Autor: Defensores da Fé

ONDE estava o Apóstolo João?

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000000019Quando e onde foi escrito o Apocalipse? Certamente uma quantidade incontável de leigos e professores de escola bíblica, incluindo teólogos da melhor qualidade, respondam a uma só voz: “Evidente que foi em Patmos!”

A nossa teologia escatológica deixou-nos um legado irreversível e padronizado sobre João em Patmos através de mensagens limitadas a uma visão tradicional imutável. Provavelmente muitos entre os cristãos do nosso tempo, sejam eles leigos ou não, dificilmente tentariam dar uma olhadela ao redor para descobrir se tudo ocorreu mesmo da maneira como aprenderam. O quadro apocalipse exilio, pintado pelo ensino tradicional e entregue a cristandade, foi de um João totalmente sozinho e a vontade numa Ilha deserta do Mar Egeu, bem tranquilo e com total liberdade para escrever, editar, melhorar e enviar para as Igrejas localizadas nas regiões da Ásia Menor, o seu mais assombroso e espetacular  Livro jamais escrito, o Apocalipse.

Porém, como estamos aqui refutando as peripécias do Preterismo, é necessário dizer que todo o artigo é um confronto comandado pelo testemunho da história e das Escrituras contra as afirmações feitas por esta facção  com relação a datação do Livro.

A doutrina preterista ensina que  João foi enviado para a ilha de Patmos na década de 60 dC, onde recebeu e fez um registro de todas as visões do Apocalipse, que dizem ser um tratado profético concernente a invasão romana sobre Jerusalém/Israel em 70 dC. No entanto, como veremos, essa teoria complica extremamente a alegação do preterismo, que localiza o Apóstolo em Patmos  no governo de Nero, enquanto o testemunho da história garante que  ele foi exilado pelo imperador  Domiciano, que reinou de 81 a 96 dC.

Irineu atesta no quinto livro de sua obra Contra as Heresias que, “… a revelação [o Apocalipse]… foi vista há não muito tempo, mas quase em nossa própria geração, no final do reinado de Domiciano”. Se Domiciano foi condenado à morte em AD 96, consequentemente, e de acordo com Irineu, podemos concluir que o Apocalipse foi entregue a João em algum ponto dentro do mesmo ano, ou pouco antes. Obviamente, questionamentos devem surgir com respeito ao curto espaço de tempo dado a ele para reunir estas revelações e registrar em livro enviando o original para cada congregação da Ásia menor antes de deixar o exílio.

Clemente de Alexandria (155-215 AD) diz que João voltou da ilha de Patmos “depois que o tirano estava morto” (Quem é o homem rico?), e Eusébio, conhecido como o “Pai da História da Igreja”, identifica o “tirano”, como Domiciano (História Eclesiástica III 23).

Assim, como visto, a história testifica que João recebeu o Apocalipse pouco antes de ser liberto do seu cativeiro. Portanto, podemos inferir que ele esteve bem atarefado em Patmos diante de tão grande responsabilidade, pois, exilado em condições precárias, ainda assim conseguiu registrar tudo que viu em um livro enviando o original para fora da Ilha num tempo relativamente curto.

O Formato de um Livro

Não sei se o leitor sabe qual foi o motivo que levou João a Patmos; a tradição afirma que estando irritado por ter lançado o Apóstolo num caldeirão de óleo fervente e este não ter morrido, Domiciano o enviou para o exílio no intuito de silenciá-lo quanto ao testemunho do Senhor Jesus. Mas, ao que parece, João ainda assim continuava testificando de Cristo, pois  mesmo estando preso ele registrava as revelações recebidas.

Como solucionar esta aparente contradição?

Primeiramente devemos dar atenção à  introdução do Livro; atente o leitor para aquilo que começa a tomar o formato de um tratado profético quando observamos os detalhes no contexto que vem a seguir. A passagem nos deixa pistas de que João já havia recebido as revelações nesse momento, e, ao que tudo indica, ele não estava escrevendo do cativeiro em Patmos. Veja o que ele diz em Apocalipse 1:1, 2, que mais parece uma introdução de um livro que começa a tomar forma.

REVELAÇÃO de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo. O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto”.

Veja como o versículo apresenta os verbos, o que deixa subentendido que as visões já haviam sido transmitidas. Atente para a frase, “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu”, e que ele enviou a João. Ou seja, nesse instante, que sem dúvida é o momento da preparação do Livro, João já havia recebido as visões, pois o verso acrescenta que Jesus notificou a João e que João testificou acrescentando que ele também viu, o que podemos concluir como “já visto” quando atentamos para o detalhe em “tudo o que tens visto”, sugerindo que as revelações já haviam sido dadas. Como sabemos disso?  Precisamos apenas encurtar o versículo deixando-o assim,

“… Jesus… as enviou e notificou a João, o qual testificou de tudo que tens visto”. Estamos no verso um e dois, mas João já diz sobre coisas que viu. Observe o tempo dos verbos mais uma vez: Jesus enviou, Jesus notificou, João testificou, ou seja: confirmou. Isso parece um registro feito para ser inserido no fim do Livro, mas não foi.  Por que João escreveu dessa forma já no capítulo um? O que parece é que ele já havia recebido as visões e revelações do Senhor nesse momento. Observe o leitor que mesmo estando no inicio dos registros já podemos ler a sentença: “testificou de tudo que viu”.

O quadro parece de um João pós-exílio, em algum outro lugar pronto para organizar a escrita de todas as coisas que recebeu. No verso três ele chama de bem aventurados os que leem e guardam as palavras desta profecia; o problema é que estamos no capítulo um onde ele nem mesmo começou a registrar as profecias, além de insinuar um livro sem ao menos ele ainda ter tomado forma.

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”.

O que observamos em Apocalipse 1:1-3 é o típico modelo de um prólogo, ou seja, a introdução de uma obra literária. No caso aqui, é como se João  tivesse anotações diversas, mas  estava colocando-as em ordem.

Concluímos que, das duas uma: ou João se preparava para organizar as revelações que recebeu em Patmos transferindo para um livro o que teria ali no exílio anotado em pergaminhos diversos, ou ele escreveu tudo fora da Ilha sem nenhum registro prévio dependendo apenas da memória e do Senhor Jesus (João 14:26). O testemunho de um pai da Igreja pode nos ajudar nesse contexto. Vitorino, bispo de Pattau em Pannonia e que sofreu o martírio sob o imperador Diocleciano em 303 dC, escreveu em cerca de 270 AD no décimo capítulo de seu “comentário sobre o Apocalipse do bem-aventurado João”,

“… Quando João recebeu essas coisas ele estava na ilha de Patmos, condenado ao trabalho nas minas por César Domiciano. Lá, portanto, ele viu o Apocalipse, e quando envelheceu ele pensou que deveria finalmente receber sua quitação pelo sofrimento.  Domiciano foi morto e todos os seus juízos estavam descarregados. João foi demitido das minas, assim, posteriormente, entregou o mesmo Apocalipse que ele havia recebido de Deus”.

Brilhante o texto de  Vitorino, pois além de confirmar que João foi exilado no governo de Domiciano, ele também testifica que o Apóstolo entregou o Apocalipse depois de ser liberto do cativeiro.

Veja o detalhe no fim do seu comentário,

 “… João foi demitido das minas, assim, posteriormente, entregou o mesmo Apocalipse que ele havia recebido de Deus”.

Nesta altura dos relatos acredito que já pairam algumas dúvidas na mente dos leitores quanto a João ter entregado o Livro de Apocalipse para as Igrejas da Ásia enquanto estava no exílio.

Em Patmos ele foi informado de que deveria ainda profetizar a muitos povos, e nações, e línguas, e reis. “E disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis” (Apocalipse 10: 11). Lembre-se que no verso anterior João mesmo escreve sobre os registros inseridos neste Livro, o que chama de profecia. E isto está de acordo com o padrão revelado pelo Senhor, que aquilo que muitos homens de Deus escreveram foi profecias transformadas em Escrituras, como atesta Pedro, “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo“, 2 Pe 1:21, o que João confirma mais uma vez em Apocalipse 22:18 quando fala sobre “… as Palavras da profecia deste Livro…”.

Portanto, o que se cumpre – com ênfase no contexto principal que é a importância extrema no envio da mensagem do Apocalipse – é exatamente o que foi dito no capítulo 10:11 do Livro, de que o Apóstolo profetizaria “… OUTRA VEZ para muitos povos, e nações, e línguas e reis”. Assim, as visões que foram mostradas a João no exílio no final do reinado de Domiciano e perto da sua libertação tomaram o formato de Livro Profético ( o qual foi entregue às Igrejas da Ásia Menor, como também aos cristãos de todos os tempos), somente depois que ele foi liberto do seu cativeiro.

Onde João estava?

Atente para a redação deste versículo, o qual nos deixa forte indício de que João, enquanto escrevia estas palavras, não mais estava no exílio,

Apocalipse 1:9  Eu, João, irmão e companheiro de vocês no sofrimento, no Reino e na perseverança em Jesus, estava na ilha de Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.

A NTLH acaba de vez com toda esperança preterista,

Apocalipse 1:9  Eu sou João, irmão de vocês; e, unido com Jesus, tomo parte com vocês no Reino e também em aguentar o sofrimento com paciência. Eu estava na ilha de Patmos, para onde havia sido levado por ter anunciado a mensagem de Deus e a verdade que Jesus revelou.

É necessário observar um detalhe no texto, aquilo que parece ser a típica introdução de um prisioneiro que se prepara para escrever suas memórias depois de ter sido liberto do seu cativeiro,

“… Eu estava na ilha de Patmos, para onde havia sido levado”.

João e Domiciano

Sendo João aprisionado no governo de Domiciano, um rei romano cruel ao extremo podemos imaginar quantas dificuldades o cercavam no exílio. Sabemos com certeza que ele não teve as facilidades para a escrita como temos hoje. Além disso, sendo o local propriedade de Roma, era também uma mina de trabalhos forçados, o que nos leva a concluir sem sombra de duvidas que o Apóstolo não  estava ali de férias.

Quero transcrever aqui uma contribuição enviada a mim pelo Apologista e amigo Lucas Banzoli que encaixa perfeitamente neste contexto:

“… a ilha de Patmos era uma prisão sem muros, onde os prisioneiros eram obrigados a trabalhar nas minas de carvão. Era uma ilha isolada do continente e se localizava no mar Egeu. Por ser separada do continente seria IMPOSSÍVEL a João “pegar um barco” e enviar suas inúmeras cópias do Apocalipse para as mais diversas regiões do Império Romano, inclusive às sete igrejas da Ásia mencionadas nos capítulos 2 e 3, estando preso e submetido a trabalhos forçados em uma ilha completamente isolada do continente“. Citado em HERESIAS CATÓLICAS – “Revelação bombástica contra o preterismo

Diante desse quadro devemos nos perguntar: como João conseguiu enviar para as Igrejas locais da Ásia – sem impedimento algum – um livro profético inteiro, recheado de denuncias contra Roma alertando os cristãos que seriam perseguidos pelo mesmo império que ali o aprisionou?

O historiador da igreja Eusébio Pamphilio, que nasceu em cerca de 260 e morreu antes de 341, e foi Bispo de Cesaréia na Palestina, no capítulo 18, Livro 3 de sua História da Igreja, Atesta:

“… o apóstolo e evangelista João, que ainda estava vivo, foi condenado a morar na ilha de Patmos, em consequência de seu testemunho à palavra divina…”.  Eusébio esclarece que João foi exilado em função do seu testemunho por Cristo, o que não nos permite acreditar que ele, enquanto cativo, tenha concluído e enviado para fora do exílio seu mais importante testemunho, o Livro de Apocalipse.

Atente para estes escritos, e entenda o amigo leitor como estava o clima no governo de Domiciano; “… Domiciano foi particularmente cruel e ostensivo imperador romano, que reinou de AD 81-96. Ele regularmente prendia, encarcerava e executava seus inimigos, até mesmo os nobres e senadores romanos, confiscando suas propriedades para seu próprio uso. De acordo com a Enciclopédia Britânica, “Os anos 93-96 foram considerados como um período de terror até então insuperável“.

A Enciclopédia também nos informa que “Uma fonte de escândalo foi sua insistência em ser chamado de dominus et deus (“ senhor e deus”). Talvez isso despertou em Domiciano um ódio de cristãos fiéis, que teriam se recusado a ele essa demanda. No terceiro livro, o capítulo 17 de sua História Eclesiástica, Eusébio escreve,

Domiciano, tendo mostrado grande crueldade para com muitos, colocou injustamente à morte não pequeno número de homens bem-nascidos e notáveis ​​em Roma, e, sem causa exilou e confiscou a propriedade de um grande número de outros homens ilustres, finalmente tornou-se o sucessor de Nero em seu ódio e inimizade para com Deus. Ele era na verdade o segundo que suscitou uma perseguição contra nós, embora seu pai Vespasiano tivesse empreendido nada prejudicial para nós”.

Domiciano era tão odiado por seus excessos que a própria esposa participou da conspiração para assassiná-lo. Após a sua morte, seu sucessor, Nerva, inverteu muitos dos julgamentos cruéis de Domiciano, e João foi posteriormente liberado. O reinado de Domiciano terminou em 96 dC, e isso tem proporcionado os meios tradicionais para datar a redação do livro do Apocalipse”. (1).

Há um detalhe importantíssimo citado neste texto acima que deve ser destacado. A Enciclopédia Britânica esclarece que “Os anos 93-96 foram considerados como um período de terror até então insuperável“.

Como testificou Irineu, João teve as visões do Apocalipse no fim do governo de Domiciano. Considerando que o imperador foi assassinado em 18 de setembro de 96 dC, podemos concluir que João pode ter recebido as revelações no final do ano de 95, ou mesmo no inicio do ano de 96 dC, exatamente no tempo do “período de terror até então insuperável”. Portanto, fica difícil crer que ele, diante de circunstâncias extremamente desfavoráveis, conseguiu ainda enviar as mensagens para fora da ilha encorajando os cristãos a ficarem firmes diante das perseguições que seriam movidas contra eles pelo mesmo governo que o aprisionou em Patmos.

As evidências que favorecem uma data tardia para a redação do Livro de Apocalipse  ainda prevalecem, pois  como  vimos,  a alegação preterista de que João foi exilado  na década de 60 dC  inevitavelmente desmorona, não tendo nenhum  fundamento  bíblico e muito menos histórico.

Por Deus e seu Reino

1) Citado em, When was the Revelation of Jesus Christ written?

Lançados vivos no Lago de Fogo

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O Anticristo, que é a besta, e o falso profeta, foram lançados vivos no lago de fogo após a destruição de Jerusalém. É isso mesmo,  Apocalipse 19 afirma que esses homens foram finalmente  destruídos  depois que o Senhor Jesus julgou Jerusalém em 70 dC. Surpresos? Pois essa deve ser a teoria aceita se seguirmos a cronologia  preterista:

E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre”,  Apo 19:20

Onde estariam os registros de alguém sendo lançado vivo no lago de fogo imediatamente após  ( “…E, DEPOIS destas coisas …”, Ap 19:1) a destruição da cidade santa?

Para muitos  preteristas, Armagedon (Apoc 16:12-16; Apoc  19:19,20) trata da suposta queda de Jerusalém em 70 dC. Dizem que a besta era o imperador romano Nero ou mesmo seu sucessor. Mas Nero suicidou-se dois anos antes de Jerusalém ser destruída. Na verdade, Jerusalém foi destruída sob o imperador romano Vespasiano, não Nero. Além disso, nem Vespasiano, nem o seu general, Tito, foram mortos em Jerusalém com seus corpos “lançados vivos no lago de fogo e enxofre” (Apocalipse 19:20).

Eu explico…

Se o capítulo 18 trata da destruição final de Jerusalém, a Grande Cidade,  a Grande Babilônia, como desejam os preteristas, obviamente devem eles concordar que o Anticristo e o falso profeta, que aparecem finalmente destruídos em Apocalipse 19, são os mesmos  mencionados em toda a profecia do Livro. Afinal de contas, o capítulo registra como estas  figuras diabólicas foram por fim  condenadas.

Em outras palavras, o Preterismo  deve, como é forçado,  a identificá-los com ditadores romanos que viveram antes da queda de Jerusalém. Sendo  assim, o que é fato – se nos baseamos na interpretação preterista – eles, a besta e o falso profeta, foram “lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre” (19:20) imediatamente após  a queda  de Jerusalém.

Onde estão as evidências de que isso já ocorreu?

Basta somente passar os olhos no  capítulo 19 que o leitor vai observar que eles foram instrumentos do julgamento de Cristo que havia voltado (?). Quem os julga e  os lança no lago de fogo é o próprio Jesus na manifestação da sua Segunda Vinda, a qual os preteristas são obrigados a  afirmar que já  ocorreu.  Portanto, deve-se perguntar: Quem era o falso profeta e o anticristo  nessa ocasião? Uma vertente do preterismo já declarou que pelo menos um dessess personagens foi cabeça do império romano, 0 Anticristo Nero. Acho que é por isso que muitos chegaram ao absurdo de interpretar  que a besta e seus exércitos são supostamente vindo de Roma contra Jerusalém, mas isto dificilmente pode ser, pois Tito ( onde estava Nero? ) e seu  exército foram os vencedores em 70 dC, enquanto Apocalipse diz que “a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e contra os seus exércitos” (Apocalipse 19:19), foram os perdedores.

Perguntas que precisam ser respondidas pelos preteristas

Onde estão o  Anticristo e o falso profeta? A teoria preterista passada não corresponde aos fatos, pois a queda de Jerusalém em 70 dC. não extinguiu o anticristo. Nem a morte da “besta” – que segundo a interpretação destes, tem que ser Nero -, e nem os milhares de judeus mortos no cerco de Jerusalém, pôs fim ao anticristo.

Repetindo: O falso profeta e o anticristo, que aparecem nos capítulos anteriores a Apocalipse 18, capítulo que trataria da queda de Jerusalém,  são vistos no capítulo 19 sendo lançados no lago de fogo. Agora, se garantem que Apocalipse 18 ja teve cumprimento, mas Apocalipse 19 não, eles tem um problema enorme para resolver. E pior, se garantem que Apocalipse 19 ja teve cumprimento, então precisam provar  que Jesus ja retornou, pois o capítulo 19, entre outras coisas, trata da sua Segunda Vinda.

Segue abaixo as perguntas

1. Será que os que habitavam na terra antes da destruição de Jerusalém se maravilharam com Nero se recuperando de uma ferida mortal (Apocalipse 13:3)?

2. Será que Nero, ou qualquer anticristo romano, teve um falso profeta com dois chifres como um cordeiro (Ap 13:11, 12),fazendo com que todo o mundo o adorasse?

3. Será que Nero tem um falso profeta, que produziu um espetáculo cósmico fazendo fogo cair “do céu à terra, à vista dos homens” (Apocalipse 13:13)?

4. Será que Nero teve um falso profeta, que fez uma estátua do próprio Nero para todo o mundo adorar, fazendo-a falar, a fim de enganar o mundo inteiro a adorar o imperador (Apocalipse 13:15)?

5. Será que Nero teve um falso profeta que impôs uma marca na testa e na mão de todo o mundo habitado da época ao ponto de que ninguém podia comprar ou vender (Apocalipse 13:16)?

6. Será que as duas testemunhas transformaram água em sangue, atingiram toda a terra com a seca durante os 3 anos e meio da tribulação que precede o ano 70 dC? Será que Nero matou-os? Será que eles estavam mortos nas ruas de Jerusalém com todo o mundo presenciando a cena? Quando, imediatamente antes da queda de Jerusalém, pessoas de todo o mundo enviaram presentes uns aos outros por tão grande triunfo sobre estes homens? (Ap 11,3-10)

7. Será que um grande número de todas as tribos, e povos, e línguas, que ninguém podia contar, saíram da tribulação (Ap 7:9-17) que precedeu a destruição de Jerusalém em 70 dC?

Um grande número de mártires, que são de todas as tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar, segundo a interpretação  preterista, vieram da tribulação que houve antes da queda de Jerusalém. No entanto, o preterismo deve explicar o que um número incontável de pessoas de  todas as tribos, povos e línguas estavam fazendo apertadas na cidade de Jerusalém, e porque foram ali martirizadas juntamente com os judeus em 70 dC.

Segue a última pergunta

8. Foi o anticristo,” que se opõe e se exalta acima de tudo que se chama Deus ou é objeto de adoração, de modo que se assentará, como Deus no templo de Deus, mostrando-se que ele é Deus”,  destruído “pelo esplendor da sua vinda” (2 Ts, 2:4) em 70 dC?

… Vou esperar a resposta preterista…

… SENTADO!

O Imperador Nero e o Anticristo

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Segundo a teologia preterista católica a grande tribulação já ocorreu em 70 dC. Sendo assim, obviamente que a Besta, que é o Anticristo, e o falso profeta,  passaram por este mundo e já foram lançados no lago de fogo e enxofre. Isso mesmo, e não estou brincando não! Está escrito bem aqui,

Apoc 19:20 – E a besta foi presa, e com ela o falso profeta… Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.

Os dois foram lançados vivos no lago de fogo logo após a queda de Jerusalém, que segundo os preteristas ocorreu um capítulo antes.

Esses preteristas acreditam que o Livro do Apocalipse é um relato profético sobre as coisas que já foram cumpridos, e buscam por toda parte, em registros históricos do primeiro século [principalmente em Josefo], e em tudo que podem na tentativa de encontrar  detalhes que evidenciam o cumprimento das profecias contidas neste Livro.

Já disseram por aí que o Anticristo, também conhecido como “a besta”, era na verdade o imperador romano Nero. No entanto, o imperador romano Nero não foi o Anticristo como muitos preteristas alegam. Não vou expor as fontes por falta de tempo e espaço, mas se alguém quiser mesmo comprovar não será difícil reunir aqui uma centena delas.

Vamos ver se o Anticristo foi mesmo o imperador Nero

Poderiam estas passagens sobre o Anticristo, a besta, o iníquo, (2 Tess. 2:9) ser uma referência, não para um governante dos últimos dias proféticos, mas uma referência ao imperador romano Nero? Nem um pouco.

Por quê?

2 Tessalonicenses 2:8, diz

E então o iníquo [que é um dos títulos atribuídos ao Anticristo] será revelado, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca e o destruirá com o resplendor da Sua vinda.” NVI

Jesus vai matar Nero na sua vinda! Jesus já veio?

Como a Bíblia diz, o iníquo, o anticristo, será destruído por Cristo. Quando isso vai acontecer? Observe o versículo novamente.

2 Tessalonicenses 2:8

“E então o iníquo será revelado, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca e o destruirá com o resplendor da Sua vinda.”

A Bíblia ensina que esse iníquo, o anticristo, será levado a termo pelo próprio Senhor em sua “vinda”. Bem, este versículo apresenta alguns problemas sérios para os preteristas.

Como assim?

Isso não ocorreu com Nero!

Para quem está familiarizado com a história do primeiro século, sabe que Nero se suicidou aos 31 anos de idade, cortando sua própria garganta. [Fonte: “uma adaga em sua garganta“, Suetônio – c.69 – c.140, A Vida dos Doze Césares].

Longe de ser consumido pelo sopro de Cristo na sua vinda, Nero tirou a própria vida.

Isso não é tudo…

Nero cometeu suicídio dois anos antes da destruição de Jerusalém!

Os preteristas (os parciais incluídos) acreditam que a profecia de Jesus sobre sua vinda em Mateus 24, foi cumprida em 70 dC, espiritualmente.

Mas Nero comete suicídio em junho de 68 dC, dois anos antes do ano 70 dC, ano em que Jesus veio (?). A verdade é que o suicídio de Nero, dois anos antes da destruição de Jerusalém, está longe de ser um cumprimento do que 2 Tessalonicenses 2:8 diz que vai acontecer com o Anticristo.

Existem alguns outros problemas insuperáveis quando se trata do ensino aberrante de que Nero era o anticristo.

Daniel 9:27 diz que o príncipe que há de vir, uma referência do Antigo Testamento para o futuro líder mundial, faria um pacto de sete anos relativos a Israel. Nero nunca fez nenhuma aliança desse tipo; II Tessalonicenses 2:4 diz que esse futuro líder mundial vai ter “seu assento no templo de Deus, apresentando-se como sendo Deus.” Isso nunca aconteceu. Nero jamais esteve em Jerusalém!

2 Tessalonicenses 2:3-4

“Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim [a Vinda de Jesus] sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus”.

Paulo está afirmando aqui que esse homem do pecado tem que se levantar antes da Vinda do Senhor, o que fica impossível concluir como sendo um personagem que viveu vinte séculos atrás e que não foi destruído pelo próprio Cristo, como diz a profecia, que o anticristo será “destruído com o resplendor da Sua vinda”, 2 Tess 2:8.

O Iníquo

Paulo fala sobre ele em 2 Tessalonicenses

“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição”, v 3

Uma afirmação católica peterista desesperada destaca,

“O ímpio no caso não é a besta do apocalipse agida pelo espírito do Anticristo, e sim é o próprio satanás…”

Parece brincadeira, mas foi a pura verdade. Eles  enrolam todo mundo com os malabarismos doutrinários, tentam dar a volta por cima, mas acabam só piorando. Aqui, a irresponsabilidade de um teólogo  católico atesta mesmo que o iníquo, aquele mencionado por Paulo em II Tessalonicenses, é o próprio diabo. Não pode ser satanás, pois Paulo diz que ele é um homem,

“Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição”, II Tess 2:3

“… o homem do pecado…”

O Apóstolo Paulo diz que ele vem no poder de Satanás, o que deixa explícito que ele não é o próprio Satanás, 2 Tess 2:9 – “a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira”.

Nesse texto, Satanás e a Besta [o Anticristo, que é o iníquo] são vistos separadamente, Apo 20:10 – E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

Ele não é Satanás, mas sim um homem!

O Apologista Lucas Banzoli deixou  algo interessante sobre o assunto no seu site Heresias Católicas > Cezar Nero é a besta do Apocalipse?

A Tribulação não ocorreu em 70 dC

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De acordo com o preterismo, não haverá arrebatamento, não haverá tribulação, não haverá Anticristo, ou uma marca da besta. Por quê? Porque eles garantem que tudo isso já aconteceu em 70 dC.

Os preteristas fazem pleno uso da ginástica hermenêutica com voltas duplas para evitar a realidade: “que Israel voltou para sua terra e, diante dos próprios inimigos da Bíblia, está pronto para cumprir as profecias que foram anunciadas pelos profetas, as quais se realizam nos últimos dias”. Com a negação obstinada e insistente destes fatos, o preterismo ainda continua a deter um modelo ultrapassado profético.

Mais de 300 profecias do Velho Testamento, Jesus cumpriu literalmente, 30 delas no dia em que morreu. Portanto, temos a interpretação na Bíblia como a profecia é cumprida. Mudar isso é ignorar a palavra do jeito que foi escrita.

Olhe agora para as profecias da tribulação, se elas foram cumpridas na forma como a Bíblia explica. Muitas vezes não é o peso das longas explicações que justificam a posição como válida. Devemos considerar o que está faltando de tão importante para a equação. A profecia bíblica é específica e só pode ser cumprida quando todos os elementos estão presentes dentro do contexto e tomaram lugar  quase sempre do jeito que está escrito. Se não, então não podemos afirmar que tenha ocorrido.

Vamos começar com a base para este ponto de vista da profecia. Em Apocalipse  1:9 está escrito: “Eu, João,  seu irmão e companheiro  na tribulação…”.

Os preteristas assumem a posição de que João escreveu o Apocalipse antes de 70 dC, que alegam ser a tribulação. Se João menciona a tribulação, significa que a grande tribulação ocorreria imediatamente antes da destruição de Jerusalém. De acordo com o Preterismo João está dizendo que ele é seu companheiro [de Jerusalém] na grande tribulação que estava por vir sobre eles.

Jesus muitas vezes usou a palavra tribulação, e cada vez que Ele descreveu a Tribulação ela tinha uma qualificação. Jesus acrescenta à palavra tribulação uma outra palavra: grande (grego-megas), para significar superior ou grande, que intensifica o significado. Em seu contexto, toda a terra e seu ambiente serão atingidos e tornará uma panela de pressão. Será a última tribulação desse tipo, e irá terminar somente por Sua vinda a Terra.

Verso chave

Apo. 3:10 “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que virá sobre todo o mundo, para tentar os que habitam sobre a terra.”

Obviamente o mundo inteiro será envolvido neste julgamento, não é apenas isolado para Israel. Esta seria a Grande Tribulação mencionada por Jesus,

Matt 24:21: “Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até este momento, nem haverá jamais.”

Atente para o detalhe quando o verso afirma que igual a essa tribulação “não haverá jamais” outra. Segundo os preteristas, na “grande tribulação” que veio sobre Jerusalém em 70 dC, um milhão de judeus foram mortos e outras desgraças ocorreram. No entanto, em outra tribulação, envolvendo os mesmos israelitas – o Holocausto de Hitler – morreram, entre judeus e não judeus, aproximadamente 40 milhões de pessoas.

Alguns preteristas tentando dramatizar o sofrimento dos judeus em 70 dC, e querendo dar ênfase à tão terrível tribulação com a intenção de rotular como catástrofe exagerada para que se entenda que igual aquela jamais haverá outra, lembram que na fome que se alastrou dentro da cidade matavam-se os próprios familiares para servir de alimento. O problema é que na tribulação do holocausto, judeus foram transformados em carteiras – os alemães usavam pele humana (dos judeus) para várias outras utilidades. Por outro lado a segunda guerra mundial pode ser citada como a pior tribulação de todos os tempos até o presente momento. Logo, a tribulação a qual Jesus faz referência no verso acima, ainda não ocorreu.

Temos de olhar para a palavra e a DESCRIÇÃO Bíblica desta grande tribulação e entender a diferença entre tribulação, que vem a todos os santos, e a tribulação que será o julgamento da ira de Deus sobre TODO O MUNDO. É isso mesmo, Jesus fala que essa tribulação “virá sobre todo o mundo” (Apo. 3:10) e não apenas sobre Jerusalém.

Agora vamos ler novamente Apocalipse 1:9: “Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na tribulação, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.”

Tribulação – Grego – thlipsei: pressão (literal ou figurativamente):

Aflitos (- ção), angústia, sobrecarregados na perseguição.

João não fez referência ao que Jesus diz em Mat 24:21, 22: “… Porque então haverá grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até este momento, nem haverá jamais. E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria, mas por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados“.

Só o Senhor Jesus pode parar essa tribulação na ocasião do seu retorno, quando finalmente irá destruir os exércitos do mundo que se reunirão contra ele. Isso não aconteceu como previsto. O Senhor Jesus não voltou durante a batalha do Armagedom, porque essa batalha não ocorreu da forma como foi escrito.

Promessa de redenção para Israel na Tribulação

Jeremias 30:7-11

Ah! porque aquele dia é tão grande, que não houve outro semelhante; e é tempo de angústia para Jacó; ele, porém, será salvo dela. Porque será naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, que eu quebrarei o seu jugo de sobre o teu pescoço, e quebrarei os teus grilhões; e nunca mais se servirão dele os estrangeiros. Mas servirão ao Senhor, seu Deus, como também a Davi, seu rei, que lhes levantarei. Não temas, pois, tu, ó meu servo Jacó, diz o Senhor, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei de terras de longe, e à tua descendência da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e ficará em sossego, e não haverá quem o atemorize. Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente.”

A promessa para a Babilônia de Apocalipse é destruição sem chances de recuperação, o que não pode ser uma palavra para Jerusalém que no fim dos tempos descansará em paz…

Observem algumas frases: “nunca mais se servirão dele os estrangeiros”, “te livrarei de terras de longe”, “e Jacó voltará, e descansará”, “darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei e ficará em sossego”.

As nações serão punidas, o que ainda não ocorreu,

Zacarias 14:2 “… eu ajuntarei todas as nações para a batalha contra Jerusalém“. Esse encontro de “todas as nações da terra” (Zacarias 12:3) contra Jerusalém nunca ocorreu.

O que não aconteceu em 70 dC prova que o Preterismo é falso!

A Grande Apostasia aconteceu em 70 dC!

De acordo com Preterismo não há apostasia aumentando à medida que avança a história, em vez disso, devemos aguardar a cristianização do mundo. A Grande Apostasia teria acontecido no primeiro século, enquanto os apóstolos ainda estavam vivos construindo a igreja, e terminou completamente em 70 AD, enquanto João continuou a viver.

1 Tm. 4:1: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé.” Estes são os últimos dias mencionados em Miquéias 4:1 “MAS nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do Senhor será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos“. A diferença é que 1 Timóteo 4 precede Miquéias 4.

Os preteristas logo que veem a palavra últimos dias e últimos tempos afirmam ser os últimos dias de Jerusalém – ainda mais quando estas palavras aparecem seguidas de outras,  como: destruição, cólera, ira, julgamento, apostasia  e semelhantes. Porém, o problema é que quanto mais tentam argumentar, mais se atrapalham. Por que? Porque é inaceitável manter a tese de que uma apostasia foi concluída antes de 70 dC, quando a igreja tinha apenas começado a aumentar e se espalhar para outras regiões, além de Israel. Também não vemos a casa do Senhor estabelecida no Israel de 70  dC, para onde “afluirão todos os povos” como diz a passagem paralela de Miquéias. 

Na Tribulação há 144.000 Judeus ungidos para o Ministério.

Os 144.000 evangelistas judeus vêm de todas as tribos, o que nunca aconteceu da forma como é descrito antes de 70 dC, nem o resultado de sua pregação: Apoc 7:9 “Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.”

E os versos 13 e 14 concluem: “E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram? E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.”

Repare que eles são salvos de todas as nações, (não apenas da província romana), era “uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas.

Tratado de paz

Um acordo é feito com Israel, um tratado de paz que começa antes da tribulação. Claro que os preteristas têm que mudar esta escritura óbvia e achar um significado alternativo para adicionar outro tijolo no muro e construir seu argumento. Alguns dizem que Daniel 9 refere-se a aliança de Jesus, que é uma interpretação terrível.

Dan. 9:27 “Então, ele deve confirmar uma aliança com muitos por uma semana, mas no meio da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta.” A palavra para aliança é beriyth, que é a mesma palavra hebraica para aliança em outros lugares. A palavra ‘fim’, ou desistir é shabat, que todos nós podemos reconhecer como a palavra para repouso ou desistir, parar de trabalhar.

Por que todas as nações parceiras querem levar Israel a assinar um tratado de paz hoje? Rumores de paz estão constantemente ocorrendo, mas isso tudo não significa nada para um preterista…

O mundo inteiro está querendo ver esse tratado de paz feito  que a  Bíblia menciona em  1 Tess. 5:2-3 “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.”

Há um problema seríssimo com a interpretação preterista desta passagem, a qual, segundo eles, deve ser entendida dessa forma,

“Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando [os habitantes de Jerusalém] disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.

O exército romano veio como um ladrão na noite? Houve paz e segurança nos anos que antecederam a destruição de Jerusalém? Óbvio que não, pois Jerusalém estava debaixo do domínio opressor romano desde antes do nascimento do Senhor. Por outro lado jamais foi feito algum acordo de paz entre Israel ou quem quer que seja.

O mundo verá esta aliança como os meios para pôr fim à guerra e ter segurança no Oriente Médio, mas em vez disso, essa aliança vai trazer o pior pesadelo para o mundo.

O Homem do Pecado

2 Tessalonicenses 2:3-4, diz: “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim [a grande tribulação e o dia do Senhor] sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.

Os preteristas reivindicam que Nero foi o anticristo, mas dificilmente ele seria o homem adequado que a Bíblia descreve. Nero jamais esteve em Jerusalém, e mesmo que possa ser um tipo daquele que “vem”, ele não cumpriu os detalhes da profecia bíblica. E além disso tudo, ele não assinou nenhum pacto com Israel imediatamente antes da Tribulação. As pessoas não fugiram de Jerusalém por causa de Nero indo para o templo declarando-se Deus – ele não entrou no templo depois de três anos e meio do acordo ter sido assinado (Dan. 9: 27). Novamente, se a profecia não está concluída da forma como foi escrito, então não foi cumprida, ainda não ocorreu!

Para um preterista, qualquer professor apóstata ou o seu sistema religioso pode ser chamado de “anticristo”; eles afirmam que o termo não descreve nenhum ditador individual. Como não?

João diz que o espírito do anticristo já estava em ação (1 João. 2: 21; 4:1-4) e havia muitos anticristos que vieram (1 João 2:15-18), mesmo em seu dia. Porém, há um (singular), o homem do pecado. O Anticristo é um homem  que vai estar em um templo literal – essa é a conclusão de muitos estudiosos – reconstruído em Israel, declarando-se Deus, e vai causar uma abominação desoladora. Ninguém em 70 dC, no Templo de Herodes, exigiu algo semelhante ou se exaltou como sendo  Deus.

A Teologia Escatológica Convencional ensina que a abominação da desolação é o anticristo assumir o culto do templo judeu por se sentar no lugar Santo, declarando-se Deus – concordo em parte com essa interpretação, mas mesmo assim estou usando a tese convencional como base para este artigo. A Bíblia também diz que o  Anticristo vem acompanhado por sinais, prodígios e milagres,

A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira“, 2 Tess. 2: 9

E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra [de Jerusalém] que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia“, Apoc. 13: 14

Onde estão os registros desses fatos antes de 70 dC? Quando foi que Jerusalém fez uma imagem de alguém que foi mortalmente ferido a espada? Quando foi que Nero, ou quem quer que tenha sido o anticristo dos preteristas, fez sinais e prodígios para enganar, para convencer as pessoas a segui-lo, mesmo os eleitos?

Por um lado para reivindicar que Nero foi o homem do pecado, os preteristas são obrigados a confessar que Jesus já voltou, pois é o Senhor que destrói o homem do pecado pelo esplendor da sua vinda. O problema é que Nero cometeu suicídio dois anos antes de Jerusalém ser destruída…

Se seguirmos a interpretação preterista, devemos concluir que o Anticristo Nero foi destruído pelo Senhor em sua Vinda, e ao mesmo tempo em que Jesus o destrói, Ele destrói também seu exército juntamente com ele. Essa é a descrição bíblica da destruição do Anticristo, basta ler Apocalipse 19, um capítulo após a destruição de Babilônia. É isso mesmo, Jesus destrói “Nero e seu exército” depois da queda de Jerusalém ( Apoc 19:1, atente para as palavras “Depois destas coisas…”). Ops! Qual preterista esperava por essa? A coisa ficou feia agora, pois Nero já estava morto antes de Jerusalém ser atacada!

Mas, o que estou lendo aqui?  Apocalipse 19 afirma que Jesus destrói o Anticristo e todo o seu exército, um banho de sangue diferente de qualquer outro:

E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército. E a besta foi presa, e com ela o falso profeta, que diante dela fizera os sinais, com que enganou os que receberam o sinal da besta, e adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais [os reis da terra e seus exércitos] foram mortos…””. Apoc 19:19,20,21

Isso vai ocorrer imediatamente após a Segunda Vinda de Jesus, o que não pode ser um cumprimento da Escritura em 70 dC, pois Jesus não voltou naquela ocasião, e muito menos  acabou com o Anticristo e seu exército: “E então o iníquo será revelado, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá com o resplendor da Sua vinda… “, 2 Tessalonicenses 2:8-9.

Quando Jesus vier, ele destrói os exércitos do mundo e o homem de Satanás é a primeira vítima. Quando isso aconteceu em 70 dC? Em 70 dC Tito e seu exército foram os vitoriosos.

Queria muito saber onde  os preteristas podem encaixar em 70 dC os acontecimentos de Apocalipse descritos acima,  se o exército romano e seu suposto Anticristo foram os vencedores. Atentem para os detalhes,

“… E a besta foi presa, e com ela o falso profeta… Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. E os demais [os reis da terra e seus exércitos] foram mortos…”.

É isso que chamo de contradição das contradições!

O Evangelho em Todo o Mundo

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Colossenses 1:23 Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

Conclusão preterista: Paulo confirma as palavras de Jesus, quando o Senhor garante que o Evangelho seria anunciado a todo o mundo antes da destruição de Jerusalém,

Mat 24:14 – E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. 

No entanto, Jesus pode não ter dito isso,  pois adiante ele afirma, “Ensinando-as a observar tudo quanto vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo“, Mat. 28:20. O que Jesus está dizendo aqui é que o Evangelho deve ser pregado até o fim do mundo!

Vamos atentar para o contexto de Paulo aos Colossenses capítulo 1

23  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

24  Regozijo-me agora no que padeço por vós, e na minha carne cumpro o resto das aflições de Cristo, pelo seu corpo, que é a igreja;

25  Da qual eu estou feito ministro segundo a dispensação de Deus, que me foi concedida para convosco, para cumprir a palavra de Deus;

26   O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora foi manifesto aos seus santos;

27  Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória.

 Agora observem o verso cinco e seis do mesmo capítulo,

“Por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho, que já chegou a vós, como também está em todo o mundo; e já vai frutificando, como também entre vós, desde o dia em que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade”.

Quando Paulo confirma acima sobre o Evangelho, “… o qual é chegado a vós” e que “está em todo o mundo“, ele simplesmente quer ratificar que o evangelho é universal. Ele não se limita a nenhum lugar ou pessoas, mas é projetado para ser uma religião universal. Ele oferece a bem-aventurança, mesmo no céu, para todos. Não foi confinado aos judeus, ou limitado ao país estreito onde foi pregado pela primeira vez, mas foi enviado ao exterior, para o mundo gentio. O objetivo do apóstolo aqui parece ser para excitar neles um sentimento de gratidão que o evangelho tinha sido enviado a eles. Foi devido inteiramente à bondade de Deus ao enviar-lhes o evangelho, que eles tinham essa esperança da vida eterna.

O Evangelho não foi pregado a toda criatura, mas  estava sendo providenciado a ser anunciado por todo o mundo, diz Paulo aos Colossenses,

“… como também está em todo o mundo  [o Evangelho];  e já vai frutificando…”, v 5.

Há uma diferença entre uma profecia específica de Cristo, e Paulo falando sobre o que ocorria em todo o mundo com relação ao Evangelho. Na verdade, levaria séculos para chegar a vários outros grupos de pessoas.

Em Col. 1:23, na declaração de Paulo que o evangelho foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, não deve ser tomado literalmente. Este não é o caso, porque o Senhor Jesus disse em Mateus 24:14: “E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações, E então virá o fim.” O evangelho alcançando cada pessoa é uma das ocorrências que vai inaugurar a segunda vinda do Senhor e que ainda não aconteceu. O próprio Paulo disse sobre o Evangelho não proclamado ainda para todos, quando afirma que havia lugares em que Cristo  não tinha sido anunciado (Rom. 15:20, 21). Isso significa que nem todas as pessoas haviam ainda sido alcançadas até 58 dC, ocasião em que escreveu estas palavras, o que, obviamente, também não ocorreria até 70 dC.

Paulo desejava ir a Espanha

Paulo desejava ir a Espanha pregar o Evangelho, o que parece não ter ocorrido. Compare 2 Timóteo 4:6 com Romanos 15:24-28. E curioso que ele escreve o verso chave dos preteristas enquanto esteve preso em Roma,

Colossenses 1

23  Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

Perfeito, dizem os preteristas, o Evangelho já havia sido anunciado a todos os povos até a data da redação da carta aos Colossenses no ano 62 dC. Mas, havia necessidade de Paulo  ir a Espanha. É o que ele diz aos romanos três anos antes em 15:24, “Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia”. E em  15:28 ele declara, “Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha”.

Ora, mas o Apóstolo  escreve antes de ir a Espanha que toda criatura, no mundo todo, tinha ouvido o Evangelho. Se isso realmente aconteceu, então a Espanha já havia recebido o Evangelho do Senhor, todo o pais, cada pessoa. Sendo assim, Paulo não anunciaria Cristo na Espanha de forma alguma. Veja Romanos 15:20, “E desta maneira me esforcei por anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio”.

Se Cristo foi anunciado na Espanha obviamente não haveria necessidade do Apóstolo estar ali. Muitos podem argumentar: Não está dizendo que ele deveria ir a Espanha pregar o Evangelho. É mesmo, provavelmente ele foi esquiar!

Portanto, e repetindo o argumento: o que Paulo quis dizer no verso 23 de Colossenses pode ser explicado no mesmo capitulo, verso seis, “Em todo o mundo este evangelho vai frutificando” (Col.1:6).

“Em todo o mundo”, como um uso hiperbólico, não deve ser tomado literalmente. O apóstolo aqui provavelmente determinou a entender que o evangelho é uma mensagem universal, concebido para todos os homens e adequado para ser pregado entre todas as nações. O que ele quer dizer no contexto de Colossenses é que o Evangelho avançava alcançando vários povos.

Uma hipérbole é uma figura de linguagem que contém um exagero óbvio (sem nenhuma intenção de duplicidade) com o objetivo de enfatizar uma verdade, e foi exatamente isto que Paulo fez em Colossenses 1:23. A Bíblia está repleta de hipérbole, o que, na maioria dos contextos, é perfeitamente óbvio e não faz qualquer crítica. Por exemplo, dizia-se dos povos pagãos a leste do Jordão que “os seus camelos eram inumeráveis, como a areia que está na praia do mar” (Juízes 6:5; cf 1 Samuel 13:5).

O Senhor prometeu a Abraão que a sua “semente” seria “como o pó da terra”, ou seja, inumerável (Gênesis 13:16; cf Gálatas 3:29) – Isto é hipérbole.

O Apóstolo João uma vez afirmou que todos os livros do mundo não poderiam conter os milagres que Jesus realizou (João 21:25). Claramente, ele emprega uma linguagem hiperbólica. Se Cristo tivesse realizado um milagre cada hora, dia e noite, para todos os 1.260 dias do seu ministério terreno, teríamos 30.240 sinais. Mesmo essa quantidade poderia ter sido alojada nas bibliotecas do mundo antigo. A antiga Biblioteca de Alexandria, segundo Estrabão, o grego geógrafo, continha 700.000 volumes. Diante desses exemplos, certamente nenhuma pessoa racional de integridade vai acusar os registros bíblicos de erro, simplesmente porque, em revelar a vasta expansão do Cristianismo – até mesmo dentro do primeiro século – algumas expressões hiperbólicas são usadas para dramatizar.

Observe como alguns antagonistas judeus na cidade de Tessalônica, vendo a influência de Paulo e Silas, gritaram: “estes viraram o mundo de cabeça para baixo” (Atos 17:6, cf Lucas 2:1, Atos 11:28; 19:27; 24:5). Obviamente, o termo “mundo” nestes textos tem um alcance limitado, literalmente falando.

A declaração de Paulo aos Colossenses deve ser tomada como uma hipérbole. Isso é um exagero intencional com a finalidade de dar ênfase. Ele não está afirmando que cada indivíduo no mundo durante seu tempo tinha ouvido o evangelho. Mas o Evangelho foi se espalhando tão rápido e tão longe que até os fariseus do tempo de Jesus disseram: “Não conseguimos nada. Olhem como o mundo todo vai atrás dele!” (Jo 12:19). Eles certamente não tinham “ido atrás” de Jesus, portanto, isto é entendido como uma hipérbole, ou seja, um exagero para enfatizar a expressão.

Col. 1:23: A palavra grega que foi traduzida como “terra” aqui é THEMELIO e significa literalmente, “estabelecer uma base para.” Foi traduzido “fundada” em Mateus 7:25 e Lucas 6:48, quando Jesus deu a parábola do homem que construiu sua casa sobre a rocha. A casa resistiu ao dilúvio, porque foi “fundada” sobre uma rocha.

Outra passagem usada pelos preteristas

Romanos 16:25-26, “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações [etnia] para obediência da fé”.

O Evangelho estava sendo dado a conhecer a todas as nações no tempo de Paulo!!!

E agora?

Óbvio que isto não foi feito quando Paulo escreveu Romanos. Se fosse assim, então toda a atividade missionária teria cessado. Ele apenas dizia que o Evangelho era universal, oferecido a todas as nações. Portanto, como podemos definir expressões do Apóstolo quando ele afirma sobre o Evangelho que foi anunciado por ele de uma extremidade a outra da terra? Eu acho que provavelmente significa algo mais parecido com isto:

Atos 20:26, “Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.     Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus”.

Agora, se os preteristas querem continuar insistindo na tese de que o Evangelho foi pregado a todo mundo antes de 70 dC, devem explicar, por exemplo – e citando apenas dois, Se os apóstolos sabiam disso, então por que Tomé foi martirizado anunciando o Evangelho na Índia depois de 70 dC?

Por que Felipe foi para o leste da Turquia pregar o Evangelho depois de 70 dC, e ali foi executado, se o Evangelho havia já alcançado aquele povo? Provavelmente o preterismo não poderá reponder satisfatoriamente…

Como vimos, a proposta preterista é  confusa e ingênua, sendo fácil de refutar. A alegação de que o Evangelho foi pregado em todo o mundo antes da destruição de Jerusalém é por demais imprecisa e infantil.

A Deus toda Glória

Babilônia e o Sangue dos Apóstolos

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Lucas 11:49-51 “… Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros; Para que desta geração seja requerido  o sangue   de    todos    os profetas que,  desde a fundação   do   mundo,    foi derramado;  Desde o sangue de Abel, até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo; assim, vos digo, será requerido desta geração…”. 

Aqui o Senhor Jesus sentencia “Jerusalém” a uma pena terrível quando joga sobre seus ombros toda a responsabilidade pelas mortes dos profetas do Antigo Testamento.

No entanto, fica uma lacuna, pois se comparamos esta palavra com outra sentença em Apocalipse que descreve a queda de Babilônia descobrimos algo curioso. Observamos no texto, que Deus exige de Babilônia o sangue dos profetas, o sangue das testemunhas de Jesus e o sangue DOS APÓSTOLOS. Podemos inferir pelo contexto de Lucas que os Apóstolos foram perseguidos por Jerusalém, mas não mortos por ela. Note abaixo que a profecia em Apocalipse incluiu Apóstolos e testemunhas de Jesus.

Apocalipse 18

20  Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.

24   E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos [Apóstolos], e de todos os que foram mortos na terra.

Apocalipse 17

6   E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos [Apóstolos], e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

Além disso, Jerusalém jamais poderia ser responsável pelos milhões de cristãos que foram martirizados depois de sua destruição. E aqui entra mais uma questão crucial que precisa ser respondida pelo preterismo: Por que a sentença muda em Apocalipse quando responsabiliza Babilônia pelo sangue de todos que foram mortos sobre a terra, omitindo a expressão “desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias”, se o julgamento é mesmo sobre a Jerusalém de 70 dC?

Lucas escreveu seu Evangelho por volta de 60; uma vez que a conclusão de Atos mostra Paulo em Roma, sabemos que o Evangelho de Lucas foi escrito antes disso (Atos 1:1). Por outro lado, se Lucas tivesse escrito seu Evangelho depois de 70 dC, certamente falaria sobre a destruição de Jerusalém.  Portanto, se seguimos a cronologia preterista, João ja estava em Pátmos se preparando para escrever sobre as visões do Apocalipse ao mesmo tempo em que Lucas redigia o Evangelho. Se fosse mesmo verdade que os dois escritores estavam tão perto um do outro na escrita, por que em Apocalipse João não repete a sentença, “a vingança pelo sangue de Abel até Zacarias“, mas ali fala de Apóstolos e testemunhas de Jesus? Testemunhas de Jesus e apóstolos só poderiam ter sido martirizados depois da morte do Senhor. O que temos aqui é muito sério, e nos estimula à uma pergunta importante:  Quantas testemunhas do Senhor Jesus e Apóstolos morreram antes de 70 dC ao ponto de Apocalipse conclamar que se alegrem pela vingança de seu sangue? Por que este estardalhaço todo para vingar uma dúzia de testemunhas do Senhor e menos de três Apóstolos?

O que o preterismo propóe é conraditório, pois eles colocam João em Patmos escrevendo Apocalipse 18 antes da destruição de Jerusalém, época em que pouquíssimas testemunhas de Jesus haviam sido martirizadas. E como sabemos também, a maioria dos Apóstolos do Senhor só vieram a morrer  muitos anos depois da queda  da Cidade Santa.

E mesmo que fique provado que o Apóstolo Paulo foi executado em 67, que Pedro morreu no mesmo ano, sabemos que não poderíamos de forma alguma responsabilizar Jerusalém por suas mortes. Sendo assim, só temos “dois Apóstolos” martirizados dentro de Jerusalém até 70 dC e apenas um registro bíblico (Atos 12:1, 2): Tiago, irmão de João, que foi assassinado por ordem de Herodes, um rei nomeado por Roma, também criado e educado em Roma – Marcus Julius Agrippa, assim chamado em homenagem ao estadista romano Marcus Vipsanius Agripa, e  Tiago, irmão de Jesus, que apesar de não fazer parte dos doze, também foi chamado de Apóstolo. Os registros sobre a morte de Tiago podem ser encontrados fora das Escrituras.

Jerusalém e o sangue dos Apóstolos

Observem que no contexto de Apocalipse 18, Deus conclama     muitos a se alegrarem com a derrocada dessa babel, e entre eles achamos dois tipos de mártires; isso nos traz uma revelação surpreendente, pois dentre os que devem se alegrar com a queda de Babilônia estão: “As testemunhas de Jesus e os Apóstolos”. Aqui e dito que eles se alegrem por terem seu sangue vingado. O que nos chama a atenção é: Podemos responsabilizar mesmo Jerusalém pelo martírio dos Apóstolos e das testemunhas de Jesus?

Leia novamente os textos

Apocalipse 18

20 Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela.

24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra. 

Apocalipse 16

6 Visto como derramaram o sangue dos santos [Apóstolos] e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores. 

Apocalipse 17

7 E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos [Apóstolos], e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração.

O contexto mostra também profetas. Por mais esse motivo o preterismo afirma que Babilônia deve se referir a Jerusalém, porque só Jerusalém matou profetas do Antigo Testamento, e “profetas do Apocalipse deve referir-se profetas do Antigo Testamento”. Os textos citados acima nos dizem que Babilônia estava embriagada com o sangue dos profetas. Este é um ponto crítico! O termo “os profetas” aparece 88 vezes no Novo Testamento. Para muitos, o uso predominantemente normal do termo refere-se a profetas do Antigo Testamento apenas, o que não é verdade.

Apocalipse 18:20, evidentemente, refere-se apóstolos do Novo Testamento. E os profetas?  Podemos ler: “Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela“. O outro texto fala das testemunhas de Jesus, o que só pode ser aplicado para testemunhas da era do Novo Concerto.  Então, para discutir se estes são apenas os profetas do Antigo Pacto é bastante duvidoso.

A palavra Apóstolo aqui é comumente limitada aos 12. Não há impropriedade, no entanto, em supor que os apóstolos são referidos aqui,  uma vez que eles teriam a oportunidade de se alegrar que o grande obstáculo para o reino do Redentor foi agora retirado, e que quem causou suas mortes e sofrimento estava agora sendo julgada.

Testemunhas de Jesus, santos  apóstolos e profetas”, fazem  três tipos distintos de pessoas, que consiste  a Igreja, sendo que a expressão santos pode também ser aplicada aos membros privados das  igrejas. Babilônia aqui persegue a Igreja do Senhor e por essa perseguição ela será cobrada.

Difícil identificar a Babilônia de Apocalipse com Jerusalém. Primeiro, Jerusalém não se encaixa com a descrição em Apocalipse capítulo 17, como a cidade sobre sete colinas.   Além disso, Jerusalém não saiu do Império Romano, mas o chifre pequeno de Daniel (que deve ser identificado com a Babilônia do Apocalipse) saiu do Império Romano. Mas esse é assunto para outro tópico… 

Depois da Destruição de Jerusalém

Milhões de cristãos foram mortos durante séculos após a destruição de Jerusalém – até um ateu, criança ou mobralista sabe desse fato. Portanto, Jerusalém não pode ser responsável por estes mártires. Sendo assim, o sangue destes só pode ser requerido de outro.  Por isso existe uma diferença no julgamento da grande Babilônia de Apocalipse 18: Ela passa a ser responsável por todas as mortes que ocorreram na terra. Por esse motivo, Jerusalém/Israel não pode ser responsabilizado pelos mártires exterminados após sua queda em 70 dC, pois a nação estava destruída, e em breve seria espalhada por sobre a terra, sem poder militar, eclesiástico e politico.

É desta, que tomou o lugar de Jerusalém e da Babilônia antiga, que Deus cobra pelo sangue de “… todos os que foram mortos na terra” (Apo 18:24).

A responsabilidade sobre “todos que foram mortos sobre a terra”, refere-se a seus conselhos e influência, quando envolve outras nações e povos para perseguir e destruir os verdadeiros seguidores de Deus. Todos que  foram mortos sobre a terra: não só daqueles que foram mortos na cidade de Roma, mas  todos aqueles que foram mortos por todo o império,  sendo mortos por sua ordem, ou com seu consentimento.

Não há cidade atualmente que possamos aplicar este título a não ser a Roma Católica. A culpa do sangue derramado sob os imperadores pagãos não foi removido sob os Papas, mas extremamente multiplicado. Nem é Roma apenas responsável por aquilo que tem sido derramado na cidade, mas pelo que  derramou em toda a terra. Em Roma  sob o papa, bem como antes, sob os imperadores pagãos,  ordens foram dadas, sangrentas e editais,  para que:  o sangue de homens santos seja derramado, enquanto havia grande alegria para ela. E que quantidade imensa de sangue foi derramado por seus agentes!

Charles IX, da França, em sua carta a Gregório XIII., Orgulha-se, que em pouco tempo e após o massacre de Paris, ele tinha destruído setenta mil Huguenotes. Alguns têm calculado que, a partir do ano 1518 até 1548, quinze milhões de protestantes morreram pela Inquisição. A estes podemos acrescentar inúmeros mártires, em tempos antigos, meio e fim, na Boêmia, Alemanha, Holanda, França, Inglaterra, Irlanda, e muitas outras partes da Europa, África e Ásia.

O massacre de santos continuou com a Roma pagã e não cessou depois que ela ruiu. Até um incrédulo aprende na escola qual foi a nação que reinou sobre os reis da terra e continuou reinando enquanto Jerusalém/Israel andava errante entre outros povos sem influência aliada nenhuma.

O que Deus faz, na verdade, é lançar a culpa sobre essa Babel pelo sangue de TODOS que foram mortos por sua fé, o que deve significar que sobre ela recai o sangue de todos os mártires em todos os tempos. Isso porque ela é uma extensão da Babel original. Assim, Deus faz cair sobre ela a responsabilidade por todos os martírios ocorridos desde os tempos passados até o dia de seu julgamento. Se a sentença é dada para o tempo do fim, então ela tem mesmo que ser responsável por todos os cristãos que foram eliminados em todos os tempos.

Sabemos que Apocalipse superlota os tempos de profecias sobre as tribulações que viveu o povo de Deus nas mãos do império Romano, e que podem ser extraídas para cumprimento real, mesmo se o preterismo católico romano declare a aberrante heresia de que os capítulos de 1 a 19 de Apocalipse tiveram cumprimento em 70 dC.

Ela, a Babilônia, é vista embriagada com o sangue dos mártires.

E eu vi a mulher embriagada com o sangue dos santos, e com o sangue dos mártires de Jesus: e quando eu a vi admirei-me com grande admiração.” (17 v6)

Isto é uma profecia, e Jerusalém já estava destruída nessa época. Por isso Deus não pode requerer o sangue dos milhões que foram mortos após a destruição de Jerusalém da própria Jerusalém!

Os que sofreram o martírio do mundo todo depois da queda da Cidade Santa foram em números elevadíssimos comparados aos santos de Abel até Zacarias. O massacre de cristãos foi tão vasto após a destruição de Jerusalém que os cálculos se perdem em milhões de pessoas. E dessa Babel que João fala, e ela não pode ser Jerusalém. Por isso em Apocalipse 18 ela é sentenciada por muitas coisas, sendo que uma delas é sangue, sangue humano,

Apo 18

24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.

Tudo nos leva a crer que essa foi uma palavra que será cumprida num tempo de julgamento final: O ACERTO DE CONTAS. Se o texto inclui todos os que foram mortos sobre a terra, entre eles Apóstolos e testemunhas de Jesus, então fica implícito que chegava ao fim a era dos mártires e a hora de cobrar o sangue destes. Fica evidente que é chegado o dia do acerto de contas, feito um capítulo antes da vinda de Jesus registrada em Apocalipse 19. Esse é o momento do julgamento dessa Babilônia, quando Deus lhe cobra por todos aqueles que foram martirizados por sua fé.

Fica extremamente ridículo afirmar quem em 70 dC houve vingança pelo sangue dos Apóstolos e pelo sangue das testemunhas de Jesus, o que supostamente teria ocorrido trinta e cinco anos apenas após a morte do Senhor, quando não havia tantos registros de mártires do Novo Testamento, sabendo também que a maioria dos Apóstolos atravessou a década de 70 ainda com vida.

O contexto aqui revela um julgamento final de Babilônia, o que não pode ter ocorrido em 70 dC. Sabemos com certeza que a maior parte  dos Apóstolos (e aqui provavelmente fala do grupo que Jesus escolheu, pois eles são especialmente citados separados das testemunhas de Jesus e dos profetas)  morreu depois da destruição de Jerusalém. Portanto, não há como ela ser responsável por ter eliminado Apóstolos e testemunhas do Senhor.

Jerusalém não pode ser responsabilizada pelos milhares de cristãos jogados para as feras nas arenas romanas. Não se pode responsabilizar Jerusalém pelas tochas humanas que clareavam as ruas nas adjacências de Roma… E muito menos podemos responsabilizar Jerusalém pela INQUISIÇÃO!

O contexto de Apocalipse 18 revela como Deus toma vingança contra aqueles que mataram seus profetas e apóstolos e até mesmo o seu bendito Filho. Finalmente, todos aqueles martirizados por estes devem ser vingados. O momento tão esperado de retribuição e vingança pelo qual todos os redimidos esperavam, chegou…

Estas fotografias nos últimos versos do capítulo 18 de Apocalipse mostram, a partir de dentro, o resultado do colapso no sistema babilônico. A sua total destruição é mostrada pela repetição de várias frases como, “não será jamais achada”, “não se ouvirá mais” e “não se achará mais”. A pedra lançada ao mar retrata a violência e a permanência da destruição. O sistema babilônico começou em Gênesis 10, e continuou sem interrupção, de uma forma ou de outra, até os dias de hoje. Mas um dia ele vai de repente “afundar”, para nunca mais voltar.

Para qual Geração Jesus Falou?

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Apresento aqui mais uma interpretação alternativa do sermão de  Jesus sobre “esta geração”. A leitura é por demais  interessante…

Mateus 24:34 – Esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam

Se o prazo é a passagem da primeira geração, então, conclui o preterismo, todas as coisas que Jesus menciona no Sermão do Monte ocorreram até 70 dC de acordo com Mateus 24:34.

Mateus 24:34, Marcos 13:30, Lucas 21:32 – “Esta geração não passará até que todas estas coisas aconteçam.”

O preterismo  insiste que esta  geração é a audiência imediata de Jesus – os Apóstolos e o povo judeu da época. A chave para identificar qual geração, é o pronome “vós”, usado nos versos precedentes em todas as três passagens (Mateus 24:33, Marcos 13:29, Lucas 21:31)

Também vós, quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, mesmo às portas

Que geração? A geração que vê todas as coisas acontecerem!

Jesus faz uso de “vós” indicando que seria a geração do seu público imediato que não iria passar até que tudo se cumprisse? NÃO!

O Transcendente “vós”

Há muitas ocasiões na Bíblia em que Deus fala a uma audiência imediata, fisicamente presente, mas é na verdade um grupo maior de indivíduos que indica uma geração vindoura.

Exemplos:

A Grande Comissão – Mateus 28:18-20 – “Ide, pois, e ensinai todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo: ensinando-os a observar todas as coisas que eu tenho ordenado: e eis que estou convosco sempre, até o fim do mundo “.

Jesus estaria com eles até o fim do mundo? O mundo ainda não acabou, mas aquela geração dos discípulos já passou a dois milênios. Morreu todo mundo!

O princípio de “vós e convosco” é um grande princípio sobre passagens proféticas, e muitas vezes  dizem respeito às gerações que estarão vivendo as “últimas coisas”.

No entanto, podemos ter uma idéia de como este princípio funciona mesmo, olhando para algumas afirmações centrais que definem a Nova Aliança como a Grande Comissão .  A igreja primitiva claramente aplica a Grande Comissão de Jesus a mais do que apenas aos homens fisicamente presentes nesse dia, mas incluindo as futuras gerações que ainda não tinham acreditado – 2 Timóteo 2:2, 4:2, Tito 1:5, 9

O  que  dizer dos   Santos do Velho Testamento que morreram sem terem recebido as promessas dirigidas por Deus a eles como o público original ? Eles são elogiados por acreditar que as promessas viriam a passar e que Deus não era um mentiroso, mesmo que não veio a acontecer em suas vidas.

Encontramos também em Deuteronômio 18:14-19 o termo “vós”, aqui empregado como referência a uma futura geração.

“O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de vós, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis; Conforme a tudo o que pediste ao Senhor teu Deus em Horebe, no dia da assembléia, dizendo: Não ouvirei mais a voz do Senhor teu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra. Então o Senhor me disse: Falaram bem naquilo que disseram. Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.  E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele”.

Moisés claramente fala de Jesus. Agora observem o que Jesus faria na geração de Moisés:

“… e ele lhes falará…” 

Aqui acaba o preterismo!

O pronome “vós” e semelhantes, são usados de maneira uniforme ao longo desta passagem .   Moisés fala a seus contemporâneos usando “vós” para indicar que um profeta se levantará dentre eles. A mesma semelhança textual do  Sermão do Monte, quando Jesus se dirige a sua audiência parecendo falar definitivamente para eles apenas.

Em João 1:21, 25  os judeus entenderam que aquele profeta que Moisés falou  ainda não tinha chegado até mesmo por seu dia, e nem mesmo consideraram Moisés  um falso profeta. Em Atos 3:19-26  Pedro indica que Jesus era o profeta de quem Moisés estava se referindo e que os contemporâneos de Pedro eram o “vós” que Moisés estava indicando em Deuteronômio 18:14-19. E  em Atos 7:37 Estevão  indica que Jesus era o profeta de quem Moisés estava se referindo e que os contemporâneos de Estevão  eram o “vós” que Moisés estava indicando.

Conclusão

Moisés usa “vós” ao falar de seus contemporâneos para indicar uma geração da qual um  Profeta surgiria centenas de anos depois .     Da mesma forma Jesus, que é o Profeta comparado a Moisés, também usa “vós” ao falar de seus contemporâneos para indicar uma geração durante o qual as profecias  seriam cumpridas, e cumpridas centenas de anos depois.

A chave para  geração é a palavra “vós”, ou similares, depende da tradução. E de acordo com este princípio, “vós” pode ser usada para indicar alguém para além da audiência imediata, mesmo uma geração a nascer milhares de anos depois .

Portanto, o Sermão do Monte não exige que qualquer ou todos os eventos profetizados nele tenham passado antes do primeiro século, na primeira geração de cristãos como os preteristas reclamam.