Não Passará esta Geração II

Mat 24:34 –         Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

Jesus abrange sua palavra para que ela alcançe mais de um nível de interpretação. O momento de “esta Geração” em Mateus 24:34 e regido pela frase relacionada, “TODAS ESTAS coisas”. Em outras palavras, Cristo está dizendo que a geração que vê “TODAS ESTAS  Coisas” ocorrerem nao deixará de existir ATÉ que todos os eventos da tribulação futura sejam literalmente cumpridos. Sem dúvida, aqui se trata de uma interpretação literal que não foi cumprida no século primeiro. Mas Cristo também avança para outro significado, ele não está fazendo ali uma última análise sobre uma palavra que se perderia num cumprimento definitivo dentro de 40 anos. Ele não fala apenas aos seus contemporâneos, mas a uma geração a quem os sinais de Mateus 24 se tornarão evidente.

O que Jesus está dizendo é que uma geração que tem uma antevisão do começo do FIM vê também o seu próprio fim. Quando os sinais sobre a iminente destrição de Jerusalém vierem, vão avançar rapidamente, e não se arrastarão por muitas outras gerações.

Esse também é um aviso para quem vive a nossa geração, pois os sinais previstos em Mateus 24 são visiveis hoje.

JESUS está voltando!

Como tal, é a questão dos sinais que controla a força da passagem, fazendo com que este ponto de vista se torne legítimo, sendo a correta visão. Jesus diz que os sinais que mostrarão o começo do fim vêm relativamente rápidos, e que diante desses sinais sua vinda não passe de uma geração.

Apesar do coro preterista que “esta geração” se refere a geração do primeiro século, uma interpretação literal relaciona o momento da realização de outros eventos no contexto. Embora seja verdade que há outras utilizações de “esta geração”, que também faz referência aos contemporâneos de Cristo, não deixa de significar que a profecia aponta principalmente para eventos que ocorrerão antes da Segunda Volta de Jesus.

O uso de “esta geração” no Sermão do Monte e nas passagens da figueira são textos proféticos. Na verdade, quando se compara o uso de “esta geração” no início do Sermão do Monte, em Mateus 23:36 (que é uma referência indiscutível para AD 70) com o uso profético em Mateus 24:34, um contraste parece óbvio. Jesus está contrastando uma libertação de Israel em Mateus 24:34 com o Julgamento previsto de Mateus 23:36. Isso não ocorreu, muito pelo contrário, Jerusalém foi arrasada e os judeus dispersos.

TODAS ESTAS Coisas

Quando desafiados ou ameaçados sobre a veracidade de outros detalhes interpretativos, os preteristas quase sempre caem de volta naquilo que chamamos de “textos do tempo”. Sua compreensão de “esta geração” (Mateus 24:34) no Sermão do Monte se torna, para eles, o texto prova que resolve todos os argumentos e justifica a sua interpretação fantasiosa de muitos outros detalhes referidos por Cristo como “todas estas coisas” no verso 34.

A intepretação dos Preteristas sobre “todas estas coisas” de Mateus 24:3-31 são alegóricas apenas para caber em seu esquema do primeiro século. Uma vez que “esta geração” é controlada pelo significado de “todas estas coisas,” é óbvio que essas coisas todas não ocorreram dentro e em torno dos eventos da destruição romana em Jerusalém no ano de 70 dC.

Quando foram os judeus, que estavam sob cerco romano, resgatados pelo Senhor no ano 70 dC? Eles não foram resgatados, eles foram julgados, como observado em Lucas 21:20-24. Mas Mateus 24 fala de um resgate Divino daqueles que estão sob cerco:

29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

A aflição daqueles dias, segundo os preteristas, faz referência a Grande tribulação que veio sobre Jerusalém em 70 dC. Isso não poderia ter-se cumprido no primeiro século!

A declaração imediatamente anterior de Cristo a “esta geração”, diz: “mesmo assim, vocês também, quando virdes todas estas coisas, reconheceis que Ele está próximo, às portas” (Mateus 24:33).

Sendo assim, os preteristas são forçados a afirmar que o ponto da parábola de Cristo do figo, a árvore (Mateus 24:32-35), é que todos os eventos observados anteriormente em Mateus 24:4-31 são sinais anunciando que sobre aqueles que estavam cercados pelos romanos a ajuda estava chegando na Pessoa de Cristo em Sua volta para resgatar seu povo. Isso não faz sentido algum.

Vejam como a situacão do preterismo piora consideravelmente. SE Jerusalém estava prestes a ser destruída, seu povo disperso, como pode Lucas dizer que a redenção de Israel estava próxima?

Em Lucas 21:28 Jesus é enfático quando afirma que a redenção de Israel estava próxima,

 “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”.

 Certamente essa seção citada por Jesus não fazia referência a sinais sobre a iminente destruição que viria sobre Jerusalem, mas sim que serão sinais proféticos assistidos pela geração que estiver vivendo na ocasião da sua Segunda Vinda.

Em contradição com isso, outros preteristas ensinam que “todas estas coisas” referem-se a vinda não corporal de Cristo através do exército romano no primeiro século. Eles são forçados a dizer que toda a passagem fala de uma vinda de Cristo através dos acontecimentos que antecederam o que Cristo realmente diz sobre como será o seu retorno. Não entanto, contra essa bagunça preterista, Cristo diz na parábola da figueira que os eventos anteriores, os sinais, ou todas estas coisas, deveriam ser um reconhecimento de que ele está próximo, às portas. Porém, Jesus ainda não veio!

Aqui eles são derrubados, pois Cristo realmente falava sobre sua Segunda Vinda, a qual ainda não ocorreu. E se ele diz aos que ali estavam que quando “estes” vissem os sinais, eles deveriam reconhecer que ele estava para vir, estava às portas. Isso deixa evidente que muita coisa em Mateus 24 acontecerá antes da Segunda Volta do Senhor.

Não havia Igreja de Esmirna em 70 dC

Jesus passou seus ensinamentos para os doze Apóstolos, e Paulo passou seus ensinamentos para Timóteo (I & II Timóteo). Mas, poderíamos encontrar alguém não mencionado nos escritos Neo Testamentários que ouviu e conheceu, como também foi discípulo de  algum dos Apóstolos de Jesus? Sim, um homem conhecido como Policarpo.

Policarpo (69-156 dC) viveu no atual oeste da Turquia, e foi o bispo de Esmirna.

Esmirna aparece em um livro da Bíblia; foi a cidade onde ficava uma das sete Igrejas mencionadas em Apocalipse.

Apocalipse 2

8          E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu:

9          Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás.

10        Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

João foi o autor do livro, e por isso sabia de todas as sete cidades listadas em Apocalipse 2-3. Ninguém sabe ao certo se João visitou todas essas Igrejas, e embora a história confirme que o Apóstolo viveu em Éfeso antes de ser enviado para Patmos, esta Igreja estava sob a orientação de Paulo antes de 70 dC.

O detalhe importantíssimo é que Esmirna ficava apenas 30 milhas de distância da cidade de Éfeso. O problema preterista começa aqui: A Igreja de Esmirna não existia na época de Paulo, pois se existisse nada impedira que ele fosse visitá-la, já que a distância entre as duas cidades era  tão pequena.  

Policarpo foi  bispo da Igreja de Esmirna, nomeado pelo próprio João, o que a história confirma.  Isso não pode ter ocorrido entre 60 e 70, simplesmente porque Policarpo tinha pouco mais de um ano quando Jerusalém foi destruída. No versículo abaixo Policarpo deixa implícito que a sua igreja nem sequer existia nos dias do apóstolo Paulo. É interessante notar que Esmirna nunca é mencionada no livro de Atos ou em qualquer outra epístola do Novo Testamento.

Ele escreve aos Filipenses,

Mas eu nem vi nem ouvi nada semelhante entre vocês, no meio daqueles com quem Paulo trabalhou, e que estão louvados no início de sua epístola. Com efeito, ele se gloria de vocês diante de todas as Igrejas que sozinhas conheciam o Senhor; mas nós [de Esmirna] não o conhecíamos”. (Policarpo – Epístola aos  Filipenses, XI)

Somente pelo fato de Policarpo dizer que a Igreja de Esmirna não conheceu o Apóstolo dos gentios, já demonstra que ela – mesmo que existisse antes de Policarpo – não foi instituída no tempo de Paulo. Considerando que ele foi martirizado em fins de 67 dC, deve significar que não havia ali congregação nenhuma nessa época. Se houvesse uma Igreja em Esmirna na década de 60 dC, quem deveria ter lhes dirigido uma carta era Paulo e não João. Se Esmirna ficava a pequena distância da Igreja de Éfeso, onde o Apóstolo permaneceu por dois anos pregando a Palavra ( Atos 19: 1-10 ), certamente teria que ser uma Igreja bastante familiar a ele. Deve-se considerar  porque Paulo  jamais tenha mencionado  a Igreja de Esmirna em seus escritos.

O que se observa depois de inúmeros detalhes, é que  não havia sequer uma igreja na cidade de Esmirna quando os preteristas garantem que João os escreveu (63 dC). Escusado será dizer que isto favorece fortemente uma data pós 70 dC para a redação do Livro de Apocalipse.

Atente para este texto biográfico de Policarpo,

Nascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (atual Turquia), Policarpo era discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a igreja de Esmirna”.

Policarpo de Esmirna

Segue outro texto biográfico de Policarpo,

Policarpo foi ordenado bispo de Esmirna pelo próprio João Evangelista. De caráter reto, de alto saber, amor a Igreja e fiel à ortodoxia da fé, era respeitado por todos no Oriente. Com a perseguição, o Santo bispo de 86 anos, escondeu-se até ser preso e assim foi levado para o governador, que pretendia convencê-lo de negar a Cristo. Policarpo, porém, proferiu estas palavras: “Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido Dele. Como poderei negar Aquele a quem prestei culto e rejeitar o meu Salvador?”

Policarpo de Esmirna

Observe um trecho da carta aos Filipenses escrita por Policarpo. Aqui ele  escreve sobre os de Filipos, àqueles que ainda estavam vivos na época desta epístola,

Pois nem eu, nem ninguém como eu, pode chegar a sabedoria do abençoado e glorificado Paulo. Ele, estando entre vocês, comunicou com exatidão e força a palavra da verdade na presença daqueles que estão vivos ainda”. Cap III

Ele cita  aqueles com quem Paulo trabalhou, o que sugere uma missão em conjunto no passado, fala dos que ainda viviam, sendo que no verso anterior ele alega que nem ele e nem a Igreja de Esmirna conheceu o Apóstolo. Ele nem podia, como já vimos, Policarpo tinha pouco mais de um ano  quando Jerusalém foi destruída e nem era nascido  quando Paulo foi martirizado.

Se João começou a escrever o Apocalipse entre  62 e 64 d.C, como sugerem os preteristas, e terminou por volta de 96 d.C, significa dizer que ele esteve preso por quase uma geração! Essa visão do preterismo força-os a enviar João para a ilha por volta de 60 d.C, mantendo-o encarcerado até  fins do primeiro século, ficando no exílio por quase 40 anos (?).  Quando ele tutelou Policarpo? A Biografia acima diz que Policarpo assentava-se aos pés do Apóstolo numa época em que era bem jovem. Se João discipulou  Policarpo depois de ter sido liberto do cativeiro, perto do primeiro século, significa que Policarpo já estaria alcançando seus trinta anos de idade,  não sendo mais tão jovem. O que se percebe é que João foi exilado depois de 80 dC. Isso implica dizer que Policarpo já era seu discípulo antes dele ter sido aprisionado.

A verdade salta diante dos olhos!

João  foi exilado  no governo de Domiciano, e ali, no final do governo deste imperador romano, ele  recebeu as revelações do Apocalipse!

A igreja de Esmirna jamais poderia ter recebido uma carta do Apóstolo João  na década de 60… ELA NÃO EXISTIA!

João NUNCA ESTEVE EM Pátmos antes de 70 d.C!

Apocalipse não trata da destruição de Jerusalém, mas foi redigido quase 3 décadas após a queda da cidade!

Daquele dia e hora ninguém Sabe

Se Mateus 24 pode ser mostrado para conter referências a dois acontecimentos históricos – o cerco de Jerusalém em 70 dC e a consumação da história em um tempo futuro, então aqueles que começaram a sua viagem pela estrada para o preterismo com base nesse texto devem sentir-se compelidos a reexaminar o seu destino.

A partir da história, sabemos que a predição de Jesus em 24:1-2 foi cumprida no ano 70 dC quando os romanos cercaram Jerusalém e destruíram o templo. O versículo 34 afirma especificamente que os eventos descritos ocorrerão em “esta geração”. Em contraste com esses pontos, especificamente Jesus diz que ninguém sabe quando isso irá ocorrer nos versículos 36 e 42. Conclui-se então que Jesus fala de dois diferentes eventos.

36  Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

42  Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.

Observem se não seria trivial demais afirmar que, por um lado vários sinais devem levar a ação (16), que vários sinais devem indicar que o tempo está muito próximo (14, 33) e, simultaneamente, que o “dia e a hora” ninguém sabe, nem mesmo o Filho de Deus ou os anjos. Por que, se o capítulo trata da destruição de Jerusalém que ocorreria dentro daquela geração? Ora, se as palavras de Jesus deveriam ser cumpridas naquela geração, então tudo ocorreria dentro de , no máximo, 40 anos, o que significa que todos os ouvintes saberiam com precisão o tempo do cumprimento de cada sentença dita pelo Senhor.

Esse é o ponto de  todo o contraste: é a mesma coisa que dizer que os discípulos certamente sabiam a semana ou o mês do evento, mas não o dia específico da semana. Isto parece ser o resultado de uma leitura não natural do texto. O que suaviza as  diferenças no relato é a interpretação real de duas ocorrências, a previsão de  dois eventos. Se esta visão futurista para a maior parte de Mateus 24 está correta, então o preterismo está incorreto. Por que? Por causa de um ponto importantíssimo, que coloca o preterismo em evidente contradição: logo depois das previsões catastróficas, que segundos eles, todas, ocorreram antes de 70 dC, Jesus separou  ovelhas e  bodes, e os enviou  cada um ao seu destino eterno respectivo (25:31-32); isso ainda não aconteceu!

Tribulação iminente

Uma vez que os preteristas ensinam que todos os termos similares a tribulação, como: grande tribulação, angustia das nações, julgamento sobre os moradores da terra, guerras e rumores de guerras, fome, peste e terremotos, devem ser aplicados à destruição de Jerusalém, que tudo ocorreu antes do ano 70 dC, conclui-se que Mateus 24 e todo o Livro de Apocalipse já foram cumpridos. No entanto, a referência a Noé em Mateus 24:37-38 parece indicar que a vinda do Filho do Homem será como nos dias de Noé: Noé entra na arca e em seguida vem a destruição sobre os moradores de toda a terra. E mais um detalhe: Há aqui à impossibilidade de conhecer o calendário do evento  e a conduta da vida como direito comum até o evento.

Deve-se observar que  há um paralelo entre Noé entrar na arca (Lc 17:27) Ló deixando Sodoma (17:29) e a revelação de Jesus como o Filho do Homem (17:30). Portanto, quase todo o capítulo de Mateus 24 trata de sinas anteriores à Segunda Vinda de Cristo.

O Destino de duas Cidades

Na visão profética de João, “Babilônia” é  destruída por um incêndio.

Apocalipse 18

 8            Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga.

17           E todo o piloto, e todo o que navega em naus, e todo o marinheiro, e todos os que negociam no mar se puseram de longe;

18           E, vendo a fumaça do seu incêndio, clamaram, dizendo: Que cidade é semelhante a esta grande cidade?…”

Os preteristas alegam que Jerusalém foi um centro de intercâmbio comercial, e que a  profecia revela como ela foi completamente destruída por um incêndio em 70 dC. Acrescentam também que a queima de Jerusalém pelo fogo tinha significado teológico. Segundo eles, a  cidade de Jerusalém é muitas vezes referida como uma filha.

Muitos preteristas buscam referencias no Velho Testamento para encaixar Jerusalém nesta profecia

Lamentações 2

15           Todos os que passam pelo caminho batem palmas, assobiam e meneiam as suas cabeças sobre a filha de Jerusalém, dizendo: É esta a cidade que denominavam: perfeita em formosura, gozo de toda a terra?

16           Todos os teus inimigos abrem as suas bocas contra ti, assobiam, e rangem os dentes; dizem: Devoramo-la; certamente este é o dia que esperávamos; achamo-lo, vimo-lo.

17           Fez o Senhor o que intentou; cumpriu a sua palavra, que ordenou desde os dias da antiguidade; derrubou, e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários.

18           O coração deles clamou ao Senhor: Ó muralha da filha de Sião, corram as tuas lágrimas como um ribeiro, de dia e de noite; não te dês descanso, nem parem as meninas de teus olhos.

A infidelidade a Deus é freqüentemente comparada à imoralidade sexual. A pena para a prostituição pela filha do sumo sacerdote apelou para uma punição especial, era para ser queimada até a morte.

Levitico 21:9       E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana a seu pai; com fogo será queimada

O preteristas chegaram a conclusão que  quando a Jerusalém foi oferecida a graça de receber o Messias, sendo que ela o rejeitou,  ela inevitavelmente entra na profecia como  “a prostituta  Babilônia”, que é posteriormente queimada até a morte.

Há um problema com essa comparação medonha.

Jerusalém  realmente é identificada como a prostituta de Ezequiel 16, mas neste caso, Jerusalém é perdoada e restaurada no final do capítulo (versículos 60-62). Isto entra em contradição com a Grande Meretriz de Apocalipse 17-18, da qual se diz: “E um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.” (Apocalipse 18:21).

Observem o seguinte:

Em Isaías 1:21-26 diz que Jerusalém era fiel no começo (1:21), então se tornou uma prostituta (mesmo verso) e, em seguida, no final está curada, perdoada e restaurada (1:26).

Em Jeremias 2:13 – 3:25, Israel já foi fiel (2:17), em seguida, virou-se para prostituição (2:20) como uma esposa que parte de seu marido (3:20), mas está prometida a recuperação no final, se ela se arrepender (3:14-18).

Em Ezequiel 16, Deus entrou em pacto com Jerusalém (16:8), mas Jerusalém se prostituiu (16:15), mas  é finalmente restaurada por causa da Aliança (16:60-62).

Em Oséias 2, falando da casa de Israel,  que era uma vez fiél (2:14-15),  então se prostituiu (2:5), mas que será restaurada no final (2: 19-23).

Este são contextos que falam da Cidade Santa,  contrário do que encontramos quando a referência é aplicada a outras cidades. Tiro, por exemplo,  é retratada como prostituta em  Isaías 23; nada é dito sobre Tiro  ter sido uma esposa fiel. Para começar, e podemos aprender com Ezequiel 26:21, quando Tiro é destruída, não existirá jamais: Farei de ti um grande espanto, e não mais existirás; e quando te buscarem então nunca mais serás achada para sempre, diz o Senhor Deus.. Naum não disse  que a prostituta Nínive havia sido fiel a Deus, e Naum 2:13 diz que se ela for  destruída, Nínive não será jamais restaurada.

Embora em Jeremias 50-51 Babilônia não é explicitamente chamada de prostituta, esta é a passagem do Velho Testamento que tem mais em comum com o Apocalipse 17-18. A Babilonia de Jeremias 50-51, Tiro de Isaías 23 e Ezequiel 27, Nínive de Naum, e Babilônia de Apocalipse 17-18,  têm uma coisa em comum: todos eles vão ser destruídos e não restauradas jamais (Jeremias 51:64).

Não existe salvação ou resgate para a prostituta, ela será destruída juntamente com a besta e o falso profeta. Observem a união em detalhes de quatro versículos em Apocalipse 18,

16,21 – 23 “…  Ai! ai daquela grande babilônia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo…  Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada… porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias

Jerusalém não pode entrar nesse texto como  uma FORTE cidade pelo fato de sempre ter sido invadida por outros povos em toda sua História. Jerusalém jamais esteve montada na besta do poder romano (17:3; cf. 13:1-8): Jerusalém foi dominada pelos romanos no tempo dessa profecia. No entanto, com relação a prostituta a Bíblia diz que ela estava assentada sobre muitas águas (17:1): Seu poder vinha dos povos dominados. Com ela se prostituíram os reis da terra (17:2): Roma dominava os reis de muitos países na época da escrita do Apocalipse; uma descrição da Babilônia antiga (Jeremias 51:7);

Vinho de sua devassidão (17:2): Roma é conhecida por sua imoralidade e excessos;

Vestida de púrpura, escarlate, ouro, pedras preciosas, etc. (17:4; 18:16): Luxo, nobreza, sedução; os soldados da Babilônia antiga também se vestiam de escarlata (Naum 2:3);

Cálice de abominações e imundícias (17:5): Babilônia foi o cálice que causou as nações enlouquecerem (Jeremias 51:7);

Embriagada com o sangue dos santos e das testemunhas de Jesus (17:6; 18:20, 24): Roma (Império Romano, a possível besta) perseguia os cristãos, especialmente nos reinados de Nero e Domiciano.

A mulher é a grande cidade que domina sobre os reis da terra (17:18): Roma no ano 100 (O ano em que o Apocalipse foi escrito) era a Capital do Mundo. Roma dominava os reis da terra na época de João;

Destruição interna (17:16-17): História do declínio de Roma (cf. Daniel 2:42-43).

A sentença para a Babilônia de Apocalipse é destruição sem restauração, como vimos nos versículos acima. Porém, o mais importante é atentar para a leitura de alguns textos da carta de Paulo aos romanos com relação ao povo incrédulo de Israel.

Observem a promessa,

23 E também eles (Israel), se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; porque poderoso é Deus para os tornar a enxertar. 

24 Porque, se tu foste cortado do natural zambujeiro e, contra a natureza, enxertado na boa oliveira, quanto mais esses, que são naturais, serão enxertados na sua própria oliveira!

25 Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado.

26 E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades. Romanos 11

Uma vez que Jerusalém será restaurada após um período de rebelião, mas Mistério Babilônia não será restaurada jamais, conclue-se que a Babilônia de Apocalipse 18 não pode ser Jerusalém.

Leia outro artigo  que também fala sobre o futuro de Israel clicando aqui

Os Habitantes da Terra de Canaã

Apocalipse 3

10. “Porque guardaste a palavra de minha paciência, também eu te guardarei da hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro, para provar os habitantes da terra”.

Acreditem ou não, mas um preterista afirmou com toda convicção:

“Sobre a tentação que vira sobre o mundo, seria apenas para provar os habitantes da terra; habitantes da terra era a forma teológica que os profetas designavam para os habitantes de Jerusalém”.

… Continua o preterista: “…  podemos ler que as tribulações viriam sobre os Habitantes da Terra, logo  (os protestantes)  ligam essa frase (Habitantes da Terra) como se fosse ligado aos Habitantes de todo o nosso planeta. Em algumas traduções da Bíblia protestante, “traduções malignamente adulteradas”, está escrito (os que Habitam sobre a terra), isso é só mais uma de suas adulterações, pois a frase correta é esta: (HABITANTES DA TERRA).” 

E acrescenta, 

“… essa frase tem um sentido simbólico, também foi usado pelos Profetas do (AT) para identificar os Judeus que viviam em Jerusalém; esse termo “Habitante da Terra” provém de Habitantes da terra prometida, ou seja, Habitantes de Canaã”. 

Como a visão dele é preterista, e ele acredita que o Livro de Apocalipse fala da destruição de Jerusalém, e que todo o Livro profético já teve cumprimento, então concluiu – na marra – que habitantes da terra é uma referência aos moradores de Jerusalém vítimas da invasão romana em 70 dC.

Aqui vai uma pergunta  bem oportuna: por que Deus avisaria a uma Igreja que ficava a uma distância enorme da Judéia que ela seria guardada da hora da provação que viria sobre Jerusalém? A Igreja de Filadélfia  ficava a centenas de quilômetros de Jerusalém e certamente jamais seria atingida por Roma.

Mas tem um detalhe curioso no texto quando diz sobre a “provação que está para sobrevir ao mundo inteiro”, e em seguida diz que essa provação é “para provar os habitantes da terra”.

A provação está para vir sobre todo  o planeta, mas garante o preterista que ela já veio sobre os  habitantes de Jerusalém em 70  dC. Parece que ele nem percebeu a expressão “mundo inteiro”, descrevendo que a provação seria de âmbito global. Ele simplesmente interpreta habitantes da terra como sendo os habitantes da terra de Jerusalém. E mundo inteiro é o que?

“… hora da provação, que está para sobrevir ao mundo inteiro…”

Significado de Mundo Todo

Apocalipse 3:10  “… Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que virá sobre todo o mundo [oikoumenes], para tentar os que habitam sobre a terra [ges].

A utilização do escritor tanto de oikoumenes e ges [Terra] neste versículo, comunica muito claramente o que ele pretendia transmitir através da palavra oikoumene: O mundo todo, no sentido de toda a terra.

Aqui estão mais algumas passagens que usaram oikoumene com a óbvia intenção de transmitir o seu significado primário, ou seja, o mundo todo.

Lucas 4:5 Então o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe todos os reinos do mundo [oikoumenes] em um momento de tempo.

Este é um versículo da tentação de Jesus no deserto, que ocorreu após o seu batismo no rio Jordão. Aqui temos a mesma expressão usada em Apocalipse 3:10 na referência sobre “mundo”, que antecede a palavra habitante da terra. O significado é “terra habitada” e “o mundo habitável”, respectivamente.

O preterismo insiste, argumentando o contrário, que ge [terra] não significa terra, mas apenas o sentido de “terra” dentro de uma determinada região, por isso eles concluem que a hora do julgamento estava chegando através do Império Romano para testar os habitantes da “terra” de Jerusalém.

Toda  Terra

E sobre a palavra grega ge? Em Mateus 24:30, quando Jesus disse que “todas as tribos da terra” se lamentariam, será que ele quis dizer apenas as “tribos” na “área limitada” da terra ao redor de Jerusalém?

“Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”.

E em Lucas 23:44, na ocasião da crucificação de Jesus, quando afirma que uma escuridão caiu sobre a “terra inteira [gen]“, foi apenas sobre a terra ao redor de Jerusalém?

“E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol”.

E aqui entra outra questão: Por que Apocalipse, Mateus e referências, quando mencionam habitantes da terra ou similares, não fez como em muitas outras passagens como estas abaixo que revelam o sentido limitado de terra dentro de uma região? Observem que aqui lemos sobre “a terra do Egito “ou” a terra de Israel“,

Mateus 11:24  Mas eu vos digo que haverá menos rigor para a terra [ge] de Sodoma, no dia do juízo, do que para você.

João 3:22  Depois disto foi Jesus e seus discípulos entraram na terra [gen] da Judéia, e ali permaneceu com eles e batizava.

Hebreus 8:8-9  Porque repreendendo-os, Ele diz: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, quando farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá – não de acordo com a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão para levá-los para fora da terra [ges] do Egito, porque não permanecerdes na minha aliança, e eu desconsiderada, diz o SENHOR”

Mateus 14:34  Quando eles tinham atravessado, chegaram a terra [gen] de Genesaré.

Atos 13:17-19  “O Deus deste povo de Israel escolheu a nossos pais, e exaltou o povo, sendo eles estrangeiros na terra [ge] do Egito; e com braço poderoso os tirou dela; E suportou os seus costumes no deserto por espaço de quase quarenta anos. E, destruindo a sete nações terra [ge] de Canaã, deu-lhes por sorte a terra [ge] deles”.

Estes são apenas alguns dos muitos exemplos do Novo Testamento que mostram como a palavra grega ge foi usada quando o significado era apenas aplicado a uma região em vez de toda a terra. Por isso, se os escritores sinópticos queriam deixar entendido que a escuridão que caiu ao meio-dia – na ocasião da crucificação – em apenas uma região, eles certamente teriam escrito que houve trevas na terra [gen] da Judéia ou Jerusalém. Em vez disso, eles disseram que havia trevas sobre “toda a gen”, ou seja, “toda a terra habitada”.

Não seria difícil para João acrescentar os detalhes desejados pelos preteristas se ele pretendia passar o mesmo entendimento aos seus leitores em Apocalipse. Bastaria ao Apóstolo apenas adicionar uma palavra no texto em estudo, se ele realmente fazia referência à terra de Israel,

Apocalipse 3:10  Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que virá sobre todo o mundo, para tentar os que habitam sobre a terra [de Jerusalém]. E mais esta passagem que passa a ser uma pedra enorme no sapato preterista. Atente para o desastre no trocadilho abaixo após o texto,

Lucas 21:25, 26

“Haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas”.

Apenas observem o tremendo estrago na doutrina preterista se acrescentamos a palavra Jerusalém depois da palavra terra,

Haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra [de Jerusalém] angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas”.

Aqui acaba o preterismo!

“… na terra de Jerusalém angústias das nações…”.

A expressão que indica uma reviravolta em todo o planeta acerta em cheio a heresia preterista, quando o texto acima acrescenta sobre as “coisas que sobrevirão ao mundo“.

E a sentença final da passagem registra que as calamidades descritas em boa parte do contexto alcançarão toda a terra,

“E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.     Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra”, vv 34,35

Durante todo o Novo Testamento, os contextos determinam quando  ge estava sendo usado no sentido de toda a terra. Porém, desde que o significado de ge como o usado por Mateus está em disputa, vou apenas citar aqui exemplos de seu evangelho.

Mateus 5:18  Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra [ge]  passem nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.

Mateus 5:34-35  Mas eu vos digo, não jureis: nem pelo céu, porque é o trono de Deus, nem pela terra [ge], pois é escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei.

Mateus 6:9-10  Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra [ges como no céu;

Mateus 6:19-20  Não ajunteis para vós tesouros na terra [ges], onde a traça e a ferrugem corroem e onde os ladrões minam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem, e onde os ladrões não arrombam e furtam.

Mateus 9:4-6 Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vossos corações? Pois, qual é mais fácil? dizer: Perdoados te são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra [ges]  autoridade para perdoar pecados (disse então ao paralítico): Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa.

Mateus 11:25  Naquele tempo, Jesus respondeu, e disse, “Eu Te agradeço, ó Pai, Senhor do céu e da terra [ges], que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos”

Existem vários outros exemplos em Mateus, mas estes são suficientes para chegarmos ao ponto preterista. Quando ge foi usado, o contexto indica se ele estava sendo usado para significar a terra inteira ou apenas uma área regional de terra ou simplesmente terra ou sujeira. Um exemplo deste último é Mateus 13:5, onde numa das parábolas, Jesus se referiu a semente que caiu em pedregais, onde não tinha “boa terra [gen]“, e assim as plantas secaram e morreram por não ter “profundidade na terra [ges]”. Aqui a palavra ge, usada duas vezes, obviamente não significa nem o planeta e nem toda uma área regional de terra, mas terra ou sujeira.

Este ponto foi desenvolvido longamente, porque o significado de Mateus 24:29-30 é crucial para a posição preterista. Outro detalhe que o texto apresenta, é o que acontecerá imediatamente após a tribulação descrita no contexto: A Volta do Senhor.  Atentem para as expressões “logo depois” e “em seguida”.

Logo depois da tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados. Em seguida, o sinal do Filho do Homem aparecerá. no céu, e então todas as tribos da terra [gesse lamentarão e verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.”

Obviamente a palavra não foi usada para apontar apenas os habitantes “de Jerusalém” ou “da Judéia” contemplando o “filho do homem na sua vinda.” Mateus sabia o que estava fazendo quando usou ge no sentido restrito (2:6; 2:20-21, 4:15; 10:15, 11:24; 14:34). O Espírito Santo não seria tão descuidado ao “inspirar” tal ambigüidade em uma passagem tão importante para uma doutrina central bíblica. Tudo o que o Espírito Santo tinha a fazer era dirigir Mateus para escrever “ges de Jerusalém “ou” ges de Judéia”, e os preteristas não estariam tendo essa discussão.

Existe uma ligação estreita entre todo este contexto e Zacarias 12. Os Preteristas cometem o mesmo erro em ambas as passagens ao  tentar limitar o âmbito de Israel e Jerusalém. Mas a passagem de Zacarias claramente descreve um tempo “quando todas as nações da terra se reuniram contra [Jerusalém]“ (Zc. 12:3). E o resultado da batalha é completamente diferente do que a destruição de Jerusalém em 70 dC: “Naquele dia o Senhor defenderá os habitantes de Jerusalém… Eu tratarei de destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém” (Zc. 12:8-9). Mas nada do tipo aconteceu em 70 dC.

O contexto mundial, portanto, é evidente em cada passagem do último Livro das Escrituras nas expressões “O mundo todo e habitantes da terra”. Assim, quando Apocalipse diz que “aqueles que habitam sobre a terra” (Ap  3:10; 6:10; 8:13; 11:10 [duas vezes]; 13:08, 12,14 [duas vezes]; 17:2, 8) são os objetos da ira que está retratado em suas páginas, as evidências apontam para a natureza multi-étnica deste grupo, o que indica uma área mais ampla do que apenas a terra de Israel como argumentam os  preteristas.

Outra evidência contra a tentativa preterista para interpretar o Apocalipse como um Livro que trata do julgamento de Israel em 70 dC, se encontra em uma comparação de Ezequiel 3 com Apocalipse 10. Aos dois profetas,  Ezequiel e João, são dados livros para comer. Ambos os livros são doce ao paladar, mas amargo, uma vez digerida. Ambos os livros contêm profecias. No entanto, há uma diferença significativa entre o que Ezequiel e João ingeriram: Ezequiel come uma mensagem destinada a Israel, mas João come uma mensagem para todas as nações. A Ezequiel é ordenado  profetizar a “casa de Israel, não a muitos povos de fala estranha” (Ez 3:1- 6), enquanto a  João é dito: “que profetizes outra vez a  muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap 10:11). A mensagem de João é sobre muitos povos, nações, línguas e reis. Que mais poderia Deus dizer para fazer com que a mensagem de Apocalipse é claramente de extensão global?

« A Grande Cidade é o Império de Roma »

“E os seus corpos jazerão na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado”. (Apocalipse 11:8)

Foi na plateia da grande cidade que as testemunhas deveriam ser mortas, e estariam insepultos por três dias e meio. Este é o primeiro lugar onde a frase, a grande cidade, ocorre no apocalipse. E evidentemente a cidade é um local literal, pois é dito ser “chamada espiritualmente Sodoma e Egito“. A Sodoma literal afundou no abismo, nos dias de Abraão, portanto, não pode ser a cidade de Ló. Mas, apesar de destruída, o seu memorial fica. Desde a sua destruição, a cidade “espiritualmente” existia de novo em Jerusalém, que era “espiritualmente chamada de Sodoma”, por causa das abominações Sodomitas de seus governantes e cidadãos. Eles foram declarados  ser “uma nação pecadora, povo carregado de iniquidade, descendência de malfeitores, filhos corruptos; que haviam abandonado o Senhor; que provocaram o Santo de Israel, e voltaram para trás”, ou tornaram-se apóstatas, é o que proclama o profeta Isaias em 1:4-10. Ele compara Jerusalém a Sodoma no verso 9 e 10,

“Se o Senhor dos Exércitos não nos tivesse deixado algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhantes a Gomorra. Ouvi a palavra do Senhor, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra”. 

Assim, por causa dessa semelhança moral de Sodoma e Gomorra, os governantes e o povo judeu foram denominados “os governantes de Sodoma” e “o povo de Gomorra”. Jerusalém é espiritualmente chamada de Sodoma porque seus governantes e o povo judeu estavam em sua pior condição, por isso a comparação com Sodoma e Gomorra foi imposta: estavam ainda pior do que “as cidades da planície” (Mt 11: 23,24).

Porém, não há nada confirmado por Isaías ou qualquer outro profeta, de Jerusalém como uma Sodoma espiritual crônica, literalmente condenada para sempre, o que contrasta ela com  a Babel de Apocalipse, que é cheia de impureza e sujeira, a cidade anticristã que domina sobre os reis da terra. Esta Babilônia vai ser sacudida terrivelmente quando “… um forte anjo levantou uma pedra como uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, aquela grande cidade, e não será jamais achada.  Ela vai cair de influência e mergulhar em seu abismo subterrâneo, e “não será encontrada jamais”, o que não ocorreu com Jerusalém (Apoc 18:21).

“Mas, a grande cidade também é alegoricamente chamada de “Egito”; é a “Casa da sujeição” em que Israel, segundo a carne, e o “remanescente muito pequeno”, estão cativos a espera de libertação. É também comparada ao Egito por causa de sua semelhança moral com a terra literal de Mitzraim, terra de idolatria. Sua superstição, sua ignorância do Senhor, o seu ódio que a faz oprimir o povo de Deus, a sua dureza de coração, a sua feitiçaria, adultérios e assassinatos, sua escuridão que pode ser sentida – que transcende a infâmia de Faraó e seus exércitos nestas abominações, a fazem semelhante ao Egito. A grande cidade é, portanto, bem ao estilo do verdadeiro Egito. Mas também é assim alegorizada porque as pragas que foram derramadas no Egito também cairão sobre ela (Apoc 18:4), e porque o Senhor dos Exércitos vai julgá-la a uma derrota, tão terrível e eficaz no julgamento, como quando julgou os egípcios pelas mãos de Moisés.

Esta Sodoma e Egito-territorial do gentilismo é a Grande Cidade “onde o seu Senhor também foi crucificado”. Isso é indicativo do império alegorizado por “Sodoma e Egito”. Cristo foi crucificado por Roma fora dos muros de Jerusalém. Além do mais, Ele foi crucificado em uma província do Império Romano;  os judeus que habitavam a Palestina,  sinceramente testemunharam que eles não tinham outro rei além de César (João 19:15.). Daí, a grande cidade é o império de Roma, e tudo que é representado em Roma, cujas fronteiras foram decretadas pelo império a ser os limites da cidade. O império e a cidade, então, são coextensivos, em outras palavras, eles são os mesmos.

Nesta grande cidade, três mil milhas em uma direção, e dois mil em outra, os Cristãos passaram a ser crucificados, ou condenados à morte pela violência e poder do quarto animal “… que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro e as suas unhas de bronze; que devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava”, Dan 7:19. No inicio foi com Jesus na Palestina e as testemunhas de Jesus como plateia, e depois tomou sua amplitude ocidental, sendo que todos estavam subjugados à competência especial dos governantes desta grande cidade.

Em Apoc 18:10, 21, ela é denominada, “grande cidade, Babilônia”, que, doravante, será “dividida”, sob a sétima taça “em três partes” (Apoc 16:19). No cap. 17, esta grande cidade é comparada a uma prostituta embriagada, maravilhosamente vestida, e sentada em cima de uma besta escarlate, o símbolo do poder sobre a qual ela reina (versículo 18). O nome dela é estampada no quinto verso como “Mistério, Babilônia, a Grande, a mãe das Meretrizes e abominações da Terra.” Ela é “Mistério” porque ela é a personificação do “mistério da iniquidade”, aquele que Paulo diz que já estava em operação no momento da sua escrita (2 Tess 2:7).

Scaliger testifica que “mistério” já foi usado como uma inscrição na tiara do Papa, mas depois removido por Julius III. O termo “Mãe”, como aplicada à Grande Cidade, em suas relações eclesiásticas, é reconhecido por todos. Como Jerusalém é a Mãe de todos os Santos, assim Roma é a Mãe de todos os seus inimigos – “Romana Ecclesia”, diz o Concílio de Trento, “quae, omnium Ecclesiarum Mater et Magistra est”A Igreja Romana, que é mãe e senhora de todas as igrejas.

A própria postura e organização desta Mãe determina que não haverá falta de provas para identifica-la como política e eclesiástica, a cabeça deificada, com a grande cidade, a Babilônia apocalíptica. Na ocasião do Jubileu  uma medalha foi cunhada,  do tamanho de um quarto de dólar; em uma face está a efígie de Leão XII, e no anverso, uma mulher, simbolizando a Igreja Romana, sentada sobre um globo, com raios de glória na cabeça, uma cruz na mão esquerda, e um copo, assinalado com uma cruz em sua boca, na mão direita, estendido, como se apresentá-lo para ser bebido. Abaixo dela está a data, e em torno de seu rosto a legenda “Sedet super-Universam. Anno Iubi. MDCCCXXV”. – Ela se senta sobre o mundo. No ano do jubileu, 1825. Sim, ela se assenta sobre o mundo, ou “sobre muitas águas”, a prostituta se apresenta como as notórias prostitutas dos tempos pagãos, que levam seu nome  na sua testa.

Assim diz Seneca, Nomen tuum pepenit na fronte: Pretia stupri accepisti – “O teu nome tem pendurado sobre a tua testa: tu recebeste a recompensa da tua desonra.”

Mas a grande cidade não é apenas espiritualmente ao estilo Babilônia por causa da confusão do discurso espiritual que obtém entre todos os “nomes e denominações” de que é constituído eclesiasticamente, mas porque é o desenvolvimento moderno do mesmo poder que existia nos dias da Babilônia Caldéia sob a dinastia de Nabucodonosor, e porque um destino semelhante a aguarda. Podemos dizer que é o mesmo poder, apenas modificado pelo tempo e circunstâncias.

Nabucodonosor, que era, por assim dizer, o segundo fundador de Babilônia, a construiu para dominar povos e nações. Em Daniel 4:30 ele atesta,

“… Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?”

E, para alertar aos que vivem em Babilônia, aqui vai um recado: Nabucodonosor ficou muito interessado em saber qual seria o destino do reino sobre o qual ele governava, e Daniel lhe mostra,

Dn 2:30 E a mim me foi revelado esse mistério, não porque haja em mim mais sabedoria que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses os pensamentos do teu coração.

Uma representação simbólica foi apresentada diante dele em um sonho ilustrativo da consumação do reino da Babilônia “nos últimos dias.” Assim, o reino de Babilônia tem tido uma existência contínua de seu reinado até agora, pois estamos vivendo “nos últimos dias” dos quais falam Daniel. É verdade, que “a Casa do reino” não tem sido sempre Babilônia, que foi o início do domínio de Ninrode (Gên. 10:10), que tem sido, por vezes, um lugar, às vezes outro, até que finalmente Roma tornou-se “A Grande Cidade”. Várias dinastias tornaram-se  herdeiros do reino de Babilônia. Depois de Nabucodonosor, houve a dinastia de prata e de bronze e a dinastia de ferro, como também a de barro – quatro ou cinco dinastias oriundas do mesmo reino, também chamado, “reino dos homens” (Dan 4:17). Este reino babilônico em sua manifestação dos últimos dias, ao estilo do Espírito apocalíptico, que é a grande cidade, Babilônia, a arena que vai ficar ereta e completa em todas as suas partes a imagem inteira dessa Grande Metrópole, e que, nestes últimos dias, será derribada pela pedra que foi arremessada sobre ela,

Dan 2:45 – Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação.

Assim, o Espírito Santo seleciona três dos centros mais infames da iniquidade entre os antigos para alegorizar a Grande Cidade, na arena de que tem sido desenvolvido e amadurecido a grande apostasia. É “espiritualmente”, ou figurativamente, chamado por estes nomes, Sodoma, Egito e Babilônia, por causa de sua semelhança impressionante com eles em suas feitiçarias, idolatrias, superstição, blasfêmia, opressão e perseguição ao povo de Deus. Daí, em Sodoma, no Egito, e na grande cidade, Babilônia, onde “nosso Senhor foi crucificado”; não em sua própria pessoa só, mas em  suas testemunhas, pois o que é feito ao menor de seus irmãos, é feito também a ele (Mt 25:40).

Está ficando mais sério do que se imaginava…

Estamos no Novo Céu e Nova Terra?

“A esmagadora maioria dos eventos escatológicos profetizados no livro do Apocalipse já se cumpriram”, declarou um famoso preterista. Desde assuntos relacionados com a profecia que dominam praticamente todas as páginas neotestamentárias, significa, para o preterista, que a maioria dos escritos do NT não se refere diretamente à Igreja de hoje.

Como grande parte do NT foi escrito para contar aos crentes como viver entre as duas vindas de Cristo, faz uma diferença enorme quando se interpreta esta vinda como um evento passado ou futuro. Se o Preterismo é verdade, então o NT refere-se aos crentes que viveram durante o período de quarenta anos entre a morte de Cristo e da destruição de Jerusalém em 70 dC. Portanto, praticamente nenhuma parte do NT se aplica a crentes de hoje segundo a lógica preterista. Não há nenhum Canon que se aplica diretamente aos crentes durante a era da igreja.

Não acreditam no que afirmo aqui? Então preste atenção nas palavras de um famoso advogado do preterismo, o Dr. Kenneth Gentry: “… a história atual é identificada como os novos céus e a nova terra de Apocalipse 21-22 e 2 Pedro 3:10-13”. Este é um ponto de vista preterista comum, onde eles fornecem razões pelas quais “a nova criação começou no primeiro século.”

Eles parecem nem se importar se provocam uma incredulidade geral, quando pensam nas implicações absurdas que tais detalhes afirmam. Observem abaixo como eles se expõem ao ridículo:

Se estamos vivendo atualmente em qualquer forma de Novos Céus e Nova Terra, então isso significa que não existe Satanás (Apocalipse 20:10), nenhuma morte, choro ou dor (Ap 21:4), já não existe impuros, nem aqueles que praticam abominação e mentira (Ap 21:27), nenhuma maldição (Apocalipse 22:3), a presença de Deus, o Pai, é reinante em nosso meio (Ap 22:4), só para citar alguns. Porém, para o preterista, não importa que a terra esteja sofrendo com a dor, tristeza, desastres, e os governos ímpios sob o comunismo e o islamismo radical. Mais de 50 milhões de crentes morreram desde 70 AD e houve 15.000 guerras – como pode isto ser “o Reino de Cristo”, o reino de paz, estabelecido pelo milênio? Além do mais, quando foi que o leão e o cordeiro pastaram juntos?

Implicações do intervalo de 40 anos

Observem como a posição preterista seria praticamente um impacto nos crentes de hoje. Muitos preteristas acreditam que passagens como Tito 2:13 referem-se à vinda de Cristo em 70 dC. Isto significaria que foi uma única esperança para os cristãos que vivem entre o tempo em que a Epístola foi escrita AD 65-66, e da destruição de Jerusalém. Paulo diz que a aparência de Cristo pela primeira vez, impacta a vida dos crentes na “idade atual.” Tito 2:12 diz, “instruindo-nos a renunciar à impiedade e aos desejos mundanos e a viver de forma sensata, justa e piedosa nesta era presente.” A gramática do versículo seguinte (2:13) relaciona as atividades de 2:12 para a atividade de “olhar para a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Cristo Jesus.”

Se 2:13 é uma referência ao ano 70 dC, como o preterista geralmente acredita, então o “tempo presente” em 2:12 teria terminado quando 2:13 foi cumprido. Portanto, a admoestação total de 2:12 foi temporária e aplicável somente aos cristãos, até o ano 70 dC. Isto significaria que a instrução “para negar a impiedade e as paixões mundanas e a viver de forma sensata, justa e piedosa nesta era presente” não se aplica diretamente à idade atual, mas à época passada, que terminou em 70 dC, quando “o aparecimento e a glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” ocorreu na destruição de Jerusalém. Infelizmente, essa lógica teria que ser a implicação prática da visão preterista aplicada a esta passagem e para a maioria do NT.

A implicação clara para os preteristas seria que Tito não tem relação alguma com a idade atual em que vivemos. Em vez disso, o texto foi aplicado por três ou quatro anos apenas se ele foi dirigido para os crentes até 70 dC, pois Paulo escreveu a Tito por volta do ano 65. Não há nenhuma maneira para um preterista usar esta passagem ou outras semelhantes como doutrina, repreensão, correção e educação na justiça para os crentes, se eles vivem agora os Novos Céus e a Nova Terra. No entanto, hipocritamente, muitos preteristas regularmente usam e aplicam estes textos de uma forma que praticamente nega a sua crença teórica de que Jesus voltou em 70 dC e agora estamos em alguma forma de Novos Céus e Nova Terra.

Esse erro preterista provoca a  crença de que não há grandes continuidades escatológicas à frente de nós, exceto a conversão dos judeus (Rm 11) e o julgamento final (Ap 20). Isso tem um impacto grande em cima da profecia Neo Testamentário, especialmente as Epístolas. É claro que a aplicação da interpretação preterista praticamente anula a aplicação direta do ensino das epístolas de nossa época atual. Assim como a Lei de Moisés foi dada por Deus a Israel para ser o foco de sua dispensação, as epístolas do NT  são o foco aqui, dando a visão e direção à igreja durante o “presente século”.

“Se o Preterismo é verdade”,  então a maioria das sanções negativas profetizadas na história só ficam nulas para nossa época. Porém, se o futurismo é verdade, então a grande apostasia ainda está por vir. Será que a atual igreja, apóstata e morna, encaixa-se nas profecias negativas que se referem a uma grande apostasia no fim dos tempos, ou devemos concluir que as dezenas de passagens falam sobre a apostasia cumprida em 70 dC, como exige o Preterismo?

Apostasia Presente e Futura

A teoria preterista de que estamos no Novo Céu e na Nova terra, também elimina a crença na Grande Apostasia. Se a  Grande Apostasia aconteceu no primeiro século, não temos garantia bíblica em esperar a apostasia aumentando à medida que progride a história; ao invés disso, devemos esperar  a cristianização crescente do mundo, o que não deixa de ser um absurdo diante do quadro apóstata da Igreja de nosso tempo.

Esta é outra área onde uma grande parte da NT, especialmente as Epístolas e Apocalipse, teria de ser ajustado longe do significado cristão que tem sido observado historicamente  nessas passagens. Um exemplo disto é visto na forma como as diferentes abordagens iria lidar com a advertência de Paulo em 2 Timóteo 3. Paulo começa dizendo que “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis” (3:1). Os “últimos dias” provavelmente se referem a toda a Igreja atual, ou talvez seja uma referência geral à parte final da era da Igreja atual. De qualquer maneira, é uma referência ao período de tempo antes da fase final da história que os preteristas insistem dizer que se cumpriram em 70 dC. Na verdade, Paulo passa a descrever como esses tempos serão caracterizados por homens que “serão amantes de si mesmo,” (3:2) “em vez de amigos de Deus” (3:4). O curso geral dos “últimos dias” é descrito como uma época em que “todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os homens maus e impostores irão continuar de mal a pior, enganando e sendo enganados” (3:12 -13). Portanto, se os “últimos dias” já vieram e se foram, devemos esperar que a perseguição aos piedosos estivesse ausente de nossa época.  De acordo com o preterismo, isso se aplica diretamente aos eventos antes de 70 dC, mas não após esse período.

A verdade é que a apostasia aumenta, não diminui, durante a era da igreja atual. Portanto, o Preterismo é errante, e esse erro faz com que eles apresentem uma interpretação teórica sobre esta e mais outras doutrinas do NT que dizem ter ficado longe no tempo, garantindo a Igreja de nossos dias que o cumprimento de tais doutrinas se encaixou nos anos 60 e 70 dC. Isso causou um bloqueio nas mentes confusas preteristas, impedindo-os de libertar muitos textos que foram dirigidos à nossa época atual. A interpretação preterista da profecia do NT está tão longe do que a Bíblia ensina que se tornou impossível a aplicação prática de seus ensinamentos para a presente era.

Satanás está amarrado ou solto?

A visão preterista relacionada com o trabalho atual de Satanás e os demônios devem refletir a sua teologia sobre o assunto. De acordo com esta  visão, Satanás está atualmente aprisionado (Ap 20:2-3), pisado e moído (Rom. 16:20). O inimigo não foi apenas derrotado  (legalmente) na cruz, mas tem sido esmagado de fato. Portanto, os bloqueios da estrada espiritual do mundo e do diabo foram removidos e só inimigos da carne é que agora podem dificultar os crentes de reinar e governar  no Novo Céu e Nova Terra. Por outro lado, se o aprisionamento e derrota final de Satanás ainda estão no futuro, então as exortações nas Epístolas fazem sentido na presente época. Exortações de como “resistir ao diabo e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7 b), “Sede sóbrios… vosso adversário, o diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando alguém para devorar,   “deis lugar a ira, mas não pequeis, não se ponha o sol sobre a vossa ira,  não dêem ao diabo…” (Efésios 4:26-27) e, “Porque a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra os principados, contra as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais” (Efésios 6:12), não seriam necessárias se satanás estivesse aprisionado. Estas são as instruções e táticas  a serem aplicadas pelo crente na presente época, porque ainda não estamos nos Novos Céus e Nova Terra.

Pensamento semelhante poderia ser aplicado a partir das implicações do preterismo em muitas passagens e temas da vida cristã. Basta Pensar: Não há mais sofrimento. Se nenhum sofrimento há, então não há necessidade de resistência. Não há necessidade de o processo de santificação que envolve sofrimento, fé, perseverança e esperança. Sem esperança, porque Cristo voltou em 70 dC e inaugurou um novo dia. Não há nenhuma apostasia da igreja, não há dor, sofrimento ou morte. Portanto, uma vez que estamos, obviamente, não vivendo sob tais condições, significa que o Preterismo também é uma grande farsa!

Os sofrimentos do tempo presente

Os Novos Céus e Nova Terra são para ser um momento de paz e descanso para o povo de Deus. A era anterior a este tempo será de sofrimento e luta. Novamente, se a interpretação preterista está correta, então a instrução das Epístolas NT sobre a questão do sofrimento só foram diretamente aplicados aos crentes até o ano 70 dC, porque nós agora vivemos no tempo de paz, e não “os sofrimentos do tempo presente” de que fala Paulo (Rm 8:18).

Apocalipse promete uma recompensa futura de co-regência com Cristo para os crentes que permaneceram fiéis e leais a Ele durante a presente época de humilhação (Ap 3:21, ver também 2:25-28). Apocalipse 3:21 não só promete reger o futuro com Cristo após essa idade atual de humilhação, mas observe também que faz uma distinção entre o futuro reino de Cristo e a promessa atual de Deus. “Ao que vencer, eu vou conceder a ele a sentar-se comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono.” Estas passagens não fazem sentido e certamente não se aplicam aos dias de hoje, se estamos no Novo Céu e na Nova Terra  dos preteristas.

Coisas que em breve devem ocorrer

REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo, Apoc 1:1

O Preterismo coletou aquilo que eles chamam de Textos do Tempo em Apocalipse, que levam a acreditar que o cumprimento do próprio Livro profético tinha que ocorrer durante o primeiro século. Estes são os textos:

 1) “coisas que brevemente devem acontecer” (1:1).

 2)  “Porque o tempo está próximo”  (1:3).

 3) “em breve virei a ti (tachús)”  (2:16).

 4) “Eis que venho sem demora (tachús)”  (3:11).

 5) “É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá (tachús)” (11:14)

 6) “As coisas que brevemente devem (tachos) ter lugar” (22:6).

 7) “Eis que venho sem demora (tachús)” (22:7).

 8) “Porque o tempo está próximo (Eggús)” (22:10).

 9) “Eis que venho sem demora (tachús)” (22:12).

10) “Sim, eu venho (tachús)”  (22:20).

Outras passagens citadas fora do Livro de Apocalipse

o dia está próximo” (Rm 13:12),”O fim de todas as coisas está próximo” (I Pedro 4:7), “a vinda do Senhor está próxima“(Tiago 5:8) e “o juiz está às portas” (Tiago 5:9).

Sabemos com certeza que as frases que falam da “proximidade” do Dia do Senhor não são declarações que Jesus retornaria em questão de meses ou anos.

Observem a similaridade com essas passagens:

Clamai, pois, o dia do Senhor está perto; vem do Todo-Poderoso como assolação”, Isaías 13:6.

Porque está perto o dia, sim, está perto o dia do Senhor; dia nublado; será o tempo dos gentios”, Ez 30:3.

“… o dia do Senhor está perto; porque o Senhor preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados… esquadrinharei a Jerusalém com lanternas, e castigarei os homens que se espessam como a borra do vinho, que dizem no seu coração: O Senhor não faz o bem nem faz o mal… O grande dia do Senhor está perto, sim, está perto…”, Sofonias 1:7-14.

A afirmação de que “o dia do Senhor está próximo” poderia não significar o próximo em meses ou anos porque eles foram feitos centenas de anos antes de 70 dC, a suposta época da sua realização!

A frase “as coisas que brevemente devem acontecer” (Ap 1:1) deveria ter sido traduzida como “as coisas que devem acontecer em um curto período de tempo.” Jesus disse simplesmente que os acontecimentos descritos na revelação teria lugar em um curto período de tempo ao invés de se arrastar por décadas.

A frase “venho sem demora” (Ap 3:11; 22:7,12,20) é outro erro de tradução horrível. A palavra “tachu” que é traduzida como “rapidamente”, significa “em breve”, ou seja, sem atraso, em breve, ou (de surpresa), de repente, ou prontamente: Levemente, de forma rápida.

Jesus diz a todos que Ele vai voltar de forma extremamente rápida. Ele vai aparecer do nada. Vai ser uma surpresa para aqueles que não estão prestando atenção ao Seu retorno (I Ts 5:2-4; Apoc 3:3; 15:15) O contexto exige que a tradução seja “de repente”. Sabemos que este é o entendimento correto, porque o Senhor disse que voltaria como um ladrão na noite (I Tess 5:2; II Pedro 3:10; Apoc 16:15), e como uma armadilha (Lc 21:34).

As frases “o dia está próximo” (Rm 13:12), “O fim de todas as coisas está próximo” (I Pedro 4:7) e “a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:8) são declarações de edificação. É uma maneira de o Senhor encorajar todos os crentes para mantê-los espiritualmente alerta. Crentes que estão espiritualmente alertas (sóbrios, acordados) não serão pegos de surpresa. Eles vão vê-lo chegando, porque há vários sinais claros que devem ter lugar antes da Tribulação começar (I Tess 5:1-6; II Tess 2:3).

Também sabemos com certeza que essas frases não têm muito efeito quando aplicadas aos textos do tempo da ala preterista, pois, por exemplo, Tiago escreveu que Jesus estava as portas na década de quarenta, quase trinta anos antes do seu alegado retorno em 70 AD. Não há nenhuma maneira de 25 a 30 anos serem considerados “à mão”. Eu poderia acreditar que dois anos é “na mão”, mas não 25 anos. Essa é a exigência na interpretação preterista, pois alegam que João escreveu Apocalipse menos de cinco anos antes da destruição de Jerusalém!

A frase “porque o tempo está próximo” (Ap 1:3) deve ser tomada no contexto. Jesus diz que aqueles que lerem a profecia e mantê-la são abençoados. A revelação também foi dada para os crentes que seriam perseguidos e para àqueles que veriam sua volta. Para serem capazes de aprender antes dEle retornar, e estudar cuidadosamente as profecias, prestando atenção para os acontecimentos descritos e quando teriam lugar.

O tempo de uma passagem é determinado tendo em conta todos os fatores da mesma passagem. Espero mostrar que esses termos são mais propriamente interpretados como indicadores qualitativos (indicadores não cronológicos) descrevendo como Cristo voltará.  Como é que ele volta?  Será “rapidamente” ou “de repente”.

Sem dúvida, a sobrevivência exegética da posição preterista gira em torno do significado dessas passagens. Quando eles chegam a textos que não parecem  harmonizar com sua opinião, se tomado claramente, eles geralmente revertem a seu “tempo” com relação as passagens, e dizem: “Seja qual for o significado dessa passagem, já estabelecemos que ela cumpriu-se  no primeiro século”. De acordo com essa crença, eles procuram no primeiro século informações para os eventos que compreendem o significado mais próximo apto para a passagem e, geralmente, encaixam o texto bíblico em discussão.

“Rapidamente”: como e quando?

Mateus 24:34, na frase, “esta geração” é a  passagem central usada pelo Preterismo. Sua sobrevivência depende deste detalhe.  Apocalipse se torna importante em suas tentativas de “preterizar” a maior parte da profecia bíblica contida no Livro. Assim, os termos “rapidamente” e “próximo” se tornaram a base para a sua insistência de que o livro do Apocalipse se cumpriu na destruição de 70 dC em Jerusalém.

Vamos prolongar a refutação pesquisando o termo “rapidamente”.

“Uma das pistas mais úteis interpretativa no Apocalipse, dizem os Preteristas, é a expectativa contemporânea do autor sobre o cumprimento da palavra profética”. Afirmam que João claramente esperava para breve o cumprimento de sua profecia.

A forma da palavra grega para “rapidamente” (tachos) é usado oito vezes no Apocalipse (1:1, 2:16, 3:11; 11:14; 22:6; 22:7; 22:12, 22: 20). Tachos faz parte de uma família de palavras relacionadas que podem ser usadas para significar “em breve”, como acreditam os preteristas, ou pode ser usada para significar “rapidamente” ou “de repente”, como afirmam muitos futuristas (maneira pela qual a ação ocorre).

Tachos é atestada na Bíblia como se referindo a ambas as possibilidades.  1 Timóteo 3:14 nos deixa a primeira pista quando diz: “Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa;” Por outro lado, Atos 22:18 é descritivo da maneira pela qual o ação acontece”, E vi aquele que me dizia: Dá-te pressa e sai apressadamente de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim.”

A “interpretação tempo” dos preteristas ensina que a palavra tachos usados no Apocalipse (1:1, 2:16, 3:11; 11:14; 22:06, 7, 12, 20) significa que Cristo veio em julgamento sobre Israel através do exército romano nos eventos em torno do ano 70 dC, a destruição de Jerusalém. Mas como é que a “interpretação” a maneira dos futuristas compreende o uso da família Tachos em Apocalipse? O futurista, John Walvoord explica:

Daniel declarou que aquilo que iria ocorrer “nos últimos dias” é aqui descrito como “em breve” (Gr., en tachei), isto é, “rapidamente, ou de repente“, indicando rapidez de execução após o início do que ocorre. A idéia não é que o evento pode ocorrer em breve, mas que quando isso acontecer, ele será repentino (cf. Lucas 18:08, Atos 12:7; 22:18; 25:4, Rm 16:20). Uma palavra similar, tachys, é traduzida como “rapidamente” sete vezes no Apocalipse (2:5, 16; 3:11; 11:14; 22:07, 12, 20).

Passamos agora a uma análise de como a palavra da família Tachos é usado no Apocalipse.

Suporte para a interpretação futurista

1. 1. O uso lexical. O léxico grego, líder em nossos dias, é Bauer, Arndt e Gingrich (BAG), que lista as seguintes definições para tachos: “velocidade, rapidez e pressa” (p. 814). As duas vezes que este substantivo aparece no Apocalipse (1:1; 22:6), é juntamente com a preposição en, fazendo com que esta frase gramaticalmente passe a funcionar como um advérbio revelando-nos da forma “repentina” em que esses eventos terão lugar. Eles vão ocorrer “rapidamente“.

A outra palavra na família tachos usados no Apocalipse como um advérbio é tachús, que em todas as seis vezes ocorre com o verbo érchomai, “vir” (2:16, 3:11; 11:14; 22:07, 12, 20). BAG dá como seu significado “rápido, rápido, rápido” (p. 814) e, especificamente, classifica os seis usos no Apocalipse como significando “sem demora, rapidamente, ao mesmo tempo” (p. 815). Assim, ao contrário do pressuposto de tempo do preterismo, que tomam todas as ocorrências como uma referência ao tempo, BAG (outros léxicos também concordam) recomenda uma tradução descritiva da maneira em que as coisas vão acontecer (Apoc 2: 16, 3:11; 11:14; 22:07, 12, 20).

Evidente que uma ação rápida pode ocorrer no momento mesmo, como em Mt 28:7-8: “Ide depressa e dizei aos seus discípulos e eles partiram rapidamente do sepulcro…”, mas o pensamento não é que eles demoraram, ou esperaram algo para ir, mas que seu movimento foi rápido.  Se o Senhor fala sobre este contexto de Apocalipse nos dias em que João viveu então Ele não quis dizer que Ele estava voltando em breve, mas rapidamente e de repente sempre que o tempo, o fim dos tempos, exige sua chegada; é a rapidez do seu movimento que enfatiza a palavra.

Estes termos não são descritivos de quando os eventos ocorrem e nosso Senhor virá, mas sim, descritivo da forma em que terá lugar quando eles ocorrem. Este tipo de frase adverbial em Apocalipse pode de forma mais precisa ser traduzida como “com rapidez, de forma rápida, de uma só vez, em um ritmo rápido [quando ocorre].”

Detalhe esquecido pelo Preterismo

Se João começou a escrever Apocalipse na década de 60, pós 62 até 66, como afirmam os preteristas, os crentes tinham menos de quatro anos para estudar todo o livro. Levou tempo para que o manuscrito ficasse pronto, e mais tempo ainda levaram as cópias que foram enviadas as sete Igrejas, que deveriam ser distribuídas por todo o Império Romano. Concluímos então que a maioria dos cristãos da época nem chegaram a ler o Apocalipse. Os que tiveram a sorte de ler e estudar o fizeram em pouquíssimo tempo. Portanto, menos de quatro anos não é tempo suficiente para alguém, ou uma congregação inteira, ser capaz de compreender as profecias contidas no Livro, a menos que estudassem oito horas por dia. Outro detalhe que destrói totalmente a alegação preterista, é que o Apóstolo João escreveu a sete Igrejas na Ásia, mas nunca enviou sequer uma carta a congregação em Jerusalém. Esse é o maior furo preterista: Segundo eles João escrevia sobre a destruição de Jerusalém, alertando sobre o que ocorreria, mas não enviou sequer uma carta à Igreja da cidade santa.

É ilógico que se pense que Jesus deu esta revelação de vital importância menos de quatro anos antes de seu retorno. Não é tempo suficiente para os crentes estudá-la e ter uma compreensão significativa do mesmo, especialmente porque a grande maioria dos crentes nunca o leu. Os escritos do Novo Testamento levaram vários anos para serem distribuídos por todo o Império Romano. O Senhor Jesus não iria esperar até poucos anos antes de seu retorno para dar esta revelação.

O Preterismo não serve a nenhum propósito útil para os preteristas hoje, exceto para refutar os futuristas. Isso é um desperdício colossal de tempo. Os preteristas deveriam dedicar todo seu tempo para compartilhar o Evangelho com os perdidos, não tentando converter futuristas, historicistas e outros à sua doutrina. A sua falsa doutrina não pode edificar ninguém. Ela só pode confundir e dificultar a propagação do Evangelho e causar dissensão dentro do corpo de Cristo (Gl 5:20).

O Senhor Deus de Israel ditou profecias através de Seus profetas que não foram cumpridas por várias centenas de anos. Por que ele iria mudar esse padrão na dispensação do Novo Testamento e lançar profecias que foram cumpridas em questão de algumas décadas e, no caso do livro de Apocalipse, em menos de quatro anos? Não faz sentido e é contrário à sua natureza padrão, e não está de acordo com a declaração de que ele nunca muda (Heb 13:8).

Os discípulos de Jesus não viram seu retorno

Outra prova irrefutável de que a doutrina preterista está errada é a afirmação clara de Jesus  aos discípulos de  que eles não iriam ver seu retorno físico,

 “E disse aos discípulos: Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis.” (Lc 17:22). É por isso que Ele lhes disse para não se preocupar com seu retorno, quando pediu-lhe para dizer-lhes quando Ele voltaria (Atos 1:6,7).

Outra declaração em Atos 1 que deixa subentendido que sua aparição novamente a eles ocorreria apenas no fim dos tempos.

9          “… [ Jesus ]…  foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.

10        E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco.

11        Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”.

E por fim, a clássica declaração em Lucas.

Luc 13:35 –     Eis que a vossa casa se vos deixará deserta. E em verdade vos digo que não me vereis até que venha o tempo em que digais: Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

Nada disso ocorreu em 70 dC!

Exemplos no Antigo Testamento

É importante notar  as passagens que até mesmo por  estimativas mais conservadoras, não poderiam ter ocorrido durante centenas, até milhares de anos depois de previstas. Por exemplo, Isaías 13:22 diz: “… pois bem perto já vem chegando o seu tempo, e os seus dias não se prolongarão…”. Isto foi escrito por volta de 700 aC, predizendo a destruição de Babilônia, que ocorreu em 539 aC. Da mesma forma, Isaías 5:26 fala da forma, e não o período de tempo, pelo qual a invasão assíria de Israel “virá com velocidade rápida.” Isaías 51:5 diz: “Perto está a minha justiça, vem saindo a minha salvação, e os meus braços julgarão os povos; as ilhas me aguardarão, e no meu braço esperarão.” Esta passagem, provavelmente, será cumprida no milênio, mas nenhum intérprete ousaria colocá-la mais cedo do que primeira vinda de Cristo, pelo menos, 700 anos depois de ter sido dada. Isaías 58:8 fala da recuperação de Israel como acontecendo “rapidamente”, Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda.  Se for uma “passagem de tempo”, então o mais antigo que poderia ter acontecido é 700 anos mais tarde, mas a bem da verdade, é que a previsão ainda ocorrerá. Muitas outras citações no Velho Testamento podem ser  reunidas para dar apoio a interpretação futurista em Apocalipse.

Detalhes que atrapalham o Preterismo

Temos varios textos em Apocalipse sugerindo que Jesus voltaria breve

Eis que venho sem demora”  (3:11).

Eis que venho sem demora” (22:7).

Eis que venho sem demora” (22:12).

Jesus disse: “Eu estou voltando brevemente

Sim ou não?

Jesus voltando breve, como foi dito por João, significa que tomaria um tempo de mais de dois milênios, pois ele ainda não voltou. Muitos preteristas concordam que Jesus ainda não voltou. Por que então as coisas que em BREVE devem acontecer significar que João escrevia sobre a destruição de Jerusalém que estava as portas?

REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo, Apoc 1:1

Mas o preterista continua:.” Os eventos registrados aqui no Livro do Apocalipse tinham que ter sido cumpridos brevemente, dentro de uma geração da morte de Cristo.

Estava Jesus dizendo que Ele voltaria rapidamente, como em breve, alguns poucos anos depois que João escreveu essas  palavras? A maioria preterista vai alegar que nao, mas continuarao alardeando que o breve do verso 1, capitulo 1 de Apocalipse, deve signiicar que a destruicao de Jerusalem era para breve, pois assim Joao resgistrou.

Portanto, estabelecer a data anterior a 70 dC para a escrita e cumprimento de quase vinte capítulos do livro de Apocalipse, firmando-se em Apocalipse 1:1,  concluindo que João registrou os acontecimentos que em breve viriam sobre Jerusalém, colocam problemas consideráveis grandes no caminho do intérprete preterista.

E mais ainda, o pior nisso tudo é que o preterista parcial ainda quer manter no futuro os contextos de Apocalipse capítulos 19,20 e 21,  os quais,  para sua interpretação confusa ter êxito, não deveriam estar localizados antes do capítulo 22:6, 7, 10, 12, 20).  Quando o  preterista é confrontado com tais versículos eles começam a suar frio, mas mesmo assim  fazem vista grossa diante de uma passagem extremamente prejudicial ao seu sistema herético. Provavelmente ainda não perceberam que são obrigados a reconhecer que o Segundo Advento de Cristo e o julgamento final já ocorreram, o que estaria em total desacordo com tudo que o cristianismo ensinou ate a presente data.

Veja o leitor que o texto temporal, o qual exige o breve para logo, é também encontrado no final do Livro de Apocalipse (Ap 22:6, 7, 10, 12, 20), o que logicamente conduz à conclusão de que todo o Livro  foi cumprido em 70 dC.

 “E ele me disse:” Estas palavras são fiéis e verdadeiras”, e do Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer.”

Esta passagem está localizada no fim do Livro,  exatamente após a destruição da Jerusalém Babilônia (Ap 18), e ainda se diz  sobre coisas que em breve devem ocorrer. No entanto, o jeitinho preterista, da linha menos radical, usa Apocalipse 20:7-9  como referência para a segunda vinda de Jesus, que ainda ocorrerá no futuro. Como entender agora quando exigem que o “em breve” no inicio do Livro venha tratar da destruição de Jerusalém que seria breve, mas quando esbarram no breve aqui eles estendem o cumprimento para milênios a frente?

Isso cria uma contradição tão medonha dentro da marca preterista que seria bem melhor se nem tivessem tocado em Apocalipse 1.1. Uma vez que  22:6 é uma afirmação referindo-se a todo o livro de Apocalipse, seria impossível tomar breve  como uma referência para o ano 70 dC  e ao mesmo tempo sustentar que o breve de Apocalipse 1:1 ensina que a queda de Jerusalém estava para acontecer em breve. O  preterismo precisa aqui, urgente, adotar uma visão semelhante ao futurismo ou mudar totalmente para a visão preterista extrema, que compreende todo o livro de Apocalipse como a história do passado eliminando assim qualquer interpretação para uma segunda vinda futura, a ressurreição, julgamento do grande trono branco e punição de Satanás, como também do milênio…

Preteristas, até breve…

Sinais Anteriores à VINDA de Jesus II

Para que a leitura não ficasse cansativa eu separei o assunto em duas partes para melhor compreensão. Lembre o leitor que os discípulos fizeram a Jesus, não uma, mas três perguntas.

E estando ele sentado no monte das Oliveiras, os discípulos vieram a ele em particular, dizendo: Dize-nos quando serão essas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do fim do mundo? Mat 24:3

1 quando serão essas coisas (Pergunta feita em cima de uma palavra de Jesus com relação templo, do qual ele disse que não ficaria pedra sobre pedra).

2 qual será o sinal da tua vinda?

3 qual será o sinal do fim do mundo?

A questão dos discípulos estava relacionada com a destruição de Jerusalém, a vinda de Jesus e o fim do mundo.

Jesus respondeu de uma maneira indicando que a destruição de Jerusalém seria uma coisa e sua vinda e o fim do mundo seriam outras. Está claro em todo o capítulo que Jesus mistura elementos envolvendo os três eventos em sua resposta. Desde os primeiros versículos de Mateus 24 para 25:46, a ênfase maior foi na sua segunda vinda.

Será que os preteristas poderiam responder onde estão as respostas de Jesus em Mateus 24 para essa indagação dos discípulos,

“… que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”

Se 90 % de Mateus 24 cumpriu-se na destruição de Jerusalém, então devemos apenas esperar sua segunda vinda, sem que antes aconteçam tribulações, angústias das nações, sinais nos céus e na terra, terremotos e guerras e etc…

Seria possível admitirmos que Jesus, aqui nessa sequência,  responde aos discípulos sobre acontecimentos que precederiam a queda de Jerusalém em 70 dC?

“… Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”, v 5 do capitulo 24 de Mateus.

“E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim”, v. 6

“… se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares”, v.7.

“Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão”, v 10.

“… surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos”, v 11.

“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”, v.12.

“Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”, v.13.

“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim”, v 14.

“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo; quem lê, atenda”, v. 15.

“Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver”, v.21.

“E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias”, v.22.

“Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito”, v.23.

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”, v 24.

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas”, v.29.

O  preterista em sua desesperada defesa cita uma passagem paralela em Lucas que trata explicitamente do cerco de Jerusalém,

Lucas 19

20 Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação.

21 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela.

22 Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas.

23 Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias! porque haverá grande aperto na terra, e ira sobre este povo.

24 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos…”.

Evidente que Jesus responde nesta específica passagem  a primeira pergunta dos discípulos. No entanto, o preterista não quer considerar que Jesus também responde, tanto em Lucas, Mateus ou Marcos, fatos que acontecerão antes da sua vinda e do fim do mundo.

Vou aqui usar elementos da mesma passagem de Lucas, e tentar localizar os acontecimentos ali descritos para antes da queda de Jerusalém. Observem como eles ficarão fora de tempo e lugar.

25 E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.

Jerusalém fica a mais de 50 milhas do porto de Jope, mas não sei por que a Bíblia diz sobre espanto dos moradores de Jerusalém pelo bramido do mar e das ondas. Quem sabe dizer por as nações ficaram angustiadas pelo bramido do mar e das ondas antes de 70 dC se a batalha era travada apenas entre Jerusalém em Roma na região da Judéia, e em terreno seco?

Segue

26 Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas.

Essa aqui é simplesmente impressionante: os homens de Jerusalém desmaiaram de terror pelas coisas que sobrevieram AO MUNDO todo!

Que coisas ocorreram no MUNDO TODO em 70 dC que fez com que os moradores de Jerusalém desmaiassem de terror? Por que o Senhor Jesus fala sobre a “… expectação das coisas que sobrevirão ao mundo” se a guerra era localizada em Jerusalém apenas?

27 E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória.

O então faz a coesão de todos os elementos acontecendo dentro da mesma profecia. Em outras palavras, Jesus dizia que estas coisas ocorreriam imediatamente antes da  sua vinda. Jesus não falava aqui para a geração sobrevivente dos seus dias, pois a esta geração citada aqui é prometida redenção, e não destruição como ocorreu com a geração de 70 dC. Observe o texto abaixo,

28 Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima.

Que coisas? As calamidades descritas aqui em Lucas, Mateus e Marcos.

Queria saber onde neste vasto planeta está o preterista que responderá este questionamento:

Jerusalém estava para ser destruída totalmente. Quase um milhão de judeus foram dizimados, sem contar os que tiveram que fugir doentes e outros padecendo de fome. Uma multidão morreu de inanição no caminho, e muitos  morreram depois de doenças, e Jesus ainda diz que a redenção deles estava próxima?

Evidente que Jesus responde aos discípulos exatamente as três perguntas que lhe foram dirigidas. A tese preterista de que Jesus não responde sobre sua vinda e sobre o fim do mundo, não procede. Jesus mistura elementos da destruição de Jerusalém em Lucas e Mateus, mas fala muito mais sobre os sinais que precedem sua vinda e o fim do mundo.

Sinais Anteriores à VINDA de Jesus

Os discípulos mostraram a Jesus a beleza do Templo e sua estrutura (Mat 24:1); Jesus explica-lhes que daquela casa não ficaria pedra sobre pedra. Eles questionam o Senhor da seguinte forma:

“… Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”

Foram três perguntas:

A primeira está embutida  em “quando serão essas coisas”, pois questionavam diante da indagação do mestre sobre o tempo em que ocorreria a destruição do Templo. Em seguida eles fazem a segunda e terceira perguntas,

“…  e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”

Porém, segundo o preterismo, Jesus não respondeu as duas últimas, o que faz determinar justamente o que pretendem:  “O Capítulo 24 do Livro de Mateus faz apenas referência  as calamidades que vieram sobre Jerusalém em 70 dC”.

Sendo assim, pestes em vários lugares, terremotos em vários lugares, fome em vários lugares, nação se levantando contra nação, reino contra reino, frieza do amor a Deus e etc., são previsões que foram feitas para antes da destruição de Jerusalém.

Vou apresentar aqui o que um preterista afirmou no seu desesperado esforço ao tentar justificar o suposto silencio de Jesus para a segunda e terceira perguntas,

“… Quanto aquele dia e àquela hora não há sinal, pois só o PAI saberá o momento”. Em Marcos 13 ele diz que nem o Filho sabia”.

Mateus 24

36. Quanto àquele dia e àquela hora (VOLTA DO SENHOR), ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai.

Marcos 13

32. A respeito, porém, daquele dia ou daquela hora (VOLTA DO SENHOR), ninguém o sabe, nem os anjos do céu nem mesmo o Filho, mas somente o Pai.

Resumindo os apóstolos pediram um sinal do fim do mundo e da volta do Senhor e a resposta foi que não haveria sinal, pois a volta do senhor é como um ladrão.

O único sinal que existiu é que após as tribulações que ocorreram naquela geração ele estaria a porta para voltar a qualquer momento.

“Esse momento só o PAI saberá”.

O que ele pretende afirmar, é que Jesus nada respondeu sobre os sinais que antecederiam sua vinda, ou que não haveria sinais, resumindo as palavras do Senhor como se ele mesmo tivesse feito um silêncio proposital sobre estes sinais quando disse, “daquele dia e hora ninguém sabe“. Ora, Jesus não quis dizer que não haverá sinais antes da sua vinda, mas apenas diz que o dia exato dela só o pai sabe. Jesus não deixou os discípulos presentes sem resposta, e muito menos aqueles que seriam discípulos nos tempos futuros.

Reuni aqui algumas passagens de Mateus, que segundo os preteritas, cumpriram-se antes da destruição de Jerusalém

6,7 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai… Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

O preterismo não consegue explicar por qual motivo, Jesus, ao alertar os discípulos sobre a destruição de Jerusalém, lhes falou sobre guerras e rumores de guerras, como também se levantaria nação contra nação e reino contra reino, aflições e angustias das nações, se a guerra estava restrita apenas na região Israelita, mais exatamente na cidade de Jerusalém.

Como o preterismo poderia explicar as tantas evidencias em nossos dias que só podem ser desvendadas por contextos como o de Mateus capítulo 24 se eles anulam as profecias, alegando que seu cumprimento total já se realizou em 70 dC? Onde buscaremos vestígios proféticos que nos expliquem o porquê de tantas calamidades acontecendo na presente era? Se as predições de Jesus em Mateus 24 se perdem na destruição de Jerusalém, deveríamos esperar uma cristianização da humanidade e um tempo de preservação e recuperação. Portanto, se aceitamos a teoria preterista, não podemos ter ideia dos motivos de tanta fome, peste, guerras e rumores de guerras, terremotos e destruição em várias partes do planeta, em nosso tempo!

Jesus alguma vez fez algum tipo de previsão parecida para nossa época? Segundo eles não!

Tudo se cumpriu antes da destruição de Jerusalém!

11 E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

São tantos!

Provavelmente, para os preteristas, os MUITOS falsos Cristos e falsos profetas que enganariam multidões, situação prevista aqui por Jesus, devem ser a meia dúzia que apareceu antes da destruição de Jerusalém. Não houve previsões e alertas sobre os falsos cristos e falsos profetas que vimos aparecer nos últimos dois séculos. Estes falsos profetas de hoje devem ser uns intrometidos escatológicos…

Será possível que Jesus nada disse sobre o engano dos últimos dias? E Pedro, profetizou algo para nossos dias dentro desse contexto? Jesus, o mestre por excelência, teve sua palavra sugada e cumprida nos falsos profetas que apareceram antes da destruição de Jerusalém! Que disparate!

E aqueles preditos por Pedro, apareceram antes de 70 dC ou a profecia alcança os últimos tempos?

2 Pd 2:1 E TAMBÉM houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.

2 E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.

3 E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

Aqui vai a palavra do mestre sobre o assunto,

Mat 24:11  E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.

O preterismo conclui que Pedro faz referência aos falsos profetas dos últimos tempos, mas Jesus falava dos que apareceriam antes da destruição de Jerusalém. Uma salva de palmas para o preterismo!

Vamos seguir com as coisas que se cumpriram antes da destruição de Jerusalém, segundo o preterismo,

12, E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará de quase todos. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo.

Para os preteristas o amor entre os moradores da Jerusalém de 70 dC, esfriava, enquanto a iniquidade aumentava. A doutrina preterista é uma tremenda anedota!

Mais de um milhão de Judeus foram mortos. Posteriormente milhares morreram de fome e outros de doenças, e Jesus ainda disse que aquele que perseverar até o fim [da destruição da cidade] seria salvo. Leia o versículo outra vez.

Algum preterista poderia explicar como os judeus massacrados e sem pátria foram salvos?

Agora veja essa sequência e observe como Jesus inclui elementos da destruição de Jerusalém e da sua Vinda

16 Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes;
17 E quem estiver sobre o telhado não desça a tirar alguma coisa de sua casa;
18 E quem estiver no campo não volte atrás a buscar as suas vestes.
19 Mas ai das grávidas e das que amamentarem naqueles dias!
20 E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado;
21 Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver.
22 E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias.
23 Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;
24 Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.
25 Eis que eu vo-lo tenho predito.
26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto, não saiais. Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.
27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do homem.
28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão as águias.

Aqui é dito sobre as aflições “daqueles dias”. Que dias?

29 E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas.

30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.

Que dias são esses de aflições tão grandes que vem imediatamente antes da sua segunda vinda?

“… E, logo depois da aflição daqueles dias… aparecerá no céu o sinal do Filho do homem…”.

Jesus não dizia que logo depois das aflições que sobrevieram a Jerusalém apareceria no céu o sinal do Filho do Homem. Se fosse assim, então o Senhor já retornou. Pior que para alguns preteristas, que advogam a favor de uma vinda futura de Jesus, esse LOGO DEPOIS já demora mais de dois mil anos. Óbvio que Jesus aqui fala sobre eventos que antecedem sua vinda, e não sobre coisas que vieram sobre a Jerusalém de 70 dC.

Em seguida vai acontecer o arrebatamento

31 E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.

32 Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.

Aqui Jesus fala de Israel, a figueira que secou e brotou novamente em 1948; Jesus falava da geração que viveria no fim dos tempos. Quando ele diz sobre a geração que não passaria sem que todas essas coisas acontecessem, o Senhor faz referência também a geração pós-restauração do estado judeu.

Muitas das calamidades descritas nos versos anteriores são para o fim dos tempos, pois estão interligadas com a segunda vinda de Jesus. Não é possível de forma alguma separar “todas essas coisas” da vinda do Senhor, pois é dito que essas coisas aconteceriam bem próximas à sua vinda. Jesus não veio em 70 d.C. Portanto, essas palavras abaixo só fazem sentido para a geração que vai presenciar a sua segunda vinda,

33 Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.

34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam.

Jesus fala de duas gerações – duas épocas – para seus ouvintes. Tanto pode ser para a geração que presenciaria a destruição de Jerusalém, como também para a geração que viverá depois da restauração da nação de Israel, da figueira que brotou novamente.

O discurso do mestre em Mateus 24 fala mais sobre o tempo do fim do que da destruição da cidade de Jerusalém em 70 dC pelo exercito romano. É isso que Ele deixa entendido no versículo seguinte, que o tempo vai passar, mas as palavras proféticas avançariam até o fim do mundo!

35 O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar.

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