forma alguma responsabilizar Jerusalém por suas mortes. Sendo assim, só temos “dois Apóstolos” martirizados dentro de Jerusalém até 70 dC e apenas um registro bíblico (Atos 12:1, 2): Tiago, irmão de João, que foi assassinado por ordem de Herodes, um rei nomeado por Roma, também criado e educado em Roma – Marcus Julius Agrippa, assim chamado em homenagem ao estadista romano Marcus Vipsanius Agripa, e  Tiago, irmão de Jesus, que apesar de não fazer parte dos doze, também foi chamado de Apóstolo. Os registros sobre a morte de Tiago podem ser encontrados fora das Escrituras.
Jerusalém e o sangue dos Apóstolos
Observem que no contexto de Apocalipse 18, Deus conclama     muitos a se alegrarem com a derrocada dessa babel, e entre eles achamos dois tipos de mártires; isso nos traz uma revelação surpreendente, pois dentre os que devem se alegrar com a queda de Babilônia estão: “As testemunhas de Jesus e os Apóstolos”. Aqui e dito que eles se alegrem por terem seu sangue vingado. O que nos chama a atenção é: Podemos responsabilizar mesmo Jerusalém pelo martírio dos Apóstolos e das testemunhas de Jesus?
Leia novamente os textos
Apocalipse 18
20 Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.
24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra. 
Apocalipse 16
6 Visto como derramaram o sangue dos santos [Apóstolos] e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores. 
Apocalipse 17
7 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos [Apóstolos], e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.
O contexto mostra também profetas. Por mais esse motivo o preterismo afirma que Babilônia deve se referir a Jerusalém, porque só Jerusalém matou profetas do Antigo Testamento, e “profetas do Apocalipse deve referir-se profetas do Antigo Testamento”. Os textos citados acima nos dizem que Babilônia estava embriagada com o sangue dos profetas. Este é um ponto crítico! O termo “os profetas” aparece 88 vezes no Novo Testamento. Para muitos, o uso predominantemente normal do termo refere-se a profetas do Antigo Testamento apenas, o que não é verdade.
Apocalipse 18:20, evidentemente, refere-se apóstolos do Novo Testamento. E os profetas?  Podemos ler: “Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela“. O outro texto fala das testemunhas de Jesus, o que só pode ser aplicado para testemunhas da era do Novo Concerto.  Então, para discutir se estes são apenas os profetas do Antigo Pacto é bastante duvidoso.
A palavra Apóstolo aqui é comumente limitada aos 12. Não há impropriedade, no entanto, em supor que os apóstolos são referidos aqui,  uma vez que eles teriam a oportunidade de se alegrar que o grande obstáculo para o reino do Redentor foi agora retirado, e que quem causou suas mortes e sofrimento estava agora sendo julgada.
Testemunhas de Jesus, santos  apóstolos e profetas”, fazem  três tipos distintos de pessoas, que consiste  a Igreja, sendo que a expressão santos pode também ser aplicada aos membros privados das  igrejas. Babilônia aqui persegue a Igreja do Senhor e por essa perseguição ela será cobrada.
Difícil identificar a Babilônia de Apocalipse com Jerusalém. Primeiro, Jerusalém não se encaixa com a descrição em Apocalipse capítulo 17, como a cidade sobre sete colinas.   Além disso, Jerusalém não saiu do Império Romano, mas o chifre pequeno de Daniel (que deve ser identificado com a Babilônia do Apocalipse) saiu do Império Romano. Mas esse é assunto para outro tópico… 
Depois da Destruição de Jerusalém
Milhões de cristãos foram mortos durante séculos após a destruição de Jerusalém – até um ateu, criança ou mobralista sabe desse fato. Portanto, Jerusalém não pode ser responsável por estes mártires. Sendo assim, o sangue destes só pode ser requerido de outro.  Por isso existe uma diferença no julgamento da grande Babilônia de Apocalipse 18: Ela passa a ser responsável por todas as mortes que ocorreram na terra. Por esse motivo, Jerusalém/Israel não pode ser responsabilizado pelos mártires exterminados após sua queda em 70 dC, pois a nação estava destruída, e em breve seria espalhada por sobre a terra, sem poder militar, eclesiástico e politico.
É desta, que tomou o lugar de Jerusalém e da Babilônia antiga, que Deus cobra pelo sangue de “… todos os que foram mortos na terra” (Apo 18:24).
A responsabilidade sobre “todos que foram mortos sobre a terra”, refere-se a seus conselhos e influência, quando envolve outras nações e povos para perseguir e destruir os verdadeiros seguidores de Deus. Todos que  foram mortos sobre a terra: não só daqueles que foram mortos na cidade de Roma, mas  todos aqueles que foram mortos por todo o império,  sendo mortos por sua ordem, ou com seu consentimento.
Não há cidade atualmente que possamos aplicar este título a não ser a Roma Católica. A culpa do sangue derramado sob os imperadores pagãos não foi removido sob os Papas, mas extremamente multiplicado. Nem é Roma apenas responsável por aquilo que tem sido derramado na cidade, mas pelo que  derramou em toda a terra. Em Roma  sob o papa, bem como antes, sob os imperadores pagãos,  ordens foram dadas, sangrentas e editais,  para que:  o sangue de homens santos seja derramado, enquanto havia grande alegria para ela. E que quantidade imensa de sangue foi derramado por seus agentes!
Charles IX, da França, em sua carta a Gregório XIII., Orgulha-se, que em pouco tempo e após o massacre de Paris, ele tinha destruído setenta mil Huguenotes. Alguns têm calculado que, a partir do ano 1518 até 1548, quinze milhões de protestantes morreram pela Inquisição. A estes podemos acrescentar inúmeros mártires, em tempos antigos, meio e fim, na Boêmia, Alemanha, Holanda, França, Inglaterra, Irlanda, e muitas outras partes da Europa, África e Ásia.
O massacre de santos continuou com a Roma pagã e não cessou depois que ela ruiu. Até um incrédulo aprende na escola qual foi a nação que reinou sobre os reis da terra e continuou reinando enquanto Jerusalém/Israel andava errante entre outros povos sem influência aliada nenhuma.
O que Deus faz, na verdade, é lançar a culpa sobre essa Babel pelo sangue de TODOS que foram mortos por sua fé, o que deve significar que sobre ela recai o sangue de todos os mártires em todos os tempos. Isso porque ela é uma extensão da Babel original. Assim, Deus faz cair sobre ela a responsabilidade por todos os martírios ocorridos desde os tempos passados até o dia de seu julgamento. Se a sentença é dada para o tempo do fim, então ela tem mesmo que ser responsável por todos os cristãos que foram eliminados em todos os tempos.
Sabemos que Apocalipse superlota os tempos de profecias sobre as tribulações que viveu o povo de Deus nas mãos do império Romano, e que podem ser extraídas para cumprimento real, mesmo se o preterismo católico romano declare a aberrante heresia de que os capítulos de 1 a 19 de Apocalipse tiveram cumprimento em 70 dC.
Ela, a Babilônia, é vista embriagada com o sangue dos mártires.
E eu vi a mulher embriagada com o sangue dos santos, e com o sangue dos mártires de Jesus: e quando eu a vi admirei-me com grande admiração.” (17 v6)
Isto é uma profecia, e Jerusalém já estava destruída nessa época. Por isso Deus não pode requerer o sangue dos milhões que foram mortos após a destruição de Jerusalém da própria Jerusalém!
Os que sofreram o martírio do mundo todo depois da queda da Cidade Santa foram em números elevadíssimos comparados aos santos de Abel até Zacarias. O massacre de cristãos foi tão vasto após a destruição de Jerusalém que os cálculos se perdem em milhões de pessoas. E dessa Babel que João fala, e ela não pode ser Jerusalém. Por isso em Apocalipse 18 ela é sentenciada por muitas coisas, sendo que uma delas é sangue, sangue humano,
Apo 18
24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.
Tudo nos leva a crer que essa foi uma palavra que será cumprida num tempo de julgamento final: O ACERTO DE CONTAS. Se o texto inclui todos os que foram mortos sobre a terra, entre eles Apóstolos e testemunhas de Jesus, então fica implícito que chegava ao fim a era dos mártires e a hora de cobrar o sangue destes. Fica evidente que é chegado o dia do acerto de contas, feito um capítulo antes da vinda de Jesus registrada em Apocalipse 19. Esse é o momento do julgamento dessa Babilônia, quando Deus lhe cobra por todos aqueles que foram martirizados por sua fé.
Fica extremamente ridículo afirmar quem em 70 dC houve vingança pelo sangue dos Apóstolos e pelo sangue das testemunhas de Jesus, o que supostamente teria ocorrido trinta e cinco anos apenas após a morte do Senhor, quando não havia tantos registros de mártires do Novo Testamento, sabendo também que a maioria dos Apóstolos atravessou a década de 70 ainda com vida.
O contexto aqui revela um julgamento final de Babilônia, o que não pode ter ocorrido em 70 dC. Sabemos com certeza que a maior parte  dos Apóstolos (e aqui provavelmente fala do grupo que Jesus escolheu, pois eles são especialmente citados separados das testemunhas de Jesus e dos profetas)  morreu depois da destruição de Jerusalém. Portanto, não há como ela ser responsável por ter eliminado Apóstolos e testemunhas do Senhor.
Jerusalém não pode ser responsabilizada pelos milhares de cristãos jogados para as feras nas arenas romanas. Não se pode responsabilizar Jerusalém pelas tochas humanas que clareavam as ruas nas adjacências de Roma… E muito menos podemos responsabilizar Jerusalém pela INQUISIÇÃO!
O contexto de Apocalipse 18 revela como Deus toma vingança contra aqueles que mataram seus profetas e apóstolos e até mesmo o seu bendito Filho. Finalmente, todos aqueles martirizados por estes devem ser vingados. O momento tão esperado de retribuição e vingança pelo qual todos os redimidos esperavam, chegou…
Estas fotografias nos últimos versos do capítulo 18 de Apocalipse mostram, a partir de dentro, o resultado do colapso no sistema babilônico. A sua total destruição é mostrada pela repetição de várias frases como, “não será jamais achada”, “não se ouvirá mais” e “não se achará mais”. A pedra lançada ao mar retrata a violência e a permanência da destruição. O sistema babilônico começou em Gênesis 10, e continuou sem interrupção, de uma forma ou de outra, até os dias de hoje. Mas um dia ele vai de repente “afundar”, para nunca mais voltar.

Para qual Geração Jesus Falou?

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Apresento aqui mais uma interpretação alternativa do sermão de  Jesus sobre “esta geração”. A leitura é por demais  interessante…
Mateus 24:34 – Esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam
Se o prazo é a passagem da primeira geração, então, conclui o preterismo, todas as coisas que Jesus menciona no Sermão do Monte ocorreram até 70 dC de acordo com Mateus 24:34.
Mateus 24:34, Marcos 13:30, Lucas 21:32 – “Esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam.”
O preterismo  insiste que esta  geração é a audiência imediata de Jesus – os Apóstolos e o povo judeu da época. A chave para identificar qual geração, é o pronome “vós”, usado nos versos precedentes em todas as três passagens (Mateus 24:33, Marcos 13:29, Lucas 21:31)
Também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, mesmo às portas
Que geração? A geração que vê todas as coisas acontecerem!
Jesus faz uso de “vós” indicando que seria a geração do seu público imediato que não iria passar até que tudo se cumprisse? NÃO!
O Transcendente “vós”
Há muitas ocasiões na Bíblia em que Deus fala a uma audiência imediata, fisicamente presente, mas é na verdade um grupo maior de indivíduos que indica uma geração vindoura.
Exemplos:
A Grande Comissão – Mateus 28:18-20 – “Ide, pois, e ensinai todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo: ensinando-os a observar todas as coisas que eu tenho ordenado: e eis que estou convosco sempre, até o fim do mundo “.
Jesus estaria com eles até o fim do mundo? O mundo ainda não acabou, mas aquela geração dos discípulos já passou a dois milênios. Morreu todo mundo!
O princípio de “vós e convosco” é um grande princípio sobre passagens proféticas, e muitas vezes  dizem respeito às gerações que estarão vivendo as “últimas coisas”.
No entanto, podemos ter uma idéia de como este princípio funciona mesmo, olhando para algumas afirmações centrais que definem a Nova Aliança como a Grande Comissão .  A igreja primitiva claramente aplica a Grande Comissão de Jesus a mais do que apenas aos homens fisicamente presentes nesse dia, mas incluindo as futuras gerações que ainda não tinham acreditado – 2 Timóteo 2:2, 4:2, Tito 1:5, 9
O  que  dizer dos   Santos do Velho Testamento que morreram sem terem recebido as promessas dirigidas por Deus a eles como o público original ? Eles são elogiados por acreditar que as promessas viriam a passar e que Deus não era um mentiroso, mesmo que não veio a acontecer em suas vidas.
Encontramos também em Deuteronômio 18:14-19 o termo “vós”, aqui empregado como referência a uma futura geração.
“O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de vós, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; Conforme a tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. Então o Senhor me disse: Falaram bem naquilo que disseram. Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.  E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele”.
Moisés claramente fala de Jesus. Agora observem o que Jesus faria na geração de Moisés:
“… e ele lhes falará…” 
Aqui acaba o preterismo!
O pronome “vós” e semelhantes, são usados de maneira uniforme ao longo desta passagem .   Moisés fala a seus contemporâneos usando “vós” para indicar que um profeta se levantará dentre eles. A mesma semelhança textual do  Sermão do Monte, quando Jesus se dirige a sua audiência parecendo falar definitivamente para eles apenas.
Em João 1:21, 25  os judeus entenderam que aquele profeta que Moisés falou  ainda não tinha chegado até mesmo por seu dia, e nem mesmo consideraram Moisés  um falso profeta. Em Atos 3:19-26  Pedro indica que Jesus era o profeta de quem Moisés estava se referindo e que os contemporâneos de Pedro eram o “vós” que Moisés estava indicando em Deuteronômio 18:14-19. E  em Atos 7:37 Estevão  indica que Jesus era o profeta de quem Moisés estava se referindo e que os contemporâneos de Estevão  eram o “vós” que Moisés estava indicando.
Conclusão
Moisés usa “vós” ao falar de seus contemporâneos para indicar uma geração da qual um  Profeta surgiria centenas de anos depois .     Da mesma forma Jesus, que é o Profeta comparado a Moisés, também usa “vós” ao falar de seus contemporâneos para indicar uma geração durante o qual as profecias  seriam cumpridas, e cumpridas centenas de anos depois.
A chave para  geração é a palavra “vós”, ou similares, depende da tradução. E de acordo com este princípio, “vós” pode ser usada para indicar alguém para além da audiência imediata, mesmo uma geração a nascer milhares de anos depois .
Portanto, o Sermão do Monte não exige que qualquer ou todos os eventos profetizados nele tenham passado antes do primeiro século, na primeira geração de cristãos como os preteristas reclamam.

Babilônia do Primeiro Século

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BottiglieriOs Preteristas são geralmente divididos entre duas referências históricas para a prostituta de Apocalipse 17 e 18: as antigas cidades de Jerusalém e Roma. Muitos vêem a identificação simbólica de Babilônia a Roma, uma designação comum na literatura da época e freqüentemente encontradas nos escritos inspirados e sem inspiração da igreja primitiva. O Apóstolo João da ênfase sobre a influência da prostituta no mundo, a imoralidade e a adoração ao imperador do primeiro século e as implicações morais da fornicação econômica com a prostituta.
Em estudos recentes que apóiam a identificação da prostituta romana, a interpretação comercial ou econômica de Apocalipse 18 é visto como um apoio forte para este ponto de vista particular. João estava escrevendo para alertar os cristãos do primeiro século contra o envolvimento econômico com a prostituta, por causa da poluição espiritual que seria o resultado inevitável.
A refutação comum desta hipótese é que a prostituição do qual João fala não é primariamente religiosa ou espiritual, mas sim econômica e política. Quanto ao contexto de Apocalipse 17 e 18, há aqueles que acreditam que a  imagem parece não ser da libertinagem religiosa, mas da prostituição de tudo o que é certo e nobre para os fins questionáveis de poder e luxo. Prova disso é derivado do vestido da prostituta de luxo no versículo quatro, a universalidade de sua influência corruptora, e de luto dos marinheiros e comerciantes, quando Roma cai e a sua prosperidade termina.
A afirmação de que “os reis da terra se prostituíram” com ela (17:2) deve ser entendida metaforicamente no sentido de que Roma usurpou e perverteu o poder político de todas as suas províncias. Roma entrou em relações comerciais estratégicas com elas, as nações e suas províncias. Estas nações ganharam imensa riqueza por fazer negócios com Roma. No entanto, para entrar nesta relação econômica envolveu uma espécie de “fornicação”, uma devoção econômica, cultural e religiosa a Roma. Isso implicava necessariamente seguir seus costumes perversos e sua religião idólatra. Mas, enquanto João certamente coloca uma ênfase forte na comunhão sócio-econômico entre Roma e as nações, a idolatria não pode ser excluída como um dos elementos de relações ilícitas. Assim, “o porneia” – prostituição – de que esses reis eram culpados consistia em adquirir o favor de Roma, ao aceitar sua soberania e com ela seus vícios e idolatrias. Isto é simbolizado pelo acordo, em que todas as nações “têm bebido do vinho da sua prostituição” (17:2, 4; 18:3).
A principal preocupação de João foi, assim, alertar a Igreja do primeiro século a fim de evitar as implicações espirituais de fazer negócios com a besta. João adequadamente resume o significado econômico da fornicação. Portanto, a Babilônia também é o sistema econômico predominante-religioso em aliança com o Estado e suas entidades relacionadas e existentes ao longo dos tempos. Claro, e como é de conhecimento geral que as prostitutas do mundo antigo ofereceram seus corpos em troca de pagamento de seus serviços sexuais, apenas reforça a natureza econômica da prostituta de Babilônia.
Para entrar no negócio do mundo romano geralmente era necessária a participação no comércio e associações locais pagãs, onde na maioria dos quais, haviam divindades protetoras localizadas para fins de adoração religiosa, e que teriam que ser aceitas e respeitadas. Assim, a prostituição de que fala João se refere a uma troca mútua de benefícios e lealdades que delimitadas provinciais exigiam para os governantes imperiais. Enquanto a maioria dos povos do Oriente viram esta rede de relações recíprocas como positiva e útil, João condena como imoral, auto interesseira e idólatra. Já durante o reinado de Nero o fenômeno religioso e ideológico corroia como um câncer em todo o mundo romano.
A prova de que João reúne profecias para depois da destruição de Jerusalém estabelece o contexto do primeiro século do livro do Apocalipse e destaca as lutas o povo de Deus, inevitavelmente confrontados vivendo no império romano. Por isso as cartas foram endereçadas a sete Igrejas dentro deste império, o que coloca os capítulos 2-3 da visão de João em um fundo atraente histórico e cultural romano.

A Geração que vê todas estas Coisas

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Mat 24:34, “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam”.
Jesus abrange sua palavra para que ela alcançe mais de um nível de interpretação. O momento de “esta Geração” em Mateus 24:34 e regido pela frase relacionada, “TODAS ESTAS coisas”. Em outras palavras, Cristo está dizendo que a geração que vê “TODAS ESTAS  Coisas” ocorrerem nao deixará de existir ATÉ que todos os eventos da tribulação futura sejam literalmente cumpridos. Sem dúvida, aqui se trata de uma interpretação literal que não foi cumprida no século primeiro. Mas Cristo também avança para outro significado, ele não está fazendo ali uma última análise sobre uma palavra que se perderia num cumprimento definitivo dentro de 40 anos. Ele não fala apenas aos seus contemporâneos, mas a uma geração a quem os sinais de Mateus 24 se tornarão evidente.
O que Jesus está dizendo é que uma geração que tem uma antevisão do começo do FIM vê também o seu próprio fim. Quando os sinais sobre a iminente destrição de Jerusalém vierem, vão avançar rapidamente, e não se arrastarão por muitas outras gerações.
Esse também é um aviso para quem vive a nossa geração, pois os sinais previstos em Mateus 24 são visiveis hoje.
JESUS está voltando!
Como tal, é a questão dos sinais que controla a força da passagem, fazendo com que este ponto de vista se torne legítimo, sendo a correta visão. Jesus diz que os sinais que mostrarão o começo do fim vêm relativamente rápidos, e que diante desses sinais sua vinda não passe de uma geração.
Apesar do coro preterista que “esta geração” se refere a geração do primeiro século, uma interpretação literal relaciona o momento da realização de outros eventos no contexto. Embora seja verdade que há outras utilizações de “esta geração”, que também faz referência aos contemporâneos de Cristo, não deixa de significar que a profecia aponta principalmente para eventos que ocorrerão antes da Segunda Volta de Jesus.
O uso de “esta geração” no Sermão do Monte e nas passagens da figueira são textos proféticos. Na verdade, quando se compara o uso de “esta geração” no início do Sermão do Monte, em Mateus 23:36 (que é uma referência indiscutível para AD 70) com o uso profético em Mateus 24:34, um contraste parece óbvio. Jesus está contrastando uma libertação de Israel em Mateus 24:34 com o Julgamento previsto de Mateus 23:36. Isso não ocorreu, muito pelo contrário, Jerusalém foi arrasada e os judeus dispersos.
TODAS ESTAS Coisas
Quando desafiados ou ameaçados sobre a veracidade de outros detalhes interpretativos, os preteristas quase sempre caem de volta naquilo que chamamos de “textos do tempo”. Sua compreensão de “esta geração” (Mateus 24:34) no Sermão do Monte se torna, para eles, o texto prova que resolve todos os argumentos e justifica a sua interpretação fantasiosa de muitos outros detalhes referidos por Cristo como “todas estas coisas” no verso 34.
A intepretação dos Preteristas sobre “todas estas coisas” de Mateus 24:3-31 são alegóricas apenas para caber em seu esquema do primeiro século. Uma vez que “esta geração” é controlada pelo significado de “todas estas coisas,” é óbvio que essas coisas todas não ocorreram dentro e em torno dos eventos da destruição romana em Jerusalém no ano de 70 dC.
Quando foram os judeus, que estavam sob cerco romano, resgatados pelo Senhor no ano 70 dC? Eles não foram resgatados, eles foram julgados, como observado em Lucas 21:20-24. Mas Mateus 24 fala de um resgate Divino daqueles que estão sob cerco:
29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.
30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.
31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.
A aflição daqueles dias, segundo os preteristas, faz referência a Grande tribulação que veio sobre Jerusalém em 70 dC. Isso não poderia ter-se cumprido no primeiro século!
A declaração imediatamente anterior de Cristo a “esta geração”, diz: “mesmo assim, vocês também, quando virdes todas estas coisas, reconheceis que Ele está próximo, às portas” (Mateus 24:33).
Sendo assim, os preteristas são forçados a afirmar que o ponto da parábola de Cristo do figo, a árvore (Mateus 24:32-35), é que todos os eventos observados anteriormente em Mateus 24:4-31 são sinais anunciando que sobre aqueles que estavam cercados pelos romanos a ajuda estava chegando na Pessoa de Cristo em Sua volta para resgatar seu povo. Isso não faz sentido algum.
Vejam como a situacão do preterismo piora consideravelmente. SE Jerusalém estava prestes a ser destruída, seu povo disperso, como pode Lucas dizer que a redenção de Israel estava próxima?
Em Lucas 21:28 Jesus é enfático quando afirma que a redenção de Israel estava próxima,
 “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”.
 Certamente essa seção citada por Jesus não fazia referência a sinais sobre a iminente destruição que viria sobre Jerusalem, mas sim que serão sinais proféticos assistidos pela geração que estiver vivendo na ocasião da sua Segunda Vinda.
Em contradição com isso, outros preteristas ensinam que “todas estas coisas” referem-se a vinda não corporal de Cristo através do exército romano no primeiro século. Eles são forçados a dizer que toda a passagem fala de uma vinda de Cristo através dos acontecimentos que antecederam o que Cristo realmente diz sobre como será o seu retorno. Não entanto, contra essa bagunça preterista, Cristo diz na parábola da figueira que os eventos anteriores, os sinais, ou todas estas coisas, deveriam ser um reconhecimento de que ele está próximo, às portas. Porém, Jesus ainda não veio!
Aqui eles são derrubados, pois Cristo realmente falava sobre sua Segunda Vinda, a qual ainda não ocorreu. E se ele diz aos que ali estavam que quando “estes” vissem os sinais, eles deveriam reconhecer que ele estava para vir, estava às portas. Isso deixa evidente que muita coisa em Mateus 24 acontecerá antes da Segunda Volta do Senhor.

Não havia Igreja em Esmirna em 60 dC

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Jesus passou seus ensinamentos para os doze Apóstolos, e Paulo passou seus ensinamentos para Timóteo (I & II Timóteo). Mas, poderíamos encontrar alguém não mencionado nos escritos Neo Testamentários que ouviu e conheceu, como também foi discípulo de  algum dos Apóstolos de Jesus? Sim, um homem conhecido como Policarpo.
Policarpo (69-156 dC) viveu no atual oeste da Turquia, e foi o bispo de Esmirna.
Esmirna aparece em um livro da Bíblia; foi a cidade onde ficava uma das sete Igrejas mencionadas em Apocalipse.
Apocalipse 2
8  E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu:
9  Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.
10 Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
João foi o autor do livro, e por isso sabia de todas as sete cidades listadas em Apocalipse 2-3. Ninguém sabe ao certo se João visitou todas essas Igrejas, e embora a história confirme que o Apóstolo viveu em Éfeso antes de ser enviado para Patmos, esta Igreja estava sob a orientação de Paulo antes de 70 dC.
O detalhe importantíssimo é que Esmirna ficava apenas 30 milhas de distância da cidade de Éfeso. O problema preterista começa aqui: A Igreja de Esmirna não existia na época de Paulo, pois se existisse nada impedira que ele fosse visitá-la, já que a distância entre as duas cidades era  tão pequena.  
Policarpo foi  bispo da Igreja de Esmirna, nomeado pelo próprio João, o que a história confirma.  Isso não pode ter ocorrido entre 60 e 70, simplesmente porque Policarpo tinha pouco mais de um ano quando Jerusalém foi destruída. No versículo abaixo Policarpo deixa implícito que a sua igreja nem sequer existia nos dias do apóstolo Paulo. É interessante notar que Esmirna nunca é mencionada no livro de Atos ou em qualquer outra epístola do Novo Testamento.
Ele escreve aos Filipenses,
Mas eu nem vi nem ouvi nada semelhante entre vocês, no meio daqueles com quem Paulo trabalhou, e que estão louvados no início de sua epístola. Com efeito, ele se gloria de vocês diante de todas as Igrejas que sozinhas conheciam o Senhor; mas nós [de Esmirna] não o conhecíamos”. (Policarpo – Epístola aos  Filipenses, XI)
Somente pelo fato de Policarpo dizer que a Igreja de Esmirna não conheceu o Apóstolo dos gentios, já demonstra que ela – mesmo que existisse antes de Policarpo – não foi instituída no tempo de Paulo. Considerando que ele foi martirizado em fins de 67 dC, deve significar que não havia ali congregação nenhuma nessa época. Se houvesse uma Igreja em Esmirna na década de 60 dC, quem deveria ter lhes dirigido uma carta era Paulo e não João. Se Esmirna ficava a pequena distância da Igreja de Éfeso, onde o Apóstolo permaneceu por dois anos pregando a Palavra ( Atos 19: 1-10 ), certamente teria que ser uma Igreja bastante familiar a ele. Deve-se considerar  porque Paulo  jamais tenha mencionado  a Igreja de Esmirna em seus escritos.
O que se observa depois de inúmeros detalhes, é que  não havia sequer uma igreja na cidade de Esmirna quando os preteristas garantem que João os escreveu (63 dC). Escusado será dizer que isto favorece fortemente uma data pós 70 dC para a redação do Livro de Apocalipse.
Atente para este texto biográfico de Policarpo,
Nascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (atual Turquia), Policarpo era discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a igreja de Esmirna”.
Policarpo de Esmirna
Segue outro texto biográfico de Policarpo,
Policarpo foi ordenado bispo de Esmirna pelo próprio João Evangelista. De caráter reto, de alto saber, amor a Igreja e fiel à ortodoxia da fé, era respeitado por todos no Oriente. Com a perseguição, o Santo bispo de 86 anos, escondeu-se até ser preso e assim foi levado para o governador, que pretendia convencê-lo de negar a Cristo. Policarpo, porém, proferiu estas palavras: “Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido Dele. Como poderei negar Aquele a quem prestei culto e rejeitar o meu Salvador?”
Policarpo de Esmirna
Observe um trecho da carta aos Filipenses escrita por Policarpo. Aqui ele  escreve sobre os de Filipos, àqueles que ainda estavam vivos na época desta epístola,
Pois nem eu, nem ninguém como eu, pode chegar a sabedoria do abençoado e glorificado Paulo. Ele, estando entre vocês, comunicou com exatidão e força a palavra da verdade na presença daqueles que estão vivos ainda”. Cap III
Ele cita  aqueles com quem Paulo trabalhou, o que sugere uma missão em conjunto no passado, fala dos que ainda viviam, sendo que no verso anterior ele alega que nem ele e nem a Igreja de Esmirna conheceu o Apóstolo. Ele nem podia, como já vimos, Policarpo tinha pouco mais de um ano  quando Jerusalém foi destruída e nem era nascido  quando Paulo foi martirizado.
Se João começou a escrever o Apocalipse entre  62 e 64 d.C, como sugerem os preteristas, e terminou por volta de 96 d.C, significa dizer que ele esteve preso por quase uma geração! Essa visão do preterismo força-os a enviar João para a ilha por volta de 60 d.C, mantendo-o encarcerado até  fins do primeiro século, ficando no exílio por quase 40 anos (?).  Quando ele tutelou Policarpo? A Biografia acima diz que Policarpo assentava-se aos pés do Apóstolo numa época em que era bem jovem. Se João discipulou  Policarpo depois de ter sido liberto do cativeiro, perto do primeiro século, significa que Policarpo já estaria alcançando seus trinta anos de idade,  não sendo mais tão jovem. O que se percebe é que João foi exilado depois de 80 dC. Isso implica dizer que Policarpo já era seu discípulo antes dele ter sido aprisionado.
A verdade salta diante dos olhos!
João  foi exilado  no governo de Domiciano, e ali, no final do governo deste imperador romano, ele  recebeu as revelações do Apocalipse!
A igreja de Esmirna jamais poderia ter recebido uma carta do Apóstolo João  na década de 60… ELA NÃO EXISTIA!
João NUNCA ESTEVE EM Pátmos antes de 70 d.C!
Apocalipse não trata da destruição de Jerusalém, mas foi redigido quase 3 décadas após a queda da cidade!

Daquele dia e hora ninguém Sabe

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Se Mateus 24 pode ser mostrado para conter referências a dois acontecimentos históricos – o cerco de Jerusalém em 70 dC e a consumação da história em um tempo futuro, então aqueles que começaram a sua viagem pela estrada para o preterismo com base nesse texto devem sentir-se compelidos a reexaminar o seu destino.
A partir da história, sabemos que a predição de Jesus em 24:1-2 foi cumprida no ano 70 dC quando os romanos cercaram Jerusalém e destruíram o templo. O versículo 34 afirma especificamente que os eventos descritos ocorrerão em “esta geração”. Em contraste com esses pontos, especificamente Jesus diz que ninguém sabe quando isso irá ocorrer nos versículos 36 e 42. Conclui-se então que Jesus fala de dois diferentes eventos.
36  Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.
42  Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.
Observem se não seria trivial demais afirmar que, por um lado vários sinais devem levar a ação (16), que vários sinais devem indicar que o tempo está muito próximo (14, 33) e, simultaneamente, que o “dia e a hora” ninguém sabe, nem mesmo o Filho de Deus ou os anjos. Por que, se o capítulo trata da destruição de Jerusalém que ocorreria dentro daquela geração? Ora, se as palavras de Jesus deveriam ser cumpridas naquela geração, então tudo ocorreria dentro de , no máximo, 40 anos, o que significa que todos os ouvintes saberiam com precisão o tempo do cumprimento de cada sentença dita pelo Senhor.
Esse é o ponto de  todo o contraste: é a mesma coisa que dizer que os discípulos certamente sabiam a semana ou o mês do evento, mas não o dia específico da semana. Isto parece ser o resultado de uma leitura não natural do texto. O que suaviza as  diferenças no relato é a interpretação real de duas ocorrências, a previsão de  dois eventos. Se esta visão futurista para a maior parte de Mateus 24 está correta, então o preterismo está incorreto. Por que? Por causa de um ponto importantíssimo, que coloca o preterismo em evidente contradição: logo depois das previsões catastróficas, que segundos eles, todas, ocorreram antes de 70 dC, Jesus separou  ovelhas e  bodes, e os enviou  cada um ao seu destino eterno respectivo (25:31-32); isso ainda não aconteceu!
Tribulação iminente
Uma vez que os preteristas ensinam que todos os termos similares a tribulação, como: grande tribulação, angustia das nações, julgamento sobre os moradores da terra, guerras e rumores de guerras, fome, peste e terremotos, devem ser aplicados à destruição de Jerusalém, que tudo ocorreu antes do ano 70 dC, conclui-se que Mateus 24 e todo o Livro de Apocalipse já foram cumpridos. No entanto, a referência a Noé em Mateus 24:37-38 parece indicar que a vinda do Filho do Homem será como nos dias de Noé: Noé entra na arca e em seguida vem a destruição sobre os moradores de toda a terra. E mais um detalhe: Há aqui à impossibilidade de conhecer o calendário do evento  e a conduta da vida como direito comum até o evento.
Deve-se observar que  há um paralelo entre Noé entrar na arca (Lc 17:27) Ló deixando Sodoma (17:29) e a revelação de Jesus como o Filho do Homem (17:30). Portanto, quase todo o capítulo de Mateus 24 trata de sinas anteriores à Segunda Vinda de Cristo.

Os Habitantes da Terra de Canaã

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Apocalipse 3
10 “Porque guardaste a palavra de minha paciência, também eu te guardarei da hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro, para provar os habitantes da terra”.
Acreditem ou não, mas um preterista afirmou com toda convicção:
“Sobre a tentação que vira sobre o mundo, seria apenas para provar os habitantes da terra; habitantes da terra era a forma teológica que os profetas designavam para os habitantes de Jerusalém”.
… Continua o preterista: “…  podemos ler que as tribulações viriam sobre os Habitantes da Terra, logo  (os protestantes)  ligam essa frase (Habitantes da Terra) como se fosse ligado aos Habitantes de todo o nosso planeta. Em algumas traduções da Bíblia protestante, “traduções malignamente adulteradas”, está escrito (os que Habitam sobre a terra), isso é só mais uma de suas adulterações, pois a frase correta é esta: (HABITANTES DA TERRA).” 
E acrescenta, 
“… essa frase tem um sentido simbólico, também foi usado pelos Profetas do (AT) para identificar os Judeus que viviam em Jerusalém; esse termo “Habitante da Terra” provém de Habitantes da terra prometida, ou seja, Habitantes de Canaã”. 
Como a visão dele é preterista, e ele acredita que o Livro de Apocalipse fala da destruição de Jerusalém, e que todo o Livro profético já teve cumprimento, então concluiu – na marra – que habitantes da terra é uma referência aos moradores de Jerusalém vítimas da invasão romana em 70 dC.
Aqui vai uma pergunta  bem oportuna: por que Deus avisaria a uma Igreja que ficava a uma distância enorme da Judéia que ela seria guardada da hora da provação que viria sobre Jerusalém? A Igreja de Filadélfia  ficava a centenas de quilômetros de Jerusalém e certamente jamais seria atingida por Roma.
Mas tem um detalhe curioso no texto quando diz sobre a “provação que está para sobrevir ao mundo inteiro”, e em seguida diz que essa provação é “para provar os habitantes da terra”.
A provação está para vir sobre todo  o planeta, mas garante o preterista que ela já veio sobre os  habitantes de Jerusalém em 70  dC. Parece que ele nem percebeu a expressão “mundo inteiro”, descrevendo que a provação seria de âmbito global. Ele simplesmente interpreta habitantes da terra como sendo os habitantes da terra de Jerusalém. E mundo inteiro é o que?
“… hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro…”
Significado de Mundo Todo
Apocalipse 3:10  “… Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que virá sobre todo o mundo [oikoumenes], para tentar os que habitam sobre a terra [ges].
A utilização do escritor tanto de oikoumenes e ges [Terra] neste versículo, comunica muito claramente o que ele pretendia transmitir através da palavra oikoumene: O mundo todo, no sentido de toda a terra.
Aqui estão mais algumas passagens que usaram oikoumene com a óbvia intenção de transmitir o seu significado primário, ou seja, o mundo todo.
Lucas 4:5 Então o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe todos os reinos do mundo [oikoumenes] em um momento de tempo.
Este é um versículo da tentação de Jesus no deserto, que ocorreu após o seu batismo no rio Jordão. Aqui temos a mesma expressão usada em Apocalipse 3:10 na referência sobre “mundo”, que antecede a palavra habitante da terra. O significado é “terra habitada” e “o mundo habitável”, respectivamente.
O preterismo insiste, argumentando o contrário, que ge [terra] não significa terra, mas apenas o sentido de “terra” dentro de uma determinada região, por isso eles concluem que a hora do julgamento estava chegando através do Império Romano para testar os habitantes da “terra” de Jerusalém.
Toda  Terra
E sobre a palavra grega ge? Em Mateus 24:30, quando Jesus disse que “todas as tribos da terra” se lamentariam, será que ele quis dizer apenas as “tribos” na “área limitada” da terra ao redor de Jerusalém?
“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”.
E em Lucas 23:44, na ocasião da crucificação de Jesus, quando afirma que uma escuridão caiu sobre a “terra inteira [gen]”, foi apenas sobre a terra ao redor de Jerusalém?
“E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol”.
E aqui entra outra questão: Por que Apocalipse, Mateus e referências, quando mencionam habitantes da terra ou similares, não fez como em muitas outras passagens como estas abaixo que revelam o sentido limitado de terra dentro de uma região? Observem que aqui lemos sobre “a terra do Egito “ou” a terra de Israel“,
Mateus 11:24  Mas eu vos digo que haverá menos rigor para a terra [ge] de Sodoma, no dia do juízo, do que para você.
João 3:22  Depois disto foi Jesus e seus discípulos entraram na terra [gen] da Judéia, e ali permaneceu com eles e batizava.
Hebreus 8:8-9  Porque repreendendo-os, Ele diz: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, quando farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá – não de acordo com a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para levá-los para fora da terra [ges] do Egito, porque não permanecerdes na minha aliança, e eu desconsiderada, diz o SENHOR”
Mateus 14:34  Quando eles tinham atravessado, chegaram a terra [gen] de Genesaré.
Atos 13:17-19  “O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra [ge] do Egito; e com braço poderoso os tirou dela; E suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos. E, destruindo a sete nações terra [ge] de Canaã, deu-lhes por sorte a terra [ge] deles”.
Estes são apenas alguns dos muitos exemplos do Novo Testamento que mostram como a palavra grega ge foi usada quando o significado era apenas aplicado a uma região em vez de toda a terra. Por isso, se os escritores sinópticos queriam deixar entendido que a escuridão que caiu ao meio-dia – na ocasião da crucificação – em apenas uma região, eles certamente teriam escrito que houve trevas na terra [gen] da Judéia ou Jerusalém. Em vez disso, eles disseram que havia trevas sobre “toda a gen”, ou seja, “toda a terra habitada”.
Não seria difícil para João acrescentar os detalhes desejados pelos preteristas se ele pretendia passar o mesmo entendimento aos seus leitores em Apocalipse. Bastaria ao Apóstolo apenas adicionar uma palavra no texto em estudo, se ele realmente fazia referência à terra de Israel. Por exemplo, acrescentar a palavra Jerusalém em Apocalipse 3:10,  “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que virá sobre todo o mundo, para tentar os que habitam sobre a terra [de Jerusalém]”. O que não faz nenhum sentido, pois se é para o mundo todo não poder ser restrito ao território judeu.
Atente para mais esse  trocadilho abaixo, em Lucas 21:25, 26,
“Haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas”.
Apenas observem o tremendo estrago na doutrina preterista se acrescentamos a palavra Jerusalém depois da palavra terra,
Haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra [de Jerusalém] angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas”.
Aqui acaba o preterismo!
“… na terra de Jerusalém angústias das nações…”.
A expressão que indica uma reviravolta em todo o planeta acerta em cheio a heresia preterista, quando o texto acima acrescenta sobre as “coisas que sobrevirão ao mundo“.
E a sentença final da passagem registra que as calamidades descritas em boa parte do contexto alcançarão toda a terra,
“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.     Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra”, vv 34,35
Durante todo o Novo Testamento, os contextos determinam quando  ge estava sendo usado no sentido de toda a terra. Porém, desde que o significado de ge como o usado por Mateus está em disputa, vou apenas citar aqui exemplos de seu evangelho.
Mateus 5:18  Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra [ge]  passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
Mateus 5:34-35  Mas eu vos digo, não jureis: nem pelo céu, porque é o trono de Deus, nem pela terra [ge], pois é escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.
Mateus 6:9-10  Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra [ges como no céu;
Mateus 6:19-20  Não ajunteis para vós tesouros na terra [ges], onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões minam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem, e onde os ladrões não arrombam e furtam.
Mateus 9:4-6 Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações? Pois, qual é mais fácil? dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra [ges]  autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.
Mateus 11:25  Naquele tempo, Jesus respondeu, e disse, “Eu Te agradeço, ó Pai, Senhor do céu e da terra [ges], que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”
Existem vários outros exemplos em Mateus, mas estes são suficientes para chegarmos ao ponto preterista. Quando ge foi usado, o contexto indica se ele estava sendo usado para significar a terra inteira ou apenas uma área regional de terra ou simplesmente terra ou sujeira. Um exemplo deste último é Mateus 13:5, onde numa das parábolas, Jesus se referiu a semente que caiu em pedregais, onde não tinha “boa terra [gen]”, e assim as plantas secaram e morreram por não ter “profundidade na terra [ges]”. Aqui a palavra ge, usada duas vezes, obviamente não significa nem o planeta e nem toda uma área regional de terra, mas terra ou sujeira.
Este ponto foi desenvolvido longamente, porque o significado de Mateus 24:29-30 é crucial para a posição preterista. Outro detalhe que o texto apresenta, é o que acontecerá imediatamente após a tribulação descrita no contexto: A Volta do Senhor.  Atentem para as expressões “logo depois” e “em seguida”.
Logo depois da tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados. Em seguida, o sinal do Filho do Homem aparecerá. no céu, e então todas as tribos da terra [gesse lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.”
Obviamente a palavra não foi usada para apontar apenas os habitantes “de Jerusalém” ou “da Judéia” contemplando o “filho do homem na sua vinda.” Mateus sabia o que estava fazendo quando usou ge no sentido restrito (2:6; 2:20-21, 4:15; 10:15, 11:24; 14:34). O Espírito Santo não seria tão descuidado ao “inspirar” tal ambigüidade em uma passagem tão importante para uma doutrina central bíblica. Tudo o que o Espírito Santo tinha a fazer era dirigir Mateus para escrever “ges de Jerusalém “ou” ges de Judéia”, e os preteristas não estariam tendo essa discussão.
Existe uma ligação estreita entre todo este contexto e Zacarias 12. Os Preteristas cometem o mesmo erro em ambas as passagens ao  tentar limitar o âmbito de Israel e Jerusalém. Mas a passagem de Zacarias claramente descreve um tempo “quando todas as nações da terra se reuniram contra [Jerusalém]“ (Zc. 12:3). E o resultado da batalha é completamente diferente do que a destruição de Jerusalém em 70 dC: “Naquele dia o Senhor defenderá os habitantes de Jerusalém… Eu tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém” (Zc. 12:8-9). Mas nada do tipo aconteceu em 70 dC.
O contexto mundial, portanto, é evidente em cada passagem do último Livro das Escrituras nas expressões “O mundo todo e habitantes da terra”. Assim, quando Apocalipse diz que “aqueles que habitam sobre a terra” (Ap  3:10; 6:10; 8:13; 11:10 [duas vezes]; 13:08, 12,14 [duas vezes]; 17:2, 8) são os objetos da ira que está retratado em suas páginas, as evidências apontam para a natureza multi-étnica deste grupo, o que indica uma área mais ampla do que apenas a terra de Israel como argumentam os  preteristas.
Outra evidência contra a tentativa preterista para interpretar o Apocalipse como um Livro que trata do julgamento de Israel em 70 dC, se encontra em uma comparação de Ezequiel 3 com Apocalipse 10. Aos dois profetas,  Ezequiel e João, são dados livros para comer. Ambos os livros são doce ao paladar, mas amargo, uma vez digerida. Ambos os livros contêm profecias. No entanto, há uma diferença significativa entre o que Ezequiel e João ingeriram: Ezequiel come uma mensagem destinada a Israel, mas João come uma mensagem para todas as nações. A Ezequiel é ordenado  profetizar a “casa de Israel, não a muitos povos de fala estranha” (Ez 3:1- 6), enquanto a  João é dito: “que profetizes outra vez a  muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11). A mensagem de João é sobre muitos povos, nações, línguas e reis. Que mais poderia Deus dizer para fazer com que a mensagem de Apocalipse é claramente de extensão global?

O Império de Roma e a Grande Cidade

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“E os seus corpos jazerão na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado”. (Apocalipse 11:8)
Foi na plateia da grande cidade que as testemunhas deveriam ser mortas, e estariam insepultos por três dias e meio. Este é o primeiro lugar onde a frase, a grande cidade, ocorre no apocalipse. E evidentemente a cidade é um local literal, pois é dito ser “chamada espiritualmente Sodoma e Egito“. A Sodoma literal afundou no abismo, nos dias de Abraão, portanto, não pode ser a cidade de Ló. Mas, apesar de destruída, o seu memorial fica. Desde a sua destruição, a cidade “espiritualmente” existia de novo em Jerusalém, que era “espiritualmente chamada de Sodoma”, por causa das abominações Sodomitas de seus governantes e cidadãos. Eles foram declarados  ser “uma nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptos; que haviam abandonado o Senhor; que provocaram o Santo de Israel, e voltaram para trás”, ou tornaram-se apóstatas, é o que proclama o profeta Isaias em 1:4-10. Ele compara Jerusalém a Sodoma no verso 9 e 10,
“Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra. Ouvi a palavra do Senhor, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra”. 
Assim, por causa dessa semelhança moral de Sodoma e Gomorra, os governantes e o povo judeu foram denominados “os governantes de Sodoma” e “o povo de Gomorra”. Jerusalém é espiritualmente chamada de Sodoma porque seus governantes e o povo judeu estavam em sua pior condição, por isso a comparação com Sodoma e Gomorra foi imposta: estavam ainda pior do que “as cidades da planície” (Mt 11: 23,24).
Porém, não há nada confirmado por Isaías ou qualquer outro profeta, de Jerusalém como uma Sodoma espiritual crônica, literalmente condenada para sempre, o que contrasta ela com  a Babel de Apocalipse, que é cheia de impureza e sujeira, a cidade anticristã que domina sobre os reis da terra. Esta Babilônia vai ser sacudida terrivelmente quando “… um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada. Ela vai cair de influência e mergulhar em seu abismo subterrâneo, e “não será encontrada jamais”, o que não ocorreu com Jerusalém (Apoc 18:21).
Mas, a grande cidade também é alegoricamente chamada de “Egito”; é a “Casa da sujeição” em que Israel, segundo a carne, e o “remanescente muito pequeno”, estão cativos a espera de libertação. É também comparada ao Egito por causa de sua semelhança moral com a terra literal de Mitzraim, terra de idolatria. Sua superstição, sua ignorância do Senhor, o seu ódio que a faz oprimir o povo de Deus, a sua dureza de coração, a sua feitiçaria, adultérios e assassinatos, sua escuridão que pode ser sentida – que transcende a infâmia de Faraó e seus exércitos nestas abominações, a fazem semelhante ao Egito. A grande cidade é, portanto, bem ao estilo do verdadeiro Egito. Mas também é assim alegorizada porque as pragas que foram derramadas no Egito também cairão sobre ela (Apoc 18:4), e porque o Senhor dos Exércitos vai julgá-la a uma derrota, tão terrível e eficaz no julgamento, como quando julgou os egípcios pelas mãos de Moisés.
Esta Sodoma e Egito-territorial do gentilismo, é a Grande Cidade “onde o seu Senhor também foi crucificado”. Isso é indicativo do império alegorizado por “Sodoma e Egito”. Cristo foi crucificado por Roma fora dos muros de Jerusalém. Além do mais, Ele foi crucificado em uma província do Império Romano;  os judeus que habitavam a Palestina,  sinceramente testemunharam que eles não tinham outro rei além de César (João 19:15.). Daí, a grande cidade é o império de Roma, e tudo que é representado em Roma, cujas fronteiras foram decretadas pelo império a ser os limites da cidade. O império e a cidade, então, são coextensivos, em outras palavras, eles são os mesmos. Leia com atenção o meu outro artigo Onde nosso Senhor foi crucificado
Nesta grande cidade, três mil milhas em uma direção, e dois mil em outra, os Cristãos passaram a ser crucificados, ou condenados à morte pela violência e poder do quarto animal “… que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava”, Dan 7:19. No inicio foi com Jesus na Palestina e as testemunhas de Jesus como plateia, e depois tomou sua amplitude ocidental, sendo que todos estavam subjugados à competência especial dos governantes desta grande cidade.
Em Apoc 18:10, 21, ela é denominada, “grande cidade, Babilônia”, que, doravante, será “dividida”, sob a sétima taça “em três partes” (Apoc 16:19). No cap. 17, esta grande cidade é comparada a uma prostituta embriagada, maravilhosamente vestida, e sentada em cima de uma besta escarlate, o símbolo do poder sobre a qual ela reina (versículo 18). O nome dela é estampada no quinto verso como “Mistério, Babilônia, a Grande, a mãe das Meretrizes e abominações da Terra.” Ela é “Mistério” porque ela é a personificação do “mistério da iniquidade”, aquele que Paulo diz que já estava em operação no momento da sua escrita (2 Tess 2:7).
Scaliger testifica que “mistério” já foi usado como uma inscrição na tiara do Papa, mas depois removido por Julius III. O termo “Mãe”, como aplicada à Grande Cidade, em suas relações eclesiásticas, é reconhecido por todos. Como Jerusalém é a Mãe de todos os Santos, assim Roma é a Mãe de todos os seus inimigos – “Romana Ecclesia”, diz o Concílio de Trento, “quae, omnium Ecclesiarum Mater et Magistra est”A Igreja Romana, que é mãe e senhora de todas as igrejas.
A própria postura e organização desta Mãe determina que não haverá falta de provas para identifica-la como política e eclesiástica, a cabeça deificada, com a grande cidade, a Babilônia apocalíptica. Na ocasião do Jubileu  uma medalha foi cunhada,  do tamanho de um quarto de dólar; em uma face está a efígie de Leão XII, e no anverso, uma mulher, simbolizando a Igreja Romana, sentada sobre um globo, com raios de glória na cabeça, uma cruz na mão esquerda, e um copo, assinalado com uma cruz em sua boca, na mão direita, estendido, como se apresentá-lo para ser bebido. Abaixo dela está a data, e em torno de seu rosto a legenda “Sedet super-Universam. Anno Iubi. MDCCCXXV”. – Ela se senta sobre o mundo. No ano do jubileu, 1825. Sim, ela se assenta sobre o mundo, ou “sobre muitas águas”, a prostituta se apresenta como as notórias prostitutas dos tempos pagãos, que levam seu nome  na sua testa.
Assim diz Seneca, Nomen tuum pepenit na fronte: Pretia stupri accepisti – “O teu nome tem pendurado sobre a tua testa: tu recebeste a recompensa da tua desonra.”

Mas a grande cidade não é apenas espiritualmente ao estilo Babilônia por causa da confusão do discurso espiritual que obtém entre todos os “nomes e denominações” de que é constituído eclesiasticamente, mas porque é o desenvolvimento moderno do mesmo poder que existia nos dias da Babilônia Caldéia sob a dinastia de Nabucodonosor, e porque um destino semelhante a aguarda. Podemos dizer que é o mesmo poder, apenas modificado pelo tempo e circunstâncias.
Nabucodonosor, que era, por assim dizer, o segundo fundador de Babilônia, a construiu para dominar povos e nações. Em Daniel 4:30 ele atesta,
“… Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?”
E, para alertar aos que vivem em Babilônia, aqui vai um recado: Nabucodonosor ficou muito interessado em saber qual seria o destino do reino sobre o qual ele governava, e Daniel lhe mostra,
Dn 2:30 E a mim me foi revelado esse mistério, não porque haja em mim mais sabedoria que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.
Uma representação simbólica foi apresentada diante dele em um sonho ilustrativo da consumação do reino da Babilônia “nos últimos dias.” Assim, o reino de Babilônia tem tido uma existência contínua de seu reinado até agora, pois estamos vivendo “nos últimos dias” dos quais falam Daniel. É verdade, que “a Casa do reino” não tem sido sempre Babilônia, que foi o início do domínio de Ninrode (Gên. 10:10), que tem sido, por vezes, um lugar, às vezes outro, até que finalmente Roma tornou-se “A Grande Cidade”. Várias dinastias tornaram-se  herdeiros do reino de Babilônia. Depois de Nabucodonosor, houve a dinastia de prata e de bronze e a dinastia de ferro, como também a de barro – quatro ou cinco dinastias oriundas do mesmo reino, também chamado, “reino dos homens” (Dan 4:17). Este reino babilônico em sua manifestação dos últimos dias, ao estilo do Espírito apocalíptico, que é a grande cidade, Babilônia, a arena que vai ficar ereta e completa em todas as suas partes a imagem inteira dessa Grande Metrópole, e que, nestes últimos dias, será derribada pela pedra que foi arremessada sobre ela,
Dan 2:45 – Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.
Assim, o Espírito Santo seleciona três dos centros mais infames da iniquidade entre os antigos para alegorizar a Grande Cidade, na arena de que tem sido desenvolvido e amadurecido a grande apostasia. É “espiritualmente”, ou figurativamente, chamado por estes nomes, Sodoma, Egito e Babilônia, por causa de sua semelhança impressionante com eles em suas feitiçarias, idolatrias, superstição, blasfêmia, opressão e perseguição ao povo de Deus. Daí, em Sodoma, no Egito, e na grande cidade, Babilônia, onde “nosso Senhor foi crucificado”; não em sua própria pessoa só, mas em  suas testemunhas, pois o que é feito ao menor de seus irmãos, é feito também a ele (Mt 25:40).
A Deus toda Glória